Se aprovada, lei autoriza motoristas pagarem multas com doações de sangue

Gazeta Digital • 6 de janeiro de 2026

Um projeto de lei da vereadora por Cuiabá, Michelly Alencar (União), apresentado na Câmara Municipal de Cuiabá ainda em dezembro, quer autorizar que motoristas infratores convertam o pagamento de multas de trânsito consideradas leves em um gesto de solidariedade. A proposta autoriza a substituição do valor de infrações pela doação de sangue ou de medula óssea nos bancos de sangue do estado.


A matéria estabelece que o benefício será facultativo, cabendo ao condutor decidir entre a doação ou o pagamento tradicional do boleto. A iniciativa foca no caráter pedagógico e social da penalidade, buscando reforçar os estoques dos hemocentros, que frequentemente operam abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).



Para evitar o uso indiscriminado, o projeto impõe limites claros:


Cada condutor poderá converter, no máximo, duas multas por ano, aplicadas pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá. O benefício não se aplica a veículos licenciados em outros estados, nem a multas de competência estadual ou federal. O motorista deverá apresentar ao órgão de trânsito um comprovante oficial da doação, contendo CPF, data e assinatura do responsável técnico da unidade de saúde.


Na justificativa da proposta, a parlamentar destaca que apenas 1,8% da população brasileira é doadora regular de sangue, índice considerado baixo. Segundo o texto, a alternativa "revela-se instrumento eficaz de estímulo à cidadania, à solidariedade e à responsabilidade social", sem retirar a responsabilidade do condutor pela infração cometida.


O projeto foi protocolado em dezembro de 2025 e, ainda não passou pelas comissões temáticas da Casa. Caso seja aprovado e sancionado pelo prefeito, entrará em vigor 60 dias após a sua publicação oficial.

Por RepórterMT 17 de junho de 2026
A juíza da 3ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, determinou o despejo do restaurante Bistrô Cuiabá, que tem como nome fantasia Maison Paris e foi recém-inaugurado no Shopping Estação, por falta de pagamento de aluguel. A dívida do empreendimento ultrapassa R$ 119 mil. De acordo com o Shopping Estação, o local está abandonado. Em decisão publicada nesta terça-feira (16), a magistrada autorizou o uso de força policial, arrombamento e retirada de bens, caso seja necessário. “Autorizo, se necessário, o arrombamento e o auxílio de força policial, bem como a remoção de bens que guarnecem o imóvel para depósito sob a responsabilidade da parte autora, caso a ré não seja localizada para retirá-los” , determinou. No dia 28 de maio deste ano, o Shopping Estação Cuiabá entrou na Justiça com uma ação de despejo por falta de pagamento contra o Bistrô Cuiabá. Na ação, o shopping alegou que firmou contrato de locação com o restaurante em 4 de setembro de 2025, pelo prazo de 60 meses. No entanto, o bistrô está devendo os aluguéis mínimos, encargos comuns e o fundo de promoção desde março de 2026, acumulando débito atualizado de R$ 119.427,62.  De acordo com o Shopping Estação, após a ação, o restaurante abandonou o local. O estabelecimento permanece fechado, sem funcionamento e sem movimentação de funcionários. Na decisão, a magistrada concluiu que a loja fechada e a falta de pagamento dos aluguéis configuram abandono e autorizam a retomada do imóvel. “Com efeito, a manutenção de loja comercial fechada em shopping center, somada ao inadimplemento confesso e à ausência de movimentação laboral, caracteriza o abandono que autoriza a retomada do bem para evitar o agravamento dos prejuízos à locadora e ao empreendimento”, disse. Diante disso, a magistrada determinou que um oficial de Justiça vá até o local para constatar o abandono e autorizar a posse imediata do espaço ao shopping. O restaurante tem um prazo de 15 dias para se manifestar no processo. Até o fechamento desta matéria, o empreendimento ainda não havia apresentado uma defesa.
