Narcotráfico e legislação frouxa: a batalha da Polícia da fronteira em MT

Persio Oliveira • 23 de novembro de 2025

A penumbra da noite que cobre as estradas e vicinais nas cidades que limitam o território de Mato Grosso com a Bolívia guarda muitos mistérios, mas nenhum deles parece causar efeito nos policiais do grupo especializado na segurança da fronteira do Estado, o Gefron.


O mapa deles é a memória construída ao longo dos anos, transitando dia e noite pelos milhares de quilômetros de terras mato-grossenses dos quais são responsáveis por fiscalizar, manter rondas ostensivas e fazer frente às ações repressivas.

 

O domínio do Gefron se estende por 980 km de extensão, entre trechos secos e aquáticos, que abrange 28 municípios. Quatro deles, Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade e Pontes e Lacerda estão na fronteira direta com a Bolívia.

 

Os principais crimes enfrentados são o tráfico de drogas, contrabando e descaminho de bens e valores, roubo e furto de veículos e invasão de propriedade.

 

Já que é desse limite sensível do território que partem os principais carregamentos de cocaína, pasta-base e armas provenientes da Bolívia. E para lá, também seguem veículos fruto de crime do Brasil.

 

Para sufocar as atividades ilícitas e formar uma espécie de "gargalo" por onde os criminosos serão obrigados a passar, existem três postos fixos estrategicamente implantados: a base operacional em Porto Esperidião, o Limão, em Cáceres, e o Matão, em Pontes e Lacerda.

 

Durante três dias, uma pequena fração desse percurso pelo qual o efetivo é responsável foi apresentado à reportagem do MidiaNews pelo 1º tenente da Polícia Militar Roger Garcia, um dos oficiais que opera na base, acompanhado do soldado Leão e do sargento Delgado. 


Na saída da base, alguns integrantes da equipe ligam para as famílias. Pode ser o último contato por horas ou dias antes de entrarem na estrada. As jornadas, nome dado às escalas dos policiais, variam de 7 a 14 dias, mas podem se estender por dias a fio em grandes operações. O efetivo é majoritariamente de Cuiabá e Várzea Grande, mas alguns moram em cidades próximas.

 

Já na estrada, a feição dos policiais muda. Cada um segura seu fuzil SIG Sauer 762, e ao som de "El Campanero", de Los de Akino, seguem para o posto Matão. O trabalho é contínuo, e a atenção é requerida o tempo inteiro, não apenas no asfalto ou nas “cabriteiras”, por onde os criminosos transitam com os veículos furtados e roubados.

 

Seguindo pela MT-265, a cerca de cinco quilômetros da base, começam a surgir as vicinais que dão acesso direto à Bolívia, e marcam o início de uma região onde já ouve intensa atividade criminosa. Já na BR-174, sentido a Pontes e Lacerda, o soldado Leão aponta à esquerda para uma conhecida "cabriteira", chamada Estrada Vila Cardoso.

 

"Já pegamos muitos ali, nessa estrada. Hoje já não passam tanto. Eles sabem que a gente está por aqui", contou.

 

Segundo ele, essa vicinal é como uma trincheira, que dá acesso à Pontes e Lacerda, Cáceres e, consequentemente, à Bolívia, o que destaca que, na área, cada desvio pode ser usado para o crime.

 

No trajeto, um caminhão incendiado às margens da rodovia ressaltou o foco no trabalho ostensivo dos policiais. O Gefron não atende acidentes comuns, mas atua se houver vítimas presas às ferragens ou necessidade imediata de socorro. O foco principal continua sendo o crime fronteiriço.

 

"Nós temos uma missão bem definida. Não que a gente não atue nunca nesses casos. Por exemplo, uma equipe se deparou com um acidente, vindo de Rondônia, um corpo de instrução. Viu as vítimas presas às ferragens e fizeram o resgate. Era uma situação em que a vida de quem estava ali estava em risco. Em situação de bens materiais, a gente não intervém", explicou o tenente Garcia.


No posto Matão, a equipe foi avisada sobre o "efetivo extra" que estava chegando e foi recebida com um jantar simples, mas feito com capricho. A refeição foi uma junção do que a cozinheira deixou pronto do almoço: arroz, feijão, mandioca frita, farofa de carne, e porco frito, além do frango cozinhado na hora por um dos policiais.

