A dívida atravessou a porteira: recuperação judicial no agro cresce 33% e já atingem usinas, revendas e transportadoras

Compre Rural • 7 de agosto de 2026

Setor registrou 517 pedidos de recuperação judicial no agro no primeiro trimestre de 2026, envolvendo R$ 38 bilhões em passivos; avanço mostra que a pressão financeira deixou de ser um problema restrito ao produtor rural.


A recuperação judicial deixou de ser um problema concentrado dentro das propriedades rurais. Depois de atingir produtores pressionados por quebras de safra, margens menores, juros elevados e dívidas acumuladas, a dificuldade financeira começou a avançar sobre empresas que vendem insumos, recebem grãos, industrializam matérias-primas, armazenam a produção e transportam cargas.


No primeiro trimestre de 2026, o agronegócio brasileiro registrou 517 pedidos de recuperação judicial, crescimento de 33% em relação aos 389 processos contabilizados no mesmo período do ano anterior. Juntos, os produtores e as empresas envolvidos acumulavam aproximadamente R$ 38 bilhões em passivos, segundo levantamento da NEOT Tecnologia e Informação.


Os dados confirmam que o recorde observado em 2025 não representou o fim do ciclo de deterioração. No ano passado, a Serasa Experian contabilizou 1.990 solicitações de recuperação judicial ligadas ao agronegócio, alta de 56,4% em relação a 2024 e o maior resultado desde o início da série histórica, em 2021.


Mais do que uma sequência de empresas recorrendo à Justiça, os números funcionam como um termômetro antecipado da saúde financeira de toda a economia do agronegócio. Quando o produtor perde capacidade de pagamento, o problema não permanece dentro da fazenda. Ele aparece posteriormente no caixa de revendas, cooperativas, tradings, agroindústrias, transportadoras e instituições financeiras.


O efeito dominó começou no produtor


Os produtores rurais ainda concentram a maior parcela dos novos processos. Dos 517 pedidos registrados entre janeiro e março de 2026, 305 foram apresentados por produtores, equivalentes a 59% do total.


Na sequência aparecem as revendas e distribuidoras de insumos, com 83 processos. Agroindústrias e usinas somaram 62 casos, enquanto empresas de logística, armazenagem e transporte responderam por outros 41 pedidos.


A distribuição revela como a crise financeira atravessa os diferentes elos da cadeia.


Uma lavoura que produz menos do que o esperado reduz a capacidade do produtor de pagar financiamentos, fornecedores, arrendamentos e contratos de troca. A revenda que não recebe perde liquidez para cumprir seus compromissos com a indústria. A indústria reduz prazos, limita vendas financiadas e passa a exigir mais garantias. Bancos e cooperativas, por sua vez, tornam-se mais seletivos na concessão de novos recursos.


O resultado é um ambiente de crédito mais caro e restrito justamente quando o setor precisa financiar uma nova safra.


“O produtor deixa de pagar primeiro. Depois de cerca de três trimestres, esse efeito aparece nas empresas que dependem dele”, afirmou Claudio Damasceno, sócio sênior da RGF, ao analisar o avanço da crise para além das propriedades.


A defasagem ajuda a entender por que as recuperações judiciais continuam crescendo mesmo quando há melhora pontual na produção ou nos preços agrícolas. O pedido protocolado hoje pode refletir uma perda ocorrida vários meses ou até anos antes.


R$ 31,5 bilhões estão concentrados nas maiores dívidas


O passivo de R$ 38 bilhões também mostra que os processos não possuem o mesmo peso econômico.


Do total identificado pela NEOT, R$ 31,5 bilhões estavam concentrados em operações com dívidas superiores a R$ 30 milhões. Os outros R$ 6,5 bilhões pertenciam a produtores e empresas com passivos abaixo desse valor.


Apenas dez companhias possuíam dívidas superiores a R$ 300 milhões. Embora representassem uma parcela pequena dos processos, esses grupos concentravam parte significativa da exposição financeira.


