MT se consolida entre as maiores economias do país

FolhaMax • 2 de julho de 2026

Mato Grosso consolidou sua posição entre as principais economias do país com expressiva expansão do Produto Interno Bruto (PIB). O valor gerado pela economia estadual passou de R$ 142,12 bilhões em 2019 para R$ 273 bilhões em 2023, último dado consolidado disponível. O avanço permitiu ao Estado subir da 13ª para a 10ª posição entre as maiores economias brasileiras e ampliar sua participação no PIB nacional de 1,9% para 2,5%. Os resultados refletem uma transformação econômica que vai além da expansão da produção agropecuária. Impulsionado pela força do setor produtivo e por uma série de políticas públicas implementadas pelo Governo de Mato Grosso, com investimentos em infraestrutura, incentivos à competitividade, atração de novos empreendimentos, industrialização e geração de empregos, o Estado vem consolidando sua posição como uma das principais potências econômicas do Brasil.


O crescimento da economia mato-grossense nos últimos anos ocorreu em ritmo superior ao registrado pelo país. Em 2023, enquanto o Brasil apresentou expansão de 3,2% do PIB, Mato Grosso registrou crescimento real de 12,9%, quase quatro vezes maior. Além do aumento do volume de riquezas produzidas, o desempenho estadual também se reflete na renda da população. O PIB per capita de Mato Grosso avançou da 7ª para a 3ª posição nacional, indicando que o crescimento econômico tem sido acompanhado pelo aumento da geração de renda. Para o Governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, os resultados são fruto de uma gestão orientada para criar condições favoráveis à produção e ao investimento. "Os números mostram que Mato Grosso está no caminho certo. Quando o Estado investe em infraestrutura e cria condições para quem quer produzir, a economia responde. Hoje somos a 10ª maior economia do país e seguimos crescendo acima da média nacional. Esse é o resultado de um governo que trabalha para criar oportunidades, e não para atrapalhar quem quer produzir", afirmou.


Na prática, os indicadores demonstram que o Estado não apenas ampliou sua produção, mas também fortaleceu sua capacidade de gerar riqueza, atrair investimentos e expandir oportunidades econômicas. Políticas públicas fortalecem a competitividade Embora a força produtiva seja um dos pilares da economia estadual, o ambiente de negócios construído nos últimos anos também tem desempenhado papel importante nesse processo de crescimento. Medidas voltadas à modernização dos programas de incentivos fiscais, redução da burocracia, fortalecimento da segurança jurídica, atração de investimentos e ampliação da infraestrutura logística e energética contribuíram para aumentar a competitividade de Mato Grosso e estimular a instalação e expansão de empreendimentos.


Os resultados podem ser observados no desempenho dos programas estaduais de incentivo fiscal. Em 2025, para cada R$ 1 de renúncia fiscal concedida pelo Estado, foram gerados R$ 4,66 em investimentos privados. Segundo o Relatório Anual de Desempenho dos Programas de Incentivos Fiscais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o Estado renunciou R$ 6,4 bilhões em arrecadação, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 29,8 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), pelo Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e pelo Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat), instrumentos que atuam na atração de investimentos, fortalecimento das cadeias produtivas e ampliação da atividade econômica. O impacto também aparece no mercado de trabalho.


Entre 2024 e 2025, as empresas beneficiadas pelos programas estaduais ampliaram em 10% o número de empregos gerados, passando de 119.540 para 131.375 postos de trabalho. Na comparação com 2020, o crescimento chega a 79%, quando essas empresas empregavam 73.237 trabalhadores. Os dados indicam que a política de incentivos tem contribuído para ampliar investimentos privados, fortalecer a atividade produtiva e gerar novas oportunidades de emprego em diferentes regiões do Estado. Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, esse resultado reflete uma estratégia contínua de fortalecimento do ambiente de negócios em Mato Grosso. "Em 2020, os programas de incentivo fiscal foram reformulados para torná-los mais eficientes e alinhados às necessidades do setor produtivo.


