STF manda PF investigar ataque a santa em Cuiabá e onda de vandalismo

Gazeta Digital • 30 de setembro de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal instaure um inquérito policial para investigar a destruição da imagem de Nossa Senhora Aparecida no monumento da Cruz do Chilão, localizado no bairro Santa Helena, em Cuiabá. 

 

A medida foi tomada no âmbito de uma apuração mais ampla sobre uma série de atos de vandalismo e intolerância religiosa registrados em diferentes estados do país. No despacho, Dino ressaltou que as informações colhidas até o momento apontam para um quadro preocupante de ataques coordenados ou sistemáticos a símbolos de fé de diversas matrizes religiosas. 

 

"Chegaram ao Gabinete, por vários meios, notícias de várias partes do Brasil demonstrando uma aparente onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas", escreveu o ministro em trecho da decisão. 

 

Dino acrescentou que "temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, tais como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio". 

 

A inclusão da Polícia Federal no caso baseia-se no artigo 144 da Constituição Federal, dada a repercussão interestadual dos episódios e a necessidade de uma repressão uniforme a violações de direitos humanos e à liberdade de crença. Cópia do despacho também foi enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR). 

 

O caso que motivou a inclusão da capital mato-grossense no despacho do Supremo ocorreu no último dia 25 de setembro. A imagem de Nossa Senhora Aparecida, instalada ao pé do histórico monumento da Cruz do Chilão, foi encontrada quebrada e decapitada. O local é um dos marcos mais antigos da religiosidade e da memória cultural cuiabana. Situado no bairro Santa Helena, o espaço carrega forte valor simbólico por aglutinar tanto a devoção católica quanto tradições de povos de matriz africana, estando associado à história popular da região e à preservação da memória local. 

 

Em nota oficial, a Arquidiocese de Cuiabá expressou forte repúdio ao ato de vandalismo, classificando o episódio como manifestação de intolerância religiosa. Assinado pelo administrador arquidiocesano, padre Deusdedit Monge de Almeida, o posicionamento destacou que a liberdade de consciência, de crença e o livre exercício dos cultos são direitos fundamentais assegurados pela Constituição. A Igreja Católica na capital cobrou a identificação e a responsabilização rigorosa dos autores. 



“A Arquidiocese de Cuiabá reforça que a liberdade de consciência e de crença, bem como o livre exercício dos cultos religiosos, são direitos assegurados pela Constituição Federal. Atos de intolerância, discriminação e violência motivados pela religião podem configurar crimes e devem ser devidamente apurados e responsabilizados pelas autoridades competentes”, diz nota. 

 

O ato em Cuiabá e a subsequente intervenção do STF ocorrem em meio a um ambiente de acirrada polarização política nacional, no qual a figura de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tornou-se centro de disputas e retórica ideológica no debate público. 

 

Nas últimas semanas, episódios envolvendo o uso de símbolos religiosos e contestações em torno do título de padroeira nacional tensionaram o diálogo entre lideranças políticas e a hierarquia eclesiástica. A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) precisou vir a público para repudiar o uso de desinformação e a instrumentalização da fé católica no cenário político-partidário, reafirmando o compromisso com a neutralidade institucional e a defesa da dignidade humana.

 

Além do caso de Mato Grosso, o despacho de Flávio Dino reúne relatos de ataques recentes a templos e símbolos sagrados em estados como Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais, englobando desde igrejas católicas e lojas de artigos religiosos até terreiros de umbanda e candomblé.