Por Gazeta Digital 17 de junho de 2026
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Throw e cumpre 18 mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Além das prisões, são executados 16 mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e o sequestro de veículos de luxo utilizados pelo grupo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os alvos respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias de 8 pessoas físicas e 3 empresas, além do sequestro de 5 veículos de alto padrão. Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá e Várzea Grande, com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais e da Diretoria Metropolitana. As investigações tiveram início em julho de 2023, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, dois suspeitos foram presos e cerca de 100 quilos de maconha foram encontrados enterrados em barris plásticos nos fundos do imóvel. A partir da ação, a Denarc identificou outros integrantes do esquema e descobriu um sistema estruturado de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava no tráfico interestadual de entorpecentes, recebendo e distribuindo drogas para diferentes regiões do país. As remessas semanais variavam entre 5 e 10 quilos por entrega. As investigações apontaram que a organização possuía uma estrutura hierárquica definida, com liderança, responsáveis pelo controle disciplinar e armamentos, além de integrantes encarregados da logística, armazenamento, transporte, distribuição e movimentação financeira. Entre os fatos apurados, os investigadores identificaram negociações para entrega de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá. Ainda conforme a apuração, três empresas eram utilizadas para movimentar recursos do grupo e mascarar os lucros obtidos com a atividade criminosa. “O resultado representa um trabalho investigativo aprofundado, que permitiu individualizar a participação de cada investigado no tráfico interestadual de entorpecentes e na organização criminosa. A ação busca interromper a cadeia criminosa e desarticular definitivamente o grupo”, afirmou o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz. As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização, rastrear o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos para subsidiar futuras ações penais. Nome da operação O nome "Throw" faz referência ao termo utilizado no esporte para definir o ato de desperdiçar uma oportunidade decisiva ou abrir mão de uma vantagem conquistada. Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza a escolha dos investigados de abandonar caminhos lícitos e ingressar na criminalidade, assumindo as consequências de suas decisões.
Por Ascom 17 de junho de 2026
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, assumiu nesta terça-feira (16), em Brasília, a presidência interina da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), entidade na qual exerce a vice-presidência desde 2024. Lucas Costa Beber substitui Mauricio Buffon, que se licenciou no dia 3 de junho para concorrer ao cargo de deputado federal pelo estado de Tocantins nas eleições deste ano. O mandato interino será exercido por um período de quatro meses. De acordo com o presidente da Aprosoja MT, o seu compromisso será dar continuidade à atuação do presidente Maurício Buffon, que sempre foi marcada pela defesa dos interesses da maioria dos produtores do país. “Assumo com muita responsabilidade a missão de substituir o Maurício nos próximos meses. Ele tem feito um excelente trabalho à frente da Aprosoja Brasil. Seguiremos firmes em pautas fundamentais para o setor, como o endividamento rural agrícola, a reforma tributária, a segurança jurídica, o enfrentamento a abusos contra os produtores, a exemplo da Moratória da Soja, das cobranças indevidas de royalties e de outros temas que impactam diretamente quem produz”, declarou. Segundo Lucas Costa Beber, a Aprosoja Brasil continuará trabalhando pela valorização da imagem do setor, pelo reconhecimento da importância da agricultura perante a sociedade brasileira e pela defesa da nossa imagem no mercado internacional, mostrando a responsabilidade social, econômica e ambiental do produtor brasileiro. “Todas as Aprosojas estaduais podem contar comigo, assim como todos os produtores. Estaremos sempre focados na defesa do interesse da maioria, com responsabilidade, diálogo e firmeza”, acrescentou. Maurício Buffon avalia como positivo seu período como presidente da Aprosoja Brasil, iniciado em março de 2024 e que se encerra em março de 2027. Ele cita avanços importantes, como a aprovação da Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070) e a Lei de Reciprocidade (Lei 15.122), mas aponta dificuldades na relação com o Poder Executivo. “A Aprosoja é uma entidade que aponta soluções, mas há uma certa dificuldade quando o governo vê o agro como adversário. Tivemos avanços, como as leis de Bioinsumos e da Reciprocidade, que nasceram praticamente dentro da Aprosoja, mas podíamos ter alcançado mais se o governo olhasse com mais cuidado para o setor agrícola”, enfatizou. É a segunda vez que um presidente da Aprosoja MT assume conjuntamente a presidência da Aprosoja Brasil. O primeiro a acumular as funções foi o produtor rural Rui Prado, entre 2007 e 2010.
