Carreta com porcos tomba em rodovia e moradores saqueiam animais

Gazeta Digital • 8 de setembro de 2026

Um caminhoneiro ficou ferido após tombar a carreta que conduzia na tarde dessa segunda-feira (07), na BR-070, em Várzea Grande. O veículo transportava porcos, que se espalharam pela pista e foram saqueados por populares.

 

Segundo informações da concessionária, a Nova Rota do Oeste foi acionada às 16h09 desta segunda-feira para o atendimento a uma ocorrência no km 516.

 

No local, foi constatado que o condutor trafegava pela rodovia quando perdeu o controle do veículo e tombou na faixa de domínio.

 

Com o impacto, os animais se espalharam pela pista e começaram a ser saqueados por populares. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada para conter a situação.

 

O condutor foi socorrido pela equipe de resgate e encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande. A pista precisou ser interditada para remoção do veículo, sendo liberada às 18h55.


Por Agência Brasil 8 de setembro de 2026
O total de dinheiro “esquecido” em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho. Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas. Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro. Maioria recebe pouco Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar. Segundo o Banco Central: • 69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10; • 18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100; • 9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil; • apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil. Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito. Onde estão Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis. Administradoras de consórcios e cooperativas aparecem na sequência. O dinheiro está distribuído da seguinte forma: • Bancos: R$ 2,38 bilhões; • Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão; • Cooperativas: R$ 762,7 milhões; • Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões; • Financeiras: R$ 114,6 milhões; • Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões; • Outras instituições: R$ 4,5 milhões. Total devolvido Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares. Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas. Somando os valores já devolvidos ao estoque que continua disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber. Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados. Remanejamento para Desenrola Parte dos recursos que estavam disponíveis no sistema foi utilizada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas. Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola. A movimentação desses recursos contribuiu para a redução do estoque disponível nos meses anteriores. Em julho, porém, o montante voltou a subir. Como consultar A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os dados pedidos pelo sistema. Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate. O correntista deve seguir os seguintes procedimentos: • Acessar o Sistema de Valores a Receber; • Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ; • Consultar a existência de valores; • Entrar no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro; • Ler e aceitar o termo de responsabilidade; • Conferir o valor e a instituição responsável pela devolução; • Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas. Quando disponível a opção “Solicitar por aqui”, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não possui Pix ou não pode utilizar essa modalidade, o sistema apresenta a alternativa de contato direto com a instituição financeira. Resgate automático Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução de valores a receber. A adesão é facultativa. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF. Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem a necessidade de uma nova requisição a cada recurso identificado. Atenção aos golpes O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais. O BC não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. O cidadão também não deve fazer pagamentos para liberar o dinheiro. Entre as principais recomendações estão: • não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail; • não fornecer senhas ou códigos de autenticação; • não pagar taxas para receber os valores; • conferir a instituição responsável diretamente no SVR; • utilizar somente os canais oficiais do Banco Central. O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema.
Por Agência Brasil 8 de setembro de 2026
O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad, declarou, nesta terça-feira (8), que a atuação autônoma, imparcial, técnica e apartidária permite que a corporação se defenda de “disparates, ataques, tentativas de usurpação de funções e de desqualificar o trabalho” do órgão. “Saber que trabalhamos estritamente dentro da lei, comprometidos exclusivamente com o interesse público, nos mantém confiantes em que a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá”, disse Murad, em discurso na abertura do 63º Curso de Formação Profissional para agentes da PF, em Brasília. No início da manhã, pouco antes do início da cerimônia, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Em seu despacho, Mendonça afirma ter sido monitorado ilegalmente durante o mês passado, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência. A existência dos relatórios se tornou pública após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, tornar um deles público para sustentar, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao fazer direcionamentos, como relator, das investigações da Operação Compliance Zero, que apura o envolvimento de agentes públicos nas fraudes financeiras do Banco Maste, de Daniel Vorcaro. Para determinar o afastamento temporário do diretor-geral da PF, Mendonça apontou a “superlativa gravidade” e a “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, o afastamento de Andrei Rodrigues e de Almada tem a finalidade de interromper o “monitoramento e a coleta [de informações] dirigida]”. Afastamento  Com o afastamento de Rodrigues, número um na hierarquia do órgão, quem assume o comando da PF é Murad, na condição de diretor-executivo da corporação. Daí as palavras que ele endereçou aos 763 alunos do curso de formação terem ganhado ainda mais relevância. “Temos o dever de defender a nossa instituição de ataques e de tentativas de usurpações de funções. O respeito às atribuições de cada instituição no âmbito do sistema de Justiça criminal garante a legalidade e a lisura das investigações e das futuras condenações criminais. Não se trata de interesse meramente institucional ou corporativo. É o interesse público no cumprimento da lei e na manutenção do sistema democrático”, disse Murad, em defesa de seu superior. “Reafirmo nossa total confiança no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues”, declarou, garantindo que a PF age com total autonomia e imparcialidade, motivo pelo qual é uma das instituições nacionais mais bem avaliadas pela população. “É a certeza sobre os nossos valores e sobre nossa forma de atuar que faz com que as tentativas para descredibilizar nosso trabalho com alegações desassociadas da realidade e outros disparates não tenham qualquer repercussão interna, tampouco apoio da sociedade ou repercussão na imprensa profissional. Para o diretor, saber que "trabalhamos estritamente dentro da lei, comprometidos exclusivamente com interesse público, nos mantém confiantes em que a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá”. Ele assegurou que a corporação saberá se defender de qualquer ataque, “venha ele de onde vier”. Pouco após Mendonça tornar pública sua decisão, a Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Rodrigues de suas funções. A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto a análise do tema não voltar à pauta, os efeitos da liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça seguem em vigor. Consultado pela reportagem da Agência Brasil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao qual a PF está vinculada, ainda não se manifestou.
