Biomédico preso por fraudar exames tinha cargo na Câmara de Cuiabá

Gazeta Digital • 15 de agosto de 2025

Sócio-propietário do laboratório Bioseg e preso na Operação Contraprova, na manhã desta sexta-feira (15), em Cuiabá, Igor Phelipe Gardes Ferraz, 37, era assessor parlamentar lotado no gabinete do vereador Gustavo Padilha (PSB). Igor é biomédico e era o técnico responsável pelo laboratório, investigado por falsificar e fraudar resultado de exames.

 

Consta no Portal de Transparência que Igor foi nomeado em cargo de comissão, como assessor parlamentar externo, na data de 06 de junho deste ano, com salário de R$ 2.250. Ao , Padilha afirmou que ‘foi pego de surpresa’ com a prisão de Igor, quem conheceu no trabalho comunitário.

 

Porém, ressaltou que todas as medidas já foram adotadas, entre elas a exoneração do biomédico. O ato também já consta no portal da casa. Delegado Rogério Ferreira destacou que, durante a prisão, também fez apreensões na casa de Igor.

 

“Toda essa documentação, esse material, vai ser submetido a análise, principalmente computadores, celulares e documentos. A investigação continua, os fatos são graves”, destacou.

 

O laboratório Bioseg, que tinha sede em Cuiabá, Sorriso e Sinop, prestava serviço para vários órgãos públicos, entre eles: Câmara e Prefeitura de Cuiabá; prefeituras de Primavera do Leste, Sinop, Nova Ubiratã, Juara e outras. Foram encontradas anotações com valores, por exemplo, de R$ 2 milhões e até R$ 100 milhões em fundos.

 

Em nota, a Câmara de Cuiabá afirmou que não mantém mais qualquer vínculo contratual com a empresa investigada desde maio, “ocasião em que a atual gestão optou pela não renovação da prestação dos serviços”.

 

Já a Prefeitura de Cuiabá ressaltou que a operação é resultado de uma denúncia do próximo executivo municipal e “reforça que todos os contratos com a referida empresa, firmados na gestão passada, passam por reanálise para verificação da legalidade e eficiência”.

 

Operação



Polícia cumpriu 11 mandados na investigação que apura as fraudes e falsificações de exames na Bioseg, que atua em Cuiabá, Sorriso e Sinop. Os 3 sócios da empresa estão entre os alvos, porém, apenas um – que é biomédico – foi preso de forma preventiva. Ele era o responsável técnico pelo laboratório. 

 

A rede, identificada por meio de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, e também para clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares. 

 

A Justiça determinou ainda a interdição das 3 unidades do laboratório, bem como a suspensão do registro de biomédico do sócio preso, suspensão de contratos do laboratório com o Poder Público e proibição dos sócios de contratar com órgãos públicos da União, Estados e Municípios. 

 

Ao final do inquérito, os investigados poderão ser indiciados nos crimes de estelionato, falsificação de documento particular, peculato e associação criminosa, cujas penas podem chegar a até 25 anos de prisão, além de multa. 

 

Fatos apurados


As investigações começaram em abril deste ano, após denúncia recebida pela Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá de que um dos sócios e responsável técnico pelo laboratório estaria falsificando os resultados de exames. 

 

Na ocasião, a unidade foi interditada, e o investigado chegou a ser preso em flagrante delito. O laboratório recebia e coletava amostras de material biológico, incluindo secreção de pacientes de home care, realizando ainda exames de covid-19, toxicológico e de doenças como sífilis, HIV e hepatites. 

 

Os laboratórios possuíam unidades nos municípios de Cuiabá, Sinop e Sorriso. Porém, no decorrer das investigações, foi apontado que o laboratório não realizava os exames internamente nem enviava os materiais biológicos para outros laboratórios, como afirmavam os sócios. 

 

As amostras coletadas dos pacientes eram descartadas sem qualquer análise e os resultados dos laudos eram falsificados pelo sócio responsável técnico, que também é biomédico. Ele foi preso preventivamente nesta sexta-feira. Durante o cumprimento dos mandados de buscas foram apreendidos armas, munições e diversos documentos.

