Senado aprova PL Antifacção com penas que podem chegar a 120 anos

Agência Brasil • 11 de dezembro de 2025

O plenário do Senado aprovou nessa quarta-feira (10), por unanimidade, o projeto que cria um novo marco legal para o enfrentamento ao crime organizado no país. O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara, em novembro. A versão do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados. 


Conhecido como PL Antifacção, o texto, que passou também nessa quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), aumenta as penas para integrantes de grupos criminosos: líderes podem receber condenações de até 60 anos, com previsão de aumento de penas em casos específicos para até 120 anos, segundo o relator. O projeto também torna mais rígidas as regras de progressão de regime e determina que chefes de facções e milícias privadas cumpram pena obrigatoriamente em presídios federais de segurança máxima.


Alessandro explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, da academia, dos tribunais e dos ministérios públicos:


O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias. É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui — disse. 


Terrorismo


O relator removeu do projeto a tipificação do crime de “domínio social estruturado”, incluída pela Câmara para integrantes de facções, milícias ou paramilitares que controlam territórios. Vieira considerou que o conceito era amplo e pouco preciso, abrindo margem para distorções.


Durante a votação em plenário, senadores da oposição defenderam que o projeto equiparasse as ações de facções e milícias ao crime de terrorismo. Uma emenda apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) com esse objetivo, porém, foi rejeitada pela maioria dos senadores.


O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que esses grupos agem de forma a espalhar pânico e restringir o direito de ir e vir de toda a comunidade. 


Bandidos e narcotraficantes que usam drones para jogar granadas a esmo, dentro de comunidades onde a polícia, está subindo. Esse ato é o quê? Bombas lançadas por drones, granadas. Isso é terrorismo puro, disse o senador, ao defender que facções e milícias que adotam esse tipo de conduta sejam enquadrados na legislação antiterrorismo.


O senador Jorge Seif (PL-SC) apoiou a mudança, dizendo que a intenção formal das organizações não muda o impacto de suas ações sobre a sociedade. “Mesmo que organizações criminosas não tenham esse objetivo, o efeito final é o mesmo”, declarou.


O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu que o Congresso reconheça explicitamente a gravidade desses crimes. 


Terrorismo a gente tem que chamar pelo nome. O que está acontecendo no Brasil é terrorismo, disse.


Em resposta, Alessandro Vieira argumentou que a definição técnica de terrorismo não se aplica aos grupos que atuam no país, destacando que o terrorismo tem motivação política, ideológica ou religiosa. O relator afirmou que, apesar de produzir sensação de terror, a atuação dessas organizações visa apenas proteger atividades ilícitas e não pressionar governos ou populações por objetivos políticos. O senador lembrou que o enquadramento de um grupo como terrorista pode justificar ações militares e sanções externas contra o país.


Por mais que a sensação de terror seja uma consequência natural da ação das organizações criminosas, isso não as faz organizações terroristas. Não há nenhum benefício para o Brasil em reconhecer o Comando Vermelho, o PCC ou qualquer outra facção como terrorista, afirmou. 


Atualização da lei existente


Uma das principais mudanças de Vieira foi a opção de atualizar a Lei das Organizações Criminosas, e não criar uma legislação paralela, abordagem que poderia gerar questionamentos e beneficiar condenados.


O relator também suprimiu dispositivos aprovados pelos deputados que, de acordo com sua avaliação técnica, violavam a Constituição, como: a extinção do auxílio-reclusão, a proibição de voto para presos provisórios, tipos penais considerados vagos e regras que enfraqueceriam garantias processuais.


Punições mais altas 


O parecer endurece penas para integrantes, financiadores e líderes de facções e milícias. Homicídios cometidos por membros desses grupos passam a ter pena de 20 a 40 anos.


O projeto define como facção criminosa qualquer organização que dispute ou controle territórios ou atue em mais de um estado. Integrar ou financiar esses grupos passa a ser punido com 15 a 30 anos de prisão. Para quem ocupa posição de comando, a pena pode ser dobrada e chegar a 60 anos.


Além disso, o relator incluiu novas situações que permitem ampliar as punições, tanto para líderes quanto para membros de facções, milícias ou outras organizações criminosas, podendo elevar a condenação máxima para até 120 anos.


