Idoso usa 5 identidades falsas para cometer crimes em MT

Gazeta Digital • 13 de agosto de 2025

Um idoso de 66 anos, que não teve seu nome divulgado, foi alvo de busca e apreensão da Operação Hidra na manhã desta quarta-feira (13), por usar identidades faldas para crimes de estelionato, associação criminosa e corrupção de menores. A ordem judicial foi cumprida em Várzea Grande.

 

O alvo é investigado pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá. Foi apurado que o homem estava usando 5 identidades diferentes para cometer os crimes. 

 

A ordem judicial foi cumprida em uma residência do investigado no bairro Nova Várzea Grande. Durante as buscas, foram apreendidos telefones celulares e outros objetos que servirão ao aprofundamento das investigações.

 

Início das investigações



As investigações, coordenadas pelo delegado adjunto da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, Gustavo Godoy Alevado, tiveram início em julho deste ano, após a prisão, em Várzea Grande, de um homem de 44 anos, considerado o vice-líder de uma facção criminosa instalada em São Paulo e com ramificações em todo o país, e sua companheira.

 

Ao aprofundar as apurações, a equipe descobriu que não apenas o casal, mas também os dois filhos adolescentes, também usavam registros de identidade adulterados, supostamente emitidos a partir de certidões de nascimento falsas.

 

Durante a análise, que contou com o apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), foi constatado que o investigado, alvo do mandado de busca e apreensão, participou ativamente na tentativa de emissão de segundas vias fraudulentas para os adolescentes, acompanhando-os até o posto de identificação.

 

Levantamentos também apontaram que o investigado figura como sócio ou administrador em diversas empresas registradas sob diferentes identidades, fato que evidencia a utilização do esquema para dar aparência de legalidade a seus negócios e possivelmente mascarar patrimônio e atividades ilícitas.

 

Hidra de Lerna


O nome da operação faz alusão à Hidra de Lerna, criatura mitológica de várias cabeças, representando a multiplicidade de personalidades utilizadas pelo investigado para despistar a Justiça. 