A recuperação judicial de uma grande empresa rural ou agroindustrial pode envolver centenas de credores, propriedades em diferentes estados, contratos de arrendamento, máquinas financiadas, Cédulas de Produto Rural, garantias sobre safras e operações cruzadas entre pessoas físicas e empresas do mesmo grupo econômico.


Por isso, contar apenas o número de pedidos não é suficiente. Também é necessário observar o tamanho das dívidas e a posição ocupada pelo devedor dentro da cadeia.


Uma cerealista pode ser devedora de bancos e, ao mesmo tempo, credora de produtores. Uma revenda pode dever à indústria enquanto ainda aguarda o pagamento de agricultores. Quando um desses elos perde liquidez, o impacto tende a ser transferido para os demais.


Clima, preços baixos e juros formaram uma combinação perigosa


Os eventos climáticos e as frustrações de safra foram mencionados em 85% das petições analisadas pela NEOT. A queda no preço das commodities apareceu em 75% dos processos, enquanto o descasamento entre o custo dos insumos e o valor recebido pela produção foi citado em 68%.


Os juros elevados aparecem em 60% das ações. Dívidas relacionadas a investimentos realizados anteriormente, como compra de terras, máquinas, estruturas de armazenagem ou expansão de área, foram mencionadas em 52%.


Os percentuais demonstram que raramente existe uma única causa para a recuperação judicial.


Em muitos casos, produtores e empresas ampliaram seus investimentos durante períodos de preços mais favoráveis e maior disponibilidade de crédito. Posteriormente, encontraram custos financeiros maiores, redução das cotações e problemas climáticos que limitaram a produtividade.


Como parte relevante das despesas é contratada antes do plantio, o resultado financeiro depende de uma produtividade e de um preço que ainda não são conhecidos. Quando ambos ficam abaixo das projeções, a receita pode não ser suficiente para cobrir os compromissos já assumidos.


Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, afirma que o ambiente restritivo de crédito, os custos elevados e o nível de alavancagem continuaram pressionando o caixa das operações rurais.


“A recuperação judicial deve ser o último recurso a ser utilizado”, declarou o executivo ao defender planejamento financeiro e renegociação das dívidas antes do agravamento da situação.


Barter ampliou a exposição das revendas


O crescimento das recuperações entre revendas de insumos também chama atenção para um dos principais modelos de financiamento das lavouras brasileiras: as operações de barter.


Nesse tipo de negociação, o produtor recebe sementes, fertilizantes e defensivos antes do plantio e se compromete a pagar com uma quantidade previamente definida de grãos depois da colheita.


O modelo reduz a necessidade de desembolso imediato na propriedade, mas transfere parte do risco da produção para revendas, cooperativas e tradings.


Quando a safra fica abaixo do esperado ou o produtor não consegue cumprir o contrato, a empresa que antecipou os insumos deixa de receber os grãos ou o valor correspondente. A perda afeta diretamente seu capital de giro.


O crescimento dos pedidos entre revendas indica que uma parcela do risco, antes concentrada nos bancos, passou a ser dividida por toda a estrutura de financiamento do agronegócio.


Bancos aparecem como credores na maioria dos processos. Também estão expostas cooperativas de crédito, empresas de insumos, tradings, fundos de direitos creditórios e Fiagros.


O avanço das recuperações tende, portanto, a produzir uma consequência adicional: fornecedores e financiadores passam a restringir limites, revisar garantias e cobrar mais pelo risco. Mesmo produtores financeiramente organizados podem encontrar condições mais duras no próximo ciclo.


Soja lidera em quantidade; usinas preocupam proporcionalmente


A cadeia da soja concentrou 45,1% dos processos registrados no primeiro trimestre de 2026. A pecuária de corte apareceu com 16,5%, enquanto a cadeia da cana-de-açúcar respondeu por 9,1%.


A liderança da soja em números absolutos está relacionada ao tamanho da atividade, à extensão da área cultivada e à quantidade de produtores, revendas, cerealistas e prestadores de serviço envolvidos.


