Aeronave cai, explode e piloto é resgatado com vida no interior de MT

RepórterMT • 8 de março de 2026

Um piloto, que não teve a identidade revelada, sobreviveu à queda de um avião agrícola na tarde dessa sexta-feira (6), em uma fazenda no município de Gaúcha do Norte (a 595 km de Cuiabá),em Mato Grosso. A aeronave pegou fogo logo após o impacto com o solo, mas o trabalhador foi resgatado a tempo por testemunhas.



De acordo com relatos de moradores que presenciaram o acidente, o avião atingiu árvores de eucalipto dentro da propriedade antes de cair. Populares que estavam nas proximidades agiram rápido, retiraram o piloto da cabine e prestaram os primeiros socorros. Na sequência, utilizaram um caminhão-pipa da própria fazenda para controlar o incêndio, já que o Corpo de Bombeiros não chegou a ser acionado.


A vítima foi encaminhada ao hospital municipal da cidade. Segundo a unidade de saúde, o piloto sofreu apenas ferimentos leves e recebeu alta pouco tempo depois do atendimento.


As causas da queda ainda são desconhecidas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), por meio do Seripa regional, deve conduzir os trabalhos para apurar o que provocou a falha na aeronave.


Por Ascom 10 de março de 2026
De forma inovadora, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) poderá realizar uma audiência de conciliação em um processo que discute a desfiliação partidária do vereador Ronair de Jesus Nunes, eleito pelo União Brasil no município de Barra do Garças nas Eleições de 2024. A medida foi proposta pelo relator do processo, o juiz-membro Pérsio Oliveira Landim, que determinou a manifestação das partes sobre o interesse em uma possível audiência de conciliação, no dia 18 de março de 2026, às 10h, na sede do Tribunal. A iniciativa tem como objetivo estimular a autocomposição entre os envolvidos, buscando uma solução consensual para o conflito antes do julgamento definitivo. A proposta de conciliação representa uma abordagem inovadora no âmbito da Justiça Eleitoral, ao aplicar instrumentos previstos no Código de Processo Civil que incentivam métodos consensuais de resolução de conflitos. “A iniciativa se fundamenta, especialmente, nos dispositivos que determinam ao Judiciário promover, sempre que possível, soluções conciliadas entre as partes”, ressalta o juiz relator, Pérsio Landim. Entenda o caso O processo foi ajuizado pelo vereador, que ingressou com pedido de justificação de desfiliação partidária, com o objetivo de obter declaração judicial de justa causa para deixar o partido sem perder o mandato eletivo. Na ação, o parlamentar afirma que sempre manteve fidelidade às diretrizes da legenda, mas recebeu uma carta de anuência do diretório municipal autorizando sua saída. Segundo a argumentação apresentada, a Constituição Federal do Brasil, após alteração promovida pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021, passou a reconhecer expressamente a anuência do partido como hipótese de justa causa para desfiliação de parlamentares eleitos em cargos proporcionais. Assim, o vereador sustenta que a autorização concedida pela instância municipal da legenda seria suficiente para justificar a saída sem prejuízo do mandato, buscando apenas a confirmação judicial dessa condição. Divergência dentro do partido Em contestação, o diretório estadual do União Brasil pediu a improcedência da ação. A legenda argumenta que a carta de anuência apresentada não teria validade jurídica, uma vez que foi emitida apenas pelo diretório municipal, sem autorização da instância estadual, o que, segundo o partido, contraria o estatuto partidário. De acordo com a defesa, o entendimento consolidado pela Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que a anuência somente produz efeitos quando emitida pelo órgão partidário competente, motivo pelo qual a autorização municipal isolada não garantiria ao parlamentar a saída sem risco de perda do mandato. Nos autos também há manifestação do diretório municipal do partido confirmando que a comissão provisória local deliberou favoravelmente à desfiliação do vereador, restando pendente apenas posicionamento da direção estadual. O cenário evidencia, portanto, uma divergência interna dentro da própria estrutura partidária. Busca por solução consensual Diante da controvérsia, a proposta de audiência de conciliação busca criar um espaço institucional para diálogo entre as partes, conforme reforça o juiz relator do processo no TRE-MT. “A iniciativa pode permitir que o conflito seja resolvido por meio de entendimento entre o parlamentar e a legenda, evitando o prolongamento da disputa judicial”, frisa Pérsio Landim. Caso haja concordância das partes, a audiência será conduzida pelo próprio relator do processo no TRE-MT, com o objetivo de promover uma solução que respeite tanto a autonomia partidária quanto os direitos políticos do parlamentar. A medida também reforça a tendência do Judiciário de incentivar métodos consensuais para resolução de conflitos, tornando o processo mais célere e eficiente.
