Falso advogado e falsa central: golpe digital já tomou dinheiro de mais de 2 mil vítimas em MT

Gazeta Digital • 18 de agosto de 2025

Golpe que registra vítimas desde 2022 utiliza dados públicos de pessoas com processos em andamento para enviar mensagens falsas, mas com informações verdadeiras, segue tomando dinheiro de mato-grossenses. Na modalidade, os golpistas se passam pelos advogados contratados das vítimas a fim de conseguir pagamentos que seriam decorrentes nas ações movidas. Desde 2023, já foram registrados mais de 2 mil boletins de ocorrência de casos de fraude semelhantes e, essa semana, uma vítima teve sua conta invadida e perdeu cerca de R$ 7 mil, em Cuiabá.

 

Conhecido como o golpe do “falso advogado”, os criminosos criam perfis falsos dos profissionais ou escritórios contratados pela vítima em processos e enviam mensagens alegando que a causa foi ganha. Contudo, para receber a indenização, é necessária alguma outra ação, como pagamento ou o informe de um código.

 

Uma mulher, que preferiu não se identificar, foi vítima e encaminhou seu relato. Com um processo em trâmite desde 2023, ela recebeu mensagem de um perfil com informações idênticas as de sua advogada. O perfil afirmava que ela tinha ganhado a causa, mas que deveria falar com o juiz responsável para receber o valor de R$ 15 mil.

 

“Ela disse que era referente ao meu processo de 2023, falou todas as informações referentes ao meu processo, inclusive mandou o anexo dele no meu WhatsApp, informando que eu tinha ganhado a causa”, contou a mulher.

 

No momento em que recebeu a mensagem, ela estava trabalhando e os golpistas pediam agilidade a todo momento, pois se não fosse resolvido na hora, ela corria o risco de perder o suposto pagamento.

 

Ao entrar na chamada de vídeo, um homem que se passava por juiz confirmou seus dados e, em seguida, pediu para ela acessar a conta bancária e verificar se o recebimento tinha ocorrido. Como se tratava de um golpe, nenhum dinheiro foi creditado, momento em que foi enviado um código para ela. Ao passar o código, a vítima teve sua conta invadida e todo o dinheiro retirado.

 

“Uma hora eu desconfiei e questionei. Ele [o falso juíz] me falou ‘você está falando com o juiz, você está quase desacatando uma autoridade’, então pediu para eu falar com a advogada e confirmar, mas como ela também era falsa, me disse que eu poderia seguir com a transação sem problemas”, afirmou.

 

O Delegado Vinícius de Assis Nazário, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, explicou que, no caso do golpe aplicado à vítima no início da semana, a videochamada com uma pessoa caracterizada como autoridade serve para passar mais credibilidade para o alvo, o que contribui para maior chance de “sucesso” no golpe. Ele afirmou, ainda, que muitas vezes a chamada de vídeo é utilizada como forma de capturar a biometria facial da vítima.

 

“Em alguns casos a videochamada está sendo utilizada para a abertura de contas correntes digitais com a biometria facial e, em seguida, são feitos empréstimos em nome da vítima. Em outros casos, os golpistas pedem os dados bancários das vítimas, cópia de extrato bancário e depois enviam links, com isso conseguem acesso às contas das vítimas e fazem transferências de quantias em dinheiro”, afirmou Nazário.

 

As formas de golpe são cada vez mais aperfeiçoadas e alteradas. Já foram registrados casos da aplicação simultânea, por exemplo, do golpe do “falso advogado” com o da “falsa central”, quando os golpistas utilizam códigos para acessar o aplicativo bancário como o titular da conta.

 

Desde 2023 já foram registrados mais de 2 mil boletins de ocorrências com características semelhantes ao golpe denunciado. Esse tem sido uma das fraudes digitais mais recorrentes no estado. “Muitos desses casos apresentam elementos comuns: nomes de advogados verdadeiros, processos reais e utilização de contas bancárias de terceiros, os chamados ‘laranjas’ ou ‘conteiros”, explicou Nazário.

 

Como se prevenir?
O delegado orientou que é preciso desconfiar de qualquer contato repentino que envolva transações financeiras. Caso seu escritório ou advogado entre em contato com um número diferente, é importante que se confirme a identidade. Isso pode ser feito por outras formas confiáveis, como e-mail institucional, visita ao escritório ou até mesmo por ligação.