Por Redação 10 de abril de 2026
Criminosos têm intensificado a aplicação de golpes digitais utilizando o nome da Receita Federal para enganar contribuintes em todo o país. O alerta foi reforçado nesta sexta-feira (10), após o aumento de relatos envolvendo mensagens fraudulentas que simulam pendências no Imposto de Renda (IR) e ameaçam consequências graves, como bloqueio de contas bancárias e suspensão do Pix. Segundo o advogado Pérsio Landim, especialista em direito digital, os golpistas exploram o medo e a urgência para induzir as vítimas ao erro. “Essas mensagens são elaboradas para gerar pânico imediato. O contribuinte acredita que está em situação irregular e acaba clicando em links ou fornecendo dados sensíveis sem a devida verificação”, explica. De acordo com a Receita Federal, as mensagens costumam informar supostas irregularidades no CPF e alertar para penalidades como restrições em contas bancárias, cartões de crédito, investimentos e até inclusão em cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC — informações que não correspondem à prática oficial do órgão. Como o golpe funciona Os criminosos utilizam SMS e aplicativos de mensagens para enviar links maliciosos que direcionam a páginas falsas, muitas vezes com aparência semelhante à de sites governamentais. Nessas páginas, o usuário é orientado a “regularizar” sua situação, informando dados pessoais, bancários ou até realizando pagamentos indevidos. Em alguns casos, a vítima é instruída a interagir com a mensagem para ativar o link, o que aumenta o risco de exposição de informações e até de invasão do dispositivo. Alerta e orientações A Receita Federal reforça que não envia mensagens com links para regularização de pendências nem solicita dados pessoais ou pagamentos por SMS ou aplicativos de conversa. Todo atendimento deve ser feito exclusivamente pelos canais oficiais. O advogado Pérsio Landim destaca que a prevenção é a principal defesa contra esse tipo de crime. “O contribuinte precisa desenvolver um olhar crítico diante de qualquer comunicação digital, especialmente aquelas que envolvem ameaças ou prazos urgentes”, orienta. Dicas para evitar cair no golpe: Desconfie de mensagens com tom alarmista ou que mencionem bloqueio imediato de serviços financeiros; Não clique em links recebidos por SMS ou aplicativos de mensagens sem verificar a origem; Confira sempre o endereço eletrônico antes de acessar qualquer site; Nunca forneça dados pessoais, bancários ou fiscais fora de ambientes oficiais; Em caso de dúvida, procure diretamente os canais oficiais da Receita Federal.  Por fim, especialistas recomendam que vítimas ou tentativas de golpe sejam denunciadas às autoridades competentes, contribuindo para o combate a fraudes digitais que crescem especialmente durante o período de declaração do Imposto de Renda.
Por Gazeta Digital 10 de abril de 2026
Mato Grosso segue entre os estados com maiores índices de violência doméstica e feminicídio do país, cenário que tem reforçado a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Diante disso, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Projeto de Lei nº 433/2026, que propõe a instalação do chamado “Botão do Pânico” em banheiros femininos de espaços públicos sob administração do Governo do Estado. A proposta foi apresentada durante sessão plenária realizada na terça-feira (7) e tem como objetivo oferecer um mecanismo rápido e discreto de pedido de ajuda em situações de risco, como assédio, importunação sexual ou outras formas de violência. Segundo o parlamentar, apenas o endurecimento das leis não tem sido suficiente para reduzir os casos no estado. “Mato Grosso infelizmente lidera esse ranking nacional. Isso significa que, a cada seis dias, uma mulher é assassinada no estado. Sem contar os inúmeros casos de agressões que não chegam à morte. Precisamos focar em soluções efetivas e uma delas é o fortalecimento das políticas públicas em defesa das mulheres”, afirmou Wilson Santos. De acordo com o texto do projeto, a instalação dos dispositivos deverá considerar o fluxo de pessoas e a vulnerabilidade dos locais. Ao ser acionado, o botão enviaria a localização da vítima, permitindo resposta rápida das forças de segurança. Atualmente, Mato Grosso já conta com o Botão do Pânico virtual por meio do aplicativo SOS Mulher MT, em funcionamento desde 2021. A ferramenta é disponibilizada para mulheres que possuem