Essa modernização foi fundamental para criar um ambiente de negócios mais competitivo, atraindo investimentos e gerando um ciclo sustentável de crescimento econômico com emprego e renda em todas as regiões do Estado" , afirmou. Agronegócio segue como base da economia A transformação econômica de Mato Grosso tem como principal sustentação a força do agronegócio, setor que permanece como motor do crescimento estadual. Nos últimos anos, a produção agrícola registrou avanços expressivos. A safra de soja passou de 32,9 milhões em 2018/19 para 51,6 milhões de toneladas em 2025/26. O milho saltou de 31,3 milhões para 54,6 milhões de toneladas no mesmo período. Já o algodão em pluma cresceu de 1,8 milhão para 2,7 milhões de toneladas. A pecuária também mantém posição de destaque. Mato Grosso possui o maior rebanho bovino do Brasil desde 2004 e registra produção anual próxima de 2 milhões de toneladas de carne bovina.


Ao mesmo tempo em que mantém sua liderança nas principais commodities agrícolas, Mato Grosso também avança na diversificação da produção. O gergelim é um dos exemplos mais representativos desse movimento. Da safra 2018/2019 para a safra 2025/2026, a produção da cultura cresceu 465%, enquanto a área plantada aumentou 588%. Atualmente, o Estado responde por 73% da produção nacional. A expansão da cultura também abriu novas oportunidades no mercado internacional. As exportações cresceram aproximadamente 600% entre 2020 e 2025, com destaque para a demanda de países como China e Índia, entre os principais compradores do produto. Indústria amplia agregação de valor O avanço econômico mato-grossense também está ligado ao fortalecimento da industrialização.


O Estado vem ampliando sua capacidade de transformar matérias-primas em produtos de maior valor agregado, reduzindo a dependência da exportação de commodities in natura. Um dos principais exemplos está na cadeia dos biocombustíveis. Mato Grosso tornou-se o maior produtor de etanol de milho do Brasil e responde atualmente por 62% da produção nacional de etanol de milho. Hoje, o Estado possui 12 usinas em operação, além de 13 usinas em construção ou com implantação anunciada. As projeções indicam que a produção de etanol de milho deverá crescer de 6,18 milhões de metros cúbicos para 15,02 milhões de metros cúbicos até a safra 2033/34.


Esse avanço está diretamente relacionado à ampliação da infraestrutura necessária para atender a demanda industrial. Entre as ações estruturantes está o Programa MT Trifásico, que prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão até 2030 para expansão da rede elétrica rural e urbana. A iniciativa contempla aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes de energia, ampliando a capacidade de atendimento a indústrias, agroindústrias e empreendimentos produtivos em diversas regiões do Estado. Mais do que um dos maiores produtores de alimentos do mundo, Mato Grosso consolida sua posição como uma potência econômica nacional pela capacidade de gerar riqueza, atrair investimentos, criar empregos, agregar valor à produção e ampliar sua participação na economia brasileira. 