Por RepórterMt 17 de junho de 2026
Mato Grosso registrou o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do Brasil durante o primeiro trimestre de 2026. O Estado apresentou um incremento de 135,11 mil cabeças de gado em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que representa uma alta de 8,1% no volume local. Os dados oficiais constam na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje (16). Com o desempenho, o território mato-grossense consolidou sua posição de principal produtor do país, sendo o responsável sozinho por 17,5% de todo o abate bovino em âmbito nacional. O avanço local puxou o índice do país, que cresceu cerca de 326,28 mil cabeças no período, impulsionado por 21 das 27 unidades da federação. Atrás de Mato Grosso, os maiores aumentos foram identificados em São Paulo (mais 128,20 mil cabeças) e no Pará (mais 36,34 mil). Em contrapartida, as principais retrações ocorreram em Goiás e em Mato Grosso do Sul, com quedas de 68,61 mil e 32,64 mil cabeças, respectivamente. O balanço do órgão federal aponta que a região Centro-Oeste manteve a hegemonia do setor, concentrando 36% do abate nacional, seguida pelo Norte (23,9%) e Sudeste (21,5%).  A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Linacis Lisboa Vogel, avaliou que os indicadores atestam a eficiência e a competitividade do setor produtivo do Estado tanto para o mercado interno quanto para as exportações.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Força Tática da Polícia Militar resultou na apreensão de 248 quilos de cloridrato de cocaína, na segunda-feira (15), em Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). A ação gerou um impacto financeiro estimado em R$ 4 milhões para as facções criminosas. Três suspeitos, sendo dois homens e uma mulher, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Na ação, as equipes também apreenderam dois veículos utilizados na logística do crime. De acordo com a Polícia Militar, a abordagem ocorreu após as forças de segurança receberem informações de que os automóveis vinham da Bolívia carregados com entorpecentes. Diante da denúncia, policiais montaram um bloqueio estratégico na rodovia MT-473. Ao interceptarem os alvos, as equipes encontraram um aparelho de comunicação via satélite no interior de um Fiat Palio Adventure. Já a droga, distribuída em vários fardos, estava escondida em um VW Gol. Os suspeitos, os veículos e o carregamento foram encaminhados à Polícia Federal.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
A empresa Águas Cuiabá vai aumentar em 11,93% o preço cobrado do consumidor pelo serviço de distribuição na Capital. A medida passa a valer em 27 de junho e já vai impactar nas próximas faturas. É o segundo reajuste nesse ano, já que em março o valor subiu 4,16%. Dessa forma, apenas em 2026, o valor do reajuste deverá chegar a 16,09%, mais do que o triplo da inflação registrada no último ano, fixada em 4,72%. Antes do reajuste de março deste ano, o valor cobrado da faixa residencial variava entre R$ 4,92 e R$ 16,29 o metro cúbico, a depender da faixa de consumo. Com a atualização de março, os valores foram fixados entre R$ 5,12 e R$ 16,97, conforme o consumo. O novo reajuste, prevê que o valor cobrado pelo metro cúbico de água fique entre R$ 5,73 e R$ 18,99, conforme a demanda do consumidor. Também haverá aumento na tarifa social, que é aquela concedida às famílias de baixa renda. Até fevereiro, o valor cobrado era de R$ 2,46. Com o primeiro reajuste, em março, o valor saltou para R$ 2,56. Agora, vai para R$ 2,87. Leia também - Maysa detona colegas e acusa 'falta de interesse' para abertura de CPIs O vereador Dilemário Alencar (União), que afirmou ter recebido denúncias de moradores por meio das suas redes sociais, apresentou pedido de convocação do diretor da concessionária de saneamento básico e também do presidente da agência reguladora, a Regula Cuiabá, para pedir esclarecimentos. Ele disse que também acionou o Procon Estadual para investigar o reajuste. “Chegou agora há pouco [alegação] de que foi uma demanda jurídica que a Águas Cuiabá recorreu junto a Câmara Arbitral que fica em São Paulo, porque não houve entendimento com a antiga Arsec numa reavaliação de reajustes deu 5%. A Águas Cuiabá não concordou e recorreu a essa Câmara Arbitral, que fica na cidade de São Paulo. Eu quero que o presidente da Águas Cuiabá venha aqui, se explique, e também o novo presidente da