Por RepórterMT 9 de abril de 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, propôs a realização de um plebiscito para solucionar a disputa territorial de 22 mil quilômetros quadrados entre Mato Grosso e Pará, que se arrasta há mais de um século. A proposta foi apresentada na terça-feira (07), durante reunião com parlamentares da bancada federal, deputados estaduais e prefeitos da região, em Brasília (DF).  Com a disputa, milhares de famílias que vivem no sul do Pará, nas cidades de Jacareacanga e Novo Progresso, localizadas a mais de 1,6 mil quilômetros da capital paraense, acabam sendo atendidas por cidades mato-grossenses, como Alta Floresta e Paranaíta, em razão da distância dos centros administrativos paraenses. Inicialmente, a representação de Mato Grosso na ação deverá pedir uma reunião para que o STF conduza um entendimento entre os dois estados. Em um segundo momento, segundo Flávio Dino, a população da região também poderá ser ouvida para decidir a qual estado deseja pertencer. Dino é relator da ação que busca reverter decisão do próprio STF que, em 2020, deu ganho de causa ao Pará no litígio entre os dois estados na Ação Civil Originária 714. O litígio teve início em 1900 e, desde então, Mato Grosso e Pará disputam a definição da divisa na região. Em 2020, o Supremo julgou improcedente a Ação Cível Originária 714 e manteve a configuração territorial favorável ao Pará. Agora, o governo de Mato Grosso tenta reverter essa decisão por meio de nova ação. A disputa judicial afeta diretamente nove municípios. Na ação, Mato Grosso busca restabelecer a chamada divisa seca com o Pará, definida por uma linha imaginária reta de 690 quilômetros, que vai do ponto mais ao norte da Ilha do Bananal, no Tocantins, na margem esquerda do Rio Araguaia, até o Salto das Sete Quedas, na margem direita do Rio Teles Pires, em Apiacás. O governo mato-grossense sustenta que já apresentou ao Supremo laudos históricos e cartográficos, além de mapas e documentos, para demonstrar que houve apenas alteração de denominação da área, e não erro de demarcação. Participaram da reunião os senadores Jayme Campos (União), Carlos Fávaro (PSD-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT), o deputado federal Fábio Garcia (União-MT), os deputados estaduais Nininho (Republicanos) e Janaina Riva (MDB), além dos prefeitos Chico Gamba, de Alta Floresta, e Osmar Moreira, de Paranaíta.
Por Ascom 9 de abril de 2026
Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, entre terça-feira (7) e quarta-feira (8), mais de 13 quilos de cocaína em duas ocorrências distintas registradas na BR-364, nos municípios de Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso. As ações resultaram na prisão de 5 pessoas por envolvimento com o tráfico de drogas. A primeira ocorrência foi registrada na noite de terça-feira (7), no km 387 da BR-364, em Cuiabá (MT), durante fiscalização realizada pelo Grupo de Operações com Cães (GOC) em um ônibus interestadual. Durante a inspeção, o cão farejador da PRF indicou a presença de entorpecentes em uma bagagem. Após verificação, os policiais localizaram um compartimento oculto na mala, onde estavam escondidos 3,2 kg de cocaína. O responsável pela bagagem foi identificado e encaminhado à Polícia Federal. Já na tarde de quarta-feira (8), no km 211 da BR-364, em Rondonópolis (MT), equipe da PRF abordou outro ônibus interestadual que fazia a linha entre Cuiabá (MT) e São Paulo (SP). Durante a fiscalização, o cão de faro indicou a presença de substância ilícita em três bagagens pertencentes a passageiras de nacionalidade estrangeira. Após inspeção minuciosa, foram encontrados compartimentos ocultos nas malas, onde estavam escondidos 9,9 kg de pasta base de cocaína, distribuídos em três bagagens. Segundo informações obtidas durante a ocorrência, a droga teria sido recebida em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e seria levada até São Paulo (SP). As envolvidas foram encaminhadas à Polícia Federal em Rondonópolis para os procedimentos legais cabíveis. Um menor de idade que as acompanhava foi entregue ao Conselho Tutelar. A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento à criminalidade e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade nas rodovias federais.