 

Códigos recebidos nunca devem ser compartilhados, mesmo que a pessoa pareça confiável. Casos em que é solicitada urgência ou pressa também é um sinal de golpe.

 

Se a atividade parecer suspeita e levantar dúvidas, procure seu advogado pessoalmente.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fez alerta também que sabe dos golpes desde 2022 e que sugere, aos próprios advogados, que instruam seus clientes com relação à possibilidade. É importante que o advogado e cliente mantenham meios confiáveis de comunicação e que o cliente esteja informado em casos de alterações para evitar a situação.

 

Caí em um golpe, como proceder?
A primeira etapa é entrar em contato com seu banco e solicitar o bloqueio emergencial das transações, em seguida requerer a rastreabilidade do pix para identificar contas de destino.

 

“Algumas vítimas conseguem restituição judicial ou extrajudicial, especialmente quando o banco falhou em mecanismos de segurança”, explicou Nazário.

 

Além disso, é importante registrar um boletim de ocorrência para que investigações sejam iniciadas e criminosos sejam responsabilizados.

 

“A Polícia Civil tem feito operações para recuperar valores e prender integrantes das quadrilhas. Mas quanto mais cedo a vítima age, maiores as chances de sucesso”, finalizou o delegado.

Por Gazeta Digital 11 de abril de 2026
As exportações de Mato Grosso somaram US$ 3,2 bilhões em março de 2026, registrando crescimento de 16,9% sobre igual intervalo do ano anterior. O desempenho é resultado, principalmente, das vendas externas de commodities agrícolas, colocando o estado na 4ª posição no ranking nacional, respondendo por 11% das exportações brasileiras. A série histórica mostra que as exportações vêm mantendo trajetória de crescimento ao longo dos últimos anos, com picos recentes e superando o recorde anterior de US$ 2,5 bilhões em fevereiro de 2023, conforme dados estatísticos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Nas importações, o estado teve participação de 0,56%, ficando na 18ª colocação nacional com US$ 140,7 milhões negociados e que representam queda de 7% na comparação anual. As aquisições de produtos de outros países seguem em patamar significativamente inferior, o que contribui para sucessivos superávits comerciais. Em março, a balança comercial estadual fechou o 3º mês do ano com superávit de US$ 3,1 bilhões, mantendo Mato Grosso como um dos principais geradores de saldo positivo no país. A corrente de comércio, que soma exportações e importações, alcançou US$ 3,4 bilhões em março, evolução de 15,6% em relação a março de 2025, indicando maior dinamismo nas relações comerciais internacionais do estado. A demanda asiática impulsionou os embarques de produtos matogrossenses em março, com a China liderando quase metade do mercado. As exportações destinadas ao gigante asiático atingiram a marca de US$ 1,5 bilhão, o que representa uma fatia de 47,6% de tudo o que o estado enviou ao exterior. O crescimento em relação ao período anterior foi de 13,10%, uma variação absoluta positiva de US$ 177,5 milhões. Além da China, outros países do bloco asiático mostram relevância no portfólio mato-grossense, sendo Tailândia (4,6%), Indonésia (3,8%), Bangladesh (4,5%) e Vietnã (2,3%). Embora a Ásia concentre a maior parte do volume financeiro, Mato Grosso mantém relações comerciais ativas com diversos blocos como Europa, com destaque para a Turquia (4,2%), Espanha (3,8%) e Países Baixos (2,4%), além de África, liderada pela Argélia (2,6%) e Américas, com México (2,5%) e Estados Unidos (1,4%). Após enfrentar oscilações, com fevereiro de 2023 registrando valor FOB (Free on Board) de US$ 2,5 bilhões e queda de 7,70%, a linha de exportações demonstra uma tendência de alta consistente ao longo de 2025, entrando em 2026 com viés de crescimento, aponta o Mdic.
Por Gazeta Digital 11 de abril de 2026