Progressão de regime mais rígida


O Senado estabeleceu critérios mais severos para progressão:


condenados por crimes hediondos devem cumprir o mínimo de 70% da pena no regime fechado;


integrantes de facções ou milícias precisam cumprir 75% a 85%, dependendo das circunstâncias;


reincidentes podem ter percentuais ainda maiores.


Inteligência e investigação: dados, infiltração e escutas


O texto atualiza instrumentos de investigação, permitindo: escutas ambientais e monitoramento por softwares especiais, com autorização judicial; acesso mais rápido a dados de investigados em hipóteses previstas em lei; pedidos emergenciais de informações, sem ordem judicial, quando houver risco à vida de alguém; interceptações telefônicas aceleradas, com autorização de até cinco dias e renovação possível.


O relator também restabeleceu a possibilidade de delatores atuarem como infiltrados — proposta original do governo que havia sido retirada no relatório da Câmara.


Integração institucional e banco de dados nacional


O projeto formaliza as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem polícias e órgãos de investigação. Além da Polícia Federal (PF) e das polícias estaduais, poderão participar o Ministério Público, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Receita Federal e o Banco Central.


A proposta também cria um cadastro nacional de integrantes e empresas ligadas a organizações criminosas, que deverá ser replicado pelos estados.


Monitoramento no sistema prisional e visitas


O texto prevê o monitoramento de conversas e visitas a presos ligados a facções, mas mantém a inviolabilidade entre advogados e clientes, salvo em decisão judicial específica.


Pessoas condenadas por crimes previstos na Lei de Organizações Criminosas não terão direito à visita íntima.


Financiamento: nova Cide para bets


O relator incluiu a criação de um tributo (Cide) sobre apostas online (bets), com alíquota de 15%, sobre transferências de pessoas físicas para as plataformas. Essa contribuição terá validade até a cobrança plena do Imposto Seletivo criado na reforma tributária e os recursos serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. A arrecadação estimada é de R$ 30 bilhões por ano.


Alessandro também propõe uma regra temporária de regularização para bets que atuam sem licença, com previsão de arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.


O relator eliminou as alterações feitas na Câmara sobre a destinação de recursos apreendidos para fundos de segurança. Em lugar disso, ele determinou que o governo apresente e regulamente, em até 180 dias após a sanção da lei, todos os fundos federais ligados à área de segurança.


O texto também fecha espaço para as bets que operam na clandestinidade, usadas para crimes, lavagem de dinheiro e concorrência desleal. Alessandro Vieira incluiu uma emenda de redação alinhada com a Receita e o Ministério da Fazenda que prevê medidas como a responsabilidade solidária de empresas de pagamento e instituições financeiras. 


Uma bet ilegal só funciona porque alguém patrocina sua publicidade e porque alguma instituição permite o pagamento, afirmou. 



Proteção a testemunhas


A versão aprovada pelo Senado mantém o tribunal do júri para julgar homicídios ligados ao crime organizado e prevê medidas de segurança para jurados e testemunhas, como sigilo de dados e interrogatórios por videoconferência. O relator destacou que a proteção constitucional não pode ser retirada por lei comum.


Responsabilização de agentes públicos


Quem for condenado por integrar, apoiar ou liderar facções fica inelegível por oito anos, mesmo antes do trânsito em julgado. Servidores públicos que colaborarem com essas organizações ou se omitirem podem perder o cargo imediatamente.


Combustíveis


Em razão da incidência do crime organizado no mercado de combustíveis, o senador incluiu regras mais rígidas de controle de formulação e venda de combustíveis na versão aprovada na CCJ, mas, no plenário, acatou emenda da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para rever esse trecho da proposta. Ele também acatou parcialmente emenda do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre o tema.


A formulação de combustíveis deve ser melhor debatida em outro momento e já se encontra na agenda regulatória da ANP, que tem enfrentado esse tema administrativamente, disse.


O projeto exige que os postos de combustíveis e empresas da área façam o registro de operações de venda, transporte e armazenamento de petróleo, gás, biocombustíveis e combustíveis sintéticos.


Outras mudanças incluídas pelo Senado


Crime específico para recrutar crianças e adolescentes, com penas de 5 a 30 anos.


Possibilidade de bloquear energia, internet e telefonia de investigados.


Prazo de 90 dias para conclusão de inquéritos com investigados presos (270 dias para soltos), com possibilidade de prorrogação.


