Aliados de Wellington se reúnem dia 5 para definir alianças
Mesmo após realizar sua convenção estadual, em que homologou a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo e do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado, o Partido Liberal se reunirá novamente no dia 5 de agosto para definir as alianças e outras pendências que ficaram.
Porém, apenas a Comissão Executiva da sigla, formada por 5 aliados de Fagundes, é que decidirá a formação do palanque e até uma remota segunda candidatura ao Senado. A informação consta na ata da convenção publicada na Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (24).
“Por unanimidade restou deliberado que a composição da coligação, os partidos que dela participarão, a sua denominação e a designação do representante junto à Justiça Eleitoral serão definidos em nova reunião do partido, a ser realizada até o dia 05 de agosto de 2026, data limite para a tomada da decisão, ficando desde já delegados à Comissão Executiva Provisória Estadual os poderes necessários para negociar, deliberar e formalizar a coligação, assinando todos os documentos que se fizerem necessários”, diz trecho do documento registrado.
Atualmente, a Comissão Executiva estadual é composta por ‘homens de confiança’ de Wellington Fagundes. Além do presidente estadual da sigla, Ananias Filho, também fazem parte da Comissão o vice-presidente, deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL), o segundo vice-presidente, José Carlos Marques de Jesus, o secretário-geral, José Márcio Silva Guedes, e o tesoureiro, Jovanil Ramos dos Santos.
Márcio Guedes e Jovanil Ramos são aliados históricos de Fagundes. Ambos trabalhavam no gabinete do senador em Brasília. Guedes deixou o posto para disputar uma vaga de deputado estadual. Já Rodrigo da Zaeli, de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), é aliado de Fagundes e foi um dos primeiros a defender o seu nome na disputa ao Paiaguás. José Carlos Marques de Jesus foi candidato a vereador em Cáceres e também compõe o grupo de Fagundes.
Com a Comissão Executiva nas mãos, Fagundes poderá garantir o controle da decisão para formar alianças partidárias para o seu palanque. Ainda que remota, por conta do veto de Medeiros ao MDB, existe uma possibilidade de uma aliança com o MDB, que tem sua nora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), como candidata ao Senado. Isso porque o MDB nacionalmente vem mantendo diálogo com a cúpula nacional do PL, visando tal possibilidade.
Já internamente, a ala bolsonarista, que rejeita o MDB no Estado, defende uma aliança com o Novo e com o Podemos do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi. A sigla ofereceu a vice para o deputado. Além da aliança, a Comissão também deverá deliberar a escolha do candidato ao cargo de segundo suplente de Senador.