A coordenadora de Seleções Femininas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Cris Gambaré, destacou as condições da Arena Pantanal, gerida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), para receber os jogos da FIFA Series de futebol feminino, que serão realizados em Cuiabá. Em reunião com o governador Otaviano Pivetta, nessa sexta-feira (10), ela ressaltou a organização do evento e o apoio do Governo do Estado na realização da competição. “Nós estamos sendo muito bem recebidos aqui em Cuiabá pelo povo de Mato Grosso. Estou muito satisfeita com as equipes de segurança montadas pela Polícia Militar, a estrutura do Centro de Treinamento e da Arena Pantanal que vai nos entregar esse grande evento. O Governo de Mato Grosso está de parabéns pelo empenho para que isso seja um sucesso”, relatou. O torneio reúne as seleções do Brasil, Canadá, Zâmbia e Coreia do Sul e será disputado entre os dias 11 e 18 de abril. Ela também destacou a importância do evento para o futebol feminino e a presença de uma atleta mato-grossense na seleção brasileira. “Temos a Ana Vitória, que é uma atleta mato-grossense e está muito feliz em jogar dentro da casa dela. O futebol feminino está sendo fortalecido aqui como legado. Nós acreditamos que, ao final da competição, isso vai deixar um estímulo maior para meninas, mulheres, clubes e projetos, para que pratiquem essa modalidade com mais eficiência e respeito, e para que mais atletas de Mato Grosso possam chegar à seleção”, ressaltou. O governador Otaviano Pivetta destacou a importância da competição para o Estado e o incentivo à participação feminina no esporte. “Ficamos felizes em receber vocês em Mato Grosso e queremos que se sintam bem-vindas. A nossa Arena Pantanal está preparada para receber eventos dessa dimensão e não fica atrás de nenhum outro estádio. Vamos torcer para que a seleção brasileira tenha um bom desempenho e que isso incentive ainda mais meninas a praticarem um esporte tão importante para a nossa sociedade”, pontuou. O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Diogo Pécora, afirmou que o evento é inédito no Estado e conta com apoio do governo para sua realização. “É um evento inédito, realizado pela primeira vez aqui na nossa casa, na Arena Pantanal. Isso representa um legado para o Estado e mostra que temos talentos aqui em Mato Grosso. O governo está nos apoiando e preparando toda a estrutura para a realização desse evento”, afirmou. O secretário de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, também acompanhou a reunião. A competição A FIFA Series de futebol feminino será realizada na Arena Pantanal, em Cuiabá, entre os dias 11 e 18 de abril. O torneio reúne as seleções do Brasil, Canadá, Coreia do Sul e Zâmbia e integra o ciclo de preparação para a Copa do Mundo de 2027.  Serão seis partidas no total, com dois jogos por dia, nos dias 11, 14 e 18 de abril, sempre no horário local de Cuiabá. A competição também terá venda de ingressos ao público e faz parte do calendário internacional da FIFA.
Por Redação 10 de abril de 2026
Criminosos têm intensificado a aplicação de golpes digitais utilizando o nome da Receita Federal para enganar contribuintes em todo o país. O alerta foi reforçado nesta sexta-feira (10), após o aumento de relatos envolvendo mensagens fraudulentas que simulam pendências no Imposto de Renda (IR) e ameaçam consequências graves, como bloqueio de contas bancárias e suspensão do Pix. Segundo o advogado Pérsio Landim, especialista em direito digital, os golpistas exploram o medo e a urgência para induzir as vítimas ao erro. “Essas mensagens são elaboradas para gerar pânico imediato. O contribuinte acredita que está em situação irregular e acaba clicando em links ou fornecendo dados sensíveis sem a devida verificação”, explica. De acordo com a Receita Federal, as mensagens costumam informar supostas irregularidades no CPF e alertar para penalidades como restrições em contas bancárias, cartões de crédito, investimentos e até inclusão em cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC — informações que não correspondem à prática oficial do órgão. Como o golpe funciona Os criminosos utilizam SMS e aplicativos de mensagens para enviar links maliciosos que direcionam a páginas falsas, muitas vezes com aparência semelhante à de sites governamentais. Nessas páginas, o usuário é orientado a “regularizar” sua situação, informando dados pessoais, bancários ou até realizando pagamentos indevidos. Em alguns casos, a vítima é instruída a interagir com a mensagem para ativar o link, o que aumenta o risco de exposição de informações e até de invasão do dispositivo. Alerta e orientações A Receita Federal reforça que não envia mensagens com links para regularização de pendências nem solicita dados pessoais ou pagamentos por SMS ou aplicativos de conversa. Todo atendimento deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais. O advogado Pérsio Landim destaca que a prevenção é a principal defesa contra esse tipo de crime. “O contribuinte precisa desenvolver um olhar crítico diante de qualquer comunicação digital, especialmente aquelas que envolvem ameaças ou prazos urgentes”, orienta. Dicas para evitar cair no golpe: Desconfie de mensagens com tom alarmista ou que mencionem bloqueio imediato de serviços financeiros; Não clique em links recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens sem verificar a origem; Confira sempre o endereço eletrônico antes de acessar qualquer site; Nunca forneça dados pessoais, bancários ou fiscais fora de ambientes oficiais; Em caso de dúvida, procure diretamente os canais oficiais da Receita Federal.  