 

Já tarde da noite, os policiais do posto realizaram três abordagens a veículos diferentes que passaram por lá. O tenente Garcia explicou que por anos aquele trecho foi muito utilizado por criminosos, mas a instalação do posto asfixiou a atividade criminosa ali.

 

Apesar de o fluxo criminoso ter diminuído, ainda exige vigilância e cuidado nas vistorias. Primeiro, um caminhão-guincho foi parado, depois um ônibus de viagem, e novamente o guincho, que retornava com uma Fiat Strada recém batida. Todos os motoristas foram entrevistados e os veículos minuciosamente fiscalizados. Após constatada nenhuma irregularidade, seguiram viagem.

 

Ao fim da apresentação do Matão, a equipe retornou para a base operacional, chegando por volta de 0h40. No dia seguinte, o mesmo efetivo, composto pelo tenente Garcia, o soldado Leão e o sargento Delgado, apresentam o posto Limão, em Cáceres. 

 

Dessa vez, os policiais decidiram entrar em uma das "cabriteiras", chamada Laranjal, por onde ainda há fluxo de veículos fruto de furto ou roubo. Logo se deparam com um Volkswagen Gol. Em abordagem padrão, eles sinalizam ordem de parada e imediatamente todos na viatura desembarcam com os fuzis empunhados.

 

É nessa hora que o ambiente fica tenso, o “clima” muda de forma abrupta. A postura dos policiais é intimidante, e mostra, na prática, o que o tenente Garcia havia contado sobre a importância da preparação psicológica do policial, através do olhar, da postura, do tom de voz e a forma de se mover durante uma abordagem.

 

Em outra ocasião, a suspeita pairou sobre um Ford EcoSport que estava com o porta-malas lotado de objetos. De início, os policiais acreditavam que se tratava de contrabando e ordenaram a parada. O motorista, nervoso, desceu do veículo para a vistoria e derrubou a chave no chão. 

 

Apesar do comportamento suspeito, nada criminoso foi encontrado, apenas uma arma de airsoft regularizada, que ele tentou esconder empurrando o encosto do banco traseiro sobre o objeto.


Essa postura intimidante é uma das táticas de pressão emocional que os policiais usam também nas operações na mata, onde o cenário pode mudar rapidamente. Segundo Garcia, a maior parte dos fugitivos desiste do confronto ao se deparar com a presença dos policiais. É uma vitória sem troca de tiros.

 

Apesar da imponência, as abordagens seguem o princípio da proporcionalidade. O policial reage na medida em que o suspeito oferece risco. A conduta é rígida, mas técnica, o que trouxe notoriedade ao Gefron, e os próprios integrantes afirmam que os criminosos reconhecem essa reputação.

 

Quando ocorrem as apreensões de drogas, por exemplo, e a quantidade não corresponde ao volume transportado, as facções suspeitam da mula, não dos policiais.

   
É assim que o Gefron mantém controle sobre uma das regiões mais complexas e estratégicas de Mato Grosso, onde cada estrada, por menor que pareça, pode ser uma rota do crime.

 

As funções, o arsenal e os treinamentos

 

Os policiais seguem funções dentro do Gefron. Há espaço para todos, o que faz com que seja um ecossistema muito bem equilibrado e amparado com um arsenal de ponta, que inclui fuzis SIG Sauer 716G2, pistolas 9 mm, equipamentos de visão noturna e térmica, e munições específicas para cada operação. 

 

Entre as funções, há o patrulhamento móvel, a patrulha de interdição, que fazem os adentramentos na mata, os cachorreiros, responsáveis pelo trabalho com os cães farejadores, a equipe de inteligência e os policiais que atuam no setor administrativo.

 

O patrulhamento móvel, também chamado de volante, é como o descrito no próprio nome. São os policiais que patrulham as estradas, vicinais. A interdição, por sua vez, trabalha com o rastreamento das mulas do tráfico e criminosos escondidos nas matas. 


Nessas áreas fechadas, quem domina são eles, por meio de intenso treinamento que os permitem identificar movimentações mínimas, rastros e padrões de passagem que, para qualquer outro olhar, passariam despercebidos. 

 

As operações na mata são parte essencial do trabalho, devido à geografia da região.

