Lula nomeia Pérsio Landim e Raphael Arantes como juízes no TRE

Redação • 25 de abril de 2025

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nomeou ontem os advogados Pérsio Oliveira Landim e Raphael de Freitas Arantes para comporem o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso como membros titulares.


As nomeações foram publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira e os dois terão um mandato de dois anos no orgão e participarão das eleições de 2026.


Pérsio assumirá a vaga do advogado Eustáquio Inácio de Noronha Neto, que deixou o cargo em outubro do ano passado após um mandato. Já Raphael Arantes ocupará a cadeira do advogado Jackson Coutinho, que saiu em maio do ano passado da Corte. Considerado de perfil técnico, Pérsio já tinha atuado no TRE como juiz substituto e foi presidente da seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na cidade de Diamantino.


Ele foi o mais votado na lista tríplice definida pelos desembargadores do Tribunal de Justiça conquistando 28 votos, seguido à época pelos também advogados Júlio César Moreira Júnior (24 votos) e Rosana Laura Ramires (21 votos).


Já Raphael Arantes estreia no TRE. Ele foi nomeado por Lula para a vaga mesmo não sendo o mais votado no TJ.


Ne eleição entre os desembargadores, Raphael Arantes foi o segundo com 21 votos, sendo superado pelo advogado Vinicius Segatto Jorge da Cunha com 26. O tereciro nome da lista foi o advogado Armando Biancardini Cândia, que teve apenas 16 votos.

Por RepórterMT 6 de maio de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de hoje (6), a segunda fase da Operação Baca, com o objetivo de cumprir seis ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nos municípios de Cuiabá e Cáceres.  As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, incluem dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio de duas contas bancárias. As ações têm como alvo integrantes do núcleo financeiro da organização criminosa. De acordo com a Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), responsável pelas investigações, foram identificadas movimentações financeiras atípicas, incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos. Entre as irregularidades, estão depósitos fracionados em dinheiro, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores. Na primeira fase da operação, 22 pessoas foram investigadas por envolvimento com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Destas, 20 já respondem pelos crimes, enquanto dois suspeitos, alvos desta nova etapa, ainda não haviam sido responsabilizados. O levantamento financeiro apontou que os investigados movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, indicando a existência de uma estrutura organizada para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos. Segundo o delegado responsável pelo caso, André Rigonato, a nova fase busca atingir diretamente o suporte financeiro do grupo. “O objetivo central é desarticular o núcleo econômico da organização criminosa, comprometendo a base que sustenta as atividades ilegais”, afirmou. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados para interromper o fluxo de recursos ilícitos e evitar a dissipação de ativos. As investigações continuam e podem levar à identificação de novos envolvidos e à adoção de outras medidas judiciais. A Operação Baca integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, que visa o combate às facções criminosas no estado. As ações também fazem parte da Operação Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi). A iniciativa promove atuação integrada das Polícias Civis em todo o país no enfrentamento ao crime organizado.
Por RepórterMT 6 de maio de 2026
A empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada nessa terça-feira (05), após ser assassinada pelo marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, em Cuiabá, não tinha medidas protetivas contra o feminicida confesso. Contudo, em 2017, a vítima registrou um boletim de ocorrência por sofrer perseguição por parte de Jackson, e um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso. Apesar disso, não consta nenhuma condenação nem processo criminal em nome do assassino. Nilza foi enforcada com uma abraçadeira plástica conhecida como “enforca-gato”, no domingo (03), na residência onde o casal morava. Na segunda-feira (04), o feminicida levou o corpo da mulher para uma casa de propriedade dela que estava disponível para aluguel, no bairro Parque Cuiabá. Com o corpo já no local, Jackson contratou uma máquina para cavar um buraco de aproximadamente dois metros. Em seguida, jogou a mulher na cova, cobriu parte do corpo manualmente e, depois, usou a máquina para finalizar o aterro e esconder os vestígios. Para tentar encobrir o assassinato, o feminicida postou uma foto do casal tomando açaí no domingo. Às 7h de segunda-feira, ele procurou a Delegacia de Estelionato dizendo que Nilza havia desaparecido e que ele estava sofrendo um golpe. Jackson relatou que pessoas estavam ligando para ele pedindo resgate e chegou a realizar transferências via PIX para diversas contas, tentando simular o pagamento da falsa extorsão. Durante o depoimento, a polícia notou que a camisa usada por Jackson na foto era a mesma que ele vestia na segunda-feira. Como a peça estava limpa, ele foi questionado sobre o motivo de ter lavado a roupa tão rapidamente. Neste momento, ele demonstrou nervosismo, entrou em contradição, acabou confessando o crime e foi preso em flagrante. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve concluir as investigações e indiciar o assassino por feminicídio e ocultação de cadáver. Denuncie  A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/ . Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199. O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