Regula Cuiabá”, disse à imprensa. Por meio de nota, a Águas Cuiabá informou que o reajuste tem como objetivo o “reequilíbrio da concessão” e que a decisão está embasada em decisão da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem CIESP/FIESP, que reconheceu a necessidade da mudança em razão dos serviços prestados entre 2012 e 2019. Questionada sobre a motivação da revisão ter sido encaminhada para um órgão de fora do estado, a assessoria da Águas Cuiabá alegou que a instituição atua na mediação de conflitos e é “bastante respeitada”. Argumentou, ainda, que há cinco anos seguidos lidera o ranking do saneamento básico do Instituto Trata Brasil. Além disso, pontuou que já foram feitos R$ 1,5 bilhão em investimentos no serviço prestado na Capital. Leia a íntegra da nota abaixo. Nota à imprensa Tribunal arbitral reconhece direito da Águas Cuiabá ao reequilíbrio do contrato de concessão A Águas Cuiabá informa que a Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem CIESP/FIESP considerou procedentes os pedidos apresentados em processo movido pela empresa, reconhecendo direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão referente ao período de 2012 a 2019. Entre os pontos decididos, foi determinado que o reequilíbrio relativo ao pleito de abatimentos e cancelamentos seja implementado por meio de aumento tarifário de 11,93% a partir de 27 de junho de 2026. Desde 2017, Cuiabá vem ganhando destaque nacional no saneamento, com cinco anos seguidos na liderança do Ranking Trata Brasil em investimentos por habitante, resultado de R$ 1,5 bilhão aplicados em obras, tecnologia e melhorias operacionais. A Águas Cuiabá segue investindo este ano, com foco na região central da cidade e em entregas como a ETE Sul, já em fase avançada de construção. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato pelos canais de atendimento: Call Center: 0800 646 6115 (ligação gratuita) e WhatsApp (65) 9 9276-6008.
Por RepórterMT 16 de junho de 2026
O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, juntamente com os diretórios municipais do MDB e do PV, foi condenado a pagar R$ 950 mil à produtora Tele Vídeo Produções Ltda.-ME, responsável pela produção audiovisual da campanha eleitoral de 2020, quando o emedebista foi reeleito para comandar a Prefeitura de Cuiabá. A decisão é do juiz Jamilson Haddad Campos, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira (16). De acordo com o processo, a Tele Vídeo foi contratada para produzir programas eleitorais, inserções para rádio e televisão e jingles da campanha de Emanuel Pinheiro. Segundo a empresa, o contrato previa pagamento de R$ 1,2 milhão, porém apenas R$ 250 mil foram quitados, restando um saldo devedor de R$ 950 mil. Durante a tramitação da ação, Emanuel sustentou que não poderia ser responsabilizado pela cobrança porque a dívida teria sido assumida posteriormente pelo Partido Verde, com a concordância da produtora. O magistrado, entretanto, entendeu que o documento que transferia a obrigação ao PV não continha cláusula expressa que liberasse o ex-prefeito da responsabilidade pelo débito. Por isso, concluiu que ele permaneceu obrigado ao pagamento. Na sentença, o juiz destacou que a legislação eleitoral prevê responsabilidade solidária entre candidatos e partidos pelas despesas de campanha. Também ressaltou que Emanuel Pinheiro foi o beneficiário direto dos serviços contratados e que a produtora apresentou contratos, notas fiscais e provas da veiculação do material produzido.  O MDB e o PV, apesar de regularmente citados, não apresentaram defesa nos autos. Com isso, a Justiça reconheceu a responsabilidade solidária dos três réus e determinou o pagamento do valor remanescente à empresa. Além da condenação principal, a sentença estabelece que a dívida seja corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde o vencimento das obrigações até a citação dos réus. A partir desse momento, deverá incidir a taxa Selic. Emanuel Pinheiro, MDB e PV também foram condenados ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor atualizado da condenação.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
