Credores veem "insolvência" e aprovam falência de grupo em RJ em MT

FolhaMax • 5 de dezembro de 2025

O Comitê de Credores da recuperação judicial do Grupo Pupin aprovou, por unanimidade, a convolação da recuperação judicial em falência, durante reunião extraordinária realizada em 1º de dezembro. A deliberação ocorreu após a apresentação de um estudo técnico que aponta a completa inviabilidade operacional do grupo, a deterioração progressiva de sua capacidade financeira e o aumento contínuo do passivo, que já supera o valor dos ativos.


Com a decisão, o processo segue para análise da 1ª Vara Cível de Campo Verde, responsável pela condução da recuperação judicial do grupo, que se arrasta há mais de 10 anos. Segundo registrado na ata, o Comitê estruturou a reunião justamente para permitir a análise global da situação do grupo e avaliar as condições de continuidade da recuperação judicial.


Foi apresentado um estudo com o objetivo de municiar os credores de elementos técnicos capazes de subsidiar eventual deliberação de convolação da recuperação judicial em falência. O material consolidou dados processuais, matrículas imobiliárias, projeções financeiras, demonstrativos contábeis e levantamento de movimentações bancárias.


Entre os pontos centrais apresentados, o Comitê destacou o desequilíbrio entre receitas projetadas e compromissos financeiros. O documento aponta a existência de R$ 1,85 bilhão em dívidas extraconcursais, cujo valor deve crescer substancialmente nos próximos três anos. “A projeção de juros de 1% ao mês e correção pelo INPC, para os próximos 36 meses, totaliza R$ 1,3 bilhão”, afirma a ata, acrescentando que os ingressos previstos “cobrem aproximadamente 5% do valor necessário para suportar tais encargos”.


A análise demonstrou ainda que não há atividade operacional desde 2019. O Comitê registrou que as demonstrações financeiras entre 2017 e 2020 revelam “queda contínua de receitas, prejuízos acumulados, inviabilidade operacional”, além de constatar que “os recuperandos deixaram de operar desde 2019, sem estrutura, máquinas, equipe ou governança”.


De acordo com os apontamentos, mesmo em uma simulação otimista de retomada integral das atividades agrícolas, a operação geraria cerca de R$ 100 milhões por ano, montante insuficiente para cobrir sequer os juros anuais do passivo extraconcursal. Foram analisadas ainda 151 matrículas de imóveis, resultando na identificação de 19 alienações ao longo do processo, sendo a maioria realizada pelos próprios recuperandos antes de 2020.


QUEBRADEIRA


Embora o valor de mercado dos ativos supere R$ 2,8 bilhões, o Comitê concluiu que o patrimônio disponível não é suficiente para cobrir o passivo total, estimado em R$ 3,5 bilhões. O documento afirma que “a dívida total (concursais, tributária e extraconcursal) já é aproximadamente 22% superior ao valor dos ativos”, e que, em caso de falência, com reversão dos deságios, o montante poderia alcançar R$ 5,9 bilhões.


O Comitê também chamou atenção para inconsistências relevantes nas informações fornecidas pelos recuperandos e para movimentações financeiras consideradas atípicas. A ata registra que foram identificadas “movimentações suspeitas de aproximadamente R$ 430 milhões em contas vinculadas à empresa José Pupin & Cia” e “transferências de mais de R$ 95 milhões para Gustavo Camargo Pupin e seu núcleo familiar, sem lastro documental”.


Além disso, o núcleo decisório da empresa foi descrito como concentrado em José Pupin e Marisa Camargo Pupin, com uso do patrimônio vinculado à recuperação para quitação de dívidas pessoais de familiares. A Fource, consultoria que atuou na busca de investidores para sanar as dívidas, relatou dificuldades recorrentes na obtenção de informações confiáveis e destacou que a solução técnica sempre recomendada foi a venda ordenada de ativos.



Segundo a ata, a avaliação da empresa era de que “a única saída para o Grupo Pupin seria a venda de ativos para pagamento das dívidas” e que, embora no início da recuperação judicial a liquidação ainda pudesse preservar parte do patrimônio, “atualmente, a alienação integral dos ativos não é suficiente para saldar a dívida”. Após os esclarecimentos e exposição dos dados, o Comitê decidiu encaminhar o processo à falência.


A votação registrou aprovação por 100% dos créditos votantes com três abstenções e nenhuma rejeição. O termo de adesão será encaminhado aos credores antes do protocolo judicial.


Segundo o próprio documento, o cenário já inclui “318 credores com pagamentos vencidos” e “oito pedidos de falência nos autos”, o que reforça a deterioração progressiva da recuperação judicial.