Por Gazeta Digital 5 de maio de 2026
Novas interdições para obras do BRT devem abrir um novo ponto de pressão no trânsito nos próximos dias, com o avanço das obras na avenida Historiador Rubens de Mendonça, a avenida do CPA. A via já registra movimentações iniciais para a nova etapa, embora ainda sem interdição de pistas. A intervenção será para substituição do asfalto por concreto em trechos estratégicos. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), a nova frente de trabalho será aberta no trecho entre a Defensoria Pública e o viaduto da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), nos dois lados da pista. A mudança, segundo o cronograma, exige bloqueios parciais e, em alguns pontos, interdições totais de faixas, o que impacta diretamente a capacidade de circulação. Os serviços serão executados por duas equipes simultaneamente: uma iniciando em frente à Sefaz, na pista sentido centro, e outra a partir da Defensoria Pública, no sentido bairro CPA. Mesmo sem interrupção completa, a previsão é que nova etapa voltará a pressionar o trânsito na região da rodoviária, na Miguel Sutil e nos bairros CPA e Canjica, que funcionam como corredores de distribuição do fluxo. Por se tratar de um dos principais corredores viários da capital, a Sinfra aponta que não há possibilidade de desvios no trecho em obras. A intervenção será realizada ao longo de toda a pista e, em alguns pontos, alcança cruzamentos importantes. Nesses casos, a estratégia será concentrar os serviços em horários de menor movimento para reduzir os impactos. 5 FRENTES DE TRABALHO Atualmente, cinco frentes de trabalho estão em andamento na capital, com maior impacto nas avenidas 15 de Novembro e Tenente Coronel Duarte, a Prainha, nas proximidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Cuiabá (Apae) e do Shopping Popular. Na 15 de Novembro, a interdição da faixa da esquerda, no sentido Porto, reduziu o tráfego a duas pistas no trecho próximo à Apae, agravando os congestionamentos nos horários de pico. Já na Prainha, uma pista inteira no sentido centro está bloqueada, restando apenas uma faixa liberada e comprometendo o fluxo. Com o avanço das obras para o CPA, a tendência é de ampliação dos impactos em um dos principais corredores viários da cidade.
Por Gazeta Digital 5 de maio de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Roleta Russa, com o objetivo de cumprir 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa que atuam com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá. Durante a ação, são cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão domiciliar, além do sequestro de um veículo de luxo e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 10 milhões nas contas dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá. A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e tem como principal alvo um dos líderes da facção, que atualmente está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE). Mesmo cumprindo pena em regime fechado, o suspeito havia atingido, no último dia 1º de maio, os requisitos para progressão ao regime semiaberto. Diante disso, um novo mandado de prisão foi expedido para impedir a mudança de regime e garantir sua permanência na unidade prisional. O segundo alvo da operação é o primo do investigado, que está em liberdade e é apontado como braço direito do faccionado, sendo responsável por executar as ordens repassadas de dentro do presídio. As apurações indicam que, mesmo preso, o suspeito utilizava sua posição dentro da organização criminosa para comandar atividades ilícitas e tentar ampliar o domínio territorial em bairros de Cuiabá, como Planalto e Altos da Serra. Ele também seria responsável por coordenar o tráfico de drogas, extorsões e negociações com fornecedores, inclusive com emissários da Bolívia, além de controlar os lucros obtidos com as atividades ilegais. No âmbito financeiro, as investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões nos últimos 3 anos. O líder da facção também seria responsável por coordenar a lavagem de dinheiro e ocultação de bens, com auxílio da esposa e do primo. A esposa do investigado, mesmo sem renda formal, mantinha um padrão de vida elevado, com imóvel próprio, bens de alto valor e um veículo de luxo, que foi alvo de sequestro judicial. Com base nas provas reunidas, o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas representou pelas medidas cautelares, que foram autorizadas pela Justiça. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca na residência da esposa do investigado e em outros endereços ligados ao grupo. Também foi determinado o bloqueio de seis contas bancárias utilizadas para movimentação de dinheiro ilícito. Entre elas, está a conta de uma advogada que já havia sido alvo da Operação Apito Final, também conduzida pela GCCO. O caso segue sob investigação.