Por fim, especialistas recomendam que vítimas ou tentativas de golpe sejam denunciadas às autoridades competentes, contribuindo para o combate a fraudes digitais que crescem especialmente durante o período de declaração do Imposto de Renda.
Por Gazeta Digital 10 de abril de 2026
Mato Grosso segue entre os estados com maiores índices de violência doméstica e feminicídio do país, cenário que tem reforçado a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Diante disso, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei nº 433/2026, que propõe a instalação do chamado “Botão do Pânico” em banheiros femininos de espaços públicos sob administração do Governo do Estado. A proposta foi apresentada durante sessão plenária realizada na terça-feira (7) e tem como objetivo oferecer um mecanismo rápido e discreto de pedido de ajuda em situações de risco, como assédio, importunação sexual ou outras formas de violência. Segundo o parlamentar, apenas o endurecimento das leis não tem sido suficiente para reduzir os casos no estado. “Mato Grosso infelizmente lidera esse ranking nacional. Isso significa que, a cada seis dias, uma mulher é assassinada no estado. Sem contar os inúmeros casos de agressões que não chegam à morte. Precisamos focar em soluções efetivas e uma delas é o fortalecimento das políticas públicas em defesa das mulheres”, afirmou Wilson Santos. De acordo com o texto do projeto, a instalação dos dispositivos deverá considerar o fluxo de pessoas e a vulnerabilidade dos locais. Ao ser acionado, o botão enviaria a localização da vítima, permitindo resposta rápida das forças de segurança. Atualmente, Mato Grosso já conta com o Botão do Pânico virtual por meio do aplicativo SOS Mulher MT, em funcionamento desde 2021. A ferramenta é disponibilizada para mulheres que possuem medidas protetivas e pode ser acionada caso o agressor descumpra a determinação judicial ou se aproxime da vítima. Quando ativado, o pedido é encaminhado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que aciona uma viatura para atendimento imediato. Apesar disso, o sistema atende apenas quatro municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres. Dados da Polícia Judiciária Civil apontam que, em 2025, cerca de 5.500 vítimas receberam o dispositivo como medida protetiva. No mesmo período, foram registrados 53 casos de feminicídio no estado, e nenhuma das vítimas utilizava o SOS Mulher MT. A proposta apresentada pelo deputado busca ampliar as alternativas de proteção e reforçar políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, com foco na criação de ambientes públicos mais seguros em Mato Grosso.
Por RepórterMT 10 de abril de 2026
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou hoje (9) durante o lançamento da ExpoVG 2026 que o evento representa muito mais do que entretenimento gratuito para a população. Segundo ela, a feira é o "primeiro passo" para consolidar o município na rota do agronegócio e das grandes exposições do Estado, focando no fortalecimento da indústria e do comércio local. Moretti destacou que, embora a cidade enfrente desafios estruturais, a retomada da exposição é estratégica para movimentar a economia e gerar empregos diretos. “ Temos problemas? Temos. Mas também temos festas e negócios. Não é só um show, não são só atrações. É negócio, é turismo, é fomentar o comércio e o crescimento do nosso curso ”, pontuou a prefeita. A gestora enfatizou que a ExpoVG 2026 não será um evento isolado, mas sim a volta de um calendário fixo para a cidade. Para ela, a feira é uma vitrine para mostrar o potencial industrial de Várzea Grande para Mato Grosso. “ É o primeiro passo para Várzea Grande entrar nas feiras de exposição do Estado. Isso aqui vai ter todos os anos, é a retomada da exposição ”, garantiu. Além da grade de shows nacionais e regionais, Flávia