Por Agência Brasil 22 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta terça-feira (21) o limite de gastos para os candidatos aos cargos em disputa nas eleições de outubro. Os recursos fazem parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), que vai distribuir R$ 4,9 bilhões para os 30 partidos que vão participar do pleito. Os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133 milhões, incluindo os dois turnos. O limite para o primeiro turno ficou em R$ 88,9 milhões. Quem for disputar o segundo poderá gastar até R$ 44,4 milhões. Também foi definido o limite de gastos para os cargos de governador, senador, deputado distrital, federal e estadual. Em São Paulo, maior colégio eleitoral, com 34 milhões de eleitores, os candidatos ao governo do estado poderão gastar R$ 26,6 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões no segundo. Os valores não sofreram aumento e serão os mesmos fixados pelo TSE no pleito presidencial de 2022. O limite para todos os cargos que serão disputados pode ser conferido no site do TSE. Os gastos de campanha envolvem as despesas com contratações de serviços de viagens, gravações de vídeos, produção de comícios, entre outros. Punição O candidato que gastar acima do limite estabelecido pelo TSE poderá ser condenado ao pagamento de multa de até 100% sobre o valor excedente. Além disso, o candidato pode ser processado por abuso de poder econômico. A checagem dos valores é feita por meio de prestações de contas que devem ser entregues obrigatoriamente pelos candidatos e partidos à Justiça Eleitoral ao longo da campanha. Eleições O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando eleitores votarão em deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
Por RepórterMT 22 de julho de 2026
Um ônibus de viagem com 37 passageiros tombou e deixou nove pessoas feridas na madrugada de hoje (22), no km 579 da BR-163, em Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá), no interior de Mato Grosso. Segundo informações da Nova Rota do Oeste, o motorista teria perdido o controle da direção, fazendo com que o veículo tombasse no canteiro lateral da rodovia.  De acordo com a concessionária responsável pela administração do trecho, o acidente ocorreu por volta das 3h, quando as equipes de resgate foram acionadas para prestar atendimento às vítimas. Dos 37 ocupantes do ônibus, incluindo o motorista, nove precisaram ser socorridos. Uma das vítimas ficou presa às ferragens e foi resgatada pelas equipes de emergência. Os demais passageiros seguiram viagem em outro ônibus disponibilizado pela empresa.
Por Gazeta Digital 22 de julho de 2026
Dirigentes nacionais do Republicanos e do MDB costuram, em Brasília, a formação da chapa do governador e pré-candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) projetando a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na vaga de vice. As negociações ganharam força às vésperas das convenções partidárias e o avanço das tratativas foi confirmado pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, que admitiu trabalhar para convencer a parlamentar a integrar a composição governista. Se ela topasse ser vice, estaria resolvido. Se ela não topar, estamos vendo como fazer, disse ao jornal A Gazeta. Embora mantenha publicamente sua pré-candidatura ao Senado, Janaina tornou-se a principal peça-chave das conversas para ampliar a base de sustentação a Pivetta. Sua eventual migração para compor a chapa governista é vista por aliados como uma solução capaz de reunir diferentes forças políticas em torno da candidatura do governador. A hipótese da parlamentar fazer uma dobradinha com Pivetta circula há meses, mas a pauta ganhou novo impulso nas últimas semanas diante da proximidade das convenções. A possível saída de Janaina da corrida pelo Senado também é avaliada como uma alternativa para reduzir disputas dentro do próprio bloco governista. A avaliação de lideranças políticas aponta que a sua desistência favoreceria tanto o grupo ligado ao centro-esquerda, que trabalha pela reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD), quanto de setores do PL, que defendem a candidatura do deputado federal José Medeiros. Ambos também mostram viabilidade eleitoral. Apesar do avanço das conversas, a engenharia política ainda esbarra em um obstáculo considerado central pelos articuladores. A composição defendida por parte das lideranças prevê que Janaina aceite disputar a vice-governadoria, enquanto seu sogro, o senador Wellington Fagundes (PL), retiraria sua pré-candidatura ao governo. Em troca, receberia o compromisso político de ser apoiado pelo grupo na sucessão estadual de 2030. Janaina Riva diz que a disputa majoritária é muito acirrada e o peso do MDB pode ser decisivo. Ela nunca admitiu publicamente em recuar de concorrer ao Senado.Contudo, à reportagem de A Gazeta, publicada na edição de terça-feira (21), admite que está conversando na busca de alianças. Ela também tem bom trânsito com a ala do União Brasil, liderada pelo senador Jayme Campos, pré-candidato ao governo, e com o Podemos do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, que não tem candidaturas majoritárias lançadas até o momento. No entanto, não descarta compor chapa majoritária dentro do espectro político de direita.