Por FatoCapital 10 de março de 2026
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou ao mercado que firmou um acordo com parte de seus principais credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial. A decisão foi comunicada por meio de fato relevante divulgado aos investidores. Segundo a companhia, o plano abrange determinadas obrigações financeiras sem garantia que não estão ligadas às operações correntes da empresa. Do total aproximado de R$ 4,5 bilhões em dívidas incluídas na negociação, ficam de fora compromissos com fornecedores, parceiros comerciais, clientes e obrigações trabalhistas. A proposta já conta com a adesão de cerca de 46% dos credores abrangidos pelo plano, o que representa aproximadamente R$ 2,1 bilhões em créditos. O percentual supera o mínimo legal de 33,3% necessário para que o processo de recuperação extrajudicial possa avançar. Em nota, o GPA afirmou que o plano tem efeitos imediatos, incluindo a suspensão temporária das obrigações da companhia com os credores envolvidos. A medida cria, segundo a empresa, um ambiente mais estável para a continuidade das negociações durante um período inicial de 90 dias. De acordo com o grupo, esse intervalo será utilizado para ampliar o diálogo com os credores e construir uma solução financeira mais abrangente. A expectativa da companhia é obter a adesão da maioria dos credores e chegar a um acordo estruturado que permita enfrentar as necessidades de liquidez no curto prazo e garantir sustentabilidade financeira no longo prazo. A empresa também afirmou que a iniciativa faz parte da estratégia da administração para fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e preparar o grupo para os próximos anos, mantendo o relacionamento com parceiros comerciais. Operações mantidas O GPA destacou ainda que a recuperação extrajudicial não afeta o funcionamento das lojas. As operações seguem normalmente e as relações com fornecedores, clientes e parceiros permanecem inalteradas, já que essas obrigações não fazem parte do processo de renegociação. O anúncio ocorre após a companhia registrar prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre de 2025. No balanço divulgado ao mercado, o grupo chegou a alertar para uma “incerteza relevante” que poderia levantar dúvidas sobre a continuidade operacional da empresa. Durante teleconferência com investidores, o presidente do GPA, Alexandre Santoro, afirmou que uma empresa não pode permanecer por anos sem gerar caixa. Segundo ele, entre 20% e 25% das lojas apresentam desempenho abaixo do previsto no plano de negócios ou do potencial estimado pela companhia. Além da bandeira Pão de Açúcar, o grupo opera outras marcas no varejo alimentar, como Extra Mercado, Mini Extra, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh. Para o advogado Pérsio Landim , especialista em reestruturação empresarial, a recuperação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite às empresas renegociarem suas dívidas de forma mais ágil. Em entrevista ao FatoCapital , explicou que, diferentemente da recuperação judicial, esse modelo é negociado diretamente entre a empresa e seus credores. “Quando o plano obtém a adesão mínima prevista em lei e é homologado pela Justiça, ele passa a produzir efeitos para todos os credores da mesma classe”, afirma. Segundo Landim, o mecanismo busca preservar a atividade econômica da empresa, permitindo que ela reorganize seu passivo financeiro enquanto mantém suas operações e relações comerciais em funcionamento. 