Por RepórterMT 8 de setembro de 2026
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que o trânsito em frente a rotatória do Jardim Leblon, em Cuiabá, foi liberado em duas pistas nos dois lados da avenida. Com isso, não há mais a necessidade de pegar os desvios por dentro do bairro, para quem segue na pista sentido Coxipó - Rodoviária. A liberação foi realizada durante o último fim de semana, com o apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá. O semáforo que estava localizado na frente da Avenida Couto Magalhães (Estacionamento da Yakao) foi transferido para a rotatória da Rua Boa Vista. Essa transferência é temporária, durante a execução das obras. Quando a trincheira for concluída, o semáforo será removido também.  Da mesma forma, o semáforo da Estrada do Moinho, no cruzamento da rua da UPA foi desativado. O trânsito na Avenida Miguel Sutil está agora completamente liberado em duas pistas em todo o trecho que passa por obras. No entanto, as intervenções continuam na parte inferior, com a execução de muros de contenção e terraplanagem na trincheira da Rua Boa Vista e com drenagem e construção de calçadas na Rua Trigo de Loureiro.
Por CNN 8 de setembro de 2026
O movimento permanece em 2026, com grandes empresas do varejo como Habib's, Casas Bahia, Marabraz e Grupo Pão de Açúcar protocolando pedidos de recuperação ao longo do ano. O cenário desafiador, no entanto, vai além do varejo e afeta outros setores da economia. O momento adverso para empresários brasileiros foi abordado no especial "A Crise de Grandes Marcas", do CNN Money, na última quinta-feira (3). Especialistas analisaram o contexto macroeconômico e o impacto sobre as companhias do país. João Nogueira Batista, conselheiro com experiência em reestruturações empresariais, observa duas motivações características do mercado brasileiro atual nas dificuldades das grandes empresas: os conflitos societários, que são um "fator de estímulo a crise", e a taxa de juros elevada. “Para o varejo, que trabalha muito com capital de giro, [o atual patamar da Selic] é mortal. Passar alguns anos pagando taxas de juros reais da ordem de mais de 10% é uma loucura, não há business que se sustente”, afirmou. A Casas Bahia, por exemplo, apontou no pedido de recuperação judicial o ambiente macroeconômico desfavorável, juros elevados e restrição de crédito como alguns dos fatores que motivaram a ação. Segundo Batista, a trajetória da empresa ainda ilustra uma transformação estrutural do varejo. A expansão do comércio eletrônico e a mudança no comportamento do consumidor reduziram a produtividade de redes baseadas em grandes parques de lojas, que passaram a ter espaços ociosos e custos fixos elevados. “Seria evidente que as compras online iriam afetar os custos das empresas que estão baseadas em grandes parques de lojas, porque os espaços passaram a ficar ociosos e mantendo o custo elevado”, afirmou o consultor. Batista ressalta que o fim da "taxa das blusinhas", aprovado pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (3), pressiona ainda mais o varejo nacional. A medida provisória que zera o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 é criticada por setores da indústria e do comércio, que afirmam que a retirada da cobrança pode ampliar a assimetria competitiva entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras. Mudanças no cenário econômico e condições de mercado, além de alterações no controle podem ampliar a crise de companhias em período de estresse financeiro. Batista analisou essa conjuntura no caso da Braskem. O consultor foi conselheiro da petroquímica por seis anos e disse ter acompanhado a deterioração do setor como um todo. A Braskem apresentou em agosto pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas. A companhia conseguiu inicialmente o apoio de 39,6% dos créditos sujeitos ao plano e tem 90 dias para buscar a adesão necessária para avançar com a reestruturação. Batista avaliou que os problemas da empresa deixaram de ser apenas uma crise de oferta e demanda do setor, e ganhou uma proporção estrutural. Na avaliação do consultor, o aumento da capacidade produtiva global, sobretudo de plantas baseadas em gás etano, mudou a dinâmica competitiva do setor. A Braskem, por sua vez, tem forte exposição à nafta, derivada do petróleo, o que eleva seu custo relativo de produção. “Nos últimos cinco anos principalmente, a coisa mudou um pouco de figura e passou a ser uma crise estrutural em função das novas capacidades que entraram no mundo à base de gás etano”, disse. No especial "A Crise de Grandes Marcas", os analistas Lucinda Pinto e Victor Irajá destacaram outras etapas que levam empresas a dificuldades: Problemas operacionais e de gestão Queda das vendas e das margens Aumento do endividamento Juros altos e crédito restrito Perda de confiança dos credores Falta de caixa e atrasos Lei de Falências e Recuperação Judicial O mecanismo de recuperação extrajudicial, no entanto, surgiu como alternativa para renegociação de dívidas sem submeter toda a operação da companhia ao processo de recuperação judicial. A Lei de Falências e Recuperação