Por Gazeta Digital 9 de abril de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a terceira fase da Operação Pentágono, com o cumprimento de 97 ordens judiciais na investigação do que é considerado o mais violento e maior roubo da história do Estado. A ação apura o ataque à transportadora de valores ocorrido na modalidade 'novo cangaço', em abril de 2023, no município de Confresa. Ao todo, são cumpridos 27 mandados de prisão, 30 mandados de busca e apreensão e bloqueio de 40 contas bancárias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças. A operação foi deflagrada exatamente três anos após o crime e representa um avanço significativo nas investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Os trabalhos apontaram a atuação interestadual da organização criminosa, que possui estrutura complexa, divisão de tarefas e atuação coordenada entre seus integrantes. Além do cumprimento das ordens judiciais, a operação busca responsabilizar penalmente os envolvidos, desarticular a estrutura do grupo, recolher novas provas e avançar na identificação e bloqueio de bens adquiridos com recursos ilícitos. Divisão por núcleos As investigações revelaram a participação de pelo menos 50 pessoas no crime, com a existência de lideranças responsáveis pelo comando operacional e financeiro, além da divisão do grupo em 6 núcleos, sendo eles: comando e financeiro; planejamento e logística; execução, apoio e suporte no Pará; apoio e suporte no Tocantins e locação veícular - pensado na fuga. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa atuava em várias cidades de diferentes estados. Financiamento dos crimes A investigação também apontou que os valores movimentados pelo grupo são oriundos de outros roubos de grande magnitude contra bancos e transportadoras de valores em diferentes regiões do país. Além disso, armas apreendidas e alguns investigados teriam ligação com outras ações criminosas, incluindo delitos de menor porte usados como crimes antecedentes para lavagem de dinheiro. De acordo com o delegado titular da GCCO, Gustavo Belão, esta fase é considerada um marco nas investigações. “São criminosos que planejaram, financiaram e executaram a logística do terror vivenciado naquele dia na cidade de Confresa, sendo que pelo menos quatro alvos estiveram na linha de frente do crime. O trabalho demonstra que não há fronteiras para a Justiça, seja ele o financiador do Sudeste ou o financiador no Norte, todos serão responsabilizados”, afirmou. O caso No dia 9 de abril de 2023, cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município de Confresa, localizado a 1.050 quilômetros de Cuiabá, em uma ação coordenada. Parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio. Outras frentes destruíram veículos e prédios públicos, criando um cenário de terror na cidade. O principal alvo era a transportadora de valores Brinks. O grupo utilizou explosivos de alta potência para tentar arrombar o cofre, mas não conseguiu e fugiu abandonando veículos e equipamentos. Novo Cangaço e domínio de cidades A modalidade criminosa é caracterizada pelo uso extremo de violência, armamento pesado, explosivos e ocupação estratégica do município para dificultar a reação das forças de segurança. O ataque em Confresa foi marcado por incêndios, explosões, disparos de armas de grosso calibre e restrição da liberdade de moradores, além de ações coordenadas para impedir a resposta policial. Operação Pentágono Na primeira fase da investigação, 3 suspeitos foram presos nos estados do Pará e Tocantins. As equipes também identificaram imóveis usados como base do grupo na cidade de Redenção (PA). Nos dias seguintes ao crime, 18 integrantes da quadrilha morreram durante confrontos com forças de segurança na região de Pium (TO), no âmbito da Operação Canguçu. Já na segunda fase, realizada em outubro de 2023, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em seis estados. Durante as ações, a polícia apreendeu um fuzil, 360 munições, veículos e equipamentos utilizados pelo grupo. Apoio interestadual A terceira fase contou com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte e Pará, com participação de unidades especializadas em combate ao crime organizado, reforçando a integração interestadual nas investigações.
Por Gazeta Digital 8 de abril de 2026
A Operação Ganatum, deflagrada nesta quarta-feira (8), apura um esquema de sonegação fiscal no setor pecuário que já causou um prejuízo superior a R$ 7 milhões em tributos, segundo dados iniciais das investigações. De acordo com Polícia Civil, a fraude envolveu uma movimentação financeira que ultrapassa R$ 44 milhões, relacionada à comercialização simulada de cerca de 30 mil cabeças de gado entre produtores de Rondônia e destinatários em Mato Grosso. A operação foi coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA) de Rondônia, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e equipes do interior. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em municípios de Rondônia e Mato Grosso, envolvendo pessoas físicas e jurídicas suspeitas de participação no esquema. As investigações apontam que o grupo utilizava documentos fiscais ideologicamente falsos e intermediários para ocultar os verdadeiros operadores das transações, além de utilizar propriedades rurais para dar aparência de legalidade às negociações. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos, além de determinadas medidas de bloqueio de bens, incluindo valores, veículos, imóveis, ativos mobiliários e criptoativos, com o objetivo de garantir a recuperação do dinheiro público. Em uma das cidades alvo, Jauru, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O nome da operação, Ganatum, faz referência à ideia de ganho e lucro, em alusão ao esquema investigado e à atividade pecuária utilizada como base para as fraudes. Apesar dos valores já identificados, os órgãos envolvidos apontam que o prejuízo pode ser ainda maior, já que as apurações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar a real extensão do esquema.