Por RepórterMT 8 de maio de 2026
O vereador de Várzea Grande Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência na quinta-feira (07) após encontrar uma possível escuta clandestina em seu gabinete na Câmara Municipal. O aparelho, conforme relato do parlamentar, estava envolto em fita isolante preta e tinha um pequeno microfone fixado em uma das extremidades. Narra o boletim de ocorrência que, por volta das 15h30 dessa quinta-feira, Bruno Rios estava com seu assessor no gabinete. Ambos faziam a retirada de uma bandeira de Mato Grosso e de Várzea Grande, que ficava fixada em uma canaleta do ar-condicionado. Nesse momento, eles encontraram o aparelho e foram imediatamente à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Várzea Grande para registrar a ocorrência. Nesta sexta-feira (08), Bruno informou que seu gabinete está fechado para a realização de perícia e que só voltará às atividades na segunda-feira. Além do registro na Polícia Civil, o vereador comunicou o fato ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e à presidência da Câmara.
Por RepórterMT 8 de maio de 2026
Mato Grosso oficializou hoje (7) a entrada no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), em ato assinado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no Palácio Paiaguás. A adesão permite que as forças de segurança estaduais compartilhem e acessem dados estratégicos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com foco direto no combate ao avanço das facções criminosas. " Passamos a ter mais agilidade na atuação contra o crime organizado ", afirmou Pivetta. O acordo prevê troca de informações entre órgãos estaduais e federais em ações de segurança pública, além de áreas estratégicas como segurança alimentar e mudanças climáticas.  O Governo de Mato Grosso pleiteou a adesão ao sistema por meio da Casa Civil e das Secretarias de Estado de Segurança Pública, Meio Ambiente e Fazenda.
Por RepórterMT 8 de maio de 2026
Uma frente fria deve derrubar as temperaturas em Cuiabá nos próximos dias, com mínima prevista de até 13°C na segunda-feira (11), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A queda mais acentuada começa no domingo (10), quando os termômetros já devem despencar para 15°C na Capital.  A mudança mais brusca acontece no domingo , quando a temperatura mínima deve atingir 15°C e a máxima não passa dos 20°C . A previsão é de muitas nuvens e ventos moderados vindos do sul, reforçando a chegada da massa de ar frio. Na segunda (11), Cuiabá deve registrar a madrugada mais fria do período, com mínima de 13°C . O céu deve ter poucas nuvens, mas ainda há previsão de ventos com rajadas. Já na terça-feira (12), o frio começa a perder força, mas a manhã segue amena, com mínima de 15°C e máxima de 28°C. O dia será de céu encoberto e ventos fracos a moderados.
Por RepórterMT 7 de maio de 2026
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) divulgou hoje (7) balanço epidemiológico sobre a meningite em Mato Grosso, confirmando 33 casos da doença e 8 óbitos no acumulado de 2026. Os números mostram a necessidade da vacinação, uma vez que o grupo mais atingido é o de bebês com menos de um ano de idade, que somam 8 dos casos confirmados. Cuiabá é a cidade com o maior volume de registros, contabilizando 7 casos, seguida por Várzea Grande, com 5. No interior, Rondonópolis e Sinop aparecem com 3 casos cada. Embora Cuiabá tenha o maior número de doentes, Sinop registra a situação mais crítica em termos de letalidade, com 3 mortes confirmadas até o momento. A capital aparece em seguida, com 2 mortes.  Outros municípios como Juscimeira, Sorriso e Vila Bela da Santíssima Trindade também registraram mortes causadas pela doença, com um óbito em cada localidade. Casos confirmados: Cuiabá: 7 casos Várzea Grande: 5 casos Rondonópolis: 3 casos Sinop: 3 casos Cáceres: 2 casos Juscimeira: 2 casos Sorriso: 2 casos Vila Bela da Santíssima Trindade: 2 casos Barra do Garças: 1 caso Colíder: 1 caso Glória D’Oeste: 1 caso Canarana: 1 caso Tapurah: 1 caso Tesouro: 1 caso São José do Rio Claro: 1 caso Mortes confirmadas Sinop: 3 mortes Cuiabá: 2 mortes Juscimeira: 1 morte Sorriso: 1 morte Vila Bela da Santíssima Trindade: 1 morte Perfil dos pacientes Os dados por faixa etária mostram que a meningite tem atingido extremos de idade. Além dos 8 bebês menores de um ano, o grupo de adultos entre 50 e 64 anos também preocupa as autoridades de saúde, com 7 casos confirmados. Entre as vítimas fatais, a maior concentração de mortes está na faixa de 5 a 9 anos, que registrou 3 dos 8 óbitos do estado. A SES-MT reforça que a meningite é uma doença grave, que causa a inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A principal forma de prevenção é manter o cartão de vacina atualizado, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para as diversas cepas da doença.