medidas protetivas e pode ser acionada caso o agressor descumpra a determinação judicial ou se aproxime da vítima. Quando ativado, o pedido é encaminhado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que aciona uma viatura para atendimento imediato. Apesar disso, o sistema atende apenas quatro municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres. Dados da Polícia Judiciária Civil apontam que, em 2025, cerca de 5.500 vítimas receberam o dispositivo como medida protetiva. No mesmo período, foram registrados 53 casos de feminicídio no estado, e nenhuma das vítimas utilizava o SOS Mulher MT. A proposta apresentada pelo deputado busca ampliar as alternativas de proteção e reforçar políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, com foco na criação de ambientes públicos mais seguros em Mato Grosso.
Por RepórterMT 10 de abril de 2026
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmou hoje (9) durante o lançamento da ExpoVG 2026 que o evento representa muito mais do que entretenimento gratuito para a população. Segundo ela, a feira é o "primeiro passo" para consolidar o município na rota do agronegócio e das grandes exposições do Estado, focando no fortalecimento da indústria e do comércio local. Moretti destacou que, embora a cidade enfrente desafios estruturais, a retomada da exposição é estratégica para movimentar a economia e gerar empregos diretos. “ Temos problemas? Temos. Mas também temos festas e negócios. Não é só um show, não são só atrações. É negócio, é turismo, é fomentar o comércio e o crescimento do nosso curso ”, pontuou a prefeita. A gestora enfatizou que a ExpoVG 2026 não será um evento isolado, mas sim a volta de um calendário fixo para a cidade. Para ela, a feira é uma vitrine para mostrar o potencial industrial de Várzea Grande para Mato Grosso. “ É o primeiro passo para Várzea Grande entrar nas feiras de exposição do Estado. Isso aqui vai ter todos os anos, é a retomada da exposição ”, garantiu. Além da grade de shows nacionais e regionais, Flávia Moretti reforçou que a equipe está empenhada em valorizar a produção local e o esporte, utilizando a feira como plataforma para impulsionar o desenvolvimento econômico durante a semana de aniversário da cidade. A expectativa é que a movimentação financeira no Chapéu do Sol impulsione diversos setores, desde a rede hoteleira até o pequeno comerciante. Com a expectativa de reunir 20 mil pessoas por noite, a movimentação financeira projetada para os quatro dias de festa, considerando um gasto médio de R$ 200 por visitante, a ExpoVG deve registrar uma injeção de aproximadamente R$ 16 milhões na economia local. O evento A Prefeitura de Várzea Grande lançou oficialmente, nesta quinta-feira (9), a ExpoVG 2026. O evento contará com atrações gratuitas de peso, como os cantores Nathanzinho, Lauana Prado e a dupla Maiara & Maraisa. A festa será realizada no bairro Chapéu do Sol, entre os dias 14 e 17 de maio, com a promessa de reunir 20 mil pessoas por noite. Confira a programação completa: 14/05 (Quinta-feira) 21h00 – Jero Neto (Regional) 00h00 – Nathanzinho (Nacional) 02h00 – DJ Boy Munhoz (Nacional) 15/05 (Sexta-feira) 21h00 – Bruno e Vinícius (Regional) 00h00 – Lauana Prado (Nacional) 02h00 – Novo Som (Regional) 16/05 (Sábado) 21h00 – Junior e Moraes (Regional) 22h30 – João Felipe (Regional) 00h00 – Maiara e Maraisa (Nacional) 02h00 – Fernanda Leite (Regional)  17/05 (Domingo) 20h00 – Atrações Regionais e Apresentação Cultural 21h30 – Convidados Locais 22h00 – Ricco e Leo (Regional) 00h00 – Os Federais (Regional)
Por Gazeta Digital 10 de abril de 2026
A chuva continua a cair durante o final de semana, mas não as temperaturas. Mesmo com a previsão de céu nublado, os termômetros se mantém entre 23°C e 32°C em praticamente todo o estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emite alerta amarelo, o que significa perigo potencial em relação as tempestades, nada preocupante, marcando rápidas pancadas de chuva e céu encoberto. Em Cuiabá continuará nesse clima de dias chuvosos que já marcaram o mês de março e agora início de abril. Nesta sexta (10), a temperatura deve variar entre 23°C e 33°C, marcado por céu encoberto e possibilidades de pancadas de chuva. Permanece assim também no sábado e domingo. Em Chapada dos Guimarães (67 km ao norte de Cuiabá), a temperatura oscila entre 19°C de mínima e a máxima pode chegar a 32°C. Dias bem