O deputado federal Juarez Costa (Republicanos) foi delatado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a acusação de ter recebido R$ 30 milhões e um automóvel BMW em propina, quando era prefeito de Sinop (502 km ao norte de Cuiabá) entre 2009 e 2016. A informação é do Portal Metrópoles e o deputado não se manifestou ainda. Segundo a reportagem desta terça-feira (16), Juarez foi delatado por executivos da Aegea, líder no setor privado de saneamento básico no Brasil. As colaborações premiadas ocorreram entre 2020 e 2021, e foram homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) apenas em 2025, sob relatoria do ministro Mauro Campbell. Segundo a reportagem, o ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, relatou aos procuradores que autorizou pagamentos que somaram R$ 30 milhões ao então prefeito e atual deputado federal ao longo de anos até chegar a 2018. Os pagamentos ocorreram em Cuiabá e em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. “Segundo o executivo, os recursos seriam destinados ao pagamento de dívidas de campanha de Juarez Costa. Amadeo também declarou que Juarez Costa pediu uma BMW em 2014 como parte do pagamento de propina. Conforme o depoimento, ele autorizou subordinados a providenciar a compra do veículo. Em troca, o então prefeito mudou regras e criou leis que beneficiaram a empresa”, diz trecho do texto assinado pelo jornalista Eduardo Militão. A reportagem ainda afirma que os depoimentos foram corroborados pelo ex-diretor financeiro da Aegea, Flávio Crivellari, que afirmou que o carro custou R$ 330 mil à época, o equivalente a cerca de R$ 625 mil em valores corrigidos pela inflação. “Crivellari afirmou que o hoje deputado solicitou diretamente ao presidente da companhia a compra do automóvel. Segundo o relato, o veículo foi adquirido e transferido por intermédio do operador Eduardo Valdívia, consultor terceirizado da concessionária de água e esgoto”, diz outro trecho da reportagem. Veja trechos da reportagem: Dinheiro em espécie na praia Outros executivos também citaram o ex-prefeito como destinatário de propina. São eles: o ex-diretor administrativo Felipe Bueno Marcondes Ferraz, o ex-responsável comercial Mário Roberto Amorim Baltar e a ex-gerente técnica Fernanda Bassanesi. Ferraz disse que operou o “caixa 2” de Juarez Costa a partir de 2015. Segundo ele, o então prefeito utilizava três emissários para retirar dinheiro em espécie na sede da Aegea, em São Paulo. Também haveria entregas em Cuiabá (MT) e em Santa Catarina. Ferraz relatou que, ao longo de 2015 e no primeiro trimestre de 2016, foram entregues maços de dinheiro a intermediários em um endereço de Balneário Camboriú (SC). O ponto de encontro seria um cruzamento entre a Avenida Brasil e a Rua 3.300, nas proximidades de um hotel. De acordo com o ex-executivo, nesse local foram entregues R$ 1,2 milhão destinados ao deputado. Ele contou que o responsável pelas entregas viajava até Balneário Camboriú com um número de telefone anotado e, ao chegar à cidade, fazia contato para combinar a retirada dos valores na esquina da Avenida Brasil. Em setembro de 2016, período próximo aos fatos narrados na delação, Juarez Costa foi alvo de mandado de busca na Operação Sorrelfa, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso para investigar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Três mandados foram cumpridos em Santa Catarina, segundo comunicado divulgado pelo MP estadual. Três dias após a operação, o site mato-grossense ‘Midiamax’ publicou que investigadores tinham imagens de cheques da empresa RJD Construções usados para pagar despesas do então prefeito em Balneário Camboriú, incluindo imóveis na cidade. A empresa prestava serviços à Aegea, que, por sua vez, atendia à prefeitura. As informações divulgadas à época coincidem com depoimentos prestados anos depois por Felipe Ferraz ao Ministério Público Federal. Segundo ele, a companhia remunerava a RJD Construtora por serviços com sobrepreço de 20%, percentual que incluiria valores destinados a Costa. Como a RJD recebeu R$ 23,5 milhões entre 2015 e 2018, o montante que teria abastecido o esquema alcançaria R$ 4,7 milhões, de acordo com os cálculos apresentados por Ferraz. Postos de gasolina teriam sido usados para mascarar pagamentos Mário Baltar disse que era interlocutor direto de Juarez Costa em Sinop. Segundo seu depoimento, entre 2013 e 2014 recebeu pedidos que somaram exatamente R$ 3.083.275 para despesas de campanha. Para efetuar os repasses, a Aegea teria simulado compras de combustíveis em postos da cidade. Os estabelecimentos teriam sido indicados pelo próprio prefeito, conforme o depoimento de Flávio Crivellari. Os depósitos foram feitos para quatro postos em transferências fracionadas realizadas por duas empresas do grupo: Águas de Guariroba e Nascentes do Xingu. Crivellari corroborou o relato de Baltar e declarou que as compras de combustíveis eram fictícias. O ex-diretor financeiro também afirmou que o operador Eduardo Valdívia mencionou o uso dos postos. Segundo ele, a empresa de Valdívia, a Foccos Engenharia, teria sido utilizada para solicitar adiantamentos que abasteciam esse sistema de pagamentos. Os repasses ultrapassaram R$ 3 milhões. Outro lado A reportagem do Gazeta Digital tentou contato com o deputado, mas não houve resposta.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
