“O produtor rural é, na prática, um agente econômico estratégico", destaca Pérsio Landim
O agronegócio brasileiro consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como um dos principais sustentáculos da economia nacional. Responsável por uma parcela expressiva do Produto Interno Bruto (PIB), das exportações e da geração de empregos, o setor vai muito além da produção de alimentos: ele sustenta a balança comercial, impulsiona o desenvolvimento regional e garante segurança alimentar para o Brasil e para o mundo.
Segundo o advogado Pérsio Landim, especialista em agroadvocacia, compreender a relevância do agro exige olhar não apenas para os números econômicos, mas também para a estrutura jurídica que permite ao produtor rural investir, produzir e inovar com previsibilidade.
“O agronegócio é um dos poucos setores capazes de gerar riqueza real, distribuída ao longo da cadeia produtiva. Sem segurança jurídica no campo, não há crédito, não há investimento e, consequentemente, não há crescimento sustentável”.
Contribuição decisiva para o PIB e a economia nacional
O agronegócio responde por uma fatia significativa do PIB brasileiro, integrando agricultura, pecuária, agroindústria, logística, tecnologia e serviços. Em períodos de instabilidade econômica, o setor frequentemente atua como amortecedor das crises, mantendo níveis de produção, exportação e arrecadação.
Além disso, o agro é protagonista na geração de divisas externas, sendo responsável por grande parte das exportações brasileiras. Esse desempenho fortalece o real, equilibra a balança comercial e sustenta políticas públicas em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
Para Pérsio Landim, esse protagonismo precisa ser reconhecido também no campo regulatório:
“O produtor rural é, na prática, um agente econômico estratégico. Ele assume riscos climáticos, de mercado e regulatórios. O Estado precisa enxergar o agro como parceiro, não como adversário.”
O produtor rural como elo central da cadeia
No centro de toda essa engrenagem está o produtor rural, figura fundamental para o funcionamento do agronegócio. Seja pequeno, médio ou grande, é ele quem transforma tecnologia, crédito e conhecimento em produção efetiva.
A profissionalização da atividade rural trouxe novas demandas jurídicas, como planejamento sucessório, regularização fundiária, compliance ambiental, contratos agrários, crédito rural e gestão de riscos.
“Hoje, o produtor é um empresário rural. Ele precisa de assessoria jurídica especializada para proteger seu patrimônio, garantir acesso a financiamentos e manter sua atividade dentro da legalidade, sem perder competitividade”.
Mato Grosso: potência do agro brasileiro
Quando se fala em agronegócio, Mato Grosso ocupa posição de destaque absoluto. Líder nacional na produção de grãos e proteína animal, o estado é símbolo da eficiência produtiva aliada à expansão tecnológica e à sustentabilidade.
A relevância mato-grossense extrapola os limites regionais e impacta diretamente o desempenho econômico do país. No entanto, o crescimento acelerado também impõe desafios jurídicos complexos, especialmente nas áreas ambiental, fundiária e regulatória.
“Mato Grosso é um exemplo claro de como o agro transforma realidades. Mas esse avanço precisa caminhar lado a lado com segurança jurídica, respeito à legislação ambiental e políticas públicas coerentes com a realidade do campo”, observa o advogado.
Nesse contexto, a agroadvocacia surge como uma área essencial para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Mais do que litigar, o papel do advogado especializado é atuar de forma preventiva, estratégica e integrada à realidade produtiva.
Para Pérsio Landim, o futuro do agro brasileiro depende de três pilares: produção eficiente, responsabilidade socioambiental e segurança jurídica.
“O agro não é o problema; é a solução. Garantir um ambiente jurídico estável é garantir alimento, emprego, desenvolvimento e soberania econômica para o Brasil.”
O agronegócio brasileiro, com destaque para Mato Grosso, é um ativo estratégico nacional. Valorizar o produtor rural, fortalecer a segurança jurídica e promover um diálogo técnico entre o campo, o Estado e a sociedade são medidas indispensáveis para que o setor continue cumprindo seu papel central no desenvolvimento do país.










