Grupo Prime, do agronegócio, pede recuperação judicial com dívidas de quase R$ 800 mi

InfoMoney • 27 de junho de 2026

O Grupo Prime, dono da Prime Agro Produtos Agrícolas, pediu recuperação judicial na Justiça do Paraná e informou passivo total de R$ 790,2 milhões, segundo documentos do processo obtidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Fundado em 2013 em Toledo (PR) pelos irmãos Paulo José e Luiz Eduardo Montans Braga, o grupo atua em torno de agricultura sustentável, manejo biológico, regeneração de solo, monitoramento técnico e desenvolvimento produtivo de cultivos e criações, tem 263 funcionários e atende mais de 500 clientes em 20 Estados.


O pedido de recuperação foi protocolado na terça-feira, 16, e envolve 11 requerentes ligados ao mesmo grupo econômico familiar: seis empresas e cinco produtores rurais. Além da Prime Agro, de Toledo, integram o processo Agropecuária Caiana, Juruá Participadora de Bens, Acaia Serviços Administrativos, Agropecuária Alterosa, Agropecuária Candeia e produtores da família Montans Braga.


A defesa pede que a reestruturação tramite de forma conjunta, com consolidação processual e substancial, mecanismo que permite reunir ativos e passivos do grupo no mesmo processo e, se deferido pelo juízo, apresentar um único plano de recuperação judicial.


Na petição, o grupo diz que a crise foi provocada por uma combinação de endividamento financeiro elevado, aumento do custo do crédito, restrição de liquidez e piora das condições de mercado no agronegócio. A defesa cita, entre os fatores de pressão, a alta da Selic e do CDI, a queda dos preços de commodities agrícolas como soja e milho, eventos climáticos adversos, retração do crédito rural e ciclo de baixa da pecuária.


Segundo o grupo, parte relevante das obrigações foi assumida em um período de expansão operacional. Esse movimento passou a pressionar o fluxo de caixa quando as receitas foram afetadas pela piora das margens no campo e pelo encarecimento das dívidas. A defesa afirma que a crise é financeira e conjuntural, não operacional, e que a recuperação judicial é necessária para reorganizar o passivo e alongar as obrigações.


Do total das dívidas reconhecidas pelo grupo, R$ 397 milhões são créditos sujeitos à recuperação judicial e R$ 394 milhões aparecem listados como extraconcursais, categoria que reúne obrigações que, em regra, não entram automaticamente no plano de pagamento aos credores.


A maior parte da dívida sujeita à recuperação está na classe dos credores quirografários, aqueles sem garantia real, com R$ 282 milhões distribuídos entre 311 credores. A classe de garantia real soma R$ 106,1 milhões e tem apenas um credor listado: o Banco do Brasil. Os créditos trabalhistas e acidentários somam R$ 2 milhões, enquanto microempresas e empresas de pequeno porte aparecem com R$ 6,5 milhões.


Na parte extraconcursal, o maior credor indicado é o Prime Agro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, com R$ 190 milhões. Também aparecem o Santander, com R$ 36,8 milhões; Caixa Econômica Federal, com R$ 32 milhões; BTG Pactual, com R$ 19,9 milhões; Itaú Unibanco, com R$ 16,4 milhões; Canal Companhia de Securitização, com R$ 16,3 milhões; Bradesco, com R$ 13,2 milhões; e Insumos Milênio/Terramagna Fiagro, com R$ 12,8 milhões. A lista inclui operações com garantias fiduciárias, recebíveis, imóveis rurais, veículos, equipamentos, caminhões, estoque, aeronave e servidor.


O grupo afirma no processo que a operação depende de fazendas, equipamentos, estrutura logística, veículos, caminhões e uma aeronave para manter atendimento técnico e comercial em áreas rurais. Por isso, pede que parte desses bens seja reconhecida como essencial à atividade, o que poderia impedir retirada ou apreensão durante o período de proteção judicial, caso o processamento da recuperação seja deferido.


O processo ainda está em fase inicial. O próximo passo é a análise da regularidade da documentação e dos requisitos para que a recuperação seja processada em conjunto. Se o pedido for aceito, a Justiça deverá nomear um administrador judicial, abrir o prazo para apresentação do plano de recuperação e suspender por 180 dias ações e execuções contra o grupo, o chamado stay period.