O setor sucroenergético, entretanto, merece uma leitura específica.


Embora reúna menos pedidos em números absolutos, usinas e destilarias continuam aparecendo entre as maiores incidências proporcionais de insolvência quando o número de empresas em recuperação é comparado ao universo de companhias em atividade.


Dados da RGF Analytics apontam que a cadeia sucroalcooleira encerrou o segundo trimestre de 2026 com 125 empresas em recuperação judicial, aumento de 5,9% em relação ao trimestre anterior.


A vulnerabilidade está ligada à própria estrutura do setor. Uma usina precisa financiar simultaneamente a produção agrícola, a renovação dos canaviais, a manutenção industrial e a compra de matéria-prima.


O desempenho financeiro depende da produtividade da cana, da eficiência da indústria, dos preços do açúcar e do etanol, do câmbio e do custo do capital. Uma empresa pode possuir ativos valiosos e capacidade produtiva, mas ainda enfrentar falta de caixa para cumprir dívidas contratadas em outro cenário econômico.


Por isso, o sucroenergético funciona como um dos pontos mais sensíveis da atual crise de liquidez.


Transporte rodoviário pode ser o próximo elo pressionado


A próxima etapa da deterioração financeira pode aparecer com maior intensidade em setores que nem sempre são classificados formalmente como parte do agronegócio, mas dependem diretamente da produção rural. O transporte rodoviário de cargas é um dos principais exemplos.


Quando o produtor reduz a compra de fertilizantes e defensivos, diminui o volume de insumos transportados até as propriedades. Se há quebra de safra, menos grãos seguem para armazéns, indústrias e portos.


Quando uma usina, cerealista ou agroindústria reduz suas operações, também cai a demanda por fretes. Além disso, transportadoras podem ter pagamentos a receber de empresas que ingressaram em recuperação judicial, transformando serviços já realizados em créditos sujeitos a renegociação.


Os 41 pedidos registrados entre empresas de logística, armazenagem e transporte no primeiro trimestre indicam que parte desse movimento já começou. A queda da renda rural também reduz a renovação de caminhões, máquinas e implementos, afeta o consumo de combustível e limita a contratação de serviços nos municípios dependentes do agronegócio.


O problema deixa, assim, de ser apenas financeiro e passa a interferir na atividade econômica regional.


Recuperação judicial não significa falência


A recuperação judicial foi criada para permitir que empresas economicamente viáveis reorganizem suas dívidas, preservem a atividade produtiva e negociem coletivamente com os credores. O pedido, portanto, não significa necessariamente que a empresa encerrará suas operações. Mas a proteção da Justiça não cria receita, não recupera produtividade e não corrige uma estrutura de custos desequilibrada. Sem ajustes operacionais, venda de ativos, renegociações possíveis de cumprir e recuperação das margens, o processo pode apenas adiar o problema.


Diante do aumento dos casos, o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu em 2026 novas diretrizes para a análise das recuperações envolvendo produtores rurais. Entre as exigências estão a comprovação do tempo de atividade, a organização das informações patrimoniais e a apresentação de dados que permitam avaliar a viabilidade da operação.


“O produtor rural que busca a recuperação judicial precisa encontrar um Judiciário que compreenda o ciclo da safra”, afirmou o ministro do Superior Tribunal de Justiça Raul Araújo.


Um termômetro da economia do agronegócio


As recuperações judiciais registradas hoje refletem, em muitos casos, investimentos e dívidas assumidos anos atrás.


Mesmo uma safra positiva pode não ser suficiente para eliminar passivos acumulados. O produtor pode colher mais e continuar pressionado por financiamentos antigos. A revenda pode aumentar as vendas e ainda carregar créditos de difícil recebimento. A agroindústria pode operar normalmente, mas enfrentar vencimentos incompatíveis com sua geração de caixa.


É por isso que o crescimento das recuperações deve ser observado como um indicador mais amplo.