Por MidiaNews 21 de julho de 2026
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) reorganize o fluxo de custódia de pessoas presas no estado para impedir que a Polícia Judiciária Civil (PJC) continue sendo utilizada de forma rotineira na guarda, escolta e transporte de custodiados. A decisão foi assinada pelo conselheiro Ulisses Rabaneda, que acolheu parcialmente um pedido do Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso (Sinpol-MT) contra a Resolução TJMT/OE nº 7/2025 e da Portaria Conjunta nº 11/2025, que instituíram o Núcleo de Justiça 4.0. No processo, o sindicato argumentou que, na prática, o modelo implantado pelo TJ-MT tem imposto à Polícia Civil atribuições que seriam típicas da Polícia Penal, como a guarda de presos em fóruns, o transporte constante de detidos entre delegacias e unidades judiciais e o retorno desses custodiados às unidades policiais. O conselheiro manteve a validade da resolução e da portaria conjunta, mas concluiu que a forma como o fluxo vem sendo executado acabou transferindo à Polícia Civil atividades incompatíveis com sua função constitucional. Conforme o conselheiro, problemas logísticos, como falta de vagas no sistema prisional ou de estrutura para recebimento de presos, não justificam a permanência de custodiados em delegacias nem a utilização de investigadores para atividades típicas da Polícia Penal. O relator também ressalta que a Lei nº 14.735/2023 veda a custódia de presos em unidades da Polícia Civil, salvo quando houver interesse investigativo devidamente fundamentado. Para corrigir as falhas identificadas, o conselheiro determinou que o TJ-MT implemente uma série de medidas estruturais. Em até 30 dias, o Tribunal deverá consolidar e atualizar os dados sobre as interdições de unidades prisionais em Mato Grosso, encaminhando essas informações aos juízos de execução penal para reavaliação das medidas atualmente em vigor. No prazo de 60 dias, deverá ser elaborado um plano estadual provisório de contingência, identificando os pontos de recebimento de presos em cada comarca, proibindo o retorno de custodiados às delegacias por falhas logísticas e estabelecendo registro formal de qualquer apoio excepcional prestado pela Polícia Civil. Já em até 120 dias, o TJ-MT deverá concluir um protocolo interinstitucional definitivo, construído em conjunto com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Penal e Polícia Civil, além de outros órgãos convidados, definindo de forma clara a responsabilidade de cada instituição em todas as etapas da custódia. Também determinou a adequação dos atos do Tribunal à Lei nº 15.358/2026, que estabelece a audiência de custódia por videoconferência, ao menos até que o CNJ aprecie Consulta já formulada sobre a matéria, e fixou o monitoramento das medidas durante 12 meses.
Por TSE 21 de julho de 2026
A partir desta segunda-feira (20), partidos políticos, candidatas e candidatos deverão informar à Justiça Eleitoral os recursos financeiros recebidos para o financiamento das campanhas eleitorais. Os dados deverão ser enviados em até 72 horas após o recebimento dos recursos, para divulgação na internet. A medida faz parte das regras de prestação de contas das Eleições Gerais de 2026 e busca dar transparência aos recursos arrecadados durante o período eleitoral. Contratação de despesas Outra regra que passa a valer é a possibilidade de partidos políticos, candidatas e candidatos contratarem despesas para preparação das campanhas e instalação física e virtual de comitês após a realização das convenções para a escolha das candidaturas, desde que os contratos sejam formalizados. O desembolso financeiro, porém, só poderá ocorrer após a obtenção do número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), abertura de conta bancária específica para movimentação financeira da campanha e emissão dos recibos eleitorais. As regras estão previstas na Resolução do TSE nº 23.607/2019 e na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997).