Por Gazeta Digital 24 de julho de 2026
O governo do Estado anunciou, nesta sexta-feira (24), que a instância federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é que decidirá sobre a licença para a construção de um túnel na região conhecida como Portão do Inferno, na rodovia estadual MT-251. O local está parcialmente bloqueado para obras há anos devido à desmoronamento de rochas dos paredões. Conforme divulgado pelo governo, a gerência do Ibama em Mato Grosso entendeu que o projeto fugia da sua competência por se tratar de uma unidade de conservação federal. Até que saia uma nova decisão, informou o governo do estado, será feito um relançamento do processo de licitação, já que na primeira tentativa não houve nenhum interessado. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) afirma ter feito oito pedidos para renovação da delegação para o licenciamento necessário para o início das obras, todos sem retorno. Conforme o estado, a decisão de mandar para Brasília mostraria que são infundadas, já que a competência não era do Ibama em Mato Grosso. Além disso, conforme a Sema, a delegação que havia sido entregue era apenas para a duplicação da rodovia. As obras chegaram a ter início, mas estudos mostraram que a duplicação da via era inviável. Posteriormente, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) decidiu que a construção de um túnel seria a solução definitiva para o risco de desmoronamento do paredão. A Sinfra informa adotar ações de monitoramento e controle ambiental, tais como gerenciamento de resíduos sólidos, monitoramento de ruídos e vibrações, recuperação de áreas degradadas, dentre outras. Além disso, a área é monitorada por vídeo, o que permite que seja feito acompanhamento contínuo das condições daquela área, principalmente na temporada de chuvas, quando há mais casos de deslizamentos de pedras e terra sobre a rodovia.
Por Gazeta Digital 24 de julho de 2026
Mesmo com a redução no número total de homicídios de mulheres em Mato Grosso, os feminicídios seguiram em alta e colocaram o estado entre os mais críticos do país em mais um levantamento. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 mostram que, enquanto o total de homicídios de mulheres caiu 5,5%, os assassinatos motivados pela condição de gênero cresceram 11% em território mato-grossense. O cenário coloca o estado em 3ª lugar com a maior taxa de feminicídios do Brasil, atrás apenas de Acre e Rondônia. Mais da metade das mortes violentas de mulheres em MT são feminicídios  Em 2025, Mato Grosso registrou 95 homicídios de mulheres, contra 99 no ano anterior. No entanto, os feminicídios aumentaram de 47 para 53 casos, elevando a taxa de 2,5 para 2,7 vítimas por 100 mil mulheres. O dado mais preocupante é que 55,8% de todas as mulheres assassinadas no estado foram vítimas de feminicídio, percentual bem acima da média nacional, de 44,4%. Isso significa que, em Mato Grosso, mais da metade das mortes violentas de mulheres ocorreu em contextos de violência de gênero. O cenário estadual reflete uma realidade observada em todo o país. O Brasil registrou queda de 5,5% nos homicídios de mulheres entre 2024 e 2025, mas os feminicídios cresceram 4%, alcançando 1.571 vítimas, o maior número da série histórica recente. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a redução da violência letal feminina está concentrada nos crimes ligados à criminalidade urbana, enquanto as mortes ocorridas dentro de casa, praticadas por companheiros ou ex-companheiros, continuam avançando. Violências que precedem o feminicídio também aumentaram O levantamento destaca que o feminicídio raramente acontece de forma isolada. Na maioria dos casos, ele é o desfecho de uma sequência de ameaças, agressões físicas, violência psicológica, perseguições e descumprimento de medidas protetivas. Em 2025, todos esses indicadores cresceram no Brasil. As tentativas de feminicídio aumentaram 5,9%, chegando a 4.189 casos, o equivalente a quase três tentativas para cada feminicídio consumado. Mato Grosso também aparece entre os estados mais críticos quando o assunto é tentativa de feminicídio. O estado registrou a segunda maior taxa do país, com 12,5 tentativas por 100 mil mulheres, atrás apenas do Amapá. O dado reforça o alerta de que centenas de mulheres vivem situações de violência extrema e sobrevivem apenas por circunstâncias alheias à vontade do agressor. Outro indicador preocupante envolve a violência psicológica. O Anuário aponta que Mato Grosso registrou a segunda maior taxa nacional desse crime, com crescimento de 70,3% em relação ao ano anterior. Para os pesquisadores, a escalada desses registros evidencia que a violência de gênero costuma evoluir progressivamente até alcançar sua forma mais extrema: o feminicídio. Urgem políticas públicas O estudo reforça que combater esse tipo de violência exige mais do que respostas após o crime consumado. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o enfrentamento passa pelo fortalecimento das políticas de prevenção, da proteção às mulheres em situação de risco, da fiscalização das medidas protetivas e de ações permanentes de combate às desigualdades de gênero. Os dados mostram que, embora a violência letal contra mulheres tenha diminuído de forma geral, Mato Grosso permanece entre os estados mais perigosos do país para mulheres quando o crime é motivado por questões de gênero, evidenciando que o feminicídio continua resistindo à tendência de queda observada nos demais homicídios femininos.