*Com informações da Agência Senado


Por Gazeta Digital 10 de maio de 2026
Prometida como uma das principais obras de mobilidade urbana de Cuiabá pela gestão passada, o Contorno Leste segue sem data para conclusão. A obra, prevista inicialmente para ser entregue em mês de abril de 2024, na comemoração do aniversário da Capital, segue incompleta, com trechos sem asfalto, buracos, erosões e falta de iluminação e sinalização, colocando em risco motoristas e moradores que convivem com os transtornos da obra inacabada. O projeto total tem 17,3 quilômetros. Projetada para interligar a região do Distrito Industrial até a MT-251 (estrada de Chapada dos Guimarães), a obra foi iniciada em 2020, mas chegou a ser paralisada em 2023, quando ainda restavam cerca de sete quilômetros sem pavimentação. Os trabalhos foram retomados em 2024 e a nova previsão de entrega era setembro daquele ano. Mas, até hoje a obra permanece parada. Não há máquinas no local e não há operários trabalhando. A equipe de reportagem de A Gazeta percorreu toda a extensão do Contorno Leste. Atualmente, falta a abertura de estrada em três trechos para garantir a continuidade da via, além de trechos sem asfaltamento. Em pontos já pavimentados, há muitos buracos, erosões e desgaste precoce da pista. Além de outros problemas estruturais, como a falta de iluminação pública, sinalização viária e canalização em vários trechos. Logo na entrada do Contorno Leste pela MT-251, há muito lixo à beira da estrada. O asfalto só começa alguns metros à frente e apenas de um lado. A segunda mão da via inicia somente depois de um quilômetro. Nesse trecho pavimentado, o asfalto apresenta erosão e crateras enormes. O motoqueiro Alisson Rodrigues passa pelo local todos os dias e afirma que o trecho está perigoso, principalmente à noite pela falta de iluminação. Já passei muito susto, por sorte não caí da moto em nenhum buraco. Ele mora no bairro Jamil Nadaf e conta que a rotatória de acesso do Contorno Leste para o bairro está repleta de mato, o que dificulta a visibilidade. Nos canteiros centrais e nas laterais da pista também há muito mato alto e lixo nos trechos da via que abrangem diversos bairros. No trecho que passa pelo Jardim Vitória até o Novo Paraíso, não há sinalização e nenhum tipo de iluminação. A sinalização só inicia ao chegar no Serra Dourada com Ouro Fino, porém continua sem iluminação.
Por Redação 10 de maio de 2026
A UNIFAMA - União das Faculdades de Mato Grosso de Lucas do Rio Verde-MT reafirmou seu protagonismo acadêmico ao promover, no último dia 06 de maio de 2026, um importante debate sobre um dos temas mais atuais e sensíveis da sociedade brasileira: os direitos dos pacientes na saúde em geral. O evento, realizado em Lucas do Rio Verde, reuniu estudantes, profissionais da saúde, operadores do Direito e membros da comunidade em uma “ Roda de Conversa entre as áreas do Direito e da Saúde: Estatuto do Paciente”, abordando a nova Lei Federal n.º 15.378, de 06 de abril de 2026. A iniciativa colocou a instituição entre as primeiras faculdades de Mato Grosso a abrir um debate amplo e interdisciplinar sobre a nova legislação, que promete transformar a relação entre pacientes, médicos, hospitais e profissionais da área da saúde. Mais do que discutir uma nova lei, o encontro trouxe reflexões sobre dignidade, ética, responsabilidade profissional e os desafios de garantir, na prática, os direitos previstos no Estatuto do Paciente. O evento contou com a participação da Dra. Thais Cristina Ferreira Borges, Defensora Pública do Estado de Mato Grosso atuante na comarca de Lucas do Rio Verde e referência na defesa dos direitos dos pacientes. Integrante do GAEDIC e do Núcleo de Ações Estratégicas em Saúde da Defensoria Pública, destacou os avanços trazidos pela nova legislação e chamou atenção para a necessidade de aprofundar o debate para que os direitos garantidos pela lei sejam efetivamente respeitados no cotidiano da população. Outro grande destaque do encontro foi a presença do Dr. Nelson Tanoue Hasegawa Junior, médico clínico geral com mais de 20 anos de experiência hospitalar, especialmente em unidades de terapia intensiva (UTI), além de vereador do município. Compartilhando experiências vividas na rotina médica, o profissional trouxe uma visão prática e humana sobre os desafios enfrentados pelos profissionais da saúde diante das novas exigências previstas pelo Estatuto do Paciente. O debate mostrou a importância da aproximação entre as áreas do Direito e da Saúde, especialmente em um momento em que a sociedade exige profissionais cada vez mais preparados para lidar com situações complexas, humanas e sensíveis. A troca de experiências entre juristas, médicos, estudantes e comunidade tornou o encontro um espaço rico de aprendizado, reflexão e construção de conhecimento. Com iniciativas como essa, a fortalece seu compromisso com uma formação acadêmica conectada aos temas mais relevantes da atualidade, promovendo debates que ultrapassam a sala de aula e impactam diretamente a sociedade. 