 

Em 2023, cinco operadores da patrulha da interdição participaram da operação Canguçu, uma caçada aos ladrões do "Novo Cangaço", que portando armamento de grosso calibre, assaltaram a seguradora Brink's em Confresa.

 

Na ocasião, os operadores ficaram 42 dias no rastro dos assaltantes, e conseguiram localizar e reunir informações sobre os fugitivos que tentaram se esconder na mata em Tocantins. Esse resultado foi um dos mais prolíficos da história da patrulha da interdição.

 

O soldado Leão, em uma das operações, camuflado na mata, embaixo de chuva, avistou a poucos metros um grupo de seis mulas com carregamento de 17 kg de drogas.

 

A tecnologia também é grande aliada dos policiais. No centro da inteligência, instalada na base operacional, os policiais monitoram pontos estratégicos por meio das câmeras OCR, do programa Vigia Mais MT, que fazem leitura de placas.

 

Alguns deles foram treinados em cursos para analisar imagens e adulterações em veículos. São treinamentos específicos, com cursos voltados exclusivamente à identificação de irregularidades.

 

No canil do Gefron, em Cáceres, atua uma das três mulheres que integram o Gefron, a investigadora da Polícia Civil, Vanessa de Paula. Lá, os policiais trabalham com quatro cães da raça malinois, chamados Aika, Tupã, Alpha e Loki. Todos são treinados para farejar drogas.


Em uma das ações, a investigadora levou Aika para farejar um caminhão frigorífico suspeito. Em poucos minutos, a cadela encontrou mais de 700 kg de cocaína e pasta-base escondidos entre o carregamento de carne.


No pátio do canil, foi demonstrado como Tupã, reconhecido como o mais enérgico da matilha, conseguia em um tempo curtíssimo encontrar droga escondida próximo ao escapamento de uma Hilux SW4. O veículo utilizado na demonstração havia sido furtado em outubro e, recuperado, e aguardava devolução ao proprietário.

 

Impulsão no desenvolvimento 

 

A presença do grupo também modificou a dinâmica das cidades. A construção de novos asfaltos, como o da região do Matão, acompanha o avanço da segurança. Dessa forma, aumentam investimentos, moradores, propriedades rurais e consequentemente a produção da região. 

 

O policiamento trouxe o que faltava: segurança para que o comércio se movimente livremente, e expandisse o olhar do Estado na infraestrutura local. De janeiro a outubro deste ano, o Gefron foi responsável pela apreensão de 19,5 toneladas de drogas, número superior a todo ano de 2024.

 

Nos últimos sete anos, os policiais ainda apreenderam 64 aeronaves monomotor e 1.976 veículos, como motocicletas, carros, caminhonetes e carretas, que são utilizados tanto para o transporte de drogas quanto para dar apoio a grupos de traficantes.

 

Isso se converte em interesse pela região. Apesar de ainda haver estradas de terra, vários trechos, não só os da proximidade da comunidade Matão, foram recentemente asfaltados. A "calma" faz com que a vida seja digna nas regiões afastadas da Capital.

 


São imensidões de fazendas com criações de bois, plantações e chácaras, além da movimentação de carretas que transportam cargas pela região.

 

A população local, antes desconfiada, hoje abriga policiais em missões longas, oferece comida, água, combustível e informações. Entre crianças e adultos, muitos já identificam o efetivo de longe, e agradecem pelo trabalho.

 

Brechas da legislação

 

Uma das grandes queixas das forças de segurança, principalmente as que lidam com crimes do dia a dia, é a facilidade com que os criminosos são liberados após a prisão. O tenente-coronel Airton Feitosa, coordenador adjunto do Gefron, criticou a frouxidão do Código Penal, e cobrou por mudanças que tornem a legislação mais dura. 

 

"A forma com que a lei atua, essa série de chances, literalmente essa frouxidão, acaba por decepcionar bastante os operadores de fronteira. É muito mais comum do que se imagina, fazemos a prisão de pessoas que já foram presas, até por nós mesmos, outras vezes", disse o tenente-coronel.

 

É comum ouvir dos agentes de segurança que frequentemente vêem rostos conhecidos nas abordagens. Eles sabem que se trata de uma pessoa com histórico criminal extenso, mas o que podem fazer é dar o flagrante, caso haja alguma ocorrência. De outra forma, o que cabe a eles, quando não há um crime em curso, é liberar o criminoso.

