PL tenta repetir aliança de 2024 e negocia vice do Novo para chapa de Wellington

Gazeta Digital • 20 de julho de 2026

Às vésperas das convenções partidárias, o PL trabalha para reeditar a aliança firmada com o Novo nas eleições municipais de 2024, em Cuiabá. As conversas entre as siglas estão avançadas para que o empresário Marcelo Maluf (Novo) seja o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL).

 

Nos bastidores, a avaliação é de que o acordo está bem encaminhado e deve ser oficializado nos próximos dias, podendo ser anunciado dentro do calendário das convenções partidárias, que segue até 5 de agosto.

 

A articulação busca repetir a composição construída na disputa pela Prefeitura de Cuiabá. Na ocasião, o Novo desistiu da candidatura própria, encabeçada por Reginaldo Teixeira, que tinha Vânia Rosa como vice, para apoiar a candidatura de Abilio Brunini (PL), movimento decisivo para consolidar a aliança entre as duas legendas na Capital, já que Abilio buscava uma vice mulher para aproximar do eleitorado feminino.

 

Agora, a estratégia é levar a parceria para a disputa pelo Palácio Paiaguás, tendo Wellington Fagundes como candidato ao governo e Marcelo Maluf ocupando a vaga de vice.

 

Maluf vinha se movimentando para disputar as eleições estaduais desde o ano passado, quando ainda integrava o PSDB. Neste ano, porém, deixou a legenda após mais de duas décadas de filiação e ingressou no Novo, ampliando as especulações sobre um projeto majoritário.

 

Empresário do ramo da construção civil, Marcelo Maluf já teve o nome cogitado em outras disputas eleitorais. Em 2014, chegou a integrar a chapa do ex-governador Rogério Salles (PSDB) como primeiro suplente ao Senado. Agora, desponta como principal nome do Novo para compor a chapa do PL.