Por Agência Brasil • 20 de outubro de 2026
Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição, no domingo (25), antes de sair de casa. Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar. A Justiça Eleitoral tem alertado que o local das seções eleitorais pode mudar até o próximo domingo (25), dia do segundo turno. Na última sexta-feira (17), chegava a 4 mil o número de seções alteradas após o primeiro turno, mas nova divulgação na segunda-feira (19) informou um número menor, de 444 seções.  “Até o dia da realização do segundo turno, cada um dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais divulgará, por todos os meios de comunicação disponíveis, os locais de votação eventualmente modificados”, diz nota conjunta dos TREs. Onde conferir o local de votação O eleitor deve conferir o local de votação apenas nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, seja no botão “onde votar” do aplicativo e-Título, ou nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos TREs. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação que não são confiáveis. O eleitor não deve consultar o local de votação em links que não sejam os oficiais da Justiça Eleitoral. TREs explicam mudanças Em nota conjunta, os TREs alegam que as mudanças nos locais de votação ocorrem apenas quando é “absolutamente necessário” “Os motivos são sempre extraordinários e estão relacionados a situações climáticas extremas, problemas não identificados previamente nas estruturas dos prédios utilizados como locais de votação e questões de segurança pública”, diz nota dos presidentes dos 27 TREs do país. Ainda segundo a nota do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), o TSE não tem ingerência sobre essas alterações. Alterações confundem eleitor As mudanças nos locais de votação nos últimos dias podem confundir os eleitores, avaliou o advogado especialista em direito eleitoral Alberto Rollo. “Realmente, mudar de 4 mil para 400 seções modificadas é uma coisa esquisita, mas eu não vejo nenhum tipo de dolo [má-fé] para atrapalhar o eleitorado. Eu acho que é desencontro de informação”, explicou. Rollo acrescentou que é comum ocorrerem mudanças excepcionais de locais de votação antes do pleito, devido a mudanças no clima ou na estrutura das escolas. “Sempre lembrando que o Brasil é muito grande, então, pode ser que chova hoje no Sul ou no Norte, e a escola fica prejudicada para domingo. Com isso, é atualizada a informação, mas vão ser algumas seções eleitorais, só em algumas escolas, e não baixar de 4 mil para 400”, acrescentou. Ainda segundo o especialista, a Justiça Eleitoral não teria condição de informar as mudanças em local de votação individualmente, para cada eleitor, por causa dos cadastros, que não são completos, com e-mail ou número de telefone. “Não daria para fazer a comunicação para essas pessoas individualmente. Mas a Justiça Eleitoral pode fazer essa comunicação via grande imprensa, colocar nos jornais de papel, colocar nas televisões abertas, nas rádios. Isso dá para melhorar”, concluiu.
Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
A sessão plenária da Câmara Municipal de Várzea Grande, realizada nesta terça-feira (20), começou sob forte clima de tensão política e com o registro de uma ameaça velada captada pelos microfones de transmissão oficial da Casa. Logo na abertura do plenário, o presidente do Legislativo municipal, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), dirigiu-se ao vereador Bruno Rios (PL), aliado da prefeita Flávia Moretti (PL) e seu adversário na disputa pelo comando da Mesa Diretora. Após chamar o vereador Sardinha (MDB) para realizar a leitura de um trecho bíblico, Cerqueira aproximou-se de Rios, bateu em seu ombro e disparou: "Você vai pagar, meu filho". Com o microfone principal cortado, Rios passou a rebater as acusações enquanto Cerqueira tomava café. Em determinado momento, ao ter o áudio de seu microfone captado durante o início da oração, ouviu-se o desabafo do parlamentar do PL. "Eu não tenho culpa." Cerqueira insistiu no tom de cobrança. "Você vai saber na hora certa". Diante da hostilidade e na tentativa de conter os ânimos, a vereadora Rosy Prado (União), que integrava a Mesa Diretora, pediu calma aos colegas. Bruno Rios, por sua vez, reagiu abertamente e avisou que não se curvaria a intimidações. "Não vem me ameaçar aqui não. Faz o que você quiser, Wanderley, faz o que você quiser. Não tenho nada a ver com isso, não, as ações de vocês. Eu respondo pelos meus atos e pelos de vocês". O confronto verbal ocorreu no mesmo dia em que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Cathedra Venalis, que investiga supostos crimes de corrupção e compra de votos ocorridos