Os processos mostram onde a liquidez diminuiu, quais setores perderam capacidade de investimento e até que ponto as dificuldades surgidas dentro das propriedades foram transferidas para outros participantes da cadeia.


A crise financeira já atravessou a porteira. O desafio agora é evitar que a reorganização das dívidas resulte em uma restrição prolongada ao crédito, à compra de insumos, à movimentação de cargas e à capacidade produtiva do agronegócio brasileiro.



Por RepórterMT 4 de setembro de 2026
Mato Grosso atingiu a marca de R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais recolhidos desde o início do ano. O montante, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso), foi alcançado oito dias antes do registrado no ano passado e equivale a 1,25% de tudo o que foi arrecadado no país.  O volume financeiro reflete o dinamismo das cadeias produtivas e a atividade comercial em todo o território mato-grossense, tendo o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) como o principal vetor da receita estadual. No ranking municipal, a capital mato-grossense lidera isoladamente a arrecadação no Estado. Na sequência, destacam-se os principais polos econômicos do interior, que concentram grande parte do volume de operações comerciais e de serviços. Veja lista: Cuiabá - R$ 830 milhões Rondonópolis - R$ 224 milhões Sinop - R$ 167 milhões Várzea Grande - R$ 118 milhões Sorriso - R$ 91 milhões Lucas do Rio Verde - R$ 88 milhões De acordo com o IPF-MT (Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso), o desempenho dessas cidades demonstra que a geração de receitas tributárias acompanha de perto a expansão econômica regional, estendendo-se para além da capital e consolidando o interior como força motriz do estado.
Por RepórterMT 4 de setembro de 2026
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o edital para conceder à iniciativa privada 887,6 quilômetros de rodovias federais que ligam Cuiabá a Vilhena, em Rondônia.  A decisão consta na Deliberação nº 263, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (4). O documento aprova o Edital de Concessão nº 2/2026 e os respectivos anexos da chamada Rota Agro Central. O corredor começa no entroncamento das BRs 070, 163 e 364, na região de Cuiabá, e segue pela BR-070 até Cáceres. De Cáceres, a rota utiliza a BR-174 até Comodoro. O traçado continua pela BR-364, passando por Sapezal e pela divisa entre Mato Grosso e Rondônia, até chegar ao entroncamento com a BR-435, em Vilhena. O trecho é estratégico para o escoamento de soja, milho, carne e outros produtos de Mato Grosso em direção a Rondônia e aos portos do chamado Arco Norte. A modelagem analisada pelo Tribunal de Contas da União prevê a concessão por 30 anos e aproximadamente R$ 5,99 bilhões em investimentos na modernização e ampliação da capacidade das rodovias. O projeto passou pela análise do TCU antes de retornar à ANTT para a preparação da licitação. O processo administrativo da concessão tramita sob o número 50500.045650/2026-69. Com a deliberação, a Agência autorizou a publicação do aviso do edital no Diário Oficial da União e a disponibilização de todos os documentos do certame em seu portal eletrônico. A aprovação do edital ainda não representa a transferência imediata das rodovias nem autoriza o início da cobrança de pedágio. A futura concessionária será escolhida por meio de leilão e somente assumirá os trechos depois da conclusão da licitação e da assinatura do contrato.
Por Gazeta Digital 4 de setembro de 2026