nublados com grande possibilidade de chuvas e trovoadas. Já em Cáceres (225 km a oeste), ranqueado como um dos municípios mais quentes do estado, terá dias muito úmidos, de mínimas marcando aproximadamente 23°C e máximas variando entre 34°C e 35°C, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas até domingo. No sul do estado, em Campo Verde (131 km ao sul), onde a temperatura costuma ser um pouco mais amena, varia entre 19°C e 29°C nesta sexta (10), mantendo-se assim durante todo o final de semana, alterando muito pouco. Chuvas isoladas também serão marcantes. No Nortão, em Sinop (500 km ao norte), os termômetros devem marcar entre 23°C e 31°C, com possibilidade de pancadas isoladas de chuva revelando dias úmidos e nublados.
Por RepórterMT 9 de abril de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, propôs a realização de um plebiscito para solucionar a disputa territorial de 22 mil quilômetros quadrados entre Mato Grosso e Pará, que se arrasta há mais de um século. A proposta foi apresentada na terça-feira (07), durante reunião com parlamentares da bancada federal, deputados estaduais e prefeitos da região, em Brasília (DF).  Com a disputa, milhares de famílias que vivem no sul do Pará, nas cidades de Jacareacanga e Novo Progresso, localizadas a mais de 1,6 mil quilômetros da capital paraense, acabam sendo atendidas por cidades mato-grossenses, como Alta Floresta e Paranaíta, em razão da distância dos centros administrativos paraenses. Inicialmente, a representação de Mato Grosso na ação deverá pedir uma reunião para que o STF conduza um entendimento entre os dois estados. Em um segundo momento, segundo Flávio Dino, a população da região também poderá ser ouvida para decidir a qual estado deseja pertencer. Dino é relator da ação que busca reverter decisão do próprio STF que, em 2020, deu ganho de causa ao Pará no litígio entre os dois estados na Ação Civil Originária 714. O litígio teve início em 1900 e, desde então, Mato Grosso e Pará disputam a definição da divisa na região. Em 2020, o Supremo julgou improcedente a Ação Cível Originária 714 e manteve a configuração territorial favorável ao Pará. Agora, o governo de Mato Grosso tenta reverter essa decisão por meio de nova ação. A disputa judicial afeta diretamente nove municípios. Na ação, Mato Grosso busca restabelecer a chamada divisa seca com o Pará, definida por uma linha imaginária reta de 690 quilômetros, que vai do ponto mais ao norte da Ilha do Bananal, no Tocantins, na margem esquerda do Rio Araguaia, até o Salto das Sete Quedas, na margem direita do Rio Teles Pires, em Apiacás. O governo mato-grossense sustenta que já apresentou ao Supremo laudos históricos e cartográficos, além de mapas e documentos, para demonstrar que houve apenas alteração de denominação da área, e não erro de demarcação. Participaram da reunião os senadores Jayme Campos (União), Carlos Fávaro (PSD-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT), o deputado federal Fábio Garcia (União-MT), os deputados estaduais Nininho (Republicanos) e Janaina Riva (MDB), além dos prefeitos Chico Gamba, de Alta Floresta, e Osmar Moreira, de Paranaíta.
Por Ascom 9 de abril de 2026
Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, entre terça-feira (7) e quarta-feira (8), mais de 13 quilos de cocaína em duas ocorrências distintas registradas na BR-364, nos municípios de Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso. As ações resultaram na prisão de 5 pessoas por envolvimento com o tráfico de drogas. A primeira ocorrência foi registrada na noite de terça-feira (7), no km 387 da BR-364, em Cuiabá (MT), durante fiscalização realizada pelo Grupo de Operações com Cães (GOC) em um ônibus interestadual. Durante a inspeção, o cão farejador da PRF indicou a presença de entorpecentes em uma bagagem. Após verificação, os policiais localizaram um compartimento oculto na mala, onde estavam escondidos 3,2 kg de cocaína. O responsável pela bagagem foi identificado e encaminhado à Polícia Federal. Já na tarde de quarta-feira (8), no km 211 da BR-364, em Rondonópolis (MT), equipe da PRF abordou outro ônibus interestadual que fazia a linha entre Cuiabá (MT) e São Paulo (SP). Durante a fiscalização, o cão de faro indicou a presença de substância ilícita em três bagagens pertencentes a passageiras de nacionalidade estrangeira. Após inspeção minuciosa, foram encontrados compartimentos ocultos nas malas, onde estavam escondidos 9,9 kg de pasta base de cocaína, distribuídos em três bagagens. Segundo informações obtidas durante a ocorrência, a droga teria sido recebida em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e seria levada até São Paulo (SP). As envolvidas foram encaminhadas à Polícia Federal em Rondonópolis para os procedimentos legais cabíveis. Um menor de idade que as acompanhava foi entregue ao Conselho Tutelar. A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade nas rodovias federais.
