Pivetta anuncia subsidio para diesel e congelamento do Fethab
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Pode), um pacote de medidas em redução de impostos que somarão a renúncia de R$ 500 milhões aos cofres públicos. A primeira medida será a adesão ao programa do governo federal para conceder apoio financeiro à importação de diesel, em uma tentativa de conter a alta dos preços do combustível no país.
Segundo Pivetta, Mato Grosso concederá um subsídio de R$ 150 milhões. A medida surge em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio, que aumentaram os custos e trouxeram incertezas sobre o abastecimento.
Outra medida será o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que segundo ele impactará em R$ 350 milhões na receita liquida do Estado. “Estamos falando de uma redução de impostos de mais ou menos meio bilhão esse ano”, disse nesta terça-feira (28).
Os dois projetos foram protocolados e entregues pelo governador ao presidente da Assembleia, que garantiu que irá dar celeridade na sua tramitação e aprovação.
O governador afirmou que no caso do subsidio para o óleo diesel, a população passará a sentir a diminuição do preço, e que haverá uma fiscalização para que a redução chegue ao consumidor direto nos postos de gasolina. Max Russi lembrou ainda que a proposta também poderá impedir mais aumento no óleo diesel, já que o mundo ainda vive a incerteza da guerra no Irã.
“Essa medida foi acertada muito mais prevendo não aumentar o preço do combustível em virtude da guerra, tem uma possibilidade de aumento, e o governador para não aumentar está abrindo mão de receita para que esse aumento não aconteça”, explicou.
O governador ainda afirmou que por conta da perda de R$ 500 milhões, haverá uma redução nos investimentos e obras de áreas que não são prioritárias.
“Nós vamos diminuir alguns quilômetros de pavimentação, nós vamos diminuir os investimentos nas áreas que não são vitais, que não são prioritárias. Na saúde nós não vamos diminuir, na educação nós não vamos diminuir, na segurança nós não vamos diminuir. E certamente vão ser cortados investimentos que podem ser deixados para o ano que vem”, justificou.