Judicial, criada em 2005, trouxe mecanismos para permitir que empresas em crise pudessem negociar dívidas com credores. Luiz Fabiano Saragiotto, da Journey Capital, avalia que a legislação mudou o panorama para companhias em dificuldade. “Esse processo de reestruturação de empresas aqui no Brasil sofreu uma verdadeira revolução a partir de 2005, quando foi promulgada a Lei nº 11.101, que disciplinou uma forma de as empresas reestruturarem a dívida de uma maneira negocial, em que credores e devedores pudessem sentar à mesa para negociar”, afirmou. Antes da mudança, segundo Saragiotto, a situação era muito mais limitada para companhias em dificuldades. “Antes disso, era praticamente a empresa assinar um atestado de óbito”, disse. A Lei passou por atualização em 2020, mas ainda é um recurso mais acessível para grandes empresas. Pequenos e médios empresários enfrentam dificuldades para obter suporte financeiro semelhante. Apesar disso, Saragiotto defende a possibilidade de recuperações extrajudiciais, que podem auxiliar na continuidade das operações de companhias em crise. Diferentemente da recuperação judicial, em que o pedido coloca sob o processo determinadas classes de credores e produz efeitos mais amplos sobre o passivo da companhia, a recuperação extrajudicial permite que o devedor selecione os créditos que pretende renegociar. “Ao contrário de uma recuperação judicial, em que a empresa protocola um pedido de recuperação judicial e automaticamente se tira uma foto do balanço da empresa e todas as dívidas concursais estão sujeitas, na recuperação extrajudicial o devedor pode escolher um grupo”, explicou. A solução permite que o foco da empresa no período seja em negociar dívidas financeiras, sem necessariamente impactar outros envolvidos no negócio, como fornecedores e trabalhadores. O instrumento auxilia principalmente companhias que não obtiveram um retorno de caixa esperado após um período de forte alavancagem financeira, segundo o especialista. “Nesses casos que vimos foram empresas que se viram em um momento de grande alavancagem financeira, porque captaram muitos recursos tanto de bancos quanto do mercado de capitais e tiveram uma questão de frustração de geração de caixa que precisavam negociar”, disse. 
Por Gazeta Digital 8 de setembro de 2026
A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (8), a Operação Basalto para desarticular uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. Ao todo, foram expedidos 34 mandados judiciais, sendo 12 de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências em unidades prisionais do Estado. A Justiça também determinou medidas cautelares contra outros 8 investigados, além do bloqueio de ativos financeiros ligados a 3 pessoas e a uma empresa. A empresa também teve as atividades econômicas e financeiras suspensas por suspeita de ter sido utilizada para movimentar e ocultar dinheiro supostamente proveniente das atividades criminosas. A investigação começou em fevereiro de 2025, após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas em Pedra Preta. Durante as diligências, a Polícia Civil conseguiu autorização judicial para acessar os dados de um celular apreendido. A extração revelou cerca de 15,7 gigabytes de informações, entre mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transferências bancárias e planilhas. A análise do material levou os investigadores a identificar, segundo a Polícia Civil, uma estrutura organizada e hierarquizada, com divisão de funções entre lideranças, gerentes locais, operadores financeiros, distribuidores de drogas e integrantes responsáveis pelo monitoramento das forças de segurança. Parte das ordens, conforme a investigação, seria transmitida de dentro de unidades prisionais por meio de celulares utilizados clandestinamente. Os integrantes também mantinham grupos de comunicação para administrar atividades criminosas, controlar valores, prestar contas e repassar orientações de segurança. Cobrança de comerciantes Um dos principais focos da investigação é um esquema de extorsão de comerciantes batizado pelos próprios integrantes da organização como “Projeto Caixinha” ou “Projeto Central”. Segundo a Polícia Civil, documentos encontrados durante a apuração relacionam mais de 50 estabelecimentos comerciais de Pedra Preta que seriam alvo de cobranças periódicas. Os comerciantes seriam obrigados a realizar pagamentos sob ameaça de represálias atribuídas aos integrantes da facção. Entre os materiais analisados pelos investigadores estão diálogos, planilhas, listas de estabelecimentos, valores individualizados e comprovantes de transferências bancárias. A investigação também apontou, conforme a Polícia Civil, que contas bancárias de terceiros e uma empresa teriam sido utilizadas para receber e movimentar valores supostamente obtidos com o tráfico de drogas e as extorsões. De acordo com o delegado Fabrício Garcia Henriques, responsável pela investigação, o material apreendido durante a Operação Basalto será analisado para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes.  A operação é realizada pela Delegacia de Polícia de Pedra Preta.