Por Gazeta Digital 10 de março de 2026
Uma atuação integrada do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 197 milhões em bens de um grupo econômico investigado por fraude fiscal e ocultação patrimonial no setor de combustíveis. A decisão foi concedida na última semana pela Vara Especializada de Execução Fiscal Estadual de Cuiabá, após pedido do Governo de Mato Grosso. A medida atinge bens de empresas e pessoas físicas ligadas ao grupo investigado, até o limite do valor correspondente a débitos de ICMS. O objetivo da decisão é garantir a efetividade da cobrança dos créditos tributários e impedir a possível dissipação do patrimônio durante o andamento das investigações e da execução fiscal. O bloqueio teve como base um Relatório de Inteligência produzido pela Coordenadoria de Inteligência da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), elaborado em cooperação com a Polícia Judiciária Civil e outros órgãos que integram o Cira-MT. O documento aponta indícios da existência de um grupo econômico estruturado para ocultar bens e dificultar a atuação do Fisco estadual. Conforme as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), o grupo utilizava uma estrutura societária considerada complexa, formada por mais de 200 empresas registradas em diferentes CNPJs. Segundo a polícia, o modelo era usado para dispersar ativos, dificultar a identificação dos verdadeiros controladores das empresas e impedir a responsabilização tributária. A decisão judicial determina a indisponibilidade de bens de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, além do bloqueio de direitos creditórios e hipotecas. Também foram expedidas comunicações a cartórios de registro de imóveis, juntas comerciais e órgãos reguladores para impedir transferências patrimoniais. Além disso, foram impostas restrições sobre veículos, aeronaves e outros ativos registrados em nome dos investigados. Para o delegado titular da Defaz, Walter de Melo Fonseca Júnior, o caso demonstra o nível de sofisticação das estruturas utilizadas para a prática de crimes tributários. “Esse caso demonstra como estruturas empresariais complexas podem ser utilizadas para ocultação patrimonial e dificultar a responsabilização fiscal. A atuação integrada entre inteligência fiscal, investigação policial e atuação jurídica foi fundamental para identificar essa engrenagem societária e enfrentar a fraude estruturada”, afirmou. O procurador Wilmer Cysne Prado Vasconcelos Neto, coordenador de Inteligência da PGE-MT, destacou que a decisão fortalece a recuperação de ativos e a proteção do patrimônio público. “A medida representa um passo importante para assegurar a efetividade da cobrança de créditos tributários e demonstra a relevância do trabalho de inteligência e da atuação coordenada dos órgãos que compõem o Cira-MT”, disse. Já o promotor de Justiça Washington Eduardo Borrere ressaltou que o bloqueio é fundamental para preservar o resultado das investigações. “A indisponibilidade de bens garante que o patrimônio identificado permaneça vinculado à possível reparação do dano causado aos cofres públicos”, pontuou. O Cira-MT é composto por representantes do Ministério Público do Estado (MPMT), Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio da Polícia Civil e da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), além da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O comitê atua de forma coordenada no combate a fraudes fiscais e na recuperação de ativos em favor do Estado.
Por RepórterMT 10 de março de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou hoje (10) a Operação Arpão, para cumprimento de ordens judiciais com foco na desarticulação da atuação de um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado a uma facção criminosa. Na operação, são cumpridas ordens judiciais decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, dentre elas, 18 mandados de busca e apreensão, medidas cautelares diversas de prisão e sequestros de imóveis e veículos de alto padrão, utilizados pelo grupo criminoso. Entre os alvos está um faccionado apontado como operador financeiro da facção criminosa, diretamente ligado ao criminoso, S.L.Q.A., o “Dandão”, uma das lideranças do grupo no estado. As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, identificaram estratégias típicas de lavagem de dinheiro, como registro de bens em nome de terceiros, movimentações financeiras fracionadas e uso de pessoas interpostas para ocultar a origem ilícita dos recursos. A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. Mecanismos de lavagem O principal alvo da operação, W.A.F., conhecido como “Tubarão”, possui vínculo familiar com o líder da facção criminosa, Dandão, e atuava no gerenciamento e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas. As investigações apontam que o investigado utilizava mecanismos especializados para a lavagem do dinheiro, uma delas, o uso de familiares e pessoas próximas como “laranjas” para registrar bens e movimentar valores com o objetivo de dissimular a origem criminosa do patrimônio, com o objetivo de ocultar quem era o verdadeiro proprietário. Esposas, parentes e pessoas do círculo do grupo aparecem como donos formais de veículos e imóveis de luxo, porém na prática os bens eram usados e controlados pelos investigados, dificultando a vinculação direta do patrimônio ao criminoso. A compra de bens de alto valor era outra estratégia utilizada para transformar o dinheiro ilícito em bens aparentemente legais, como imóveis e veículos de alto padrão avaliados em mais de R$ 500 mil. A investigação aponta que o patrimônio adquirido era incompatível com a renda declarada pelos investigados, reforçando a suspeita de lavagem de capitais. Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas, como movimentações fracionadas, depósitos em espécie e pagamentos de alto valor em curto período, o que reforça os indícios de ocultação e dissimulação de patrimônio. Medidas cautelares e sequestro de bens Com base nos elementos apurados, o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, com o objetivo de impedir a dissipação do patrimônio suspeito e garantir eventual ressarcimento ao Estado. “O foco da operação é aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e comprovar os crimes antecedentes que teriam gerado os valores utilizados na aquisição dos bens”, explicou o delegado. O cumprimento das ordens judiciais também tem como objetivo a apreenção de documentos, celulares, computadores e registros financeiros, que poderão auxiliar no mapeamento completo da estrutura financeira do grupo criminoso. Arpão O nome da operação faz referência ao instrumento formado por um ferro em feitio de seta que se fixa a um cabo, utilizado para fisgar grandes peixes, cetáceos e na caça às baleias, em alusão direta a desarticulação da atuação do faccionado “Tubarão” principal alvo da operação. Apoios O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais: Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Diretoria Metropolitana: Regional de Cuiabá – Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Delegacia Especializada de Estelionato, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), 2ª Delegacia de Polícia e Delegacia de Santo Antônio de Leverger.  Regional de Várzea Grande: Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) Várzea Grande, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCI-VG) e Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran). Renorcrim A Operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
Por RepórterMT 10 de março de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã de hoje (10) a Operação Retirada, para cumprir ordens judiciais e desarticular um núcleo financeiro ligado a uma facção que atuava na movimentação e ocultação de dinheiro obtido com crimes como tráfico de drogas, golpes e jogos ilegais, por meio de um esquema que utilizava contas de “laranjas” e sacadores para receber depósitos, realizar saques sucessivos e repassar os valores a integrantes do grupo em Cuiabá.  As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontaram que os alvos integravam o setor financeiro da facção, responsável por operacionalizar o recebimento, circulação e retirada de dinheiro proveniente de diversas atividades ilegais. As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão, quatro de busca e apreensão, além de quebras de sigilos e sequestro de veículos foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá. Todos os mandados são cumpridos na cidade de Cuiabá. A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado. Esquema de saques Parte dos investigados integram o núcleo familiar de S.L.Q.A., o “Dandão” apontado como uma das lideranças da facção em Mato Grosso, envolvido em crimes de tráfico de drogas, jogos ilegais de azar, estelionato e respectiva lavagem de capitais. Dentre os alvos está um sobrinho do líder criminoso e outras pessoas com vínculo afetivo. Com o fim de ocultar e dissimular as quantias oriundas das atividades ilícitas, o grupo utilizava um esquema estruturado de “sacadores” e “laranjas”, no qual contas bancárias de terceiros eram utilizadas para receber valores de origem criminosa. Após os depósitos, os investigados realizavam saques e transferências em sequência, com o objetivo de ocultar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento dos valores. Entre os investigados, dois suspeitos atuavam como sacadores, responsáveis por providenciar contas bancárias de terceiros e coordenar a movimentação financeira do esquema. Outro integrante exercia a função de executor operacional, realizando saques em espécie, entregas de valores e pagamentos sob orientação do grupo. As investigações também identificaram que contas bancárias de terceiros eram utilizadas como espécie de “caixa” da facção, recebendo depósitos e repasses destinados à facção criminosa. Também foram identificados indícios de patrimônio incompatível com renda lícita por parte de alguns investigados. Sacadores A função de “sacador” se mostrava de extrema relevância dentro do esquema de ocultação de valores, uma vez que além de ser o responsável por obter as contas de “laranjas” e da realização de saques e transferências bancárias, os investigados também eram responsáveis por operacionalizar a divisão e arrecadação dos valores obtidos com os crimes, repassando os percentuais à facção e a cada um dos envolvidos. A dinâmica evidencia que a atividade exercida pelos sacadores integra de forma estruturada o núcleo financeiro da organização criminosa, responsável por administrar e distribuir os recursos ilícitos que sustentam as atividades da facção. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Junior Pimentel Marcondes, a operação integra o trabalho de enfrentamento ao crime organizado, especialmente na identificação e desarticulação das estruturas responsáveis pela lavagem de dinheiro e sustentação financeira de facções criminosas. “É uma investigação extremamente importante, pois o núcleo financeiro, desarticulado na operação, era responsável pela sustentação das atividades criminosas, uma vez que permitia ocultar e fazer circular os recursos ilícitos que financiam à atuação da facção”, disse o delegado. Nome da operação: Retirada faz referência a atuação dos “sacadores” que fazia a movimentação dos valores obtidos com as atividades ilícitas, retirando das contas de laranjas e repassando para as contas de terceiros. Apoios: O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais: Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Diretoria Metropolitana: Regional de Cuiabá – Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, Delegacia Especializada de Estelionato, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), 2ª Delegacia de Polícia e Delegacia de Santo Antônio de Leverger. Regional de Várzea Grande: Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) Várzea Grande, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCI-VG) e Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran). Renorcrim A Operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
Por RepórterMT 9 de março de 2026
O longo temporal registrado na manhã de hoje (9) causou transtornos em diversos pontos de Cuiabá, com quedas de árvores e ruas completamente alagadas.  Segundo informações do Corpo de Bombeiros, ao menos cinco ocorrências de quedas ou risco iminente de queda foram atendidas pelas equipes, com registros nos bairros Pascoal Ramos, Jardim Cuiabá e na região Central. Na Avenida Palmiro Paes de Barros, imagens que circulam nas redes sociais mostram moradores tentando retirar uma árvore que bloqueou a via. Em outros pontos da capital, o problema principal foi a drenagem. No bairro Parque Cuiabá, motoristas gravaram a dificuldade de circulação devido ao acúmulo de água. Em algumas avenidas, condutores chegaram a trafegar pelos canteiros centrais para evitar os trechos inundados, o que tem causado danos à vegetação urbana. A situação também atingiu o município vizinho. Em Várzea Grande, casos de risco de queda de árvores foram registrados nos bairros Imperador e Vitória Régia. O Corpo de Bombeiros informou que segue monitorando as áreas de risco e realizando os serviços de corte e remoção para garantir a segurança da população. Não há registro de feridos até o momento.
Por FatoCapital 9 de março de 2026
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com o maior volume de pedidos de recuperação judicial desde o início da série histórica da Serasa Experian, em 2021. Ao todo, foram registrados 1.990 requerimentos envolvendo produtores rurais pessoa física, produtores rurais pessoa jurídica e empresas ligadas à cadeia produtiva do setor. O número representa crescimento de 56,4% em relação aos 1.272 pedidos contabilizados em 2024 e revela um avanço expressivo das dificuldades financeiras enfrentadas por parte do setor. A evolução recente do indicador mostra uma escalada acelerada. Em 2023, haviam sido registrados 534 pedidos, o que significa que o volume praticamente triplicou em apenas dois anos. O movimento reflete um ambiente de maior pressão sobre o fluxo de caixa de produtores e empresas, influenciado por crédito rural mais restritivo, aumento dos custos de produção — especialmente com insumos e logística — e o elevado nível de endividamento acumulado durante ciclos anteriores de expansão. A recuperação judicial é prevista na Lei 11.101/2005 e tem como objetivo permitir que empresas e produtores superem crises econômico-financeiras, preservando a atividade produtiva, os empregos e os interesses dos credores. Nos últimos anos, o acesso ao instrumento também foi consolidado para produtores rurais pessoa física, entendimento reafirmado pelo Superior Tribunal de Justiça após mudanças introduzidas pela Lei 14.112/2020. Entre os estados, Mato Grosso liderou o número de pedidos em 2025, com 332 solicitações. Em seguida aparecem Goiás (296), Paraná (248), Mato Grosso do Sul (216) e Minas Gerais (196). A concentração nesses estados acompanha o perfil produtivo do país, já que as regiões Centro-Oeste e Sul concentram grande parte da produção nacional de grãos e volumes expressivos de crédito rural. No recorte por perfil de requerentes, produtores rurais pessoa física lideraram os pedidos, com 853 solicitações em 2025, frente a 566 no ano anterior. Já os produtores rurais pessoa jurídica registraram o maior crescimento proporcional, passando de 409 para 753 requerimentos. Empresas ligadas à cadeia do agronegócio somaram 384 pedidos. Para o advogado Pérsio Landim, o aumento dos pedidos também reflete maior conhecimento do instrumento jurídico pelos produtores. Segundo ele, a recuperação judicial cria um ambiente estruturado de negociação entre devedores e credores. “A partir do deferimento do pedido, execuções e cobranças ficam suspensas temporariamente, permitindo reorganizar o fluxo financeiro e apresentar um plano de pagamento viável”, explica. De acordo com Landim, no agronegócio o mecanismo tem papel estratégico ao evitar a interrupção da produção. “Muitas crises são provocadas por fatores externos, como clima, custos ou oscilações de preços das commodities. A recuperação judicial permite alongar dívidas e preservar a atividade rural, garantindo continuidade da produção e maior segurança jurídica para credores e produtores”, afirma.