Por RepórterMT 9 de maio de 2026
O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando de Almeida Perri, disse que o feminicídio é um problema complexo e oriundo da cultura machista.Para o magistrado, é preciso combater tanto o machismo quanto a violência que impera dentro dos lares para diminuir o número de casos de mulheres mortas em razão do gênero.  “Este é um problema bastante complexo e cultural, eu diria até: o machismo. Nós precisamos combater exatamente essa violência que impera dentro dos nossos lares” , disse Perri. Somente neste ano, Mato Grosso registrou 15 feminicídios. Dois deles ocorreram neste mês. Uma das vítimas é a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada na terça-feira (05). A outra é Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, encontrada morta em uma região de mata na quinta-feira (07). Ambas foram assassinadas pelos maridos. Além dos feminicídios, até esta quinta-feira, Mato Grosso já concedeu 6.532 medidas protetivas e registrou 13.465 casos de violência doméstica, como ameaça, lesão corporal, injúria, difamação, entre outros. Há ainda mais de 600 casos de descumprimento de medidas protetivas. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).
Por RepórterMT 9 de maio de 2026
Com 14 anos de atuação na Polícia Civil de Mato Grosso e trajetória marcada pela defesa dos direitos das mulheres, a delegada Judá Maali assumiu a Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis com a proposta de ampliar delegacias especializadas, fortalecer protocolos de atendimento e aprimorar ações de proteção às vítimas em todo o Estado.  Segundo Judá, a pauta da defesa da mulher esteve presente em sua trajetória desde muito nova e foi alicerçada dentro de casa, em conversas com sua mãe. “Desde muito jovem, eu refletia sobre a representatividade feminina na sociedade e costumava conversar com minha mãe sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres. Sempre encontrei nela escuta e incentivo, o que me deu liberdade para buscar conhecimento de forma mais aprofundada”, lembra a delegada. Ela conta que, estudando sobre a condição feminina, compreendeu, desde muito cedo, que se tratava de uma realidade marcada por injustiças estruturais. “A partir dessa consciência, amadureceu em mim o propósito de atuar, de forma concreta, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária para as mulheres”, afirma. Histórico Na Polícia Civil desde 2012, a delegada começou a carreira na Delegacia de Porto Esperidião, passou pela Delegacia de Cáceres e teve seu primeiro cargo em uma Delegacia da Mulher em Cáceres, em 2015. “Foi um marco muito significativo na minha trajetória profissional, porque ali vivi, de forma concreta, o propósito que sempre me guiou. Costumo dizer que naquele momento compreendi o verdadeiro sentido do meu nome, Judá Maali, que remete a ‘abençoada nas causas nobres’”, conta a delegada. Judá afirma que, em Cáceres, formou uma equipe altamente comprometida, que se dedicava a atender cada mulher com afinco, atuando não apenas na responsabilização dos agressores, mas também no acolhimento das vítimas. “Nesse período, implementamos projetos voltados à humanização do atendimento, com fortalecimento da rede de proteção e ampliação do suporte oferecido às mulheres em situação de violência”, lembra. Depois, já na Capital, a delegada passou pela Delegacia de Estelionato, a Delegacia do Adolescente e, por fim, a Delegacia da Mulher de Cuiabá. “Foi uma experiência marcada pela atuação de uma equipe extremamente comprometida e apaixonada pelo trabalho que realizava, movida pelo propósito genuíno de proteger mulheres e salvar vidas. Essa dedicação coletiva permitiu aprimorar fluxos, fortalecer investigações e ampliar ações de enfrentamento à violência doméstica, sempre com foco na eficiência institucional e na proteção integral das vítimas”, afirmou. Judá Maali quer trabalhar na criação de protocolos específicos de atendimento e investigação para crimes contra