durante a eleição e disputa pelo comando da Mesa Diretora da Câmara. Wanderley Cerqueira figurou entre os principais alvos das apurações. Em manifestação pública após o cumprimento das medidas cautelares, o presidente da Casa de Leis criticou abertamente a atuação policial e colocou sob suspeita a legitimidade da operação. Cerqueira contestou a ação do Gaeco e alegou que as investigações teriam motivações políticas para desgastar sua imagem e interferir no equilíbrio do Poder Legislativo municipal. A crise política em Várzea Grande é o reflexo de um acirrado racha interno na Câmara Municipal. A disputa pelo comando da Mesa Diretora contrapõe dois blocos do Legislativo: de um lado, o grupo liderado por Wanderley Cerqueira (MDB); de outro, a articulação encabeçada por Bruno Rios (PL), homem de confiança da prefeita eleita Flávia Moretti (PL). A apuração do Gaeco debruça-se justamente sobre os bastidores dessa eleição interna e a acusação de interferências ilícitas e cooptação de votos entre parlamentares, fato que transformou o plenário da Câmara em um cenário de acusações diretas e ameaças expostas ao vivo.
Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis, que investiga suspeitas de corrupção e outros crimes contra a Administração Pública em Mato Grosso. Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Entre os alvos confirmados pelo estão: Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (AGIR), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara Municipal de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan. Já em Cuiabá, os alvos são Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos. Diferente do que foi citado antes, a vereadora de VG, Rosy Prado, não está entre os alvos. Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular, por determinação judicial, em endereços de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação tem como foco possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Conforme o Gaeco, a apuração busca reunir provas sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e práticas de corrupção. A operação mobiliza mais de 200 policiais e conta com a participação de uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. Também participam das diligências unidades especializadas das forças de segurança, incluindo equipes dos Comandos Regionais I e II, Agência Central de Inteligência, Rotam, Bope, Cavalaria, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, RAIO e Grupos de Apoio. As buscas têm como objetivo reunir novos elementos de prova e aprofundar as investigações. Até o momento, os fatos são tratados como suspeitas sob apuração, e a realização de buscas não representa, por si só, comprovação de culpa dos investigados.
Por RepórterMT • 20 de outubro de 2026
Terminam na quinta-feira (22) as inscrições para quatro certames públicos em Comodoro (a 644 km de Cuiabá), que oferecem 275 vagas imediatas, além de cadastro reserva, para profissionais dos níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os salários chegam a R$ 23.686,47, conforme o cargo. As oportunidades estão distribuídas entre os editais nº 01, 02, 03 e 04/2026, que contemplam cargos da Prefeitura, Câmara Municipal e Comodoro-Previ, além de vagas para a Educação e para Agentes Comunitários de Saúde. O Edital nº 01/2026 oferece uma vaga imediata para Procurador Jurídico da Prefeitura, com remuneração de R$ 14.470,40, além de cadastro reserva para Procurador Legislativo, com salário de R$ 13.961,92. Já o Edital nº 02/2026 disponibiliza 56 vagas para Professor PII, com remuneração de R$ 4.342,06 e jornada de 30 horas semanais. O maior número de oportunidades está concentrado no Edital nº 03/2026, que reúne 212 vagas imediatas para diferentes funções, incluindo motoristas, operadores de máquinas, profissionais administrativos, técnicos e servidores de nível superior. É nesse edital que está prevista a maior remuneração do conjunto, de R$ 23.686,47. O Edital nº 04/2026 oferece outras seis vagas para Agente Comunitário de Saúde, com salário de R$ 3.242 e jornada de 40 horas semanais. As inscrições devem ser realizadas pela internet, no portal de concursos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), responsável pela organização dos certames. As taxas são de R$ 70 para cargos de nível fundamental, R$ 90 para nível médio e R$ 120 para nível superior. As provas estão previstas para 22 de novembro, em Comodoro. Conforme o cargo escolhido, os candidatos também poderão passar por avaliações discursivas, práticas e de títulos.  Os certames terão validade de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Seleção Link 01/2026 — Procuradores Acesse o concurso 02/2026 — Professor PII Acesse o concurso 03/2026 — Demais cargos Acesse o concurso 04/2026 — Agente Comunitário de Saúde Acesse a seleção