Por Agência Brasil 8 de setembro de 2026
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. O ministro justificou a urgência da medida diante do que disse ser a “superlativa gravidade” e “ilicitude” da divulgação de “relatórios de inteligência” da PF pelo ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo. O movimento ocorre após Moraes ter tornado público, na semana passada, um relatório da PF em que se sugere um possível direcionamento das investigações do caso Master contra desafetos políticos de Mendonça. O documento, contudo, não é assinado nem possui o cabeçalho da PF.  "[O episódio] impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”, escreveu Mendonça.
Por RepórterMT 8 de setembro de 2026
Mato Grosso reúne cerca de 146 oportunidades de emprego nos mais diversos cargos e municípios, tanto para concursos públicos quanto processos seletivos. Algumas inscrições já estão abertas e outras tendem a abrir na próxima semana. As vagas contemplam candidatos com níveis alfabetizado, fundamental, médio, técnico e superior, com salários que chegam a R$ 23,6 mil.  Entre as oportunidades estão seleções de prefeituras, Câmara Municipal e órgãos do Governo de Mato Grosso. Há vagas imediatas e também processos destinados exclusivamente à formação de cadastro de reserva. Chapada dos Guimarães A Prefeitura de Chapada dos Guimarães e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) oferecem 134 vagas imediatas, além de cadastro de reserva. As inscrições podem ser feitas até 15 de outubro, às 23h59. Os salários variam de R$ 1.802,66 a R$ 6.265,16, para cargos de níveis médio, técnico e superior. A prova está prevista para 22 de novembro. Entre as funções estão agente administrativo, agente de arrecadação, almoxarife, auxiliar bibliotecário, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, assistente social, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, psicólogo, professor, fiscal de tributos, fiscal de obras e fiscal do meio ambiente. No SAAE, há oportunidades para agente de saneamento, agente administrativo, fiscal de leitura e saneamento, operador de sistema de água e operador de ETA. Clique aqui e confira o edital Barra do Bugres A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Turismo da Prefeitura de Barra do Bugres abriu seleção com seis vagas imediatas e cadastro de reserva. As oportunidades são para profissionais de nível superior, incluindo engenheiro ambiental, engenheiro florestal, geólogo, engenheiro civil, engenheiro sanitarista e engenheiro ambiental e sanitarista. A remuneração é de R$ 7.025,36. As inscrições seguem até 21 de setembro, às 23h59, e a prova está marcada para 18 de outubro. Clique aqui e confira o edital Lucas do Rio Verde Em Lucas do Rio Verde, diferentes secretarias municipais estão com processo seletivo aberto para formação de cadastro de reserva. As inscrições podem ser feitas até 16 de setembro, às 23h59. As remunerações variam de R$ 2.746,65 a R$ 23.684,41, sendo este o maior salário entre as oportunidades listadas. Na Secretaria de Esportes e Lazer, há oportunidades para orientadores de diversas modalidades esportivas, como basquete, badminton, atletismo, natação, futsal, vôlei, handebol, tênis de mesa, futebol, judô, tênis e BMX. Também há cargos nas secretarias de Meio Ambiente, Saúde e Educação. Em Meio Ambiente, a vaga é para veterinário. Já na Saúde, as oportunidades contemplam desde motorista de ambulância e agentes comunitários de saúde até enfermeiro, médico, dentista, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo. Na Educação, há vagas para motorista de transporte escolar, padeiro, técnico administrativo educacional e professores de diversas áreas. A prova está prevista para 27 de setembro. Clique aqui e confira o edital Sapezal A Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Sapezal (SEMEC) abriu seleção exclusivamente para cadastro de reserva. As inscrições seguem até 30 de setembro. Os salários variam de R$ 3.247,36 a R$ 7.313,43. A prova está prevista para 11 de outubro. Há oportunidades para motorista de transporte escolar categoria “D”, professor de informática, secretário escolar, professores de Educação Física, Letras/Inglês, Matemática