crianças e adolescentes, bem como para crimes contra a pessoa idosa, assegurando maior padronização, celeridade e efetividade na atuação policial. Já no que se refere à violência contra a mulher, o planejamento é dar continuidade ao protocolo já existente, que padronizou o atendimento e a investigação desses delitos, consolidando boas práticas e aprimorando fluxos operacionais. Outro eixo de atuação é a expansão do projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança”, que padroniza palestras educativas sobre abuso sexual voltadas a crianças, adolescentes e seus responsáveis, com foco na prevenção e na conscientização. “Por fim, investiremos na ampliação de cursos e capacitações em temas específicos relacionados à violência de gênero e à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, visando ao constante aperfeiçoamento dos profissionais e à melhoria da prestação do serviço público”, finaliza.
Por RepórterMT 9 de maio de 2026
Cuiabá amanheceu neste sábado (9) com refresco climático, confirmando a trégua no calorão, como previsto. A frente fria avança e a previsão indica que os termômetros devem marcar mínima de 13°C prevista para segunda-feira (11), que deve ser o dia mais frio do período na Capital.  Em Cuiabá, a previsão para este sábado é de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 23°C. Já no domingo (10), o avanço da massa de ar frio deve derrubar ainda mais as temperaturas, com mínima prevista de 15°C. Na segunda-feira (11), os cuiabanos devem enfrentar o amanhecer mais frio do ano até agora, com os termômetros marcando 13°C na capital. Em Chapada dos Guimarães (70 km de Cuiabá), o sábado será de muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, com mínima de 16°C. No domingo, a previsão indica muitas nuvens e temperaturas mínimas em torno de 18°C. Já em Rondonópolis (214 km de Cuiabá), o sábado será de muitas nuvens com pancadas de chuva e mínima de 16°C. No domingo, o tempo segue nublado, com mínima prevista de 18°C. Em Cáceres (220 km de Cuiabá), a previsão para este sábado é de muitas nuvens com pancadas de chuva e mínima de 14°C. No domingo, o município deve registrar muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas, com mínima de 16°C. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) publicou um aviso de perigo potencial para parte do estado, abrangendo regiões oeste, sul e sudoeste de Mato Grosso. O alerta prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h. Segundo o órgão, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Por Gazeta Digital 9 de maio de 2026
Um homem, investigado por abusar sexualmente da própria filha de apenas 11 meses, morreu na manhã deste sábado (9) após reagir a uma abordagem da Polícia Federal, em Cuiabá. O confronto ocorreu durante a deflagração da Operação Berço Seguro, que cumpre mandados em Mato Grosso e Sergipe contra crimes de abuso sexual infantil no ambiente cibernético. As investigações da PF revelaram um cenário de extrema gravidade. O suspeito não apenas abusava da bebê, como também registrava os atos em vídeos para comercializá-los na internet. Segundo a polícia, o material era disponibilizado em fóruns restritos da dark web. Além do caso da bebê, há indícios de que o investigado já havia abusado anteriormente da filha mais velha de sua companheira. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão e de prisão temporária na Capital, o homem reagiu contra os agentes federais. Na intervenção, ele foi atingido e, apesar de ter recebido atendimento médico imediato no local, não resistiu aos ferimentos. A operação também cumpriu ordens judiciais em Várzea Grande e Aracaju (SE). A Polícia Federal destacou que a ação faz parte de um esforço contínuo para desarticular redes de exploração sexual infantojuvenil e proteger a dignidade de menores. Com a morte do suspeito, as autoridades agora trabalham na análise dos materiais apreendidos para identificar possíveis compradores dos vídeos e outros envolvidos na rede criminosa. A instituição reforça que denúncias de violência contra crianças e adolescentes são fundamentais para o combate a esse tipo de crime e podem ser feitas de forma anônima.
Por RepórterMT 8 de maio de 2026