Por Gazeta Digital • 20 de outubro de 2026
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está realizando uma operação para cumprimento de mandados contra ao menos 15 vereadores, na manhã desta terça-feira (20). Informações preliminares apontam que 13 parlamentares seriam de Várzea Grande e outros dois de Cuiabá. Até o momento, os detalhes sobre o objetivo da operação e os possíveis crimes investigados não foram confirmados oficialmente. Mais informações em instantes
Por Gazeta Digital • 19 de outubro de 2026
Os contribuintes de Cuiabá têm mais duas semanas para regularizar débitos com o município e aproveitar os benefícios oferecidos pelo Mutirão Fiscal. O prazo para adesão termina em 30 de outubro de 2026, conforme o Decreto nº 12.453, de 23 de setembro de 2026. A iniciativa permite a negociação de pendências fiscais com a Prefeitura de Cuiabá, oferecendo condições para que os contribuintes coloquem a situação fiscal em dia. O procedimento pode ser realizado de forma digital ou presencial, além da possibilidade de formalização por acordo extrajudicial. A adesão está disponível no atendimento virtual do Portal de Serviços da Prefeitura de Cuiabá, no Portal REFIS Online e no posto de atendimento presencial da Procuradoria Fiscal. Os interessados devem ficar atentos ao prazo, já que, após 30 de outubro, termina o período previsto para formalização dos acordos dentro desta edição do mutirão. O programa tem como objetivo facilitar a regularização de débitos municipais, ampliar a recuperação de créditos públicos e reduzir a quantidade de pendências e processos relacionados às dívidas com o Município. A medida também considera a conciliação fiscal um instrumento para diminuir a litigiosidade e facilitar a negociação entre a administração pública e os contribuintes, criando oportunidades para a quitação de débitos. Com a aproximação do encerramento, a orientação é que os contribuintes com pendências procurem os canais oficiais de atendimento para consultar as condições disponíveis e verificar as possibilidades de regularização antes do fim do prazo.
Por Gazeta Digital • 19 de outubro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Imagem Violada para cumprir mandados de busca e apreensão contra um homem de 40 anos investigado por manter fotos íntimas de diversas vítimas em um site pornográfico sem autorização. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias (Polo Sinop) e cumpridas na Vila União, zona leste de São Paulo (SP), com o apoio da Polícia Civil paulista. Durante as buscas na residência do suspeito, as equipes apreenderam computadores, pendrives, celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos. O material passará por perícia técnica para identificar como o investigado teve acesso aos arquivos privados. As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde (a 354 km de Cuiabá). O caso começou a ser investigado após uma moradora do município denunciar que teve fotos de nudez explícita publicadas no site sem o seu consentimento. A vítima relatou à polícia que jamais enviou os arquivos a terceiros. No decorrer dos trabalhos, os policiais identificaram o responsável pela manutenção da página e constataram a existência de um vasto acervo com imagens de várias outras mulheres. Segundo a delegada titular da DEDM de Lucas do Rio Verde, Paula Moreira Barbosa, as equipes trabalham para apurar o método utilizado para obter os arquivos, sem descartar a hipótese de ataques cibernéticos. “Até o momento, porém, não há confirmação sobre o método utilizado. A análise dos dispositivos apreendidos deverá auxiliar no esclarecimento dessa dinâmica e na coleta de novos elementos sobre o caso”, afirmou a delegada. Com a autoria já identificada, a investigação entra em fase final para esclarecer todos os detalhes da captação e do compartilhamento ilícito do material.
Por CNN • 19 de outubro de 2026
O agronegócio brasileiro registrou 448 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, uma queda de 20,7% em relação às 565 solicitações contabilizadas no mesmo período do ano passado. Os dados são de levantamento da Serasa Experian, que considera produtores rurais, pessoas físicas e jurídicas, além de empresas relacionadas à cadeia do setor. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando foram registrados 474 pedidos, a retração foi de 5,5%. O resultado interrompe uma sequência de altas observada nos segundos trimestres de 2023, 2024 e 2025, segundo a série histórica da empresa, iniciada em 2021. Apesar da redução, a Serasa Experian avalia que o cenário financeiro do agronegócio continua desafiador, diante de custos elevados, maior seletividade na concessão de crédito e endividamento. Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, a queda pode estar relacionada à sazonalidade das atividades agropecuárias, à entrada de receitas para parte dos produtores e ao avanço das renegociações com credores. “A retração nesse segundo trimestre registrada em pelo menos dois dos três perfis analisados, pode estar relacionada a um período de maior entrada de receitas para parte dos produtores, à sazonalidade das atividades agropecuárias e ao avanço de renegociações com credores”, disse. Segundo pimenta, a retração não significa necessariamente uma reversão dos problemas financeiros enfrentados pelo setor. A sustentabilidade desse movimento dependerá dos resultados dos próximos trimestres. “Ainda assim, o ambiente segue desafiador, marcado por custos elevados, crédito mais seletivo e endividamento. Por isso, é importante acompanhar se essa redução será sustentada nos próximos trimestres. A preservação do fluxo de caixa, o planejamento financeiro e a busca por alternativas de renegociação continuam sendo fundamentais, enquanto a recuperação judicial deve permanecer como último recurso”, afirma. Mato Grosso lidera pedidos Na distribuição por unidades da Federação, o Mato Grosso concentrou o maior número de pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre, com 107 solicitações, o equivalente a 23,9% do total. Goiás aparece na segunda posição, com 84 pedidos (18,8%), seguido por São Paulo, com 72 (16,1%); Minas Gerais, com 54 (12,1%); e Paraná, com 42 (9,4%). O ranking considera os pedidos feitos pelos três grupos analisados pela Serasa Experian: produtores rurais pessoas físicas, produtores rurais pessoas jurídicas e empresas relacionadas à cadeia do agronegócio. Produtores rurais pessoas físicas concentram pedidos Entre os produtores rurais que atuam como pessoas físicas, foram registrados 197 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, uma queda de 10,5% em relação às 220 solicitações do mesmo período de 2025. Apesar da retração, essa categoria concentrou o maior volume de pedidos entre os três perfis analisados. Mato Grosso também liderou nesse recorte, com 49 solicitações, seguido por Goiás, com 46; Minas Gerais, com 23; São Paulo, com 22; e Paraná, com 16. Na classificação por porte, produtores identificados como “sem propriedades” registraram 70 pedidos. O grupo pode incluir arrendatários e integrantes de grupos familiares ou econômicos ligados à atividade rural. Pedidos de pessoas jurídicas recuam Os produtores rurais constituídos como pessoas jurídicas registraram 160 pedidos de recuperação judicial entre abril e junho, uma queda de 34,2% em relação às 243 solicitações contabilizadas no segundo trimestre de 2025. O cultivo de soja liderou entre as atividades desse grupo, com 70 pedidos. A criação de bovinos ficou na segunda posição, com 28 solicitações. Também aparecem entre as atividades com maior número de registros o cultivo de cana-de-açúcar, com 15 pedidos; o cultivo de café, com 13; e o cultivo de cereais, com 12. Mato Grosso concentrou 54 solicitações de produtores rurais pessoas jurídicas. São Paulo registrou 28, Goiás teve 22, Minas Gerais somou 21 e Paraná contabilizou 15. Empresas da cadeia do agro registram queda As empresas relacionadas à cadeia do agronegócio somaram 91 pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre de 2026, uma redução de 10,8% em relação aos 102 registros do mesmo período do ano anterior. Os serviços de apoio à agropecuária lideraram entre os segmentos analisados, com 26 solicitações. Na sequência, aparecem a agroindústria de transformação primária, com 20 pedidos, e o comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 18. As empresas revendedoras de insumos agropecuários, exceto máquinas, contabilizaram outros 10 pedidos. A Serasa Experian também destaca o uso de inteligência artificial em modelos preditivos para identificar sinais de deterioração financeira no agronegócio. Uma das ferramentas é o Agro Score, desenvolvido para avaliar características específicas da atividade rural e apoiar decisões de concessão de crédito. Para Marcelo Pimenta, o uso de dados e modelos preditivos pode contribuir para uma concessão de crédito mais segura, considerando as particularidades do setor sem restringir indiscriminadamente o acesso a recursos. O executivo também ressalta a importância da preservação do fluxo de caixa, do planejamento financeiro e da renegociação de dívidas. Nesse contexto, a recuperação judicial deve continuar sendo considerada uma alternativa de último recurso. 
Por Gazeta Digital • 19 de outubro de 2026