O estado de Mato Grosso passará por grandes oscilações climáticas neste fim de semana. Para esta sexta-feira (4), a previsão é de muito calor, com máximas que ultrapassam 40°C. No sábado a chuva chega, abaixando as altas temperaturas e revelando um domingo mais fresco, com temperaturas que podem chegar a 16°C. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo (perigo potencial) para baixa umidade, tempestades e chuvas intensas. Em Cuiabá, as temperaturas devem oscilar bastante neste fim de semana. Nesta sexta-feira (4), a mínima será de 29°C e a máxima de 38°C, revelando um dia quente, porém nublado. No sábado (5), a temperatura segue quase igual, mas chove: muitas pancadas de chuva e trovoadas. No domingo (6), as temperaturas devem cair, com mínima de 20°C e máxima de 26°C. Na Chapada dos Guimarães (67 km da capital), o clima também será de grandes oscilações, enquanto na sexta as temperaturas ficam entre 25°C e 37°C. No domingo, a mínima chega a 18°C. Há previsão de pancadas de chuva. Em Cáceres (225 km da capital), no Oeste do estado, o final de semana inicia quente, com mínima de 23°C e máxima de 38°C. Após as chuvas de sábado, domingo tem mínima de 16°C. No Sul, em Rondonópolis (215 km da capital), a previsão indica calor intenso nesta sexta, máxima pode chegar a 42°C. Após as chuvas de sábado, domingo a mínima atinge 17°C. O Norte mato-grossense, em Sinop (500 km da capital), tem mínima de 23°C e máxima de 37°C nesta sexta, mesmo com as chuvas de sábado, as temperaturas não abaixam tanto, revelando mínima de 25°C, embora a máxima caia para 34°C.
Por Agência Brasil 4 de setembro de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (4) cinco dias de prazo para que o ministro André Mendonça, também da Corte, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestem-se sobre supostas irregularidades na condução do caso Master. Tais irregularidades foram apontadas pelo também ministro do Supremo, Alexandre de Moraes. Para embasar suas afirmações, ele apresentou um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF), embora o documento não traga o cabeçalho da instituição ou a assinatura de algum delegado, como é de praxe para esse tipo de documento. Moraes apontou atos que considera improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça, a quem acusa de ter direcionado a investigação do caso Master para atingi-lo. No relatório apresentado por Moraes consta a sugestão de que Mendonça pudesse estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O mesmo documento, contudo, diz que as afirmações são uma "análise de cenário" e também "sem valor probatório". O relatório apócrifo foi tornado público pelo Supremo. Mensagens A crise entre ministros do Supremo emergiu nesta semana, após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que traz mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master, a Moraes, segundo o documento. As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e Gonet. As mensagens foram recuperadas do celular de Vorcaro, alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master. O caso é relatado por Mendonça. As dezenas de mensagens sugerem, por exemplo, que Moraes editou um contrato de mais de R$ 130 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Fachin Na quinta-feira (3), Fachin já havia cobrado que Gonet, Moraes e Mendonça se manifestassem sobre as informações constantes no relatório da PF sobre as conversas de Vorcaro. O presidente do STF escreveu que levará ao plenário, no momento oportuno, um pedido do PGR para que as investigações supervisionadas por Mendonça sejam anuladas. “Cabe à Presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”, escreveu. Em novo despacho nesta sexta-feira, Fachin determinou que Gonet apresente parecer também sobre o pedido de investigação contra Mendonça, feito na noite de ontem por Moraes Ainda no despacho de hoje, Fachin determinou que o documento apresentado por Moraes para fazer as acusações contra Mendonça seja retirado do inquérito das Fake News, relatado pelo próprio Moraes, e anexado a uma petição separada, relatada pelo presidente do Supremo. “As providências ora determinadas destinam-se exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo quanto à admissibilidade, à regularidade do procedimento ou ao mérito das imputações”, escreveu Fachin na decisão.
Por Persio Oliveira 4 de setembro de 2026