Por Gazeta Digital 8 de abril de 2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) admitiu que não é conhecido pela maior parte da população de Mato Grosso. Em conversa com jornalistas na última quarta-feira (1º), o chefe do Executivo estadual disse que vai trabalhar nos horários de folga para mudar essa situação durante o período de campanha. “[Farei isso] Trabalhando aqui durante o expediente, cuidando de Mato Grosso, que é a minha primeira obrigação. Essa [responsabilidade] eu já assumi, então essa é a minha obrigação. Então esperem de mim honra, eu vou honrar essa oportunidade e nas horas de folga e de acordo com as possibilidades, do que a lei permitir, eu vou fazer a campanha”, contou. Ex-prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por pouco mais de sete anos, Pivetta tem um perfil discreto. Pivetta assumiu o posto de governador no último dia 31 de março, quando Mauro Mendes (União) renunciou ao cargo para disputar a eleição para o Senado, que neste ano terá duas cadeiras em jogo. O governador recém-empossado disse tem percebido uma boa aceitação da população conforme ele vai se tornando conhecido dos eleitores e ressaltou a proposta de continuidade da administração que já vinha sendo realizada e a sua própria trajetória pessoal como forma de causar identificação com as pessoas. “O povo mato-grossense reconhece que evoluímos muito nesses últimos sete anos e três meses e eu sou pouco conhecido então na medida em que vou me fazendo conhecer, eu sinto que tenho uma boa aceitação”, afirmou Pivetta na coletiva de imprensa. “As pessoas se identificam comigo porque eu sou uma pessoa muito simples, sou uma pessoa acessível, simples. Tenho hábitos simples, gosto da simplicidade, não tenho nenhum problema em entender o sofrimento, me colocar no lugar de vocês para entender o que vocês pensam, como vocês se sentem. Eu tenho facilidade em fazer isso, porque já passei por todas as fases, já vivi quase 15 anos no escuros lá em Lucas do Rio Verde, vocês já sabem disso”, acrescentou. Pivetta é pré-candidato à reeleição nas eleições de outubro e encerra este primeiro mandato em 31 de dezembro deste ano.
Por Redação com Poder360 8 de abril de 2026
O número de empresas em recuperação judicial no Brasil atingiu um patamar recorde em 2025, totalizando 2.466 companhias, segundo levantamento da Serasa Experian. O volume representa um crescimento de 13% em relação a 2024, quando foram registradas 2.184 empresas nessa condição. O dado faz parte do Indicador de Falências e Recuperações Judiciais, que acompanha mensalmente os processos em andamento no país. Entre os setores econômicos, a agropecuária lidera com folga, concentrando 743 empresas em recuperação judicial — o equivalente a 30,1% do total. Na sequência aparecem os serviços, com 739 empresas (30%), o comércio, com 535 (21,7%), e a indústria, com 449 (18,2%). De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o desempenho da agropecuária está diretamente ligado às características específicas da atividade. “A agropecuária opera sob um conjunto de riscos climáticos e biológicos como estiagens, excesso de chuva, geadas, pragas e doenças. A isso se somam choques de preços de commodities, insumos dolarizados como fertilizantes e defensivos, exposição cambial e um ciclo financeiro mais longo de safra–entressafra, que amplifica a volatilidade de receita e caixa”, explica. O número de pedidos de recuperação judicial — que podem envolver mais de uma empresa — também apresentou alta. Em 2025, foram 977 solicitações, avanço de 5,5% em relação às 926 registradas no ano anterior. O movimento reflete um ambiente econômico desafiador, marcado por crédito mais seletivo, juros elevados, pressão sobre o fluxo de caixa e aumento da inadimplência. Nesse contexto, a recuperação judicial tem sido um instrumento cada vez mais utilizado pelas empresas para reorganizar suas finanças e renegociar dívidas, evitando a falência e permitindo a continuidade das operações. Apesar do aumento nas recuperações, o número de falências apresentou queda significativa. Em 2025, foram registrados 698 pedidos, redução de 19% em comparação com os 862 de 2024. Em uma perspectiva histórica, o volume