Mauro descarta pressionar a base e deixa AL decidir se mantém veto do Judiciário: "Consciência dos deputados"
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que não irá se reunir com a base aliada para tentar evitar que a Assembleia Legislativa derrube o veto ao reajuste de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. A declaração foi dada nesta terça-feira (2) quando ele afirmou que a decisão agora cabe “à consciência dos deputados”.
Mauro vetou integralmente o Projeto de Lei nº 1398/2025, aprovado pelos deputados em 19 de novembro após semanas de impasse, três pedidos de vista e grande mobilização de servidores que lotaram as galerias. O texto, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), previa reajuste linear de 6,8% a todas as classes e níveis, além de ajustes no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração.
Ao explicar o veto, o governador disse que o TJ não apresentou estudo consolidado de impacto financeiro nem indicou fonte permanente de custeio, o que, segundo ele, viola a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição Estadual. Mauro afirmou ainda que conceder o aumento criaria precedente para outras categorias, o que poderia gerar acréscimo anual de aproximadamente R$ 1,6 bilhão à folha do Estado.
Questionado se pretende articular com os aliados para manter o veto, Mauro descartou qualquer movimento nesse sentido.
“Não tem trabalho. Você tem a consciência dos deputados. O assunto está bem mostrado. Não sou contra, só digo o seguinte: se der para um, tem que dar para todo mundo. E a conta fica grande. Vai faltar dinheiro no ano que vem se fizer isso”, disse. Ele reforçou que seguiu parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), que recomendou o veto.
Com a decisão publicada em edição extra do Diário Oficial, o veto retorna agora para análise dos deputados, que devem votar sua manutenção ou derrubada nesta quarta-feira (3).