 

"O ano passado nós tivemos dois casos clássicos, onde um juiz plantonista liberou duas pessoas que faziam um transporte de 450 quilos de entorpecente, de cocaína. Esse caso, eu cito porque até o governador do estado, Mauro Mendes, se pronunciou publicamente, foi à imprensa falar sobre isso", contou.

 


"Outra situação ocorreu conosco também na região de fronteira onde nós fizemos a apreensão de uma carga de quase meia tonelada de cocaína, e menos de 60 dias depois essas mesmas pessoas que foram presas, estavam transportando mais meia tonelada. Ou seja, já tinham saído e já estavam praticando o crime de tráfico novamente".

 

"De toda forma isso mexe com o policial. Nos deixa decepcionados, mas não é o bastante para nos fazer parar de lutar. Com certeza isso é algo que nos deixa triste, porque a gente vê o quanto o nosso país tem condições de crescer, condições de se tornar uma referência em todas as áreas e ainda lutamos. Mas estamos atrasados nesse quesito de punibilidade", completou.

 

Fundação do Gefron

 

Em 13 de março de 2002, através do Decreto Estadual 3994, foi implementada a criação da Polícia da fronteira. O efetivo, que atualmente conta com policiais militares, policiais civis e até bombeiros, foi pensado especificamente para o trabalho especializado de prevenção e repressão aos crimes transfronteiriços. 

 

Em entrevista à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em 2022, o criador do Gefron, o coronel da reserva da Polícia Militar, Leovaldo Emanoel Sales da Silva, contou que foi algo inédito e que mudou a realidade do policiamento na região, que na época vivia realidade de extrema violência. 

 

"Ninguém acreditava. Todo mundo pensou que eu estava louco, que eu estava deslumbrando algo fora da realidade. Nós construímos as bases e adquirimos, na época, 34 caminhonetes, 12 motocicletas, armamento para cada policial como pistolas e fuzis automático. Mato Grosso passou a ser o quarto estado da federação a operar com fuzil Sniper. O efetivo era de 105 policiais, sendo 80 PM e 25 PJC", contou.

 

Essa decisão, que o coronel chama de "aventura séria", elevou a região a ser uma área segura e produtiva. O Gefron, que opera seus recursos de forma independente a cada ano, foca em desenvolver as habilidades dos policiais com cursos, arsenal de ponta e também nas estruturas, que precisam sempre de olhar atento do Estado.