Por RepórterMT 21 de julho de 2026
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) publicou edital para preencher vaga de desembargadora destinada exclusivamente a magistradas de carreira, pelo critério de merecimento.  A vaga foi aberta após a aposentadoria do desembargador Juvenal Pereira da Silva, que completou 75 anos de idade neste mês. A lista exclusiva de mulheres atende à determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu uma política de alternância de gênero no Judiciário para a promoção ao segundo grau. As inscrições devem ser feitas até às 19h de sexta-feira (24). O último edital exclusivo para mulheres resultou na promoção da então juíza Gabriela Carina Kanul ao cargo de desembargadora. Na ocasião, a vaga foi aberta com a aposentadoria do desembargador Sebastião de Moraes. Também concorreram as juízas Ana Cristina Mendes, Amini Haddad Campos, Célia Regina Vidotti, Angela Regina Gimenez, Adriana Sant'Anna Coningham, Tatiane Colombo, Mônica Perri, Maria Farias Pinto, Milene Aparecida Beltramini, Eulice Jaqueline Cherulli, Ester Belém Nunes, Gleidi Bispo Santos e Christiane da Costa Marques Neves. A escolha seguirá os critérios como produtividade, desempenho jurisdicional, aperfeiçoamento técnico e conduta funcional. A decisão caberá aos 34 desembargadores que atualmente integram o Tribunal Pleno do TJMT. Além da vaga de Juvenal, o Tribunal também tem em andamento editais para nova presidência para o biênio 2027/28, além de outras três vagas à magistratura. Há consenso pelo nome do atual corregedor-geral de Justiça, desembargador José Lindote para assumir como presidente e Gilberto Giraldelli como vice, enquanto a Corregedoria-Geral da Justiça possui dois concorrentes: os desembargadores Helena Maria Bezerra Ramos e Rui Ramos Ribeiro. Previsão é que eleição ocorra em outubro.
Por Agência Brasil 20 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (20) que 158.745.463 eleitores estarão aptos a exercer o direito de votar nas eleições presidenciais de outubro. A Justiça Eleitoral registrou crescimento de 2.291.452 (1,46%) eleitores em relação ao pleito de 2022. Datas O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno. Mais eleitores no Norte  De acordo com dados do TSE, a Região Norte do país ganhou o maior número de eleitores em relação ao último pleito presidencial. Houve aumento de 548.944 eleitores, número que representou alta de 4,37% no eleitorado regional. Em 2022, 12.560.410 pessoas estavam aptas a votar. Neste ano, serão 13.109.354. Exterior O eleitorado no exterior apresentou aumento de 31,82%. O número de brasileiros que vive fora do país passou de 697.078 para 918.876 pessoas. Quem está no exterior só pode votar para presidente da República. Mulheres De acordo com o TSE, o número de mulheres aptas a votar permaneceu no mesmo patamar em relação ao pleito de 2022, quando foram registradas 82.373.164 mulheres (52,65%) no cadastro eleitoral. Neste ano, as mulheres somam 83.877.126 (52,84%). Diversidade Após as eleições de 2022, a Justiça Eleitoral passou a exigir o preenchimento de dados sobre raça e cor no cadastro eleitoral. Com isso, todas as categorias apresentaram alta. O eleitorado pardo passou de 8.503.206 (2024) para 16.945.954 (2026), e o de pretos saiu 1.808.529 para 3.586.952. Os indígenas passaram de 155.661 para 287.157, representando alta de 84,47%. Pessoas autodeclaradas brancas saltaram de 5.292.130 para 11.691.204. Idade Conforme os dados do TSE, a principal faixa etária do eleitorado está no grupo de 40 a 44 anos, composto por 15.994.390 (10,8% do total). Em seguida, estão as seguintes faixas etárias: 45 a 49 anos (15.271.754); 35 a 39 anos (15.262.815); 30 a 34 anos (15.178.204) e 25 a 29 anos (14.990.259). Idosos Também foi registrado crescimento de 4.566.099 eleitores na faixa com mais de 60 anos. O crescimento demonstrou que a participação dos eleitores idosos nas eleições subiu de 21,02% para 23,60% do total. Jovens Por fim, os dados do TSE apontaram a queda de eleitores na faixa entre 21 a 34 anos. O número passou de 43.819.788 para 41.037.601. A participação no total caiu de 28,01% para 25,85%. Na faixa de 18 anos ou menos, houve queda de 606.468 eleitores. Nas eleições de 2022, 4.177.627 estavam aptos a votar. Em outubro, serão 3.571.159 de pessoas nessa faixa.
Por Gazeta Digital 20 de julho de 2026
A Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), formada por PT, PCdoB e PV, decidiu adiar a convenção partidária que estava prevista para o dia 25 de julho. O evento foi remarcado para 30 de julho, quando a esquerda pretende reunir, em um único ato, partidos aliados e lideranças em um movimento para demonstrar unidade na disputa eleitoral em Mato Grosso. O apurou que a estratégia é transformar a convenção em um grande palanque político, reunindo não apenas os partidos da federação, mas também legendas do campo progressista, como PSB, PSD, PDT, Rede Sustentabilidade e PSOL. A intenção é realizar um evento conjunto. A convenção ocorrerá às 19h, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, e deve marcar a apresentação pública da aliança entre as siglas que apoiam a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes disso, a articulação ganhará um novo capítulo na sexta-feira (24), quando será realizada uma plenária para organizar o Comitê Popular de Luta de Mato Grosso. O encontro ocorrerá às 19h, na sede estadual do PT, e contará com a presença dos coordenadores nacionais da campanha de Lula, Gilberto Carvalho e Mônica Valente. Pela legislação eleitoral, as convenções partidárias podem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. É nesses encontros que partidos e federações homologam oficialmente seus candidatos e deliberam sobre as coligações e demais aspectos da disputa. A Federação Brasil da Esperança já concluiu a montagem das chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e afirma que toda a documentação necessária foi entregue pelas legendas que compõem a federação. Com a mudança de data, a esquerda passa a dividir o calendário com o União Brasil, que também realizará sua convenção em 30 de julho. O partido comandado pelo governador Mauro Mendes deve oficializar as pré-candidaturas do grupo na mesma data, ampliando o peso político do dia no cenário eleitoral mato-grossense. Além do grande ato estadual, líderes do campo progressista também devem participar do ato nacional de lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 2 de agosto, em São Paulo.
Por MidiaNews 20 de julho de 2026
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) publicou edital para o preenchimento de uma vaga de desembargadora destinada exclusivamente a magistradas de carreira, pelo critério de merecimento. O edital é assinado pelo presidente da Corte, desembargador José Zuquim Nogueira. A vaga foi aberta após a aposentadoria do desembargador Juvenal Pereira, oficializada no último dia 2 de julho. O magistrado completou 75 anos, idade limite para permanência no serviço público. As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pelo sistema eletrônico do Tribunal, entre as 12h desta segunda-feira (20) e as 19h de sexta-feira (24). No ato da inscrição, as candidatas deverão apresentar declaração de residência permanente na comarca onde atuam, além de certidões que comprovem a inexistência de processos conclusos fora dos prazos legais e de adiamentos injustificados de audiências. A vaga integra a política de alternância de gênero no preenchimento de cargos de segundo grau do Judiciário, conforme a Resolução nº 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A medida busca ampliar a participação feminina nos tribunais, com a meta de alcançar, no mínimo, 40% de mulheres na composição dessas Cortes. O último edital exclusivo para mulheres resultou na promoção da então juíza Gabriela Carina Kanul ao cargo de desembargadora. Na ocasião, a vaga foi aberta com a aposentadoria do desembargador Sebastião de Moraes. Também concorreram as juízas Ana Cristina Mendes , Amini Haddad Campos, Célia Regina Vidotti, Angela Regina Gimenez, Adriana Sant'Anna Coningham , Tatiane Colombo, Mônica Perri , Maria Farias Pinto, Milene Aparecida Beltramini , Eulice Jaqueline Cherulli, Ester Belém Nunes , Gleidi Bispo Santos e Christiane da Costa Marques Neves . A escolha seguirá os critérios previstos na Resolução nº 106/2010 do CNJ, que estabelece parâmetros objetivos para promoções por merecimento, como produtividade, desempenho jurisdicional, aperfeiçoamento técnico e conduta funcional. A decisão caberá aos 34 desembargadores que atualmente integram o Tribunal Pleno do TJ-MT. Cada candidata receberá pontuação com base nos critérios definidos pelo CNJ, que incluem produtividade, presteza no exercício da função, aperfeiçoamento técnico e observância ao Código de Ética da Magistratura. Outras vagas Paralelamente, o TJ-MT já conduz o processo de escolha dos substitutos da desembargadora Maria Erotides Kneip e do desembargador Dirceu dos Santos. A vaga de Maria Erotides será preenchida pelo critério de merecimento e conta com 25 juízes inscritos na disputa. Já a cadeira de Dirceu dos Santos será ocupada pelo critério de antiguidade e deverá ser destinada ao juiz Antonio Horácio da Silva Neto, o magistrado mais antigo da carreira apto à promoção. Além dessas, uma nova vaga será aberta ainda neste mês com a aposentadoria do desembargador Sérgio Ricardo de Arruda Valério, que completa 75 anos no próximo dia 27 de julho.
Por Gazeta Digital 20 de julho de 2026