e Pedagogia, além de assistente social, psicopedagogo e psicólogo. Clique aqui e confira o edital Mirassol D’Oeste A Câmara Municipal de Mirassol D’Oeste oferece quatro vagas, além de cadastro de reserva, com salários entre R$ 2.353,80 e R$ 10.479,80. As inscrições serão realizadas de 8 de setembro a 8 de outubro, e a prova está marcada para 8 de novembro. Os cargos são para agente parlamentar de recepção, auxiliar parlamentar administrativo, assistente parlamentar de informática e comunicação, assistente legislativo, contador e procurador legislativo. Clique aqui e confira o edital Conquista D’Oeste A Prefeitura de Conquista D’Oeste oferece duas vagas imediatas e cadastro de reserva, com oportunidades para diferentes níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 1.750,68 a R$ 5.915,21. As inscrições seguem até 13 de setembro, e a prova será realizada em 20 de setembro. Entre os cargos estão merendeira, motorista, orientador social, técnico em radiologia, técnico em enfermagem, professor da educação básica, assistente de desenvolvimento educacional, assistente de inclusão educacional, tratorista e operador de máquinas. Clique aqui e confira o edital Sema-MT A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) também abriu concurso público para formação de cadastro de reserva. As oportunidades são para os cargos de analista de meio ambiente e analista de desenvolvimento econômico e social, com salários de R$ 8.269,16 a R$ 10.491,97. As inscrições serão realizadas entre 17 de setembro e 14 de outubro, e a prova está prevista para 13 de dezembro. Clique aqui e confira o edital
Por Gazeta Digital 7 de setembro de 2026
Candidatos a deputados estaduais lideram o ranking de denúncias por propaganda eleitoral irregular em Mato Grosso com 126 ocorrências. Na sequência, aparecem os candidatos a deputados federais, com outras 36 denúncias. Os números constam no “Pardal”, sistema da Justiça Eleitoral que permite a denúncia desse tipo de conduta e dizem respeito ao total recebido até esta segunda-feira (07). Também foram registradas 10 denúncias contra candidatos a governador, sete denúncias contra candidatos a senador e três denúncias contra candidatos a presidente da República. Outras nove denúncias foram contra partido, coligação ou federação, totalizando 191 ocorrências. As maiores reclamações são por propaganda online, com 50 queixas apresentadas. Na sequência aparecem irregularidades em bens públicos (34), que é quando a publicidade é feita em prédios e espaços que pertencem à administração pública. Também aparecem irregularidades em vias públicas (30) carro de som, minitrio e trio elétrico (16); comícios e showmícios (10); adesivos em automóveis (10); outdoors físicos e eletrônicos (8) e distribuição de santinhos, panfletos e outros materiais impressos (8). Também há registro de entrega de brindes aos eleitores (7); envio de mensagens (6); propaganda irregular em imóveis particulares (5); uso de autofalantes e amplificadores de som (3); propaganda em jornais e revistas (1); e em emissoras de rádio e TV (1). Duas denúncias foram feitas sem informar onde foi praticada a irregularidade. Cuiabá figura como a cidade onde foi registrado o maior número de denúncias – ao todo, foram 61. Na sequência aparecem Sinop (31), Rondonópolis (12), Cáceres (7) e Primavera do Leste (7). A segunda maior cidade do estado, Várzea Grande, registrou quatro ocorrências. O Pardal também permite saber que 113 denúncias foram feitas por aparelhos com sistema operacional IOS, enquanto 78 foram enviadas de aparelhos Android. Na versão atualizada para 2026, o aplicativo Pardal ganhou uma inteligência artificial que é capaz de classificar as denúncias recebidas. Isso agiliza o serviço de apuração, fazendo com que os analistas dos tribunais eleitorais encaminhem com maior velocidade as denúncias para as áreas responsáveis. Para registrar uma denúncia no Pardal, a pessoa deverá se identificar pelo e-Título ou pelo Gov.br. A denúncia pode ser acompanhada de fotos, vídeos ou áudios que ajudem a entender a irregularidade apontada. Além disso, o denunciante consegue acompanhar, pelo próprio aplicativo, o andamento da denúncia.