Moretti reforçou que a equipe está empenhada em valorizar a produção local e o esporte, utilizando a feira como plataforma para impulsionar o desenvolvimento econômico durante a semana de aniversário da cidade. A expectativa é que a movimentação financeira no Chapéu do Sol impulsione diversos setores, desde a rede hoteleira até o pequeno comerciante. Com a expectativa de reunir 20 mil pessoas por noite, a movimentação financeira projetada para os quatro dias de festa, considerando um gasto médio de R$ 200 por visitante, a ExpoVG deve registrar uma injeção de aproximadamente R$ 16 milhões na economia local. O evento A Prefeitura de Várzea Grande lançou oficialmente, nesta quinta-feira (9), a ExpoVG 2026. O evento contará com atrações gratuitas de peso, como os cantores Nathanzinho, Lauana Prado e a dupla Maiara & Maraisa. A festa será realizada no bairro Chapéu do Sol, entre os dias 14 e 17 de maio, com a promessa de reunir 20 mil pessoas por noite. Confira a programação completa: 14/05 (Quinta-feira) 21h00 – Jero Neto (Regional) 00h00 – Nathanzinho (Nacional) 02h00 – DJ Boy Munhoz (Nacional) 15/05 (Sexta-feira) 21h00 – Bruno e Vinícius (Regional) 00h00 – Lauana Prado (Nacional) 02h00 – Novo Som (Regional) 16/05 (Sábado) 21h00 – Junior e Moraes (Regional) 22h30 – João Felipe (Regional) 00h00 – Maiara e Maraisa (Nacional) 02h00 – Fernanda Leite (Regional)  17/05 (Domingo) 20h00 – Atrações Regionais e Apresentação Cultural 21h30 – Convidados Locais 22h00 – Ricco e Leo (Regional) 00h00 – Os Federais (Regional)
Por Gazeta Digital 10 de abril de 2026
A chuva continua a cair durante o final de semana, mas não as temperaturas. Mesmo com a previsão de céu nublado, os termômetros se mantém entre 23°C e 32°C em praticamente todo o estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite alerta amarelo, o que significa perigo potencial em relação as tempestades, nada preocupante, marcando rápidas pancadas de chuva e céu encoberto. Em Cuiabá continuará nesse clima de dias chuvosos que já marcaram o mês de março e agora início de abril. Nesta sexta (10), a temperatura deve variar entre 23°C e 33°C, marcado por céu encoberto e possibilidades de pancadas de chuva. Permanece assim também no sábado e domingo. Em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), a temperatura oscila entre 19°C de mínima e a máxima pode chegar a 32°C. Dias bem nublados com grande possibilidade de chuvas e trovoadas. Já em Cáceres (225 km a oeste), ranqueado como um dos municípios mais quentes do estado, terá dias muito úmidos, de mínimas marcando aproximadamente 23°C e máximas variando entre 34°C e 35°C, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas até domingo. No sul do estado, em Campo Verde (131 km ao sul), onde a temperatura costuma ser um pouco mais amena, varia entre 19°C e 29°C nesta sexta (10), mantendo-se assim durante todo o final de semana, alterando muito pouco. Chuvas isoladas também serão marcantes. No Nortão, em Sinop (500 km ao norte), os termômetros devem marcar entre 23°C e 31°C, com possibilidade de pancadas isoladas de chuva revelando dias úmidos e nublados.
Por RepórterMT 9 de abril de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, propôs a realização de um plebiscito para solucionar a disputa territorial de 22 mil quilômetros quadrados entre Mato Grosso e Pará, que se arrasta há mais de um século. A proposta foi apresentada na terça-feira (07), durante reunião com parlamentares da bancada federal, deputados estaduais e prefeitos da região, em Brasília (DF).  Com a disputa, milhares de famílias que vivem no sul do Pará, nas cidades de Jacareacanga e Novo Progresso, localizadas a mais de 1,6 mil quilômetros da capital paraense, acabam sendo atendidas por cidades mato-grossenses, como Alta Floresta e Paranaíta, em razão da distância dos centros administrativos paraenses. Inicialmente, a representação de Mato Grosso na ação deverá pedir uma reunião para que o STF conduza um entendimento entre os dois estados. Em um segundo momento, segundo Flávio Dino, a população da região também poderá ser ouvida para decidir a qual estado deseja pertencer. Dino é relator da ação que busca reverter decisão do próprio STF que, em 2020, deu ganho de causa ao Pará no litígio entre os dois estados na Ação Civil Originária 714. O litígio teve início em 1900 e, desde então, Mato Grosso e Pará disputam a definição da divisa na região. Em 2020, o Supremo julgou improcedente