Por Ascom 4 de maio de 2026
A fiscalização realizada pelo Procon Municipal de Cuiabá resultou na apreensão de mais de 50 produtos fora do prazo de validade em um supermercado localizado na Avenida Miguel Sutil, nas proximidades da rotatória do Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá. A ação, ocorrida na manhã do dia 30 de abril, volta a ganhar destaque devido à relevância das irregularidades constatadas e às medidas administrativas adotadas. Durante a inspeção, os fiscais identificaram itens impróprios para consumo sendo comercializados. Diante da situação, foram lavrados Auto de Constatação e Auto de Infração, além da apreensão dos produtos. O procedimento abre processo administrativo que pode resultar na aplicação de multa, assegurando ao estabelecimento o direito ao contraditório e à ampla defesa. A secretária adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, destacou a importância da fiscalização para a proteção dos consumidores. "A atuação do Procon é essencial para garantir que produtos comercializados estejam dentro das normas sanitárias e de consumo, preservando a saúde da população e assegurando o cumprimento da legislação", afirmou. O supermercado também foi interditado pela Secretaria Municipal de Ordem Pública, em razão de desconformidades com a legislação municipal verificadas no local. Segundo o Procon, a medida de interdição não está diretamente relacionada à apuração conduzida pelo órgão de defesa do consumidor. De acordo com os registros do Procon Municipal, esta foi a primeira autuação do estabelecimento por esse tipo de irregularidade, o que será considerado no andamento do processo administrativo.
Por Diário de Cuiabá 4 de maio de 2026
O agronegócio de Mato Grosso segue consolidando sua posição como um dos principais motores de geração de empregos e desenvolvimento econômico do estado. Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que o número de trabalhadores no setor mais que dobrou nas últimas duas décadas, saltando de cerca de 173 mil em 2006 para uma estimativa de 449 mil em 2026.  O crescimento reflete não apenas a expansão da produção agrícola, mas também a capacidade do setor de absorver mão de obra e impulsionar diferentes áreas da economia. Nos últimos anos, especialmente a partir de 2021, o ritmo de geração de empregos se intensificou, impulsionado pelo aumento da produtividade, pela ampliação das áreas cultivadas e pelo fortalecimento da cadeia produtiva. Esse avanço vai além das atividades no campo. O agronegócio movimenta uma ampla rede que inclui transporte, armazenagem, indústria e prestação de serviços, ampliando o impacto na economia e contribuindo para a geração de oportunidades também nos centros urbanos. Segundo o vice-presidente norte da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Diogo Balistieri, o alcance do setor é determinante para o desenvolvimento regional. “O agro brasileiro, especialmente o mato-grossense, tem gerado diversos empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva, principalmente com a industrialização das matérias-primas produzidas no campo. Onde o agro chega, há aumento de renda e da oferta de emprego”, afirma. A atuação de entidades representativas, como a Aprosoja MT, também é apontada como fator importante para o crescimento sustentável do setor. A associação desenvolve ações voltadas à capacitação de produtores, assistência técnica e defesa de interesses, além de incentivar iniciativas que contribuem para maior eficiência produtiva. Para o 2º diretor administrativo da entidade, Jorge Diego Giacomelli, o fortalecimento do produtor rural tem reflexo direto na economia. “Ao manter essa classe produtora ativa e fortalecida, contribui-se para um agro mais robusto, um estado mais desenvolvido e uma economia mais dinâmica”, destaca. Além de gerar empregos, o agronegócio responde por mais da metade da atividade econômica de Mato Grosso, evidenciando sua relevância estratégica. O desempenho do setor atrai investimentos, estimula outros segmentos e cria um ambiente favorável à expansão das oportunidades de trabalho. Diante desse cenário, o agro reafirma seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento do estado. No contexto do Dia do Trabalho, os dados reforçam que investir no fortalecimento do setor significa também ampliar a geração de renda, sustentar milhares de famílias e impulsionar o crescimento contínuo de Mato Grosso.