Por Gazeta Digital 7 de maio de 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como “lamentável” a confissão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de que contratou o escritório de advocacia de Viviane Barci para ter proximidade com o marido dela, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, revelada pela imprensa nacional, consta na delação premiada do ex-banqueiro. “Eu acho muito ruim. Acho que somos da mesma opinião. É muito ruim ver as notícias que nós vemos no nosso país hoje. É lamentável. Temos que aguardar o desfecho disso. Eu torço para que se faça justiça. É isso que nós queremos”, afirmou Pivetta em conversa com a imprensa. O contrato entre o Banco Master e o escritório previa o pagamento de R$ 129 milhões pelos serviços prestados. Vorcaro negou troca de favores entre ele e o ministro. O contrato vigorou entre o início de 2024 e o fim de 2025, quando o Banco Central liquidou a instituição financeira e o empresário foi preso quando tentava fugir do país. A decisão do Banco Central de fechar o Master foi tomada pela crise de liquidez e indícios de fraude. A instituição tinha dificuldades para honrar os seus compromissos e não conseguiu encontrar um comprador que assumisse o controle da operação. As investigações da Polícia Federal apontam para uma ampla rede de lideranças políticas e empresariais ligadas às práticas ilegais de Vorcaro, que segue preso.
Por Gazeta Digital 7 de maio de 2026
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quarta-feira (6), que não teve conhecimento sobre a reunião de colegas do Partido Liberal (PL), com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Na reunião estavam ainda Ananias Filho, Mauro Carvalho, que é secretário da Casa Civil, e o governador Otaviano Pivetta. Nessa reunião foi feita uma proposta de um financiador não identificado, para que o senador Wellington Fagundes (PL) retirasse a sua candidatura, em troca de um apoio financeiro à candidatura do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado e ao senador Flávio Bolsonaro à presidência da República. Ao ser questionado sobre essa estratégia do partido, Abílio afirmou que não acredita que essas informações sejam verídicas. “Primeiro, eu acho que isso daí não tem fundo de verdade, acho pouco provável que isso tenha acontecido. São candidaturas já consolidadas, pré-candidaturas já postas, e não acredito nisso, não. Acredito que devem ter sido falas equivocadas ou fora de contexto”. Ainda, o prefeito da capital defende que dificilmente o partido desistiria da candidatura de um membro próprio para apoiar a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado. Quando interrogado sobre o partido estar confuso com relação às parcerias com o MDB e medidas adotadas nas eleições, Abílio defende que as gestões atuais estão mais consolidadas e entregando melhores resultados. Ele então afirma que “se esse (governos passados) é o caminho que alguém quer que volte, não é o que eu defendo. Quando foi a eleição do prefeito, o MDB era oposição política, e agora, na eleição de governador, vamos fingir que somos amiguinhos? Para mim isso é incoerente, não faz sentido, MDB e Abílio não faz sentido”.
Por Agência Brasil 7 de maio de 2026
Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados. De acordo com a PF, as ações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrem nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal. A decisão do STF autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões. A operação de hoje objetiva aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, informou a PF. Nota da defesa Em nota divulgada esta manhã, a defesa do senador Ciro Nogueira “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. Diz ainda que “reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”. “Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa. A nota é assinada pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França. Compliance Zero Na 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril deste ano, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março. Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (BA, DF, MG, RJ, RS e SP). A pedido da PF e do Ministério Público (MP), a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.
Por RepórterMT 7 de maio de 2026
A estudante de direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, foi encontrada morta na noite dessa quarta-feira (06) dentro da quitinete onde residia, em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá), em Mato Grosso. O corpo apresentava marcas de golpes de arma branca, estava envolvido em lençois e estava com os membros amarrados.  De acordo com as informações do boletim de ocorrência, um amigo da vítima foi até o local depois de ser procurado pela irmã de Valéria, que relatou não conseguir contato com ela desde a terça-feira (05). Ao chegar à residência e encontrar o imóvel trancado, ele precisou arrombar a porta. Dentro do quarto, o homem encontrou a jovem caída no chão, já sem vida, apresentando lesões compatíveis com golpes de faca. Ele acionou as autoridades, e equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil estiveram no local para os procedimentos iniciais. Segundo a polícia, o corpo da vítima estava enrolado em colchas e lençois, com as mãos e os pés amarrados. Também foi constatado o desaparecimento de pertences pessoais, como uma bicicleta, um celular e um tablet. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a autoria e a motivação do crime.
Por RepórterMT 6 de maio de 2026