a Ação Cível Originária 714 e manteve a configuração territorial favorável ao Pará. Agora, o governo de Mato Grosso tenta reverter essa decisão por meio de nova ação. A disputa judicial afeta diretamente nove municípios. Na ação, Mato Grosso busca restabelecer a chamada divisa seca com o Pará, definida por uma linha imaginária reta de 690 quilômetros, que vai do ponto mais ao norte da Ilha do Bananal, no Tocantins, na margem esquerda do Rio Araguaia, até o Salto das Sete Quedas, na margem direita do Rio Teles Pires, em Apiacás. O governo mato-grossense sustenta que já apresentou ao Supremo laudos históricos e cartográficos, além de mapas e documentos, para demonstrar que houve apenas alteração de denominação da área, e não erro de demarcação. Participaram da reunião os senadores Jayme Campos (União), Carlos Fávaro (PSD-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT), o deputado federal Fábio Garcia (União-MT), os deputados estaduais Nininho (Republicanos) e Janaina Riva (MDB), além dos prefeitos Chico Gamba, de Alta Floresta, e Osmar Moreira, de Paranaíta.
Por Ascom 9 de abril de 2026
Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, entre terça-feira (7) e quarta-feira (8), mais de 13 quilos de cocaína em duas ocorrências distintas registradas na BR-364, nos municípios de Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso. As ações resultaram na prisão de 5 pessoas por envolvimento com o tráfico de drogas. A primeira ocorrência foi registrada na noite de terça-feira (7), no km 387 da BR-364, em Cuiabá (MT), durante fiscalização realizada pelo Grupo de Operações com Cães (GOC) em um ônibus interestadual. Durante a inspeção, o cão farejador da PRF indicou a presença de entorpecentes em uma bagagem. Após verificação, os policiais localizaram um compartimento oculto na mala, onde estavam escondidos 3,2 kg de cocaína. O responsável pela bagagem foi identificado e encaminhado à Polícia Federal. Já na tarde de quarta-feira (8), no km 211 da BR-364, em Rondonópolis (MT), equipe da PRF abordou outro ônibus interestadual que fazia a linha entre Cuiabá (MT) e São Paulo (SP). Durante a fiscalização, o cão de faro indicou a presença de substância ilícita em três bagagens pertencentes a passageiras de nacionalidade estrangeira. Após inspeção minuciosa, foram encontrados compartimentos ocultos nas malas, onde estavam escondidos 9,9 kg de pasta base de cocaína, distribuídos em três bagagens. Segundo informações obtidas durante a ocorrência, a droga teria sido recebida em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e seria levada até São Paulo (SP). As envolvidas foram encaminhadas à Polícia Federal em Rondonópolis para os procedimentos legais cabíveis. Um menor de idade que as acompanhava foi entregue ao Conselho Tutelar. A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade nas rodovias federais.
Por Gazeta Digital 9 de abril de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a terceira fase da Operação Pentágono, com o cumprimento de 97 ordens judiciais na investigação do que é considerado o mais violento e maior roubo da história do Estado. A ação apura o ataque à transportadora de valores ocorrido na modalidade 'novo cangaço', em abril de 2023, no município de Confresa. Ao todo, são cumpridos 27 mandados de prisão, 30 mandados de busca e apreensão e bloqueio de 40 contas bancárias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças. A operação foi deflagrada exatamente três anos após o crime e representa um avanço significativo nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Os trabalhos apontaram a atuação interestadual da organização criminosa, que possui estrutura complexa, divisão de tarefas e atuação coordenada entre seus integrantes. Além do cumprimento das ordens judiciais, a operação busca responsabilizar penalmente os envolvidos, desarticular a estrutura do grupo, recolher novas provas e avançar na identificação e bloqueio de bens adquiridos com recursos ilícitos. Divisão por núcleos As investigações revelaram a participação de pelo menos 50 pessoas no crime, com a existência de lideranças responsáveis pelo comando operacional e financeiro, além da divisão do grupo em 6 núcleos, sendo eles: comando e financeiro; planejamento e logística; execução, apoio e suporte no Pará; apoio e suporte no Tocantins e locação veícular - pensado na fuga. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em várias cidades de diferentes estados. Financiamento dos crimes A investigação também apontou que os valores movimentados pelo grupo são oriundos de outros roubos de grande magnitude contra bancos e transportadoras de valores em diferentes regiões do país. Além disso, armas apreendidas e alguns investigados teriam ligação com outras ações criminosas, incluindo delitos de menor porte usados como crimes antecedentes para lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado titular da GCCO, Gustavo Belão, esta fase é considerada um marco nas investigações. “São criminosos que planejaram, financiaram e executaram a logística do terror vivenciado naquele dia na cidade de Confresa, sendo que pelo menos quatro alvos estiveram na linha de frente do crime. O trabalho demonstra que não há fronteiras para a Justiça, seja ele o financiador do Sudeste ou o financiador no Norte, todos serão responsabilizados”, afirmou. O caso No dia 9 de abril de 2023, cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município de Confresa, localizado a 1.050 quilômetros de Cuiabá, em uma ação coordenada. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio. Outras frentes destruíram veículos e prédios públicos, criando um cenário de terror na cidade. O principal alvo era a transportadora de valores Brinks. O grupo utilizou explosivos de alta potência para tentar arrombar o cofre, mas não conseguiu e fugiu abandonando veículos e equipamentos. Novo Cangaço e domínio de cidades A modalidade criminosa é caracterizada pelo uso extremo de violência, armamento pesado, explosivos e ocupação estratégica do município para dificultar a reação das forças de segurança. O ataque em Confresa foi marcado por incêndios, explosões, disparos de armas de grosso calibre e restrição da liberdade de moradores, além de ações coordenadas para impedir a resposta policial. Operação Pentágono Na primeira fase da investigação, 3 suspeitos foram presos nos estados do Pará e Tocantins. As equipes também identificaram imóveis usados como base do grupo na cidade de Redenção (PA). Nos dias seguintes ao crime, 18 integrantes da quadrilha morreram durante confrontos com forças de segurança na região de Pium (TO), no âmbito da Operação Canguçu. Já na segunda fase, realizada em outubro de 2023, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em seis estados. Durante as ações, a polícia apreendeu um fuzil, 360 munições, veículos e equipamentos utilizados pelo grupo. Apoio interestadual A terceira fase contou com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará, com participação de unidades especializadas em combate ao crime organizado, reforçando a integração interestadual nas investigações.
Por Gazeta Digital 8 de abril de 2026
A Operação Ganatum, deflagrada nesta quarta-feira (8), apura um esquema de sonegação fiscal no setor pecuário que já causou um prejuízo superior a R$ 7 milhões em tributos, segundo dados iniciais das investigações. De acordo com Polícia Civil, a fraude envolveu uma movimentação financeira que ultrapassa R$ 44 milhões, relacionada à comercialização simulada de cerca de 30 mil cabeças de gado entre produtores de Rondônia e destinatários em Mato Grosso. A operação foi coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) de Rondônia, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e equipes do interior. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em municípios de Rondônia e Mato Grosso, envolvendo pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participação no esquema. As investigações apontam que o grupo utilizava documentos fiscais ideologicamente falsos e intermediários para ocultar os verdadeiros operadores das transações, além de utilizar propriedades rurais para dar aparência de legalidade às negociações. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos, além de determinadas medidas de bloqueio de bens, incluindo valores, veículos, imóveis, ativos mobiliários e criptoativos, com o objetivo de garantir a recuperação do dinheiro público. Em uma das cidades alvo, Jauru, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O nome da operação, Ganatum, faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão ao esquema investigado e à atividade pecuária utilizada como base para as fraudes. Apesar dos valores já identificados, os órgãos envolvidos apontam que o prejuízo pode ser ainda maior, já que as apurações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar a real extensão do esquema.