Por Gazeta Digital 4 de maio de 2026
Acúmulo de gordura na estrutura da coifa de um restaurante do shopping Estação contribuíu para formação de fumaça durante o perícipio de incêndio registrado na tarde de domingo (3), na unidade. A equipe do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM) foi acionada por volta das 15h30, após relatos de grande quantidade de fumaça saindo pelo telhado. Duas viaturas foram enviadas ao local, com apoio de outras unidades que ficaram de prontidão. No local, os militares constataram que o incêndio teve início na coifa de um restaurante na área conhecida como “taste lab”. O sistema preventivo da coifa e do duto de exaustão foi acionado automaticamente. Brigadistas do próprio estabelecimento iniciaram o resfriamento do sistema antes da chegada das equipes. Os bombeiros assumiram a ocorrência e realizaram o controle da situação, eliminando qualquer risco de reignição. Por medida de segurança, a área foi evacuada. Uma pessoa precisou de atendimento após inalar fumaça, mas foi liberada no local, sem necessidade de encaminhamento médico. Após vistoria e a confirmação de que o local estava seguro, o espaço foi liberado para circulação do público por volta das 17h.
Por RepórterMT 4 de maio de 2026
O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, autorizou a instauração de inquérito policial contra a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), em razão de possíveis irregularidades no Departamento de Água e Esgoto do município (DAE/VG). A investigação apura possível prática de desvio de recursos públicos, fraude administrativa e manipulação indevida de sistemas. A prefeita manifestou estar tranquila quanto à investigação.  A decisão atende a um pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO Criminal). “Autorizo a instauração de inquérito policial em face de Flávia Petersen Moretti, Prefeita Municipal de Várzea Grande, para apuração de eventual prática de ilícitos” , diz trecho da decisão proferida no último dia 29 de abril. Uma investigação preliminar contra a prefeitura já havia sido instaurada em 25 de março deste ano pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR), a partir de uma notícia-crime apresentada por um perito computacional forense contratado pelo DAE em agosto de 2025 para a realização de auditoria técnica nos sistemas de informação e no planejamento da gestão tecnológica da autarquia. Consta na notícia-crime que, no decorrer da auditoria, foram identificadas divergências entre os backups do sistema de informação; inconsistência nos dados de faturamento, desprovidas de correspondência lógica; deficiências estruturais relevantes no sistema; e registros anormais de corte e religação de água em elevado volume e em intervalos incompatíveis com a rotina operacional, indicando a possível ocorrência de “religações fantasmas”, associadas ao pagamento indevido de produtividade a servidores, com potencial desvio de recursos públicos. As irregularidades foram encaminhadas à Controladoria Interna e à Presidência do DAE, ocasião em que teriam sido iniciadas providências administrativas para apuração dos fatos. Contudo, de acordo com a notícia-crime, após alteração na gestão do departamento, as apurações foram imediatamente interrompidas. A denúncia aponta ainda que um dos servidores que estaria envolvido nas irregularidades foi promovido, enquanto o denunciante e outros colaboradores foram exonerados. Ao tentar formalizar comunicação junto à Controladoria Interna, esta foi rejeitada. Além disso, foi registrado um boletim de ocorrência em desfavor do denunciante. Mais de 30 funcionários terceirizados do setor de Tecnologia da Informação teriam sido demitidos sem aviso prévio. Além do desmonte no setor, consta ainda a descontinuidade de sistemas que haviam sido auditados e a dificuldade de obtenção de evidências digitais eventualmente relacionadas às irregularidades cometidas na gestão de Flávia Moretti. Entre as acusações contra a atual gestão estão ainda condutas intimidatórias atribuídas a um assessor administrativo-financeiro do DAE, incluindo resolução de conflitos de forma violenta, além de áudios atribuídos a procurador vinculado ao órgão, que teria mencionado supostos esquemas de corrupção interna, pagamentos irregulares envolvendo empreiteiras, inconsistências relacionadas ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e eventual acesso indevido a informações sigilosas relativas a investigações em curso. Por fim, a notícia-crime apontou áudios em que a prefeita Flávia Moretti teria conhecimento de todos os fatos narrados, inclusive das irregularidades administrativas e de informações relacionadas à investigação em andamento. Ao término da investigação preliminar, foram constatados indícios de envolvimento dela e de agentes públicos que ocupam cargos estratégicos no município, além de pessoas vinculadas à diretoria do DAE. O material foi encaminhado ao NACO, que dará continuidade às investigações. O RepórterMT procurou a Prefeitura de Várzea Grande, que, por meio de nota, informou que acompanha a autorização do inquérito com serenidade, por se tratar de uma medida de caráter investigativo. Além disso, a prefeitura reafirmou o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade e disse que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Confira a nota na íntegra: A Prefeitura de Várzea Grande informa que acompanha com serenidade a autorização para instauração de inquérito envolvendo o Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG). A gestão municipal ressalta que a medida possui caráter exclusivamente investigativo e não representa qualquer conclusão ou juízo de culpa, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução da administração pública. O Município permanece à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, confiante de que os fatos serão devidamente apurados dentro do devido processo legal. A prefeitura segue com suas atividades normalmente, mantendo o foco na eficiência dos serviços prestados à população.