Por RepórterMT 21 de julho de 2026
Em decisão liminar proferida na segunda-feira (20), a 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública impõe prazo de urgência para o presidente do Legislativo convocar sessão extraordinária sob pena de multa diária.  O juiz Francisco Ney Gaíva, da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, concedeu medida liminar em Mandado de Segurança pelo Município, ordenando que o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira, convoque imediatamente, em 24 horas uma sessão legislativa extraordinária. A decisão impõe um prazo rigoroso para que Cerqueira notifique pessoalmente todos os parlamentares e paute projetos para a Projeto de Lei nº 118/2026, destinado a alterar o artigo 6º da Lei Municipal nº 5.481/2025, ampliando o limite de autorização para abertura de créditos adicionais suplementares de 5% para 20% do total da despesa orçamentária no município de Várzea Grande. Caso descumpra a ordem, o parlamentar responderá com multa pessoal e diária de R$ 1.000,00, limitada a R$ 30 mil. No dia 15 de julho, a prefeita assinou os Decretos nº 68 e nº 69, declarando situação de calamidade financeira e fiscal no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG). A motivação central reside no estrangulamento da capacidade de remanejamento de verbas públicas. Uma emenda parlamentar havia reduzido o limite de abertura de créditos adicionais suplementares do Executivo de 30% para parcos 5%. Como a prefeitura já havia utilizado 4,99% dessa margem, a gestão Moretti ficou impedida de remanejar e aplicar recursos cruciais. Entre as verbas travadas pela falta de autorização legislativa está um montante de R$ 56.696.464,23, já disponível nas contas municipais e destinado prioritariamente à Secretaria Municipal de Saúde, além de aportes fundamentais para o Previvag, a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Além disso, a prefeita busca a aprovação urgente da adesão ao parcelamento especial de débitos previdenciários (exercícios 2019/2020) junto ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), medida indispensável para manter a certidão negativa da cidade e garantir o recebimento de repasses federais e convênios. No último dia 14 de julho 14 dos 23 vereadores da cidade protocolaram requerimento pedindo a presidência da casa realização de votação extra, mas pedido foi negado pelo presidente Wanderley Cerqueira.
Por RepórterMT 21 de julho de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, hoje (21), a Operação Laço Oculto para cumprir 14 medidas judiciais contra investigados por envolvimento em um esquema de extorsão que causou prejuízo superior a R$ 1,1 milhão a uma servidora pública da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, um mandado de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três ordens de bloqueio de ativos financeiros. As ordens de bloqueio, direcionadas a três investigados, podem alcançar, somadas, mais de R$ 3,3 milhões. Apesar de não ter envolvimento direto com o caso, a SES colaborou com as investigações. A Corregedoria da Polícia Militar também participa do cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira. Conforme apurado no inquérito policial, a vítima, também servidora da SES, teria sido submetida, entre os anos de 2022 e 2025, a um contínuo processo de intimidação e manipulação psicológica por uma colega de trabalho, que teria criado uma narrativa envolvendo supostas dívidas com agiotas e ameaças contra a vítima e seus familiares, passando a exigir pagamentos sucessivos sob o argumento de que os valores seriam destinados à quitação dessas obrigações. Mantida em permanente estado de medo, a vítima realizou empréstimos, saques em cartões de crédito, resgate de recursos da previdência privada e utilizou recursos destinados à construção de sua residência. Também foi convencida a financiar, em seu próprio nome, uma caminhonete que seria utilizada por pessoa ligada à principal suspeita. O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu seu abalo emocional, descobriu o que estava acontecendo e impediu a continuidade do contato com a investigada, denunciando o caso à polícia. Como funcionava o esquema  A colega de trabalho convenceu a vítima de que ambas estavam sendo ameaçadas por agiotas por causa de uma suposta dívida envolvendo outro servidor público. A