Produzir mais carne bovina na mesma área é uma das estratégias utilizadas pela pecuária para aumentar a produtividade sem deixar de lado a preservação ambiental. Para o pecuarista de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) Arlindo Vilela, que trabalha no setor há 32 anos, a intensificação da atividade é uma das principais ferramentas para tornar a produção mais sustentável. “A média brasileira produz cinco arrobas por hectare. A gente tem condição, já tem tecnologia disponível para produzir 120. E de uma forma muito mais sustentável com o meio todo, no social, no resultado financeiro, no ambiental e também no bem-estar animal”, afirma. Na prática, a intensificação permite ampliar a quantidade de carne produzida por hectare a partir do uso de tecnologia, manejo e melhoria da eficiência da propriedade, sem que o crescimento da produção dependa da abertura de novas áreas. Na propriedade, o pecuarista afirma que, além do cumprimento da legislação ambiental, uma das prioridades é a conservação do solo, considerado por ele a base para manter a produção no longo prazo. “Hoje a gente está preocupado com a vida do solo. Isso, para mim, é a base, o solo é o alicerce. Preocupar com a vida do solo é muito importante”. A visão defendida pelo pecuarista é de que preservação e produção não precisam ocupar lados opostos. Pelo contrário, o avanço tecnológico permite elevar a quantidade e a qualidade da carne produzida sem que o resultado financeiro seja colocado acima dos demais aspectos da atividade. “É produzir mais e melhor. E não é só produzir, não é só sair produzindo de uma forma pesada. Você está afetando o meio, você está afetando pessoas, você está afetando várias condições. Tem que dar resultado? Tem. Mas isso não pode ser acima de tudo”, ressalta o produtor. “A tecnologia tem um papel fundamental para que o produtor consiga produzir mais e melhor dentro da mesma área. Quando aumentamos a produtividade por hectare, com manejo adequado, melhoria das pastagens, genética, nutrição e gestão, conseguimos tornar a atividade mais eficiente sem deixar de lado a sustentabilidade. Esse avanço permite conciliar produção, preservação ambiental e resultado econômico dentro da propriedade”, enfatiza o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
Por Antagonista 4 de setembro de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento cautelar do colega Alexandre de Moraes após ele ter sido alvo de um pedido de investigação com base no inquérito das fake news.  A informação foi dada pela Globo News e confirmada por O Antagonista. A solicitação ocorreu na noite desta quinta-feira, de forma ainda verbal. Mendonça pretende apresentar uma petição até o final do dia apontando eventuais abusos do colega e reafirmando a necessidade de se investigar a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Até o momento, Moraes não conseguiu explicar o teor das mensagens encontradas pela Polícia Federal trocadas entre ele e o ex-controlador do banco Master.
Por Agência Brasil 3 de setembro de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3) que vai deixar a sociedade no Instituto Iter, instituição de ensino privada que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva. Em nota, Mendonça afirma que nunca recebeu lucros advindos do instituto que ajudou a fundar, em novembro de 2023, quase dois anos após ele ter tomado posse como ministro da mais alta Corte de justiça do país. Mendonça disse que cederá suas cotas, bem como as de sua esposa, Janei Mendonça, de maneira que eventuais valores decorrentes da participação do casal na empresa sejam destinados para fins sociais e educacionais. Ainda segundo Mendonça, o Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, “reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social”, à qual “o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor”. No site do Iter, Mendonça é apontado como professor do curso Arte e a Ciência da Oratória.  De acordo com o ministro, a decisão de transformar o Iter em entidade sem fins lucrativos foi tomada em conjunto com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga. Mendonça e Veiga foram ministros de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro. O primeiro comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre abril de 2020 e março de 2021. Veiga chefiou o Ministério da Educação de março a 2022 e janeiro 2023. A Revista Fórum noticiou, esta manhã, em seu site, que, desde que foi fundado, o Iter firmou ao menos 55 contratos com órgãos públicos de 14 unidades federativas. Somados, os contratos envolvem valores da ordem de R$ 10,8 milhões. De acordo com a apuração do jornalista Plínio Teodoro, da Fórum, 54 desses contratos foram formalizados porcontratação direta, sem licitação.