Por Gazeta Digital 24 de julho de 2026
Mesmo após realizar sua convenção estadual, em que homologou a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo e do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado, o Partido Liberal se reunirá novamente no dia 5 de agosto para definir as alianças e outras pendências que ficaram. Porém, apenas a Comissão Executiva da sigla, formada por 5 aliados de Fagundes, é que decidirá a formação do palanque e até uma remota segunda candidatura ao Senado. A informação consta na ata da convenção publicada na Justiça Eleitoral nesta sexta-feira (24). “Por unanimidade restou deliberado que a composição da coligação, os partidos que dela participarão, a sua denominação e a designação do representante junto à Justiça Eleitoral serão definidos em nova reunião do partido, a ser realizada até o dia 05 de agosto de 2026, data limite para a tomada da decisão, ficando desde já delegados à Comissão Executiva Provisória Estadual os poderes necessários para negociar, deliberar e formalizar a coligação, assinando todos os documentos que se fizerem necessários”, diz trecho do documento registrado. Atualmente, a Comissão Executiva estadual é composta por ‘homens de confiança’ de Wellington Fagundes. Além do presidente estadual da sigla, Ananias Filho, também fazem parte da Comissão o vice-presidente, deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL), o segundo vice-presidente, José Carlos Marques de Jesus, o secretário-geral, José Márcio Silva Guedes, e o tesoureiro, Jovanil Ramos dos Santos. Márcio Guedes e Jovanil Ramos são aliados históricos de Fagundes. Ambos trabalhavam no gabinete do senador em Brasília. Guedes deixou o posto para disputar uma vaga de deputado estadual. Já Rodrigo da Zaeli, de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), é aliado de Fagundes e foi um dos primeiros a defender o seu nome na disputa ao Paiaguás. José Carlos Marques de Jesus foi candidato a vereador em Cáceres e também compõe o grupo de Fagundes. Com a Comissão Executiva nas mãos, Fagundes poderá garantir o controle da decisão para formar alianças partidárias para o seu palanque. Ainda que remota, por conta do veto de Medeiros ao MDB, existe uma possibilidade de uma aliança com o MDB, que tem sua nora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), como candidata ao Senado. Isso porque o MDB nacionalmente vem mantendo diálogo com a cúpula nacional do PL, visando tal possibilidade. Já internamente, a ala bolsonarista, que rejeita o MDB no Estado, defende uma aliança com o Novo e com o Podemos do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi. A sigla ofereceu a vice para o deputado. Além da aliança, a Comissão também deverá deliberar a escolha do candidato ao cargo de segundo suplente de Senador.
Por RepórterMT 24 de julho de 2026
A Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, a realização de uma nova audiência de conciliação para debater os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará, especialmente os impactos e prejuízos enfrentados pelos municípios mato-grossenses, que frequentemente prestam serviços de saúde e segurança à população de áreas pertencentes ao estado vizinho. O pedido foi protocolado em 16 de julho e ainda aguarda resposta da Corte. Na nova manifestação encaminhada ao STF, a Assembleia reforçou a petição institucional já apresentada em junho, após a primeira audiência de conciliação entre os estados. Na ocasião, foi estabelecido prazo de 30 dias para que Mato Grosso apresentasse propostas complementares de acordo sobre os demais eixos da transição, além das questões que já estavam em andamento. Nesse período, houve avanço no âmbito da regularização fundiária. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT) apresentou documentos encaminhados pelas prefeituras, além de informações técnicas relacionadas aos títulos de propriedade e à situação das áreas afetadas, permitindo que esse eixo evoluísse de forma mais consistente que os demais.  