investigada dizia que os criminosos sabiam quem elas eram e poderiam atacar seus familiares caso os pagamentos não fossem realizados. Ao mesmo tempo, apresentava-se como vítima e afirmava que poderia negociar a dívida e protegê-la. Com medo, a vítima passou a transferir dinheiro para a própria colega. As cobranças continuaram entre 2022 e 2025, sempre acompanhadas de novas ameaças e da alegação de que a dívida e os juros estavam aumentando. Para realizar os pagamentos, a vítima contraiu empréstimos, sacou valores de cartões de crédito e utilizou economias pessoais e recursos reservados para os filhos e para a construção de sua casa. Ela também foi convencida a financiar uma caminhonete para o marido da investigada, permanecendo responsável pela dívida. Investigação A investigação demonstrou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta da colega de trabalho. O valor foi confirmado mediante afastamento judicial do sigilo bancário e análise financeira realizada pelos analistas da Polícia Civil. O rastreamento financeiro apontou que parte dos recursos recebidos foi posteriormente transferida para outras pessoas vinculadas ao núcleo investigado. Também foram identificadas movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos formais dos envolvidos, utilização de contas com elevada rotatividade, milhares de saques em espécie e possível utilização de pessoas "laranjas" para circulação e ocultação patrimonial. Todas as medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, após manifestação favorável do Ministério Público. A decisão autorizou, ainda, a apreensão de veículos e outros bens possivelmente relacionados ao proveito do crime, bem como a extração e análise dos dados armazenados nos dispositivos eletrônicos apreendidos. O nome da operação, Laço Oculto, faz referência ao vínculo de medo e dependência psicológica criado para manter a vítima submetida às exigências financeiras, enquanto o dinheiro era transferido e dispersado entre pessoas relacionadas ao esquema. A Operação Laço Oculto tem como principais objetivos localizar e recuperar os valores retirados da vítima por meio da extorsão, além de apreender documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a participação de cada investigado e subsidiar a investigação de eventuais crimes de agiotagem e lavagem de dinheiro.
Por Agência Brasil 21 de julho de 2026
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou na segunda-feira (20) para a Polícia Federal (PF) as explicações recebidas de presidentes de partidos sobre a influência dos políticos na indicação de emendas parlamentares. Conforme a decisão, as manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente do PSD, Gilberto Kassab, serão enviadas à PF, que deverá tomar as providências cabíveis. "Considero relevante que tais informações sejam levadas ao conhecimento da Polícia Federal, visando aos atos de investigação cabíveis no âmbito de sua competência, inclusive para que seja possível a melhor análise das práticas existentes", decidiu o ministro. Entenda Na semana passada, Dino determinou que 21 partidos enviem ao Supremo explicações sobre a gestão das emendas. A medida foi determinada após o ministro bloquear R$ 119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL. A decisão foi um desdobramento da Operação Transparência, na qual a PF investiga desvios de emendas. Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal. Após cobrar explicações, Valdemar e Kassab foram os primeiros a enviarem suas manifestações. Kassab disse que não tem influência sobre a indicação de emendas parlamentares: "Em nenhum momento em todo o período de existência do Partido Social Democrático houve sequer menção sobre a possibilidade de o peticionante exercer influência na destinação de emendas parlamentares", declarou. Por sua vez, Valdemar disse que não tem cotas em emendas e não faz indicações formais de emendas ou ordena a execução de despesas. "O presidente nacional do Partido Liberal não dispõe de cota, reserva, titularidade, propriedade, cessão ou mecanismo jurídico de alocação de emendas parlamentares. Não apresenta emenda, não pratica a indicação formal, não delibera pela bancada ou pela comissão e não ordena a execução da despesa", afirmou. Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto, Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.