Por Gazeta Digital 3 de setembro de 2026
Mato Grosso vive um período favorável para quem busca uma oportunidade no serviço público. Concursos e processos seletivos em diferentes municípios reúnem pelo menos 160 vagas imediatas, além de formação de cadastro reserva, com oportunidades para candidatos de diferentes níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 10.491,97 no Estado, enquanto uma seleção nacional da Transpetro oferece remuneração de até R$ 15 mil. Prefeitura de Rio Verde MT Vagas: 10 Cargo: Assistente Social (3 vagas), Biomédico (1 vaga), Enfermeiro (8 vagas), Médico (6 vagas), Odontólogo (4 vagas), Professor de Anos Iniciais (75 vagas), Professor de Educação Artística (15 vagas), Professor de Educação Física (20 vagas), Professor de Educação Infantil (25 vagas), Assistente de Administração (25 vagas), Monitor e Recreador (36 vagas), Servente de Limpeza (50 vagas), gari (10 vagas) entre outras. Salário: 1.429,04 a 9.526,98 Inscrições: 12/08/2026 até 07/09/2026 Edital: https://www.pciconcursos.com.br/noticias/prefeitura-de-rio-verde-de-mato-grosso-ms-divulga-retificacao-do-concurso-publico-com-salarios-ate-9526 Prefeitura de Chapada dos Guimarães Vagas: 147 Cargos: Assistente Social, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Nutricionista, Psicólogo, Ouvidor, Turismólogo, Fonoaudiólogo, Fiscal de Meio Ambiente, Fiscal de Obras Superior, Fiscal de Postura, Fiscal da Vigilância Sanitária, Fiscal de Tributos, Professor Zona Urbana Superior Professor Zona Rural, Agente Administrativo Médio, Auxiliar de Consultório Dentário, Agente de Controle de Zoonoses, Almoxarife, Auxiliar Bibliotecário, Agente de Arrecadação, Técnico em Enfermagem, Técnico em Higiene Dentária, Técnico em Segurança do Trabalho, Técnico em Radiologia, Agente Administrativo (SAAE), Agente de Saneamento (SAAE), Fiscal de Leitura e Saneamento (SAAE) e Operador de Sistema de Água (SAAE). Salário: até R$ 6.265,16 Inscrições: 07/08/2026 até 10/09/2026 Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-prefeitura-chapada-dos-guimaraes-mt-01-2026 Câmara de Mirassol Vagas: 4 Cargos: Agente Parlamentar de Recepção, Auxiliar Parlamentar Administrativo, Assistente Parlamentar de Informática e Comunicação, Assistente Legislativo, Contador e Procurador Legislativo. Salário: até R$ 10.479,80 Inscrições: 08/09/2026 até 08/10/2026 Data da prova: 08/11/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/concursos-mato-grosso/concurso-camara-mirassol-oeste-mt-2026-92728 Prefeitura Barra do Bugres Vagas: 6 Cargos: Engenheiro Ambiental, Engenheiro Florestal, Geólogo, Engenheiro Civil, Engenheiro Sanitarista e Engenheiro Ambiental e Sanitarista. Salário: até R$ 7.025,36 Inscrições: 21/08/2026 até 21/09/2026 Data da prova: 18/10/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-barra-do-bugres-mt-2026 Transpetro - Petrobas 2026 Vagas: A divulgar Salário: 15.034,81 Inscrições: 12/08/2026 até 14/09/2026 Data da prova: 29/11/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/concursos-brasil/concurso-transpetro-2026-edital-inscricao-92454 Sema-MT Vagas: A divulgar Cargos: Analista de Desenvolvimento Econômico e Social, Analista de Meio Ambiente. Salário: até R$ 10.491,97 Inscrições: 17/09/2026 até 14/10/2026 Data da prova: 13/12/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-sema-mt-2026 Prefeitura de Conquista D'Oeste-MT Vagas: 2 Cargos: Merendeira, Motorista , Orientador Social, Técnico em Radiologia, Técnico em Enfermagem, Professor da Educação Básica, Assistente de Desenvolvimento Educacional, Assistente de Inclusão Educacional, Tratorista e Operador de Máquinas. Salário: até R$ 5.915,21 Inscrições: 26/08/2026 até 13/09/2026 Data da prova: 20/09/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-conquista-d-oeste-mt-01-2026 Prefeitura de Barra do Bugres-MT Vagas: 6 Cargos: Engenheiro Ambiental, Engenheiro Florestal, Geólogo, Engenheiro Civil, Engenheiro Sanitarista, Analista Ambiental e Engenheiro Ambiental e Sanitarista. Salário: até R$ 7.025,36 Inscrições: 21/08/2026 até 21/09/2026 Data da prova: 18/10/2026 Há chances para candidatos de níveis médio, técnico e superior via regime da CLT Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-barra-do-bugres-mt-2026