O juiz João Bosco Soares da Silva determinou hoje (6) que o casal acusado de encomendar a morte do advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso), seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Além dos supostos mandantes, dois policiais militares apontados como intermediários da execução também sentarão no banco dos réus. A decisão de pronúncia atinge Julinere Goulart Bentos e seu marido, Cesar Jorge Sechi, apontados como os autores intelectuais do crime. Já os militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira são acusados de atuar na logística e intermediação do assassinato. A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva. Todos eles responderão por homicídio qualificado, com incidência das qualificadoras de motivo torpe ou mediante paga, emprego de meio que resultou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da causa de aumento de pena em razão da idade da vítima, que tinha 72 anos à época dos fatos. Também foi mantida a imputação de participação em organização criminosa. A sentença acolheu integralmente a tese apresentada na denúncia do MPMT de que o crime foi praticado de forma coordenada, no contexto de uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas entre mandantes, intermediários e executores. O crime aconteceu no dia 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Renato Nery foi alvejado por disparos de arma de fogo enquanto chegava ao local de trabalho. A investigação apontou que o crime teria sido encomendado por Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, motivados por inconformismo com disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras no município de Novo São Joaquim. Os dois teriam contratado a execução do homicídio pelo valor de R$ 200 mil. Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuariam como intermediários, responsáveis pela articulação com os executores, fornecimento da arma e intermediação dos pagamentos. Na decisão, o magistrado destacou a existência de prova da materialidade do crime, confirmada por laudos periciais, registros de ocorrência, imagens e depoimentos colhidos ao longo da instrução processual. Também foram reconhecidos indícios suficientes de autoria em relação a todos os acusados, requisito necessário para a pronúncia, conforme o artigo 413 do Código de Processo Penal. Tipificações adicionais Além dos crimes comuns a todos os réus, a sentença também manteve imputações específicas. Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira foram pronunciados, ainda, por fraude processual qualificada e abuso de autoridade, condutas relacionadas à tentativa de dificultar as investigações. Essas imputações não foram atribuídas aos acusados apontados como mandantes, Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi. Julgamento pelo Tribunal do Júri - com a decisão, o processo segue para julgamento pelo Tribunal do Júri, órgão competente para julgar crimes dolosos contra a vida. A data da sessão ainda será designada após o trânsito em julgado da sentença de pronúncia. 
Por Gazeta Digital 6 de maio de 2026
O presidente estadual do PL, Ananias Filho (PL), afirmou que o partido não aceitará traição nas eleições deste ano, e que irá "convidar" os prefeitos que não querem apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) a saírem do partido. Segundo ele, o ultimato ocorrerá nas convenções partidárias. “A fala desses prefeitos, na hora certa, nós vamos corrigir. Deixa-os falarem, mostrar a cara deles dessa forma. Mas nós vamos mostrar claramente: Você quer ficar? Fica. Você não quer? Nós não vamos ficar brigando para ninguém ficar”, disse. “O momento certo é agora logo após a convenção. Quer ficar no PL? Será bem-vindo. Não quer ficar no PL? Não fica. Nós vamos ficar com o povo. O povo sabe onde o PL está. O PL não muda de posicionamento. O PL não tem essa capacidade de receber pessoas que estão insatisfeitas e ingratas. Nós não vamos tolerar. Nós não vamos ficar [com eles]”, completou. A declaração ocorreu durante entrevista ao jornal da Cultura FM nesta quarta-feira (6), ao comentar a ‘rebelião’ dos prefeitos de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) e de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que sinalizam apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). ‘Ingrata’ e ‘faltou cérebro’ Ananias Filho também criticou duramente a prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti e de Rondonópolis, Cláudio Ferreira. Ele negou que o PL tenha abandonado Moretti e lembrou que o partido deu a legenda e o financiamento para que ela disputasse a prefeitura em 2024. “A prefeita Flávia, eu já falei com ela pessoalmente e mostrei para ela. Falei: você fala que vai esperar quem o partido vai decidir? O partido já decidiu. O pré-candidato é Wellington Fagundes. Então, ela pode decidir. O partido é Wellington Fagundes. Se ela é PL e ela quer ser partidária, é Wellington Fagundes, José Medeiros e Flávio Bolsonaro. E que o PL não foi ingrato com ela. Primeiro, o PL deu legenda para ela, que nem partido ela tinha. E o PL deu financiamento para ela”, pontuou. “Para o Cláudio, a mesma coisa. Deu o partido, deu o financiamento para ela e para os vereadores dele. Então, eles não podem reclamar do PL. Então, eu não sei onde um político tem coragem de falar que vai trair. Entendeu? Eu acho que foi muito infeliz. Achei até uma falta de cérebro”, completou. A declaração ocorre em meio à publicização dos dois prefeitos no apoio a Pivetta, ignorando assim a resolução nacional que proíbe políticos e lideranças do PL de manifestar apoio a outras candidaturas que não sejam do partido.