Por Agro em Campo 7 de setembro de 2026
A Justiça do Paraná deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo BMG, conglomerado do setor de proteína animal que mantém seu principal estabelecimento em Iporã (PR) e o centro administrativo em Maringá (PR). Somando os créditos concursais e extraconcursais, o passivo do grupo alcança R$ 3.787.416.446,45. O grupo apresentou o pedido em litisconsórcio ativo, sob consolidação processual, e o juízo ressalvou que analisará a consolidação substancial, também requerida, em momento oportuno, após ouvir o administrador judicial, conforme os requisitos do art. 69-J da Lei 11.101/2005. Do Paraguai ao Brasil: a trajetória do Grupo BMG no mercado de carnes O Grupo BMG representa a frente brasileira do Grupo Concepción, conglomerado internacional que atua na produção, industrialização e exportação de proteínas animais no Paraguai, na Bolívia e no Brasil. A história começou em 1997, na cidade paraguaia de Concepción, com a criação da Nelore Importadora y Exportadora, que no ano seguinte adotou o nome Frigorífico Concepción S.A. Nas décadas seguintes, o grupo ampliou a operação com investimentos em exportação, biodiesel, curtimento de peles, processamento de subprodutos e produção de hambúrgueres. O grupo ingressou no mercado brasileiro em 2021, ao adquirir a Brazilian Meat Group, atual BMG Foods, e o Frigorífico Vila Bela, unidade localizada em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) que garantiu acesso direto a uma das principais regiões pecuárias do país. A partir dessas aquisições, a companhia expandiu-se para dezenas de unidades, entre plantas frigoríficas e centros de distribuição, distribuídas por sete estados e pelo Distrito Federal. Capacidade atual Atualmente, o grupo opera seis plantas frigoríficas, quatro próprias e duas arrendadas, com capacidade anual de abate de aproximadamente um milhão de bovinos e 550 mil suínos. Em Entre Rios do Oeste (PR), a empresa concentra o principal núcleo da suinocultura, com fazenda, fábrica de ração e granjas próprias, arrendadas e integradas, somando capacidade instalada superior a 35 mil animais nas etapas de reprodução, creche, recria e terminação. Em Iporã (PR), fica a principal unidade industrial de suínos, capaz de abater 2.400 animais por dia e uma média mensal de 40 mil abates. O grupo mantém ainda unidades em Grão-Pará (SC), Tarauacá (AC), Cacoal (RO), Nova Londrina (PR) e Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), além de uma base logística em Iguaraçu (PR), com frota de 242 veículos. A operação exporta para mais de 40 países e possui habilitação para mercados de elevada exigência sanitária, como União Europeia, China e Oriente Médio, além de experiência em modalidades específicas de abate, como Halal e Kosher. O portfólio reúne as marcas Gold Beef, Gold Beef Prime Grill, Patrão do Churrasco, Notable, My Pork e Gran Cani. Na estrutura societária, a BMG Foods incorporou a BMG Agrícola Ltda. e a BMG Transportes Nacional e Internacional Ltda., passando a concentrar as atividades agrícolas, de produção de ração, transporte e logística. Quais empresas do grupo tiveram a recuperação judicial deferida O juízo deferiu o processamento da recuperação judicial, em consolidação processual, das seguintes sociedades: BMG Foods Importação e Exportação Ltda., BMG Tecnologia em Informação Ltda., Arista Créditos e Cobranças Ltda. e Frigorífico Vila Bela Ltda. Cada empresa cumpre uma função específica na cadeia produtiva. A BMG Foods responde pelo abate, pela industrialização, pela comercialização, pela importação e pela exportação de carnes bovinas e suínas. O Frigorífico Vila Bela atua no abate de bovinos, na fabricação de produtos cárneos e no aproveitamento de subprodutos, com destaque para envoltórios naturais. A Arista opera na cobrança e na recuperação extrajudicial de créditos. E a BMG Tecnologia desenvolve e licencia os sistemas que sustentam a gestão das operações agropecuárias e frigoríficas. Por que o Grupo BMG entrou em crise econômico-financeira Uma combinação de fatores conjunturais e estruturais comprimiu as margens, a liquidez e o capital de giro do Grupo BMG. O primeiro fator foi a reversão do ciclo pecuário. Depois do recorde de abates em 2024, a arroba do boi gordo saltou de cerca de R$ 240,00 para patamares entre R$ 340,00 e R$ 350,00 no final daquele ano. Uma alta que continuou até atingir R$ 367,30 em abril de 2026, o maior valor nominal da série histórica do CEPEA/ESALQ-USP. Como o boi gordo representa o principal componente de custo da atividade, o descompasso entre o preço da matéria-prima e a capacidade de repassá-lo aos preços finais comprimiu diretamente as margens da empresa. Ao mesmo tempo, a crise da suinocultura também atingiu o grupo: depois da produção recorde de 2025, o excesso de oferta derrubou em aproximadamente 40% o preço do suíno vivo, de R$ 168,00 para cerca de R$ 100,00, e levou a operação a produzir abaixo do custo. A relação de troca entre o preço de