Por RepórterMT 3 de setembro de 2026
A um mês das eleições estaduais, os candidatos ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos) travam disputa acirrada, conforme indicam os dados da pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje (03).  O candidato Wellington Fagundes (PL) aparece com 34% das intenções de voto para o Governo de Mato Grosso, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos) registra 27%. Natasha Slhessarenko (PSD) aparece em seguida com 13%. Rafael Milas (Missão) tem 4% e Sargento Laudicério (Agir), 1%. Os eleitores que disseram votar em branco ou anular o voto somam 10%. Outros 11% não souberam ou preferiram não responder. Confira o cenário estimulado: - Wellington Fagundes (PL): 34% - Otaviano Pivetta (Republicanos): 27% - Natasha Slhessarenko (PSD): 13% - Rafael Milas (Missão): 4% - Sargento Laudicério (Agir): 1% - Branco ou nulo: 10% - Não sabe ou não respondeu: 11% Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Wellington foi citado por 16% e Pivetta por 13%. Mauro Mendes foi mencionado por 2%. Natasha e Janaína Riva tiveram 1% cada. Outros nomes somaram 3%, enquanto 18% responderam branco ou nulo e 46% ainda não souberam indicar um candidato. O instituto também simulou três cenários de segundo turno. Em uma disputa entre Wellington e Pivetta, o candidato do PL aparece com 45%, contra 33% do republicano. Brancos e nulos representam 11%, e outros 11% não responderam. Contra Natasha, Wellington registra 53%, enquanto a candidata do PSD tem 27%. Em uma disputa entre Pivetta e Natasha, o republicano aparece com 45%, contra 31% da adversária. Comparado ao levantamento divulgado em 12 de agosto, o cenário apresentou pouca variação. Wellington permaneceu com 34%, Pivetta oscilou de 26% para 27% e Natasha manteve 13%. A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de Mato Grosso entre 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-07156/2026.
Por RepórterMT 3 de setembro de 2026
A candidata Janaína Riva (MDB) chegou a 26% das intenções de voto e ficou a apenas um ponto percentual de Mauro Mendes (União Brasil), que aparece com 27%, na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado.  Os números são da pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, Mauro e Janaína estão tecnicamente empatados. Na sequência aparecem Carlos Fávaro (PSD), com 14%, e José Medeiros (PL) e Pedro Taques (PSB), ambos com 13%. Os três também estão tecnicamente empatados. Galvan (Avante) e Margareth Buzetti (PP) registraram 2% cada. Votos brancos e nulos somam 1%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder. Confira os números: - Mauro Mendes (União Brasil): 27% - Janaína Riva (MDB): 26% - Carlos Fávaro (PSD): 14% - José Medeiros (PL): 13% - Pedro Taques (PSB): 13% - Galvan (Avante): 2% - Margareth Buzetti (PP): 2% - Branco ou nulo: 1% - Não sabe ou não respondeu: 2% Em relação ao levantamento divulgado pelo mesmo instituto em 12 de agosto, Mauro permaneceu com 27%, enquanto Janaína oscilou de 25% para 26%. Fávaro passou de 13% para 14%, Medeiros de 12% para 13% e Taques de 11% para 13%. Todas as variações estão dentro da margem de erro. Como estão em disputa duas cadeiras no Senado, cada entrevistado pôde indicar dois candidatos. O resultado divulgado pelo instituto consolida o primeiro e o segundo voto e reduz os percentuais para uma base de 100%. A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores entre 29 de agosto e 2 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-07156/2026.