atual é ainda mais baixo: em 2012, por exemplo, foram contabilizadas 1.810 falências, o que representa uma redução de cerca de 60% ao longo do período. Segundo a Serasa Experian, esse cenário está relacionado à evolução dos instrumentos jurídicos e das práticas de recuperação de crédito, que ampliaram as alternativas disponíveis para lidar com empresas em dificuldades financeiras. Com isso, o recurso à falência como mecanismo de cobrança tornou-se menos frequente. A importância da recuperação judicial Para o advogado Pérsio Landim, a recuperação judicial desempenha um papel fundamental na preservação da atividade econômica. “A recuperação judicial é um mecanismo de reorganização. Ela permite que empresas viáveis, mas momentaneamente em dificuldade, tenham tempo e condições para ajustar suas finanças, manter empregos e continuar gerando riqueza”. Segundo ele, o aumento no número de casos não deve ser interpretado de forma negativa isoladamente. “Esse crescimento também mostra que as empresas estão recorrendo a um instrumento legal adequado para enfrentar crises. Em vez de encerrar atividades de forma abrupta, elas buscam uma solução estruturada, com transparência e negociação com credores.” Landim destaca ainda que o processo contribui para maior previsibilidade no ambiente de negócios. “A recuperação judicial organiza o pagamento das dívidas e estabelece regras claras para todas as partes envolvidas. Isso reduz conflitos e aumenta as chances de continuidade da empresa.” O advogado reforça que o sucesso da recuperação depende de planejamento e gestão eficiente. “Não é apenas um recurso jurídico, mas também um processo de reestruturação empresarial. Quando bem conduzida, pode transformar um momento de crise em uma oportunidade de reorganização e crescimento.” Metodologia O Indicador de Falências e Recuperações Judiciais é elaborado a partir do levantamento mensal do número de processos e de CNPJs envolvidos em pedidos de falência e recuperação judicial. Os dados são extraídos da base da Serasa Experian. Por sua natureza, o indicador apresenta defasagens informacionais decorrentes do andamento dos processos e dos prazos de comunicação. Por isso, a atualização mensal é retroativa e possui um atraso médio de três meses. A análise é segmentada por grandes setores econômicos, com base nas classificações do Código Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), contemplando exclusivamente pessoas jurídicas.
Por RepórterMT 7 de abril de 2026
O Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), em conjunto com a Aprosoja MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso) e o Iagro MT (Instituto Mato-grossense do Agronegócio), divulgou hoje (06) os números da safra de soja 2025/26. O levantamento técnico aponta que o estado deve colher 51,56 milhões de toneladas, um incremento de 1,31% em relação ao ciclo anterior, mantendo-se acima do patamar de 50 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo. A equipe técnica percorreu mais de 34 mil quilômetros e realizou quase mil avaliações diretas nas lavouras. Segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a produtividade média saltou de 60,45 para 66,03 sacas por hectare. O presidente da Aprosoja MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), Lucas Costa Beber, enfatizou que a precisão desses dados é fundamental para o planejamento estratégico do produtor e para a formação de preços no mercado, garantindo maior transparência e segurança para o setor produtivo. Apesar dos números robustos, a safra foi marcada por contrastes climáticos. De acordo com o analista Henrique Eggers, o excesso de chuva durante a colheita em algumas regiões provocou o aumento de grãos avariados e perda de peso, o que impediu o estado de estabelecer um novo recorde absoluto de produtividade. Regionalmente, o Norte do estado apresentou o melhor desempenho em peso de grãos, enquanto o Nordeste registrou um número de grãos por planta abaixo da média estadual. O superintendente do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), Cleiton Gauer, alertou para o desafio da rentabilidade na safra 26/27. Embora o estado tenha atingido o marco de 13 milhões de hectares cultivados, a valorização do dólar no período de compra de insumos, somada à queda nos preços de comercialização e às incertezas causadas por conflitos no Oriente Médio, pressiona as margens de lucro dos agricultores. Para Gauer, a resiliência foi a marca desta temporada, mas o ritmo de crescimento da área plantada vem desacelerando devido aos custos elevados.