A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) reforçou o seu compromisso com o atendimento aos pequenos produtores rurais durante a primeira audiência da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, realizada nesta quinta-feira (16) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No evento, a instituição foi representada pela defensora pública Silvia Maria Ferreira, coordenadora do Núcleo de Regularização Fundiária, que apresentou alternativas para desburocratizar o acesso dos cidadãos ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), o registro eletrônico obrigatório para os imóveis rurais. Em sua fala, a defensora destacou a urgência de se estruturar uma equipe técnica qualificada e dimensionada para suprir a grande demanda represada pela liberação de terras embargadas. Silvia também recomendou que o Estado ofereça capacitação contínua aos pequenos produtores para o manuseio do sistema informatizado do CAR, ressaltando o impacto econômico dessa medida.  Conforme explicou a defensora, “A liberação das restrições existentes sobre as terras dessas famílias é fundamental para que possam acessar financiamentos e manter a economia familiar”, oportunidade em que também alertou para a necessidade de readequar o valor das penalidades à capacidade financeira dos cidadãos vulneráveis, uma vez que eles não dispõem de recursos para quitar multas elevadas. A reunião da CST, proposta pelo deputado estadual Valdir Barranco (PT), concentrou-se na aplicação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, textos que regulamentam a regularização ecológica e o licenciamento simplificado para a agricultura familiar. O debate também girou em torno dos entraves estaduais no cumprimento do Código Florestal e no desenvolvimento de uma dinâmica que una conservação do meio ambiente, segurança jurídica e viabilidade produtiva. A Lei Complementar nº 830/2025 confere um tratamento mais brando, simplificado e proporcional às infrações ambientais registradas em assentamentos familiares e propriedades de até quatro módulos fiscais focadas em atividades agrossilvipastoris, modalidade também denominada Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Em paralelo, a Lei nº 13.349/2026 instituiu o Licenciamento Ambiental Simplificado para as atividades do pequeno produtor, agilizando as autorizações para os imóveis que cumprem os critérios de sustentabilidade cobrados pelo órgão ambiental do Estado, sem que as exigências da legislação percam o rigor. Para ingressar no novo modelo, os proprietários devem cumprir pré-requisitos rígidos, como manter o CAR regular e ativo, não ter embargos vigentes na área e apresentar uma declaração formal de conformidade ambiental, assumindo o ônus civil e administrativo por qualquer dano causado à natureza.
Por Forbes 19 de julho de 2026
A final da Copa do Mundo, disputada neste domingo (19) nos Estados Unidos, tinha Lamine Yamal e Lionel Messi como principais candidatos a herói. No entanto, Ferran Torres fez o gol do título espanhol e roubou a cena. O atacante começou o jogo no banco de reservas e foi a campo aos 16 minutos da etapa final do tempo regulamentar, ao substituir Oyarzabal. Na prorrogação, após ver seus companheiros desperdiçarem diversas oportunidades, foi decisivo. Nico Williams ajeitou de cabeça chutou forte, de perna esquerda, para entrar para a história do bicampeonato mundial da Espanha. “O gol é dos 26 jogadores que estavam aqui. Acho que hoje o destino estava escrito”, disse Torres após a partida. Quem é Ferran Torres? Nascido em 2000, Ferran Torres é um atacante de 26 anos. Formado no Valência, ele jogou no futebol inglês e agora defende o Barcelona. Principais Clubes e Carreira Valencia (2017–2020): Formado nas categorias de base, destacou-se no clube espanhol e chamou a atenção do futebol europeu. Manchester City (2020–2022): Contratado por Pep Guardiola, adaptou-se a diferentes funções ofensivas e conquistou a Premier League (2020/21) e a Copa da Liga Inglesa. Barcelona (2022–Atualidade): Tornou-se uma peça fundamental no setor ofensivo blaugrana, ajudando a equipe a conquistar a La Liga e a Supercopa da Espanha. Conquistas Destacadas Acumula títulos importantes por clubes e seleção, incluindo: Espanha: Vencedor da UEFA Nations League e figura constante nas convocações para a Copa do Mundo. Inglaterra: Campeão da Premier League e da Copa da Liga pelo Manchester City.
Por Agência Brasil 19 de julho de 2026
Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para os partidos políticos fazerem suas convenções. Essa é uma das etapas mais importantes do período eleitoral, pois é nas convenções que os partidos definem seus candidatos aos cargos em disputa. Os partidos terão até o dia 5 de agosto para realizarem suas convenções e enviarem as informações dos candidatos e seus respectivos números para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse envio é feito através do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet. Além da escolha dos representantes dos partidos nas eleições, são sorteados os números com os quais cada candidato concorrerá. O partido tem direito a manter o número de legenda usado na eleição anterior. Os candidatos também têm o direito de manter o número que usaram na eleição anterior para o mesmo cargo. Também é na convenção que o partido formaliza coligação com um ou mais partidos. Em 2026, os eleitores vão votar para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal). Este ano, os partidos deverão fazer convenções estaduais, para escolha de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, deputados federais, estaduais e distritais. A convenção nacional decide os candidatos a presidente e vice-presidente da República, ou a participação em uma coligação nacional. Partidos que já marcaram convenções nacionais Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 20 de julho Partido Liberal (PL) – 25 de julho Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho Partido Novo (Novo) – 27 de julho Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho Partido Verde (PV) – 31 de julho Missão – 1º de agosto Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto
Por Gazeta Digital 19 de julho de 2026
As convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo de Mato Grosso, Senado e chapas proporcionais, começam no próximo 20 de julho e prometem consolidar ou embaralhar o tabuleiro da sucessão estadual. Até 5 de agosto, partidos e federações deverão homologar candidaturas, fechar coligações e resolver disputas internas que ainda ameaçam os principais projetos eleitorais. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral deverá ser feito até 15 de agosto. O primeiro partido a realizar convenção será o Missão, legenda criada a partir do antigo MBL. O encontro está marcado para 20 de julho. A expectativa é que a sigla oficialize a candidatura do empresário Rafael Millas ao governo, abrindo formalmente a temporada eleitoral em Mato Grosso. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega ao período das convenções como candidato à reeleição. A legenda marcou seu encontro para 4 de agosto, quando deverá homologar seu nome e consolidar a aliança construída em torno da continuidade da atual gestão estadual. A principal disputa interna, porém, ocorre no União Brasil, cuja convenção está prevista para 30 de julho. O senador Jayme Campos (União) tentará convencer o partido a lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Do outro lado, está o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), pré-candidato ao Senado, que defende o apoio do União Brasil à reeleição de Pivetta. O embate colocará frente a frente dois dos principais líderes da legenda e definirá se o partido terá candidatura própria ou permanecerá na base governista. Na centro-esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) deverá utilizar sua convenção, marcada para 25 de julho, para formalizar o apoio à candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo e à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). O principal impasse está na segunda vaga ao Senado. Enquanto o PT trabalha para incluir o ex-governador Pedro Taques (PSB) na chapa, o PCdoB tenta viabilizar a candidatura da professora Patrícia Nogueira, disputa que ainda divide a federação. Outro foco de atenção é o Podemos, presidido em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Pode). Com convenção marcada para 4 de agosto, a legenda ainda não definiu qual candidatura ao governo apoiará, tornando-se uma das peças mais cobiçadas nas negociações entre os grupos políticos. No PL, a convenção, no dia 22, deverá confirmar o senador Wellington Fagundes como candidato ao governo e o deputado federal José Medeiros ao Senado. A homologação, entretanto, ocorre em meio a um ambiente de tensão. Lideranças do partido têm demonstrado resistência à candidatura de Wellington, abrindo uma crise interna às vésperas da convenção. O MDB também poderá produzir um dos movimentos mais relevantes do período. A legenda lançará a deputada estadual Janaina Riva (MDB) em uma candidatura avulsa ao Senado, sem necessariamente integrar uma chapa ao governo. Situação semelhante vive o Avante, que avalia homologar o nome do ex-presidente da Aprosoja Brasil Antônio Galvan para disputar o Senado de forma independente. Além das principais siglas, o calendário prevê convenções do PSD, PSB e PDT em 24 de julho; da Federação Brasil da Esperança em 25 de julho; do União Brasil, PP e da Federação PRD-Solidariedade em 30 de julho; do Avante em 1º de agosto; do Republicanos, MDB e Podemos em 4 de agosto; e do PL e Novo em 5 de agosto. A Federação PSDB-Cidadania ainda não definiu a data de sua convenção. Porém, já adiantou que irá apoiar a reeleição de Pivetta. Embora as candidaturas mais competitivas ao governo já estejam praticamente desenhadas, as convenções ainda podem alterar o cenário político. A definição dos palanques, das candidaturas ao Senado e dos apoios partidários tende a influenciar diretamente a configuração da campanha eleitoral que começará oficialmente após o registro das candidaturas, em agosto.