Por Band 2 de maio de 2026
A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, encerra sua 31ª edição nesta sexta-feira (1º) com um balanço de R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios. O montante representa uma redução de 22% em comparação ao desempenho registrado no ano anterior. Segundo a organização do evento, os números consolidados refletem a movimentação nos setores de máquinas agrícolas, sistemas de irrigação e estruturas de armazenagem. Mesmo com a retração financeira, a feira mantém sua relevância de mercado ao registrar um público de 197 mil visitantes ao longo dos cinco dias de programação em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O fluxo de pessoas é semelhante ao verificado na edição passada, reafirmando o evento como a maior vitrine do setor no país. No último dia, feriado de 1º de maio, a organização antecipou a abertura dos portões para as 7h30 para comportar a alta demanda de produtores e profissionais da área. Contexto econômico e retração no setor Os resultados apresentados na Agrishow 2026 acompanham uma tendência de desaceleração já observada pela indústria. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), houve uma queda de 19,9% nas vendas de máquinas e implementos agrícolas no mercado interno durante o primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Para Pedro Estevão, presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, o cenário atual é influenciado por fatores macroeconômicos. O executivo aponta que a combinação de altas taxas de juros, a variação cambial e o preço desfavorável das commodities no mercado internacional impacta diretamente o poder de investimento do produtor rural. Apesar do ciclo de baixa, as lideranças do setor demonstram confiança na recuperação a longo prazo. João Marchesan, presidente da Agrishow, destaca a resiliência dos agricultores e fabricantes brasileiros. Marchesan afirma que, embora o mercado enfrente condições adversas há três anos, os investimentos em tecnologia para a agricultura tropical continuam. "E não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, frisa ele.
Por RepórterMT 2 de maio de 2026
A Petrobras informou nesta sexta-feira (1º) um novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), conforme previsto nos contratos firmados com distribuidoras. O combustível utilizado pelas companhias aéreas ficará 18% mais caro, o que representa alta próxima de R$ 1 por litro em comparação a abril e eleva o acumulado do ano para quase 90%. Segundo a empresa, o aumento ocorre em um cenário considerado excepcional, influenciado por fatores geopolíticos. A cotação do barril de petróleo ultrapassou os US$ 125 em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além das restrições no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da produção mundial da commodity. A estatal também informou que manterá a possibilidade de parcelar o impacto do reajuste em até seis vezes, com início de pagamento em julho. De acordo com a companhia, a medida busca reduzir os impactos sobre o setor aéreo e preservar a demanda.  Os reajustes do QAV são realizados mensalmente, sempre no primeiro dia. Em abril, o aumento já havia sido expressivo, chegando a 55%, enquanto em março a alta foi de aproximadamente 9%. O combustível representa cerca de 45% dos custos operacionais das empresas aéreas, o que pode refletir no valor das passagens e pressionar as margens do setor. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que, de fevereiro para março, o preço médio das tarifas subiu quase 15%. Ainda conforme a agência, a tarifa média passou de R$ 617,78 em fevereiro para R$ 707,16 em março, em meio à crise provocada pela alta dos combustíveis. No mesmo período, o preço do QAV avançou 5,5%, saindo de R$ 3,41 para R$ 3,90 por litro.
Por Gazeta Digital 2 de maio de 2026
Um homem ainda não identificado morreu na tarde desta sexta-feira (1º), após um grave acidente de trânsito na rodovia MT-160, em uma propriedade rural na comunidade Lajinha de Cima, em Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul). De acordo com a Polícia Civil, a colisão foi frontal e envolveu um caminhão e uma VW Saveiro. O motorista da picape morreu ainda no local. Informações de testemunhas apontam que a vítima conduzia o veículo realizando manobras em zigue-zague, quando invadiu a pista contrária e colidiu violentamente com o caminhão. Com o impacto, o condutor da Saveiro não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro. Já o motorista do caminhão passou mal após o acidente e foi socorrido por terceiros, sendo encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande. A Polícia Civil esteve no local para os procedimentos necessários e o caso será investigado.
Por RepórterMT 1 de maio de 2026