Por Gazeta Digital 9 de abril de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a terceira fase da Operação Pentágono, com o cumprimento de 97 ordens judiciais na investigação do que é considerado o mais violento e maior roubo da história do Estado. A ação apura o ataque à transportadora de valores ocorrido na modalidade 'novo cangaço', em abril de 2023, no município de Confresa. Ao todo, são cumpridos 27 mandados de prisão, 30 mandados de busca e apreensão e bloqueio de 40 contas bancárias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças. A operação foi deflagrada exatamente três anos após o crime e representa um avanço significativo nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Os trabalhos apontaram a atuação interestadual da organização criminosa, que possui estrutura complexa, divisão de tarefas e atuação coordenada entre seus integrantes. Além do cumprimento das ordens judiciais, a operação busca responsabilizar penalmente os envolvidos, desarticular a estrutura do grupo, recolher novas provas e avançar na identificação e bloqueio de bens adquiridos com recursos ilícitos. Divisão por núcleos As investigações revelaram a participação de pelo menos 50 pessoas no crime, com a existência de lideranças responsáveis pelo comando operacional e financeiro, além da divisão do grupo em 6 núcleos, sendo eles: comando e financeiro; planejamento e logística; execução, apoio e suporte no Pará; apoio e suporte no Tocantins e locação veícular - pensado na fuga. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em várias cidades de diferentes estados. Financiamento dos crimes A investigação também apontou que os valores movimentados pelo grupo são oriundos de outros roubos de grande magnitude contra bancos e transportadoras de valores em diferentes regiões do país. Além disso, armas apreendidas e alguns investigados teriam ligação com outras ações criminosas, incluindo delitos de menor porte usados como crimes antecedentes para lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado titular da GCCO, Gustavo Belão, esta fase é considerada um marco nas investigações. “São criminosos que planejaram, financiaram e executaram a logística do terror vivenciado naquele dia na cidade de Confresa, sendo que pelo menos quatro alvos estiveram na linha de frente do crime. O trabalho demonstra que não há fronteiras para a Justiça, seja ele o financiador do Sudeste ou o financiador no Norte, todos serão responsabilizados”, afirmou. O caso No dia 9 de abril de 2023, cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município de Confresa, localizado a 1.050 quilômetros de Cuiabá, em uma ação coordenada. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio. Outras frentes destruíram veículos e prédios públicos, criando um cenário de terror na cidade. O principal alvo era a transportadora de valores Brinks. O grupo utilizou explosivos de alta potência para tentar arrombar o cofre, mas não conseguiu e fugiu abandonando veículos e equipamentos. Novo Cangaço e domínio de cidades A modalidade criminosa é caracterizada pelo uso extremo de violência, armamento pesado, explosivos e ocupação estratégica do município para dificultar a reação das forças de segurança. O ataque em Confresa foi marcado por incêndios, explosões, disparos de armas de grosso calibre e restrição da liberdade de moradores, além de ações coordenadas para impedir a resposta policial. Operação Pentágono Na primeira fase da investigação, 3 suspeitos foram presos nos estados do Pará e Tocantins. As equipes também identificaram imóveis usados como base do grupo na cidade de Redenção (PA). Nos dias seguintes ao crime, 18 integrantes da quadrilha morreram durante confrontos com forças de segurança na região de Pium (TO), no âmbito da Operação Canguçu. Já na segunda fase, realizada em outubro de 2023, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em seis estados. Durante as ações, a polícia apreendeu um fuzil, 360 munições, veículos e equipamentos utilizados pelo grupo. Apoio interestadual A terceira fase contou com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará, com participação de unidades especializadas em combate ao crime organizado, reforçando a integração interestadual nas investigações.