O fim de semana em Mato Grosso foi marcado por grandes tragédias nas rodovias. Ao menos 12 pessoas morreram em diferentes acidentes de trânsito entre sábado e domingo (17 e 18). Conforme já havia noticiado, duas das ocorrências resultaram na morte de famílias, incluindo crianças. Na tarde de sábado (17), a técnica de enfermagem Luciana Pinheiro de Souza, de 46 anos, a filha dela, Kamilli Vitória Souza da Silva, de 24, e as duas netas, Sophia Vitória Souza de Matos, de 9 anos, e Manuella Vitória Souza de Matos, de apenas 1 ano, morreram em um grave acidente envolvendo um Chevrolet Prisma e uma Chevrolet Trailblazer, na BR-364, em Diamantino (208 km ao médio-norte de Cuiabá). Em Nova Brasilândia (a 223 km de Cuiabá), 5 pessoas da mesma família também morreram após uma colisão envolvendo uma carreta e um Fiat Uno. As vítimas foram identificadas como Avelino Carlos de Souza, de 33 anos, Amanda Nayara Manoel da Silva, de 29, Arthur Emanuel da Silva Fajardo, de 8, Emanuelly da Silva Fajardo, de 10, e Davi Manoel Carlos de Souza, de 2 anos. Ainda no sábado, Robson Muniz, de 39 anos, morreu após cair de uma motocicleta e ser atingido por uma caminhonete RAM na MT-351, conhecida como Estrada do Manso, em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá). No domingo (18), um motociclista ainda não identificado morreu em uma colisão frontal envolvendo uma motocicleta e uma van na MT-220, entre Sinop e Tabaporã. Segundo informações do site Só Notícias, o acidente ocorreu no quilômetro 30 da rodovia. As causas da batida não foram divulgadas, e o motociclista morreu ainda no local. Também no domingo, o estudante de Agronomia Jhonatan Cesar da Silva Ronda morreu após a caminhonete Ford Ranger em que estava capotar na MT-247, em Barra do Bugres (168 km ao médio-norte de Cuiabá). O acidente ocorreu na altura do quilômetro 208, a aproximadamente 33 quilômetros do perímetro urbano do município. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), acendem um alerta sobre os números de ocorrência nas rodovias federais de Mato Grosso. Somente de janeiro a julho foram registrados 1.526 acidentes e 139 mortes. Em todo o ano de 2025, foram 2.636 acidentes, 243 mortes e 2.835 pessoas feridas.
Por RepórterMT • 19 de outubro de 2026
Nova pesquisa do instituto PoderData, realizada em parceria com o Aya Bancah e divulgada hoje (19), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança da corrida presidencial para o segundo turno das eleições de 2026. Nos votos válidos, o candidato da direita aparece com 52%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%.  O levantamento aponta uma nova oscilação no cenário da disputa nacional. Após o primeiro turno realizado em 4 de outubro, Flávio abriu vantagem na primeira rodada de pesquisas desta fase, mas viu a distância cair na semana passada, quando os dois candidatos registraram empate técnico com 50% das intenções de voto cada. Agora, o candidato do PL retoma a dianteira com uma margem de quatro pontos percentuais. A campanha do candidato do PL intensificou as agendas de rua nos últimos dias com atos públicos em capitais como São Paulo, Salvador e Vitória, além de posturas mais críticas nas inserções de rádio, televisão e internet. Do lado petista, a estratégia envolveu grandes atos de mobilização popular e forte presença digital impulsionada por apoiadores, embora o esforço não tenha impedido a variação desfavorável nos índices gerais de intenção de voto. Na divisão demográfica dos votos totais, o atual presidente mantém preferência em redutos tradicionais e entre determinados grupos do eleitorado, registrando 51% das intenções de voto entre as mulheres e 61% na região Nordeste. Por outro lado, Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho nas regiões Centro-Oeste e Sul, onde alcançam 60% e 62%, respectivamente, além de liderar no Sudeste com 53% das preferências. Devido a arredondamentos estatísticos, a soma de alguns resultados numéricos pode não totalizar exatamente 100%. Metodologia A pesquisa foi realizada com recursos próprios pelo PoderData/Aya, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, em parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 16 a 18 de outubro de 2026 por meio de ligações para celulares e telefones fixos, totalizando 3.000 entrevistas em 695 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02586/2026 . As rodadas do levantamento apresentaram variações metodológicas no tamanho da amostra ao longo do ano; de maio a agosto foram 2.400 entrevistas (margem de 2 pontos), em setembro foram 3.000 entrevistas (margem de 1,8 ponto), e na véspera do primeiro turno, de 30 de setembro a 2 de outubro, foram aplicadas 4.000 entrevistas com margem de 1,5 ponto percentual.