Por RepórterMT 9 de março de 2026
O deputado estadual Júlio Campos (União) detalhou as definições da cúpula da Federação União Progressista (União e PP) para as eleições de 2026, após reunião realizada na residência do senador Jayme Campos, nessa semana. O parlamentar confirmou que a chapa para a Câmara Federal já conta com 13 nomes para as nove vagas disponíveis, incluindo a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o retorno de políticos com histórico de mandatos no Congresso Nacional. Segundo Júlio, o cenário para Brasília é considerado mais confortável que o estadual, com uma lista que tem secretários de Estado e ex-parlamentares. Além de Virginia Mendes, o grupo conta com o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, o secretário de Segurança Pública, Coronel Roveri, a deputada federal Gisela Simona, o ex-prefeito de Sinop e presidente estadual do PP, Nilson Leitão, e o ex-deputado federal Victório Galli. Também compõem a lista o ex-deputado estadual Wagner Ramos e o médico Marcelo Sandrini, que concorreu como vice-prefeito de Cuaiabá na chapa encabeçada por Eduardo Botelho (União), em 2025. “A nossa chapa de deputado federal já está consolidada com 13 pré-candidatos para nove vagas. Fabio Garcia, Gisela Simona, a primeira-dama Virgínia Mendes, o Nilson Leitão, o professor Victório Galli, suplente de deputado federal, mais o Marcelo Sandrini. Eu sei que a chapa de federal está completa”, declarou Júlio Campos. A estratégia da federação ao lançar uma pré-chapa com excesso de nomes visa garantir o quociente eleitoral e evitar a migração de votos para o Partido Liberal (PL). Para garantir essa unidade, o União Brasil proibiu que vereadores eleitos pela sigla busquem outras legendas na janela partidária para disputar mandatos de deputado. “Qualquer vereador da União Brasil, se desejar disputar vaga de deputado, tem a vaga certa no União Brasil. Agora, se quiser sair para disputar com outro partido, não será permitido. Vai ser punido com a perda do mandato. Decisão unânime da executiva”, disparou Júlio. Racha na majoritária A definição da chapa proporcional ocorre sob tensão na majoritária. Enquanto o presidente do PP, Nilson Leitão, articula uma "dobradinha" entre Mauro Mendes (União) e Margareth Buzetti (PP) ao Senado, com Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo, a ala dos Campos no União Brasil resiste. Júlio Campos defendeu a candidatura do senador Jayme Campos (União) ao Palácio Paiaguás para garantir palanque próprio. “Nada impede do União Brasil apresentar o seu candidato natural, que foi colocada a proposta do senador Jayme Campos, disputar o Palácio Paiaguás. Não podem pôr goela abaixo uma candidatura só. O União Brasil precisa ter o seu palanque, porque, caso contrário, vai prejudicar a proporcional. Se nós não tivermos uma chapa de governador, senador, disputando, nós poderemos ter menos deputados. Hoje nós somos quatro. Estamos correndo o risco de virar dois.”.