Por RepórterMT 4 de maio de 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) reconheceu que Mato Grosso é deficiente em infraestrutura no setor de logística agrícola e armazenagem, devido à falta de armazéns para que produtores rurais possam estocar suas produções de grãos. Recentemente, a Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) pediu socorro ao Governo do Estado para a adoção de medidas emergenciais voltadas ao fortalecimento da armazenagem agrícola, diante de um déficit significativo de quase 60%.  Contudo, segundo Pivetta, o Estado não tem recursos para investir na área. “Não tem como o Estado interferir nisso. Nós não temos recursos pra isso” , afirmou o governador. À imprensa, ele destacou o aumento da produção de grãos no Estado, que passou de 50 milhões para 100 milhões de toneladas nos últimos anos. “Isso é falta de infraestrutura. Mato Grosso carece muito de infraestrutura. Nós dobramos a produção de grãos nos últimos 10 anos. Saímos de 50 e fomos para 100 milhões de toneladas e nós temos hoje uma deficiência de cerca de 60% de tudo o que nós produzimos não tem armazém”, ressaltou. Segundo o governador, produtores têm buscado alternativas, como o transporte direto em caminhões ou o armazenamento a céu aberto no período de seca, enquanto investem na construção de novos armazéns. Para Pivetta, a estimativa para resolução do problema é de cerca de 10 anos. “Eu acredito que mais uma dezena de anos aí a gente vence essa parada também”, disse. O governador ressaltou ainda que Mato Grosso é uma potência na produção agrícola e que tem sido difícil acompanhar esse crescimento com a infraestrutura. Ele destacou que, ao longo dos mais de sete anos de gestão como vice do ex-governador Mauro Mendes (União) e agora como governador, o Estado contribuiu com os produtores ao investir em estradas necessárias para o escoamento da produção, o que também impulsionou o aumento produtivo. “O que o governo fez nos últimos oito anos foi investimentos em estradas necessárias para que as produções possam chegar nos portos de escoamento”, disse. “Isso foi importante para mato grosso aumentando a produção”, acrescentou. Uma alternativa apontada por Pivetta são as linhas de crédito que podem contribuir para a construção de novos armazéns, como as do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. No entanto, essas linhas são destinadas principalmente aos pequenos produtores. “O estado não dispõe de recursos pra isso, até porque existem linhas do BNDES, Banco do Brasil financia, Caixa Econômica financia, mas isso aí pra pequenos. Se tiver demanda de pequenos e suas organizações, podemos até participar através do MTPar. Quando é pequeno, porque os grandes produtores, eles se viram”.
Por Gazeta Digital 3 de maio de 2026
Danielle Santos Risse de Oliveira, de 40 anos, morreu após se engasgar com um chiclete durante um culto religioso, no final da tarde de sábado (2), em Cuiabá. De acordo com informações apuradas pelo , ela participava de uma celebração na igreja Assembleia de Deus Nova Aliança quando apresentou quadro de asfixia por inalação do alimento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou os primeiros atendimentos no local. Conforme o relato médico, houve dificuldade para acesso às vias aéreas, sendo necessária ventilação com bolsa-máscara durante o socorro. Durante o encaminhamento ao Hospital Municipal de Cuiabá, a paciente sofreu parada cardiorrespiratória, e as equipes iniciaram manobras de reanimação. Ela deu entrada na unidade às 18h43 e permaneceu sob atendimento intensivo, com uso de medicação e tentativas de reanimação, mas não apresentou resposta. O óbito foi confirmado às 18h55. A causa provável apontada foi asfixia por inalação de alimento, com consequente insuficiência respiratória. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários. Pesar Em nota, a Assembleia de Deus Nova Aliança lamentou a morte. "Manifestamos nosso profundo pesar pelo falecimento de Danielle Santos Rissi de Oliveira uma verdadeira mulher de Deus, que deixa um legado de fé, amor e uma linda história de vida dedicada ao Reino". "Neste momento de dor, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, rogando para que o Senhor Deus conceda consolo, força e paz aos corações enlutados. Que as boas lembranças e o exemplo deixado permaneçam como conforto e esperança", diz a nota.