Por RepórterMT 21 de julho de 2026
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) publicou edital para preencher vaga de desembargadora destinada exclusivamente a magistradas de carreira, pelo critério de merecimento.  A vaga foi aberta após a aposentadoria do desembargador Juvenal Pereira da Silva, que completou 75 anos de idade neste mês. A lista exclusiva de mulheres atende à determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu uma política de alternância de gênero no Judiciário para a promoção ao segundo grau. As inscrições devem ser feitas até às 19h de sexta-feira (24). O último edital exclusivo para mulheres resultou na promoção da então juíza Gabriela Carina Kanul ao cargo de desembargadora. Na ocasião, a vaga foi aberta com a aposentadoria do desembargador Sebastião de Moraes. Também concorreram as juízas Ana Cristina Mendes, Amini Haddad Campos, Célia Regina Vidotti, Angela Regina Gimenez, Adriana Sant'Anna Coningham, Tatiane Colombo, Mônica Perri, Maria Farias Pinto, Milene Aparecida Beltramini, Eulice Jaqueline Cherulli, Ester Belém Nunes, Gleidi Bispo Santos e Christiane da Costa Marques Neves. A escolha seguirá os critérios como produtividade, desempenho jurisdicional, aperfeiçoamento técnico e conduta funcional. A decisão caberá aos 34 desembargadores que atualmente integram o Tribunal Pleno do TJMT. Além da vaga de Juvenal, o Tribunal também tem em andamento editais para nova presidência para o biênio 2027/28, além de outras três vagas à magistratura. Há consenso pelo nome do atual corregedor-geral de Justiça, desembargador José Lindote para assumir como presidente e Gilberto Giraldelli como vice, enquanto a Corregedoria-Geral da Justiça possui dois concorrentes: os desembargadores Helena Maria Bezerra Ramos e Rui Ramos Ribeiro. Previsão é que eleição ocorra em outubro.
Por Agência Brasil 20 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (20) que 158.745.463 eleitores estarão aptos a exercer o direito de votar nas eleições presidenciais de outubro. A Justiça Eleitoral registrou crescimento de 2.291.452 (1,46%) eleitores em relação ao pleito de 2022. Datas O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno. Mais eleitores no Norte  De acordo com dados do TSE, a Região Norte do país ganhou o maior número de eleitores em relação ao último pleito presidencial. Houve aumento de 548.944 eleitores, número que representou alta de 4,37% no eleitorado regional. Em 2022, 12.560.410 pessoas estavam aptas a votar. Neste ano, serão 13.109.354. Exterior O eleitorado no exterior apresentou aumento de 31,82%. O número de brasileiros que vive fora do país passou de 697.078 para 918.876 pessoas. Quem está no exterior só pode votar para presidente da República. Mulheres De acordo com o TSE, o número de mulheres aptas a votar permaneceu no mesmo patamar em relação ao pleito de 2022, quando foram registradas 82.373.164 mulheres (52,65%) no cadastro eleitoral. Neste ano, as mulheres somam 83.877.126 (52,84%). Diversidade Após as eleições de 2022, a Justiça Eleitoral passou a exigir o preenchimento de dados sobre raça e cor no cadastro eleitoral. Com isso, todas as categorias apresentaram alta. O eleitorado pardo passou de 8.503.206 (2024) para 16.945.954 (2026), e o de pretos saiu 1.808.529 para 3.586.952. Os indígenas passaram de 155.661 para 287.157, representando alta de 84,47%. Pessoas autodeclaradas brancas saltaram de 5.292.130 para 11.691.204. Idade Conforme os dados do TSE, a principal faixa etária do eleitorado está no grupo de 40 a 44 anos, composto por 15.994.390 (10,8% do total). Em seguida, estão as seguintes faixas etárias: 45 a 49 anos (15.271.754); 35 a 39 anos (15.262.815); 30 a 34 anos (15.178.204) e 25 a 29 anos (14.990.259). Idosos Também foi registrado crescimento de 4.566.099 eleitores na faixa com mais de 60 anos. O crescimento demonstrou que a participação dos eleitores idosos nas eleições subiu de 21,02% para 23,60% do total. Jovens Por fim, os dados do TSE apontaram a queda de eleitores na faixa entre 21 a 34 anos. O número passou de 43.819.788 para 41.037.601. A participação no total caiu de 28,01% para 25,85%. Na faixa de 18 anos ou menos, houve queda de 606.468 eleitores. Nas eleições de 2022, 4.177.627 estavam aptos a votar. Em outubro, serão 3.571.159 de pessoas nessa faixa.