venda do suíno e o custo dos insumos de alimentação caiu para um patamar inferior a cinco, abaixo do nível considerado adequado para cobrir o custo alimentar dos plantéis. Comércio exterior No comércio exterior, barreiras e tarifas impostas pelos três principais mercados do grupo. A sobretaxa norte-americana, as cotas tarifárias chinesas e a ampliação das exigências regulatórias da União Europeia provocaram a retração das exportações. A valorização do real agravou o quadro, já que a empresa realiza as vendas em dólar e paga os custos em reais: entre o final de 2024 e o início de 2026, a moeda norte-americana recuou mais de 15%. A inadimplência de clientes, a não renovação e o vencimento de linhas de crédito reduziram a liquidez em ao menos R$ 30 milhões, enquanto operações realizadas em plantas industriais de terceiros consumiram um aporte de mais de R$ 70 milhões. Esse cenário desencadeou demandas judiciais que resultaram em bloqueios de contas, arresto de matrizes suínas e apreensão de veículos da frota, culminando em 1.521 títulos protestados, no valor de R$ 46,7 milhões, e em um score Serasa em nível de default. O caso ainda tem uma relevante dimensão internacional: a BMG Foods figura como garantidora de Senior Secured Notes emitidas no exterior pelo Frigorífico Concepción S.A., no valor original de US$ 300 milhões, e de Senior Secured Credit Facilities estimadas em US$ 108,6 milhões. Os financiadores declararam o vencimento antecipado dessas dívidas em razão de inadimplemento, o que as tornou imediatamente exigíveis também contra a garantidora brasileira. Antes de recorrer ao Judiciário, o grupo implementou medidas privadas de contenção: renegociou com financiadores, buscou investidores, tentou alienar ativos, reduziu o plantel, desmobilizou plantas industriais e enxugou a operação, cortando o quadro de funcionários de 5.500 em 2025 para cerca de 1.750. Depois de esgotar as alternativas negociais, incluindo uma mediação prévia perante câmara especializada, a empresa recorreu à recuperação judicial como medida necessária. Quanto o Grupo BMG deve e quem são os credores O passivo sujeito aos efeitos da recuperação judicial, atribuído ao valor da causa nos termos do art. 51, § 5º, da Lei 11.101/2005, alcança R$ 3.543.445.330,00, distribuído entre as classes de credores da seguinte forma: Os autos do processo reúnem centenas de credores, o que inviabiliza a análise individual dos principais nomes. A lista completa, com a identificação de cada credor e o respectivo valor, está disponível no arquivo anexado ao final desta publicação. A Classe III, que responde por mais de 98% do passivo concursal, marca o centro deste processo: a negociação do plano de recuperação judicial vai se decidir, na prática, entre os credores quirografários; bancos, fornecedores de gado, integrados, produtores rurais e prestadores de serviço. Além do passivo sujeito ao concurso, o Grupo BMG registra dívida extraconcursal no montante de R$ 243.971.116,45. Esses créditos, por sua natureza ou pela data do fato gerador, não se submetem aos efeitos da recuperação judicial e, portanto, a empresa deverá honrá-los nas condições originalmente contratadas, sem possibilidade de renegociação coletiva no plano. Somado ao passivo concursal, o endividamento total do grupo atinge R$ 3.787.416.446,45. Como tramita o processo e quem é o administrador judicial A recuperação judicial do Grupo BMG tramita sob o número 0015002-81.2026.8.16.0194, na 1ª Vara Estadual de Falências e Recuperação Judicial do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba (PR). O juízo nomeou o escritório Brazilio Bacellar e Shirai Advogados como administrador judicial. Ao deferir o processamento, o juízo suspendeu as ações e execuções contra as devedoras, deduzindo do prazo do stay period o período já decorrido desde a tutela cautelar antecedente, conforme o art. 20-B, § 3º, da Lei 11.101/2005. A decisão também determinou que as distribuidoras de energia elétrica e a fornecedora de gás não interrompam o fornecimento por faturas vencidas antes do pedido, reconheceu a ineficácia das cláusulas de vencimento antecipado acionadas exclusivamente em razão da recuperação judicial e determinou a liberação de dois Bills of Lading que um agente de cargas retinha, relativos a contêineres de carne suína destinados à África do Sul. Por outro lado, o juízo indeferiu o pedido de suspensão dos apontamentos em cartórios de protesto e órgãos de restrição ao crédito, e postergou a análise da essencialidade dos bens e da frota para depois da manifestação do administrador judicial. Quais desafios o setor frigorífico e o Grupo BMG enfrentam na recuperação judicial O setor de proteína animal atravessa um dos momentos mais adversos de sua história recente. A virada do ciclo pecuário elevou o custo da matéria-prima em ritmo superior à capacidade de repasse ao consumidor, pressionando as margens de toda a cadeia, inclusive das maiores companhias do segmento, que anunciaram férias