A Câmara de Cuiabá aprovou uma nova normativa que determina que o pagamento de subsídios aos vereadores seja feito de acordo com a frequência dos parlamentares nas sessões legislativas. A regra foi estabelecida na Instrução Normativa SAL nº 002/2026, publicada na quarta-feira (29) e assinada pela presidente da Casa, Paula Calil.  A medida determina que a presença nas sessões passa a ser obrigatória para garantir o recebimento do salário. De acordo com a Casa de Leis, por orientação do TCE, os vereadores devem confirmar sua presença via aplicativo antes da ordem do dia, e os que não estiverem e não apresentarem nenhuma justificativa em até 24 pós sessão, devem ter descontado 1/8 do salário por cada falta. A lista assinada terá validade oficial para confirmar presenças e ausências. O 1º secretário da Mesa Diretora será responsável pelo registro, enquanto a Secretaria de Apoio Legislativo organizará os dados e encaminhará os relatórios à Secretaria de Gestão de Pessoas, que fará a validação dos pagamentos. Os registros deverão ser armazenados em formato físico ou digital para garantir conferência. Caso as regras não sejam cumpridas, poderão ser aplicadas medidas administrativas. A norma já está em vigor.
Por Gazeta Digital 1 de maio de 2026
O deputado estadual e médico Lúdio Cabral (PT) comemorou o anúncio feito pelo governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) de readmitir os 56 profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) desligados nas últimas semanas. Para o médico, Pivetta entendeu o contexto e a importância do Samu. A decisão foi tomada durante reunião no Palácio Paiaguás com os servidores demitidos, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), além dos deputados Dr. João (MDB) e Paulo Araújo (Republicanos), integrantes da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa. Lúdio também destacou a disposição do governo em revisar o Termo de Cooperação entre o Samu e o Corpo de Bombeiros, com objetivo de corrigir irregularidades e ampliar a cobertura do serviço dos atuais 58% para 100% da população mato-grossense. "Estou muito feliz. Os 56 profissionais de saúde do SAMU que haviam sido demitidos serão readmitidos. Todos eles voltam para suas bases, para suas equipes, para suas ambulâncias para que o Samu volte a funcionar aqui na Baixada Cuiabana", disse Lúdio, ao citar que seis bases seguem desativadas por falta de profissionais em Cuiabá e Várzea Grande. O parlamentar defendeu que enfermeiros, técnicos de enfermagem e motoristas de ambulância sejam readmitidos de forma imediata, para retorno ao trabalho já a partir de 1º de maio. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) devem avaliar juridicamente a forma de recontratação dos contratos encerrados até abril. "Então, essa é a primeira decisão tomada a partir do diálogo com o governador. E, segundo, é a rediscussão do termo de cooperação técnica com o Corpo de Bombeiros para que se possa fortalecer o Samu, a participação complementar do Corpo de Bombeiros e a ampliação da cobertura pelo Samu no Estado de Mato Grosso por conta da disponibilidade que o Ministério da Saúde colocou de 52 novas unidades para Mato Grosso, para sairmos de uma cobertura de 58% para 100%", seguiu o deputado. Segundo Lúdio, o governo reconsiderou a proposta inicial de substituir o Samu pelo serviço de resgate do Corpo de Bombeiros e passou a dialogar com os profissionais da saúde. "O governador foi, à medida que o tempo foi passando, entendendo o contexto e a importância que o Samu tem para a saúde da nossa população e teve a maturidade, a humildade de reavaliar a posição dele. E hoje nos anuncia essa decisão da readmissão dos 56 profissionais, todos voltarão ao Samu, haverá a rediscussão do termo de cooperação técnica para que a gente tenha a atenção à urgência em Mato Grosso e adequada às normas do Samu nacional", declarou Lúdio.
Por Gazeta Digital 1 de maio de 2026
O presidente da Câmara Municipal de Sinop, vereador Remídio Kuntz (Republicanos), morreu na manhã desta sexta-feira (1) em um acidente na BR-163, no trecho entre Sinop e Itaúba. A Casa de Leis ainda não se manifestou oficialmente. Não há informações detalhadas sobre a dinâmica do acidente. o veículo em que o vereador estava se envolveu em uma colisão, as imagens já circulam nas redes sociais. Uma equipe de resgate foi até o local e confirmou a morte. Reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Câmara de Sinop, que ainda está se atualizando sobre o caso. Histórico Natural de uma família oriunda do sul do país, Remídio nasceu em 1966 e chegou a Sinop em 1979, aos 14 anos, acompanhado dos pais e quatro irmãos, vindos de Tacuru (MS). Na cidade, construiu sua trajetória pessoal, profissional e política. Antes de ingressar na vida pública, destacou-se pela atuação comunitária no bairro São Cristóvão, onde foi presidente por dois mandatos consecutivos. Durante o período, liderou projetos sociais, reivindicações por melhorias e ações voltadas aos moradores da região. Em 2008, disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara Municipal com o slogan “Remídio do São Cristóvão” e foi eleito vereador com 1.110 votos pelo PP. Assumiu o mandato em 2009 e, dois anos depois, tornou-se presidente do Legislativo municipal pela primeira vez. Ao longo da carreira política, também ocupou cargos no Executivo, como secretário municipal de Obras e chefe de gabinete da Prefeitura de Sinop. Entre os principais momentos da atuação parlamentar, esteve a criação de uma CPI para investigar irregularidades ligadas à Usina Hidrelétrica de Sinop, após impactos ambientais no rio Teles Pires. Nas eleições mais recentes, foi eleito novamente vereador com 1.801 votos e escolhido pelos colegas para presidir a Câmara pela terceira vez, no biênio 2025/2026. Remídio Kuntz era reconhecido pela forte ligação com as causas comunitárias e pela longa trajetória dedicada à vida pública em Sinop.