Por Gazeta Digital 7 de abril de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Coroa Quebrada, com o objetivo de cumprir 21 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios qualificados e disputa territorial com grupo rival, em Cáceres e região. Um dos alvos é a líder do bando, que está presa e é conhecida como "Princesa". Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após parecer favorável do Ministério Público de Cáceres. As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. Entre os alvos está a "Princesa", apontada como líder da organização criminosa na região, que atualmente se encontra presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá. Conforme apurado, a facção possui estrutura hierarquizada, divisão de funções e envolvimento de pelo menos 28 integrantes. A operação conta ainda com o apoio de equipes da Delegacia Regional de Cáceres, Denarc de Cuiabá, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e Delegacia de Polícia de Nova Mutum. Atuação da facção De acordo com a Polícia Civil, o grupo atuava principalmente no tráfico ilícito de drogas, associação criminosa, homicídios qualificados e na disputa por território com uma facção rival. Durante as investigações, foi identificado que a liderança era exercida por uma mulher, responsável por determinar execuções, aplicar punições internas e distribuir armamentos. Mesmo presa anteriormente por homicídio qualificado, ela continuava comandando as ações criminosas, decretando mortes de rivais e gerenciando o tráfico em Cáceres, mantendo contato constante com integrantes da organização. Os demais investigados atuavam como armeiros, responsáveis por fornecer armas e munições; executores de homicídios sob ordens da liderança; responsáveis pela logística de drogas e armamentos; além de envolvidos no roubo de veículos para beneficiar a facção. Segundo o delegado da Draco de Cáceres, Fabrício Alencar, a organização demonstrava alto grau de periculosidade e organização. “A estrutura demonstra sofisticação e periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções”, afirmou o delegado. Coroa Quebrada O nome da operação faz referência à líder da facção, conhecida como “Princesa”. A expressão “Coroa Quebrada” simboliza a desarticulação da atuação da investigada com a ação policial.
Por Gazeta Digital 6 de abril de 2026
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), anunciou, nesta segunda-feira (6), que a coronel da Polícia Militar Susane Tamanho passará a comandar a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Ela será a primeira mulher a chefiar a Pasta na história do Estado. O anúncio foi feito em reunião com a Secretaria de Estado de Justiça e adjuntos, Gabinete de Enfrentamento à Violência contra Mulher, Secretaria de Estado de Comunicação e com todos os chefes das forças de segurança, como Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, e adjuntos da Sesp. "Tenho confiança de que a Susane desempenhará seu trabalho pautada pela competência, liderança e comprometimento com que sempre atuou na Polícia Militar. Avançamos muito nos últimos anos na segurança pública, mas ainda temos o que melhorar e tenho certeza de que a coronel assume esse papel com todo empenho e capacidade para continuar servindo a população mato-grossense", afirmou o governador. A coronel já comandou a 20ª Companhia Independente da Força Tática de Cuiabá e também foi a primeira mulher a Brasil a se formar em um curso de especialização do Batalhão de Choque e Rondas Ostensivas “Tobias de Aguiar” (Rota) da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ela já tem mais de 25 anos de carreira na PM, com capacitação em gestão de alto comando, entre outras. "Tenho que agradecer pela confiança e oportunidade. Servir à população é um propósito de vida e colocarei todo meu empenho nessa função, que assumo com muita honra", ressaltou Susane. Otaviano Pivetta ainda irá anunciar esta semana os nomes que assumirão a chefia das Secretarias de Estado de Educação (Seduc), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), do Escritório de Mato Grosso em Brasília (Sermat), e de Desenvolvimento Econômico (Sedec), cujo titular, César Miranda, solicitou exoneração nesta segunda-feira.
Por RepórterMT 6 de abril de 2026
A Azul Linhas Aéreas iniciará a operação de quatro novas rotas a partir de Cuiabá, com voos para cidades do interior de Mato Grosso e de Rondônia, conforme confirmação da concessionária Centro-Oeste Airports (COA). A operação foi iniciada na quarta-feira (01) com a retomada do voo direto entre Cuiabá e Alta Floresta. Nos próximos dias, a companhia dará sequência ao cronograma com novas ligações para Vilhena, a partir de quinta-feira (2); Ji-Paraná, na segunda-feira (6); e Cacoal, na terça-feira (7). A rota para Alta Floresta estava suspensa desde o primeiro semestre de 2025, período em que a empresa promoveu ajustes em sua malha aérea.  Na mesma reestruturação, a Azul também interrompeu voos diretos partindo de Cuiabá para cinco capitais brasileiras: Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Brasília (DF) e Maceió (AL).