Por Gazeta Digital 19 de julho de 2026
Diante das críticas e do desgaste político na véspera das eleições com pescadores, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avança para alterar a Lei da Pesca, liberando pelo menos uma das 12 espécies de peixes que estão proibidas de pesca e venda nos rios mato-grossenses. A regra está em vigor desde 2024 e é alvo de contestação na Justiça. A proposta, que ainda está em sua fase final em meio às negociações com representantes dos pescadores e membros da Assembleia Legislativa (ALMT), busca aplacar a insatisfação do eleitorado tradicional e das comunidades ribeirinhas, visando o projeto de reeleição do Palácio Paiaguás. O apurou que a alternativa apresentada pelos pescadores prevê a liberação de ao menos uma espécie por bacia hidrográfica. No caso da Baixada Cuiabana, a sugestão da categoria é que a liberação contemple a piraputanga. Atualmente, a proibição, em vigor desde 1.º de janeiro de 2024 e com validade prevista até dezembro de 2028, atinge justamente as principais espécies de maior valor econômico e demanda comercializada no estado: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinxã, pintado/surubim, piraíba, pirara, pirarucu, trairão, tucunaré e a própria piraputanga. A articulação política do governo estadual ocorre em um momento em que a pressão do terceiro setor e de comunidades tradicionais sobre o Judiciário se intensificou. Organizações civis exigem que as três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) movidas pelas cúpulas nacionais do MDB, PSD e pela Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), que contestam a lei, sejam finalmente colocadas em pauta no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O mérito das ações segue travado na corte sob a relatoria do ministro André Mendonça, que, em julho de 2024, negou um pedido de liminar para suspender a eficácia da regra. No início deste ano, Mendonça cobrou dados sobre a efetividade da política ambiental e do amparo financeiro à categoria, provocando uma resposta que jogou luz sobre o fracasso social da medida. Dados da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) entregues ao STF revelaram um cenário de profunda exclusão. De um universo estimado de 15 mil pescadores artesanais em Mato Grosso, o auxílio pecuniário (Repesca), no valor de um salário mínimo, alcançou apenas 19 pessoas em 2024. Embora tenha sido expandido para 2.172 beneficiários em 2025, o programa cobriu somente 40 municípios, deixando desamparados trabalhadores de 72% do território mato-grossense. O relatório da secretaria apontou ainda que as exigências burocráticas, como a comprovação de escolaridade mínima para cursos de capacitação voltados ao turismo de pesca, funcionaram como barreira de exclusão para cerca de 83% da categoria, ignorando a realidade sociocultural dos ribeirinhos. Diante do diagnóstico de desamparo social, o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), junto a organizações como WWF-Brasil, Instituto Gaia e Instituto Centro de Vida (ICV), peticionou pela imediata votação do caso pelo STF. Paralelamente, o relógio corre contra a ala governista na ALMT. Prestes a completar três anos de vigência, a lei alcança o prazo regimental que permite sua reavaliação e potencial revogação por iniciativa do próprio Parlamento estadual.
Por Gazeta Digital 18 de julho de 2026
As ações e execuções por atraso de pensão alimentícia figuram historicamente entre os principais motivos de judicialização nas Varas de Família de Mato Grosso. De acordo com dados do promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, somente na Primeira Vara Cível de Família e Sucessões de Cuiabá, dos 584 cumprimentos de sentença em andamento, 318 são ações de alimentos, o que representa cerca de 55% das demandas executórias da unidade. Dados da Defensoria Pública apontam que, dos mais de 41 mil atendimentos gerais na área de família no estado em 2024, as demandas relativas à pensão alimentícia lideraram as estatísticas de procura. Assim, para tentar cortar esse ciclo exaustivo de cobranças tanto estaduais quanto nacionais, o Plenário do Senado aprovou, no dia 7 de julho, o Projeto de Lei nº 4.978/2023. O texto passa a vigorar após a assinatura do