Em relação aos outros impactos decorrentes da definição da divisa, porém, diante da complexidade do tema e da necessidade de reunir informações de municípios, secretarias estaduais e órgãos técnicos, a PGE solicitou a ampliação do prazo. O Estado do Pará, no entanto, manifestou-se contra a prorrogação. Em sua manifestação, defendeu o cumprimento do prazo inicialmente fixado e sustentou que os demais temas poderiam ser resolvidos administrativa e extrajudicialmente, sem a condução direta da conciliação pelo STF. Foi nesse contexto que, em 16 de julho, a Assembleia apresentou nova manifestação ao Supremo, argumentando que retirar esses temas da conciliação supervisionada pela Corte pode prejudicar a população que deveria ser beneficiada pelo acordo. Questões como saúde, educação, transporte, segurança, regularização ambiental e cadastral, ressarcimento de despesas e prestação compartilhada de serviços públicos envolvem diferentes estados, municípios e órgãos federais, o que dificulta uma solução uniforme por meio de negociações administrativas isoladas. Para a ALMT, existe o risco de haver um avanço rápido na regularização patrimonial e fundiária, enquanto os problemas enfrentados diariamente pela população permaneçam fragmentados em futuras negociações, sem prazo definido, coordenação ou supervisão comum. A nova petição também questiona a produção de provas no processo. Enquanto os municípios de Mato Grosso apresentaram documentos que comprovam os serviços prestados e a histórica vinculação administrativa dessas comunidades, a Assembleia cobra que o Pará aponte, com provas concretas, que possui estrutura e condições para assumir imediatamente esse atendimento. A Assembleia também apresentou um pedido subsidiário: caso o STF entenda que a conciliação não reúne condições para avançar de forma ampla e efetiva sobre esses temas, a ALMT solicita que sejam apreciados integralmente os embargos de declaração apresentados por Mato Grosso, incluindo as questões de mérito ainda pendentes. Ou seja, a alternativa não deve ser restringir a conciliação à regularização fundiária e encerrar os demais temas sem solução no processo. Além disso, foi solicitada a realização de uma nova audiência entre representantes de Mato Grosso e o ministro Flávio Dino, para apresentar pessoalmente a petição, expor a dimensão prática dos problemas enfrentados pelos municípios e reforçar a necessidade de manter os demais eixos dentro da construção conciliatória. O pedido também aguarda resposta. Embate histórico A disputa entre Mato Grosso e Pará envolve uma área de aproximadamente 22 mil km² na divisa entre os estados. Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha reconhecido o território como pertencente ao Pará, milhares de moradores da região continuam dependentes da estrutura pública mato-grossense, recebendo atendimento em hospitais, escolas, serviços de segurança, transporte e demais políticas públicas mantidas por municípios de Mato Grosso. A disputa envolve uma área conhecida como Cachoeira das Sete Quedas e abrange seis municípios paraenses: Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Cumaru do Norte e Santana do Araguaia.
Por MidiaNews 24 de julho de 2026
A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta sexta-feira (24), quatro ordens judiciais em desfavor de um casal suspeito de praticar diversas fraudes contra consumidores por meio da venda de contratos de consórcio inexistentes. A ação, realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), integra uma investigação instaurada para apurar um esquema de comercialização fraudulenta de cartas de crédito supostamente contempladas, que teria causado prejuízos financeiros a diversas vítimas. As investigações apontam que os suspeitos, de 35 anos e 33 anos, utilizavam redes sociais para anunciar contratos de consórcio supostamente contemplados, afirmando que os consumidores receberiam o crédito poucos dias após o pagamento de uma entrada. Entretanto, após o recebimento dos valores, as promessas não eram cumpridas. Em diversos casos apurados, os consumidores não recebiam a carta de crédito anunciada e sequer havia a efetiva contratação do consórcio junto à administradora de uma montadora de veículos, evidenciando que as ofertas divulgadas não correspondiam à realidade. A investigação também revelou que o modo de atuação se repetia em diferentes negociações. Segundo os elementos reunidos no inquérito policial, os investigados utilizavam sempre a mesma estratégia para convencer consumidores a realizar pagamentos antecipados, criando a falsa expectativa de obtenção rápida de crédito. Além disso, foram identificados outros registros policiais envolvendo fatos semelhantes, o que reforça a suspeita de reiteração da prática criminosa. Durante o cumprimento das ordens judiciais foi realizada busca e apreensão na residência do casal, além da execução de diversas medidas cautelares requeridas pelo delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, com manifestação favorável do Ministério Público Estadual e deferimento pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Entre as medidas determinadas estão a proibição do exercício, direto ou indireto, de qualquer atividade econômica relacionada à oferta e comercialização de contratos de consórcio, a proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial e a determinação do uso de tornozeleira eletrônica para um dos investigados. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas e eventuais envolvidos no esquema. Os investigados poderão responder pelo crime de estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil orienta que consumidores que tenham passado por situação semelhante procurem a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor para registro da ocorrência e apresentação da documentação pertinente.
Por Persio Oliveira 24 de julho de 2026
As datas previstas para a realização das provas discursivas do concurso público do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), para o cargo de Promotor de Justiça Substituto, foram alteradas. A mudança foi oficializada por meio da 1ª Retificação do Edital nº 01/2026, publicada em 20 de julho de 2026 ( acesse aqui ) e disponibilizada na Edição Nº 1708 - Edição Extra do nosso Diário Oficial Eletrônico (DOE). Conforme a retificação, as provas discursivas, inicialmente previstas para os dias 16 e 17 de agosto de 2026, ocorrerão nos dias 30 e 31 de agosto de 2026, em dois turnos. Também foi alterada a data para divulgação dos locais de realização dessa etapa. De acordo com o novo cronograma, os candidatos poderão consultar os locais de prova a partir de 24 de agosto de 2026 no endereço eletrônico da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame. Os candidatos devem acompanhar atentamente as publicações oficiais referentes ao concurso para verificar eventuais atualizações do cronograma, além das orientações relativas às próximas etapas. Saiba mais  O edital prevê o preenchimento de oito vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva, com subsídio inicial de R$ 37.765,55. Desse total, 10% são destinadas a pessoas com deficiência e 20% a candidatos negros, em conformidade com a legislação vigente e as diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Por Gazeta Digital 23 de julho de 2026
O ex-governador Mauro Mendes (União), que é pré-candidato ao Senado, disse que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República enfrenta um momento de crise que cria uma expectativa negativa para o projeto da direita para as eleições de 2026. A fala é desta quinta-feira (23). Na conversa com a imprensa, Mendes admitiu que existem nos bastidores rumores sobre uma possível desistência do pré-candidato, que se tornou o nome do Partido Liberal após decisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. O momento é de análise, existem muitos ruídos e rumores nos bastidores de eventual desistência, muito fogo amigo, fogo inimigo [...]”, disse em conversa com equipe da TV Sorriso, afiliada da Record. Mauro disse que a percepção que tem do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) é negativa, mas ponderou que faltam lideranças da direita a nível nacional. Leia também - Flávia não descarta apoiar Pivetta; ‘tudo será levado em consideração’ “Nesse momento, eu vejo que existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, [mas] existem muitos rumores nos bastidores e isso criou uma névoa de expectativa não muito positiva”, afirmou. O senador Flávio Bolsonaro, que vinha crescendo nas pesquisas, sofreu dois grandes golpes na pré-campanha. O primeiro foi a divulgação de conversas no WhatsApp em que ele pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que era dono do extinto Banco Master. Num primeiro momento, ele negou conhecer o empresário, mas, após a divulgação de áudio dele falando com Vorcaro, ele admitiu as conversas e alegou que o dinheiro em questão era para financiar um filme biográfico do pai. O segundo foi o rompimento com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), a principal liderança feminina do partido e o principal ponto de conexão da legenda com o eleitorado evangélico. A ex-primeira-dama disse ter sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa sobre a candidatura do partido ao Senado pelo Ceará. Michelle tinha uma candidata apadrinhada no estado, como faz em várias regiões, mas Flávio costurou um apoio com Ciro Gomes (PSDB) para obter o seu apoio na disputa presidencial. Nesta semana, a federação União Progressista, formada pelo Partido Progressista (PP) e o União Brasil, desistiu de apoiar o senador na disputa contra Lula. Eles optaram pela neutralidade na disputa.