O ex-governador de Mato Grosso e presidente regional do União Brasil, Mauro Mendes, afirmou que os rumores sobre a possível desistência da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado ganharam força nos bastidores políticos. Embora tenha evitado confirmar qualquer articulação envolvendo o liberal, Mauro admitiu que o assunto é recorrente nas conversas do meio político mato-grossense. O assunto veio à tona na semana passada, durante uma coletiva de imprensa do deputado estadual e um dos articuladores do MDB de Mato Grosso, Eduardo Botelho. “Olha, assim como a imprensa e outras pessoas nos bastidores da imprensa, ouvimos muita coisa. É que vai desistir, às vezes não vai desistir, mas não cabe eu falar sobre isso. Agora, não tem como negar que os rumores são muito fortes nos bastidores”, declarou na sexta-feira (15). A possível saída de Wellington é vista como um movimento capaz de alterar significativamente a disputa pelo Governo do Estado, especialmente diante das articulações conduzidas pelo grupo político ligado a Mauro Mendes e ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que sonha com o apoio da parcela bolsonarista do estado. Apesar das especulações, Wellington tem reiterado publicamente que permanece na disputa e afirma que seguirá trabalhando para consolidar sua candidatura ao comando do Palácio Paiaguás. “Lá no Mato Grosso é a mesma coisa. Eu estou sempre apontando em primeiro lugar nas pesquisas e a forma que os nossos adversários utilizam é tentar desestabilizar”, afirmou o senador durante discurso no plenário após vazar a informação.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) rejeitou o recurso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e manteve, por unanimidade, a declaração de inconstitucionalidade do voto secreto na apreciação de vetos governamentais. A rejeição do recurso atende a um pedido do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat). A decisão, tomada em ambiente virtual, confirma que o parlamento estadual é obrigado a realizar votações abertas nesses casos, seguindo o modelo federal. Com o resultado, abre-se o caminho jurídico para anular a votação secreta que havia mantido o veto do ex-governador Mauro Mendes (União) ao projeto de lei que previa um reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. O entendimento da Corte Estadual é de que a regra da Constituição Estadual que permitia o sigilo violava frontalmente os princípios constitucionais da transparência, da publicidade e da simetria com a Constituição Federal. O processo que discute a anulação definitiva da votação do reajuste será analisado pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do tribunal. O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou em seu voto condutor que a Emenda Constitucional Federal nº 76/2013 extinguiu o voto secreto para vetos no Congresso Nacional, tornando-se um modelo de observância compulsória para os estados. Segundo o magistrado, a publicidade dos votos não é uma escolha opcional do legislador, mas uma exigência democrática. Leia também - Matador foragido é preso pelo Bope em Cuiabá "O voto aberto, nessa hipótese, não constitui mera escolha procedimental do Congresso Nacional, disponível à livre conformação dos Estados. Ao contrário, decorre diretamente dos princípios da publicidade, da transparência administrativa e da soberania popular", apontou Vidal. O desembargador também reforçou o conceito de accountability (responsabilização), sublinhando o dever de prestação de contas que os deputados estaduais possuem perante seus eleitores. Para o relator, ocultar o posicionamento dos parlamentares rompe o vínculo de representação política e obscurece atos que deveriam ser totalmente visíveis em uma democracia constitucional.