O vereador de Várzea Grande Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência na quinta-feira (07) após encontrar uma possível escuta clandestina em seu gabinete na Câmara Municipal. O aparelho, conforme relato do parlamentar, estava envolto em fita isolante preta e tinha um pequeno microfone fixado em uma das extremidades. Narra o boletim de ocorrência que, por volta das 15h30 dessa quinta-feira, Bruno Rios estava com seu assessor no gabinete. Ambos faziam a retirada de uma bandeira de Mato Grosso e de Várzea Grande, que ficava fixada em uma canaleta do ar-condicionado. Nesse momento, eles encontraram o aparelho e foram imediatamente à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Várzea Grande para registrar a ocorrência. Nesta sexta-feira (08), Bruno informou que seu gabinete está fechado para a realização de perícia e que só voltará às atividades na segunda-feira. Além do registro na Polícia Civil, o vereador comunicou o fato ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e à presidência da Câmara.
Por RepórterMT 8 de maio de 2026
Mato Grosso oficializou hoje (7) a entrada no Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), em ato assinado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no Palácio Paiaguás. A adesão permite que as forças de segurança estaduais compartilhem e acessem dados estratégicos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com foco direto no combate ao avanço das facções criminosas. " Passamos a ter mais agilidade na atuação contra o crime organizado ", afirmou Pivetta. O acordo prevê troca de informações entre órgãos estaduais e federais em ações de segurança pública, além de áreas estratégicas como segurança alimentar e mudanças climáticas.  O Governo de Mato Grosso pleiteou a adesão ao sistema por meio da Casa Civil e das Secretarias de Estado de Segurança Pública, Meio Ambiente e Fazenda.
Por RepórterMT 8 de maio de 2026
Uma frente fria deve derrubar as temperaturas em Cuiabá nos próximos dias, com mínima prevista de até 13°C na segunda-feira (11), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A queda mais acentuada começa no domingo (10), quando os termômetros já devem despencar para 15°C na Capital.  A mudança mais brusca acontece no domingo , quando a temperatura mínima deve atingir 15°C e a máxima não passa dos 20°C . A previsão é de muitas nuvens e ventos moderados vindos do sul, reforçando a chegada da massa de ar frio. Na segunda (11), Cuiabá deve registrar a madrugada mais fria do período, com mínima de 13°C . O céu deve ter poucas nuvens, mas ainda há previsão de ventos com rajadas. Já na terça-feira (12), o frio começa a perder força, mas a manhã segue amena, com mínima de 15°C e máxima de 28°C. O dia será de céu encoberto e ventos fracos a moderados.
Por RepórterMT 7 de maio de 2026
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) divulgou hoje (7) balanço epidemiológico sobre a meningite em Mato Grosso, confirmando 33 casos da doença e 8 óbitos no acumulado de 2026. Os números mostram a necessidade da vacinação, uma vez que o grupo mais atingido é o de bebês com menos de um ano de idade, que somam 8 dos casos confirmados. Cuiabá é a cidade com o maior volume de registros, contabilizando 7 casos, seguida por Várzea Grande, com 5. No interior, Rondonópolis e Sinop aparecem com 3 casos cada. Embora Cuiabá tenha o maior número de doentes, Sinop registra a situação mais crítica em termos de letalidade, com 3 mortes confirmadas até o momento. A capital aparece em seguida, com 2 mortes.  Outros municípios como Juscimeira, Sorriso e Vila Bela da Santíssima Trindade também registraram mortes causadas pela doença, com um óbito em cada localidade. Casos confirmados: Cuiabá: 7 casos Várzea Grande: 5 casos Rondonópolis: 3 casos Sinop: 3 casos Cáceres: 2 casos Juscimeira: 2 casos Sorriso: 2 casos Vila Bela da Santíssima Trindade: 2 casos Barra do Garças: 1 caso Colíder: 1 caso Glória D’Oeste: 1 caso Canarana: 1 caso Tapurah: 1 caso Tesouro: 1 caso São José do Rio Claro: 1 caso Mortes confirmadas Sinop: 3 mortes Cuiabá: 2 mortes Juscimeira: 1 morte Sorriso: 1 morte Vila Bela da Santíssima Trindade: 1 morte Perfil dos pacientes Os dados por faixa etária mostram que a meningite tem atingido extremos de idade. Além dos 8 bebês menores de um ano, o grupo de adultos entre 50 e 64 anos também preocupa as autoridades de saúde, com 7 casos confirmados. Entre as vítimas fatais, a maior concentração de mortes está na faixa de 5 a 9 anos, que registrou 3 dos 8 óbitos do estado. A SES-MT reforça que a meningite é uma doença grave, que causa a inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A principal forma de prevenção é manter o cartão de vacina atualizado, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para as diversas cepas da doença.