Por Gazeta Digital 8 de abril de 2026
A Operação Ganatum, deflagrada nesta quarta-feira (8), apura um esquema de sonegação fiscal no setor pecuário que já causou um prejuízo superior a R$ 7 milhões em tributos, segundo dados iniciais das investigações. De acordo com Polícia Civil, a fraude envolveu uma movimentação financeira que ultrapassa R$ 44 milhões, relacionada à comercialização simulada de cerca de 30 mil cabeças de gado entre produtores de Rondônia e destinatários em Mato Grosso. A operação foi coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) de Rondônia, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e equipes do interior. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em municípios de Rondônia e Mato Grosso, envolvendo pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participação no esquema. As investigações apontam que o grupo utilizava documentos fiscais ideologicamente falsos e intermediários para ocultar os verdadeiros operadores das transações, além de utilizar propriedades rurais para dar aparência de legalidade às negociações. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos, além de determinadas medidas de bloqueio de bens, incluindo valores, veículos, imóveis, ativos mobiliários e criptoativos, com o objetivo de garantir a recuperação do dinheiro público. Em uma das cidades alvo, Jauru, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O nome da operação, Ganatum, faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão ao esquema investigado e à atividade pecuária utilizada como base para as fraudes. Apesar dos valores já identificados, os órgãos envolvidos apontam que o prejuízo pode ser ainda maior, já que as apurações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar a real extensão do esquema.
Por Gazeta Digital 8 de abril de 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) admitiu que não é conhecido pela maior parte da população de Mato Grosso. Em conversa com jornalistas na última quarta-feira (1º), o chefe do Executivo estadual disse que vai trabalhar nos horários de folga para mudar essa situação durante o período de campanha. “[Farei isso] Trabalhando aqui durante o expediente, cuidando de Mato Grosso, que é a minha primeira obrigação. Essa [responsabilidade] eu já assumi, então essa é a minha obrigação. Então esperem de mim honra, eu vou honrar essa oportunidade e nas horas de folga e de acordo com as possibilidades, do que a lei permitir, eu vou fazer a campanha”, contou. Ex-prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por pouco mais de sete anos, Pivetta tem um perfil discreto. Pivetta assumiu o posto de governador no último dia 31 de março, quando Mauro Mendes (União) renunciou ao cargo para disputar a eleição para o Senado, que neste ano terá duas cadeiras em jogo. O governador recém-empossado disse tem percebido uma boa aceitação da população conforme ele vai se tornando conhecido dos eleitores e ressaltou a proposta de continuidade da administração que já vinha sendo realizada e a sua própria trajetória pessoal como forma de causar identificação com as pessoas. “O povo mato-grossense reconhece que evoluímos muito nesses últimos sete anos e três meses e eu sou pouco conhecido então na medida em que vou me fazendo conhecer, eu sinto que tenho uma boa aceitação”, afirmou Pivetta na coletiva de imprensa. “As pessoas se identificam comigo porque eu sou uma pessoa muito simples, sou uma pessoa acessível, simples. Tenho hábitos simples, gosto da simplicidade, não tenho nenhum problema em entender o sofrimento, me colocar no lugar de vocês para entender o que vocês pensam, como vocês se sentem. Eu tenho facilidade em fazer isso, porque já passei por todas as fases, já vivi quase 15 anos no escuros lá em Lucas do Rio Verde, vocês já sabem disso”, acrescentou. Pivetta é pré-candidato à reeleição nas eleições de outubro e encerra este primeiro mandato em 31 de dezembro deste ano.
Por Redação com Poder360 8 de abril de 2026