Por RepórterMT 30 de abril de 2026
Operação do Gaeco cumpre mandado hoje (30) contra instituto em Cuiabá. Informações preliminares apontam que a ação seria desdobramento das investigações da Operação Gorjeta, que derrubou esquema de desvio de emendas parlamentares em Cuiabá empenhadas junto ao Instituto Brasil Central (Ibrace) para a realização de corridas de rua.  Os nomes dos alvos da operação de hoje ainda não foram divulgados, mas informações indicam que parlamentares estariam entre os investigados do Gaeco. Um dos alvos da operação de hoje é o endereço do Instituto Ibrace, onde também ficam localizados outros dois institutos. A Operação Gorjeta culminou no afastamento do verador de Cuiabá Chico 2000. Com base nas investigações a Justiça mandou auditar emendas de sete vereadores de Cuiabá.
Por Gazeta Digital 30 de abril de 2026
Corpo de um homem, ainda não identificado, foi encontrado boiando nas águas do Lago Ernani José Machado, em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá), na manhã desta quinta-feira (30). A ocorrência foi registrada nas primeiras horas da manhã e mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Perícia Oficial (politec). A imprensa da cidade relatou que na quarta-feira (29), as autoridades foram avisadas de que um homem estava nu e circulando pelo lado. Em buscas, ninguém foi encontrado, apenas um short e uma camiseta. Já na manhã de quinta, um novo chamado relatava que um corpo estava boiando no local. Os agentes foram até o local e confirmaram o fato. Não há, até o momento, informações sobre a identidade da vítima. A causa da morte também não está esclarecida. O caso segue em andamento.
Por Gazeta Digital 30 de abril de 2026
A Federação Brasil da Esperança em Mato Grosso (PT, PV e PCdoB) descartou qualquer possibilidade de apoiar uma eventual candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), ao governo do Estado ou Senado, nestas eleições. Em comunicado oficial, as lideranças da Federação desmentiram as informações de que Emanuel poderia substituir a médica Natasha Slhessarenko (PSD) no pleito, e reafirmaram que não há qualquer tratativa, diálogo ou aproximação política com o grupo ligado ao ex-prefeito de Cuiabá. “A federação esclarece que não existe qualquer sinalização de apoio a esse grupo e ressalta que a divulgação dessa possibilidade parte de adversários políticos, com o objetivo de gerar instabilidade no campo da oposição em Mato Grosso”, diz a nota. O grupo ainda afirma que suas prioridades políticas estão centradas na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Carlos Fávaro (PSD), além do fortalecimento de seu projeto político no estado. O grupo também reforça seu compromisso estratégico com a pré-candidatura de Natasha Slhessarenko ao Governo de Mato Grosso. As siglas que compõem a Federação trabalham com a meta de eleger dois deputados federais e ampliar sua representação na Assembleia Legislativa. De acordo com os dirigentes, no momento, a única aproximação em análise, ocorre com o ex-governador Pedro Taques, pré-candidato ao Senado pelo PSB, que participou da reunião, apresentou propostas e dialogou sobre eventuais composições. O tema segue em avaliação interna, considerando que o grupo também dispõe de nomes como os das professoras Edna Sampaio e Patrícia Nogueira para a disputa da segunda vaga ao Senado. Ao final do encontro, foi definido um calendário de reuniões que irá orientar as próximas decisões estratégicas da Federação, com foco nas eleições de outubro. “A Federação Brasil da Esperança reafirma, por fim, seu compromisso com um projeto político sólido, democrático e voltado ao desenvolvimento de Mato Grosso”, finaliza o comunicado.
Por Senado 29 de abril de 2026
Por 42 contrários a 34 votos a favor, o Plenário rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal. A aprovação da indicação ( MSF 7/2026 ) dependia do voto favorável de pelo menos 41 senadores. Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes desse período, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República. O atual advogado-geral da União foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025. A indicação seguiu para votação em Plenário após sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que o aprovou por 16 votos favoráveis e 11 contrários. Antes da votação, em resposta ao relator da indicação na CCJ, senador Weverton (PDT-MA), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que cumpriu com as suas atribuições constitucionais e regimentais em relação à sabatina de autoridades. Davi criticou a demora do Poder Executivo para enviar a mensagem com a indicação de Jorge Messias. Embora o anúncio do nome tenha sido feito em novembro do ano passado, a mensagem só chegou formalmente ao Senado em abril deste ano. — O que eu pretendo fazer hoje? Votar todas as autoridades do CNMP e do CNJ, chamando atenção para os senadores, para que eles possam vir ao Plenário, para que nós possamos ter um número adequado e expressivo de senadores e senadoras, para, aí sim, deliberarmos a Defensoria, o Tribunal do Trabalho e o Supremo Tribunal Federal. Essa é a nossa decisão.