Por Gazeta Digital 9 de março de 2026
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o governo federal acompanha com cautela os possíveis impactos do recente ataque dos Estados Unidos ao Irã, que elevou a tensão no Oriente Médio e já provoca preocupação no mercado internacional. Ele ressalta que o Irã é um dos principais compradores de produtos agrícolas brasileiros, especialmente milho, o que torna o cenário internacional motivo de atenção para o setor. "O Irã é um grande parceiro comercial da argricultura brasileira, o maior comprador de milho do Brasil. Também somos muito dependentes de nitrogenados importados, portanto tem correlação no custo de produção. Já há algum temor no mercado, mas eu gostaria de tratar isso com bastante cautela", disse Fávaro nesta sexta-feira (06). Além das exportações, Fávaro lembrou que o Brasil também depende da importação de fertilizantes nitrogenados, insumo fundamental para a produção agrícola, o que pode influenciar os custos no campo caso a crise se intensifique. Analistas apontam que tensões na região podem afetar rotas logísticas e o fornecimento de fertilizantes e grãos. Apesar das incertezas, o ministro afirmou que, por enquanto, não há necessidade de medidas emergenciais para apoiar os produtores. Segundo ele, a maior parte dos agricultores que estão plantando a segunda safra de milho já adquiriu os insumos necessários. “A safra de verão começa a ser implantada a partir de setembro, então ainda temos tempo para acompanhar o cenário. É um momento de observação, de cautela, e o governo vai acompanhar isso ao lado dos produtores”, concluiu. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, ao Canal Rural essa semana, a escalada do conflito no Oriente Médio pode gerar reflexos positivos para o agronegócio brasileiro. "Sabendo que o Oriente Médio, é grande produtor de petróleo também, o que tende a encarecer os nossos custos, mas por outro lado tende a valorizar as commodities, já que em períodos de guerra e inflação, os fundos de investimento tendem a migrar para as commodities, o que melhora os preços e também uma maior demanda por biocombustíveis. E hoje o Brasil tem se destacado aí na produção tanto do biodiesel quanto do etanol de milho. Então, há uma tendência de se aumentar a procura por esses biocombustíveis em período de escassez de petróleo", analisa. Durante entrevista, Fávaro destacou que o Brasil tem tradição diplomática voltada à paz e que, neste momento, o mais importante é evitar alarmismo. Segundo ele, o país mantém boas relações comerciais com o Irã, considerado um parceiro relevante para o agronegócio brasileiro. “O Brasil é um país que não tem contencioso diplomático com ninguém. Ao contrário, o histórico brasileiro, especialmente nas gestões do presidente Lula, é buscar a paz e fazer intermediações pela paz. É um momento de cautela, não precisamos criar pavor”, afirmou.
Por Gazeta Digital 9 de março de 2026
A jornalista e empresária Lauristela Guimarães morreu nesta segunda-feira (9), em Cuiabá, deixando um legado marcante tanto no jornalismo quanto no setor do turismo em Mato Grosso. Ela tratava um câncer. Reconhecida por sua trajetória profissional sólida e pelo espírito empreendedor, Lauristela construiu uma carreira respeitada e admirada por colegas e parceiros. No jornalismo, atuou como repórter da TV Gazeta, atualmente TV Vila Real, emissora do Grupo Gazeta de Comunicação, onde se destacou pela dedicação à informação e pelo compromisso com a sociedade entre 1992 e 2007. Ao longo dos anos, também trabalhou como assessora de imprensa, contribuindo para a comunicação institucional de diferentes projetos e organizações. Além da atuação na imprensa, Lauristela se destacou no empreendedorismo. Ela fundou a revista Camalote, que se tornou uma das publicações mais importantes voltadas ao turismo em Mato Grosso, valorizando destinos, cultura e potencialidades do estado. No setor turístico, outra grande realização foi a criação da Pousada Château Camalote, localizada em Chapada dos Guimarães. O empreendimento se tornou referência de hospitalidade na região, reforçando sua contribuição para o desenvolvimento do turismo local. Lauristela Guimarães deixa uma trajetória marcada por profissionalismo, visão empreendedora e dedicação à comunicação e ao turismo mato-grossense. O Velório está marcado para começar às 11h30 desta segunda-feira (9) e segue até às 16h, na Capela Jardins. Pesar O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes manifestaram solidariedade aos familiares e amigos. “Recebemos com muita tristeza a notícia do falecimento da jornalista Lauristela Guimarães. Profissional talentosa e sensível, ela marcou a comunicação mato-grossense com seu olhar atento à cultura, à sociedade e às histórias do nosso Estado. Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão, desejando que Deus conforte o coração de todos”, afirmaram. A secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, também lamentou a perda. “Lauristela foi uma jornalista dedicada, que contribuiu de forma significativa para a valorização da comunicação e da cultura em Mato Grosso. Sua trajetória deixa um legado de sensibilidade, profissionalismo e amor pelo jornalismo. Expresso meus sentimentos aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ela", declarou.