Por Gazeta Digital 23 de julho de 2026
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) escolheu os juízes Agamenon Alcântara Moreno Júnior e Antônio Horácio da Silva Neto como os novos desembargadores da Justiça estadual. A escolha foi realizada nesta quinta-feira (25), em sessão do pleno do tribunal. Os dois magistrados foram escolhidos para ocupar as vagas abertas com as aposentadorias de Dirceu dos Santos e Maria Erotides Kneip, ocorridas neste ano. O novo desembargador Agamenon Alcântara Moreno Júnior foi eleito com 31 votos pelo critério de merecimento. Até a eleição, ele era o titular da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande. Agamenon Alcântara é natural de Cuiabá e se formou pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1992. Tornou-se magistrado em 1996, pelo estado de Roraima. Três anos depois, foi aprovado em concurso público em Mato Grosso. A eleição por merecimento tem como objetivo a promoção de juízes de primeiro grau como forma de recompensa pelo desempenho na função. São levados em consideração critérios como produtividade, agilidade, aperfeiçoamento contínuo e conduta ética. Na sequência, na eleição pelo critério de antiguidade, o tribunal elegeu o juiz Antônio Horácio da Silva Neto como seu novo integrante. A escolha foi tomada por unanimidade, já que nenhum dos desembargadores votantes se manifestou contrário à sua indicação para o cargo. Antônio se formou em Direito em 1990, pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Em 1991 foi aprovado em concurso do Ministério Público de Rondônia, mas se mudou para Cuiabá após aprovação em concurso para magistrado, em 1995. Até então, ele era o titular da 2ª Vara Criminal e do 3º Juizado Especial Cível. A cerimônia de posse deverá ser realizada nesta sexta-feira (24), em horário que será definido conforme a disponibilidade dos novos desembargadores. É esperada a presença das principais autoridades do estado, como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Por Gazeta Digital 23 de julho de 2026
Um bebê foi encontrado dentro da lixeira do condomínio Chapada do Poente, localizado em Várzea Grande, na manhã desta quinta-feira (23). De acordo com as primeiras informações, trabalhadores do condomínio localizaram a criança durante o expediente e acionaram o Corpo de Bombeiros. A equipe foi até o local e confirmou o fato. A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que irá realizar os procedimentos necessários para apurar as circunstâncias do caso. Até o momento, não há informações sobre a identidade da mãe ou sobre as circunstâncias em que o feto foi abandonado. O caso deverá ser investigado pelas autoridades. 
Por RepórterMT 23 de julho de 2026
Entre janeiro e junho deste ano, 19,6 gigawatt-hora (GWh) de energia consumida em Mato Grosso não passaram pelos sistemas de medição, em razão de furtos e fraudes na rede elétrica. O volume equivale ao consumo médio de cerca de 90 mil residências durante 30 dias, o suficiente para abastecer uma cidade inteira por um mês, considerando o perfil de consumo da região Centro-Oeste.  O número é fruto de um trabalho técnico contínuo: sempre que uma irregularidade é identificada, as equipes da distribuidora estimam quanto de energia foi consumido sem registro durante todo o período em que a fraude esteve ativa. O cálculo considera critérios técnicos como o tipo de ligação irregular, a carga instalada no local e o tempo estimado de duração da fraude. Por trás da estatística, existem riscos concretos para quem vive perto dessas ligações. Instalações fraudadas são feitas sem critério técnico ou de segurança, o que eleva o risco de choques elétricos, incêndios e quedas de energia que afetam toda a vizinhança e não apenas o imóvel irregular. É por isso que cada ocorrência localizada exige das equipes técnicas não só a regularização do ponto, mas um trabalho permanente de vistoria e prevenção na rede. "Quando identificamos uma fraude, não recuperamos apenas uma medição. Restabelecemos a segurança da instalação e a confiabilidade da rede elétrica. A estimativa do consumo não registrado permite mensurar a energia que deixou de ser registrada e mostrar o tamanho desse crime no estado" , afirma Maria Luisa Xavier, supervisora de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso. A prática também tem consequência jurídica direta: o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena prevista de até quatro anos de reclusão, além da obrigação de arcar com os valores do consumo não faturado. Combater esse tipo de irregularidade depende também de quem convive com ela de perto. Moradores que identificarem ligações clandestinas ou outros sinais de fraude podem denunciar de forma anônima pelos canais oficiais da concessionária ou das forças de segurança (190, 181 ou 197).