O número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu um patamar recorde em 2025, totalizando 2.466 companhias, segundo levantamento da Serasa Experian. O volume representa um crescimento de 13% em relação a 2024, quando foram registradas 2.184 empresas nessa condição. O dado faz parte do Indicador de Falências e Recuperações Judiciais, que acompanha mensalmente os processos em andamento no país. Entre os setores econômicos, a agropecuária lidera com folga, concentrando 743 empresas em recuperação judicial — o equivalente a 30,1% do total. Na sequência aparecem os serviços, com 739 empresas (30%), o comércio, com 535 (21,7%), e a indústria, com 449 (18,2%). De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o desempenho da agropecuária está diretamente ligado às características específicas da atividade. “A agropecuária opera sob um conjunto de riscos climáticos e biológicos como estiagens, excesso de chuva, geadas, pragas e doenças. A isso se somam choques de preços de commodities, insumos dolarizados como fertilizantes e defensivos, exposição cambial e um ciclo financeiro mais longo de safra–entressafra, que amplifica a volatilidade de receita e caixa”, explica. O número de pedidos de recuperação judicial — que podem envolver mais de uma empresa — também apresentou alta. Em 2025, foram 977 solicitações, avanço de 5,5% em relação às 926 registradas no ano anterior. O movimento reflete um ambiente econômico desafiador, marcado por crédito mais seletivo, juros elevados, pressão sobre o fluxo de caixa e aumento da inadimplência. Nesse contexto, a recuperação judicial tem sido um instrumento cada vez mais utilizado pelas empresas para reorganizar suas finanças e renegociar dívidas, evitando a falência e permitindo a continuidade das operações. Apesar do aumento nas recuperações, o número de falências apresentou queda significativa. Em 2025, foram registrados 698 pedidos, redução de 19% em comparação com os 862 de 2024. Em uma perspectiva histórica, o volume atual é ainda mais baixo: em 2012, por exemplo, foram contabilizadas 1.810 falências, o que representa uma redução de cerca de 60% ao longo do período. Segundo a Serasa Experian, esse cenário está relacionado à evolução dos instrumentos jurídicos e das práticas de recuperação de crédito, que ampliaram as alternativas disponíveis para lidar com empresas em dificuldades financeiras. Com isso, o recurso à falência como mecanismo de cobrança tornou-se menos frequente. A importância da recuperação judicial Para o advogado Pérsio Landim, a recuperação judicial desempenha um papel fundamental na preservação da atividade econômica. “A recuperação judicial é um mecanismo de reorganização. Ela permite que empresas viáveis, mas momentaneamente em dificuldade, tenham tempo e condições para ajustar suas finanças, manter empregos e continuar gerando riqueza”. Segundo ele, o aumento no número de casos não deve ser interpretado de forma negativa isoladamente. “Esse crescimento também mostra que as empresas estão recorrendo a um instrumento legal adequado para enfrentar crises. Em vez de encerrar atividades de forma abrupta, elas buscam uma solução estruturada, com transparência e negociação com credores.” Landim destaca ainda que o processo contribui para maior previsibilidade no ambiente de negócios. “A recuperação judicial organiza o pagamento das dívidas e estabelece regras claras para todas as partes envolvidas. Isso reduz conflitos e aumenta as chances de continuidade da empresa.” O advogado reforça que o sucesso da recuperação depende de planejamento e gestão eficiente. “Não é apenas um recurso jurídico, mas também um processo de reestruturação empresarial. Quando bem conduzida, pode transformar um momento de crise em uma oportunidade de reorganização e crescimento.” Metodologia O Indicador de Falências e Recuperações Judiciais é elaborado a partir do levantamento mensal do número de processos e de CNPJs envolvidos em pedidos de falência e recuperação judicial. Os dados são extraídos da base da Serasa Experian. Por sua natureza, o indicador apresenta defasagens informacionais decorrentes do andamento dos processos e dos prazos de comunicação. Por isso, a atualização mensal é retroativa e possui um atraso médio de três meses. A análise é segmentada por grandes setores econômicos, com base nas classificações do Código Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), contemplando exclusivamente pessoas jurídicas.