presidente Lula, que deve ocorrer até o dia 30 deste mês. De autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o texto, apelidado de “Pix Pensão”, prevê a transferência automática dos valores e segue para a sanção ou veto do Presidente da República, que tem até o fim do mês para deliberar. A proposta automatiza o pagamento mensal para a conta do beneficiário em qualquer fase do processo, focando especialmente em devedores autônomos, informais ou Microempreendedores Individuais (MEIs). Avaliando o cenário sob a ótica do direito, a advogada Clarissa Bottega, presidente da Comissão de Direito das Famílias e Sucessões da OAB/MT, e a jurista Mariana Oliveira, membro do núcleo, explicam que “esse gargalo representa a reincidência histórica no descumprimento de decisões judiciais que determinam o pagamento de pensão alimentícia, desencadeando situações graves de abandono e vulnerabilidade”. Pelo texto aprovado, o juiz informará os dados bancários, valores e critérios de atualização na decisão, e os bancos realizarão os repasses automáticos. Caso não haja saldo, o sistema faz a indisponibilização automática de ativos financeiros do devedor, alcançando inclusive contas de empresários individuais. Sobre o impacto na família, as representantes da OAB afirmam que “essa medida representa um avanço considerável para a agilidade e maior êxito no recebimento dos valores decorrentes da pensão alimentícia, com potencial de contribuir para a concretização do direito aos alimentos”. “O Pix Pensão busca atacar a raiz do problema: a burocracia do adimplemento. Dessa forma, ao retirar do credor o peso de ter que cobrar, e do Judiciário o peso de ter que ‘procurar’ o dinheiro, a tecnologia busca devolver a dignidade alimentar com velocidade”, defendem Clarissa e Mariana. Para elas, a automação permite ver “a advocacia de família deixando de ser uma 'gestora de cobranças' para voltar a ser, essencialmente, humana e estratégica”, avaliam as representantes da OAB. O promotor Allan Sidney concorda com a avaliação e enfatiza que a reincidência é comumente agravada por relações beligerantes após a separação. “Não é incomum o mal pagador se tornar inadimplente. Há uma relação belicosa, beligerante, entre mãe e pai. Às vezes não tem nem contato, então obriga essa mãe a ter que procurar a Justiça, procurar um advogado ou um defensor para bater às portas do Judiciário. Assim, tudo que visa o descongestionamento, à desburocratização, sempre vem em boa hora. [O Pix Pensão] vai evitar essa judicialização, porque o sistema vai buscar mecanismos de, havendo inadimplemento, automaticamente buscar eventuais ativos financeiros na conta do devedor para fazê-lo saudar”, pontua o promotor. Apesar do avanço, a OAB adverte que os profissionais precisarão combater tentativas de fraudes e ocultação patrimonial. “Caso haja tentativa de burlar o sistema, essa conduta deverá ser comprovada pela parte prejudicada, o que gera desgastes e disputas judiciais intensas que, infelizmente, muitas vezes não resultam na satisfação do crédito. A coibição das fraudes depende mais da conduta ética e moral das partes do que de ferramentas específicas a serem adotadas. Em todo caso, a advocacia deverá estar preparada para o uso estratégico da tecnologia e da inteligência de dados nesses casos”, explicam as advogadas. Cenário mato-grossense O debate nacional encontra reforço em ações que vêm sendo construídas na Assembleia Legislativa (ALMT). O deputado estadual Valdir Barranco (PT), autor de iniciativas de apoio a mães solo e divorciadas, ressalta a urgência de desburocratizar o acesso aos direitos básicos. “O debate nacional sobre o Pix Pensão mostra que o Brasil está avançando na defesa dos direitos das mães e das crianças, e tenho a expectativa de que o presidente Lula sancione essa medida. Em Mato Grosso, queremos caminhar na mesma direção. A Campanha ‘Mães em Ação’ transforma essa luta em política pública permanente, garantindo orientação jurídica, apoio psicossocial. A Justiça não pode ser privilégio de quem tem dinheiro ou conhece a lei. Ela precisa chegar a todas as famílias, especialmente às que mais necessitam da presença do Estado”, defende Barranco. O projeto nacional determina ainda que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recolha estatísticas anonimizadas para aprimorar políticas públicas. Encerrando a análise, as representantes da OAB/MT destacam que o mecanismo humaniza o rito processual. “Ele se posiciona como um dos mais inovadores instrumentos de pacificação social e garantia da dignidade humana criados nas últimas décadas. O Pix Pensão humaniza o processo porque entende que quem tem fome não pode esperar o trânsito em julgado. É a tecnologia, finalmente, se curvando à urgência da vida”, finalizam as advogadas.