coletivas, ajustes operacionais e revisão de projeções. A simultaneidade da crise nos segmentos bovino e suíno agrava o quadro, pois retira dos grupos verticalizados a proteção que a diversificação costuma oferecer. Não por acaso, em 2025, pela primeira vez na série histórica de quatorze anos, o setor agropecuário liderou os pedidos de recuperação judicial no país, com 743 pedidos, superando o setor de serviços. Para o Grupo BMG, o primeiro desafio será preservar a integridade operacional durante a reorganização. Diferentemente de atividades cujos ativos podem permanecer inertes, a operação frigorífica depende de fluxo contínuo: os animais vivos precisam de alimentação, as plantas industriais precisam de energia e gás para manter câmaras frias e linhas de abate, e a frota precisa circular para escoar o produto perecível. Qualquer interrupção nessa cadeia converte-se imediatamente em perda de ativo e de receita, o que explica a centralidade das tutelas de urgência já deferidas e das que ainda dependem da manifestação do administrador judicial. Composição do passivo O segundo desafio tem natureza negocial e decorre da própria composição do passivo. Com mais de R$ 3,5 bilhões concentrados na classe quirografária e centenas de credores de perfis distintos, de instituições financeiras, fornecedores de insumos, produtores integrados e prestadores de serviço, a construção de maioria em assembleia geral exigirá um plano capaz de conciliar interesses bastante heterogêneos. A exposição internacional decorrente das garantias prestadas a operações financeiras contratadas no exterior soma-se a esse desafio, já que sua articulação com o plano brasileiro representa um elemento sensível para a viabilidade da reestruturação. O terceiro desafio envolve a recomposição do capital de giro em um ambiente de crédito restrito. O score de crédito em nível de default, os protestos mantidos por decisão judicial e a ampla repercussão pública da crise dificultam o acesso a novas linhas de financiamento justamente no momento em que a retomada operacional mais depende delas. A superação da crise dependerá, portanto, tanto da qualidade do plano que a empresa apresentará no prazo legal quanto de fatores externos ao controle dos recuperandos; a acomodação do ciclo pecuário, a recuperação do preço do suíno vivo e a reabertura efetiva dos mercados externos que sustentam a operação exportadora do grupo.
Por RepórterMT 7 de setembro de 2026
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que o atual El Niño deve ganhar força nos próximos meses e pode se tornar o mais intenso desde o início dos registros. A probabilidade de o fenômeno continuar até fevereiro de 2027 é próxima de 100%. O El Niño deve atingir o pico no fim deste ano, mas seus efeitos podem avançar por 2027. O fenômeno altera os padrões de temperatura e chuva em diferentes partes do planeta, aumentando o risco de secas, enchentes e ondas de calor. Segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), as águas do Pacífico tropical registram aquecimento excepcional. Em algumas áreas abaixo da superfície, a temperatura ficou mais de 8°C acima da média. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que, mantida a trajetória atual, o episódio poderá superar todos os eventos observados desde o início do monitoramento. O El Niño já está entre os quatro mais fortes registrados desde 1950. Impactos em Mato Grosso  O boletim mais recente do Painel El Niño 2026–2027, elaborado por órgãos federais como Cemaden, Inmet, Inpe e Defesa Civil Nacional, prevê chuvas abaixo da média em áreas do Centro-Oeste, incluindo partes de Mato Grosso. Para o norte mato-grossense, a projeção indica redução das precipitações, enquanto as temperaturas devem permanecer acima da média em toda a Amazônia Legal e no Pantanal. Esse cenário pode prolongar o período de estiagem, reduzir a disponibilidade de água e aumentar o risco de incêndios florestais. O documento aponta probabilidade superior a 90% de o El Niño alcançar intensidade muito forte entre setembro e novembro. A chance de o episódio ser o maior desde 1950 é calculada em 69%. Em julho, 157 municípios brasileiros já enfrentavam seca severa, com agravamento registrado também em Mato Grosso. O risco de incêndios permanece elevado principalmente no Centro-Oeste e no sul da Amazônia, segundo o boletim oficial . Além das queimadas e dos danos à fauna, a irregularidade das chuvas preocupa o agronegócio. Em Lucas do Rio Verde, o coordenador municipal da Defesa Civil, Edgar Savaris, afirmou que o prolongamento da seca aumenta a incerteza sobre o início do plantio. “O produtor vai na incerteza, não sabe quando vai plantar”, declarou em entrevista divulgada pela Câmara municipal. A OMM ressalta, porém, que a intensidade global do El Niño não determina sozinha a gravidade dos efeitos em cada região. Os impactos dependem da época do ano, da localização e de outros fatores climáticos, o que exige acompanhamento contínuo dos alertas oficiais.