Senador vai ao Japão buscar novos mercados a carne bovina

Gazeta Digital • 7 de janeiro de 2026

O senador Wellington Fagundes (PL) tem missão internacional ao Japão programada para o mês de janeiro. A viagem busca estreitar laços com o país asiático e tentar contornar os efeitos provocados pelas tarifas comerciais chinesas nas exportações de carne brasileira. A China deve impor tarifa de até 55% sobre importações de carne bovina para fornecedores, incluindo o Brasil.

 

“Conheço o histórico da produção de carne no Brasil e no mundo, claro que precisamos de diplomacia, dialogar, e buscar novos mercados. No fim do mês, vou ao Japão, pois são os maiores compradores de carne de aves do Brasil, mas não compram carne bovina porque nós tínhamos o problema da febre aftosa, e em um trabalho de décadas nos livramos disso”, disse em entrevista ao Jornal do Meio Dia na terça-feira (6).

 

Médico veterinário por formação e defensor de pautas ligadas ao agronegócio, Fagundes ressaltou que a febre aftosa já foi superada no Brasil e que anos atrás, ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), esteve no Japão com a mesma finalidade. No entanto, os japoneses ainda tinham muita resistência, diante de suas rigorosas normas sanitárias.

 

Fagundes criticou a taxação da China e rotulou como “puramente comercial”, no intuito de comprar mais barato apesar da dependência de outros países para importar proteínas. Ele ainda enfatizou a produtividade brasileira no setor e vê como oportunidade caso os japoneses virem novos parceiros.

 

“O Brasil aumentou a produção e ultrapassou os EUA então temos mais a oferecer. Temos um rebanho maior, é uma grande oportunidade. Se conseguirmos colocar nossa carne no Japão, que é o país mais exigente do mundo em termos sanitários, vamos abrir o mercado asiático e teremos mais condições de oferecer a outros países”, acredita.

 

Wellington ainda destacou que vai convidar setores produtivos para acompanhá-lo na viagem, mas também expôs que internamente o Brasil precisa descentralizar seus frigoríficos e abrir mais oportunidades para pequenos e médios produtores de carne.

 

A China deve impor uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que excederem os níveis de cota dos principais países fornecedores, incluindo o Brasil. A medida, com vigência a partir de 1º de janeiro e duração prevista de três anos, cria cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil.

Por RepórterMT 18 de janeiro de 2026
Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, acusados de planejar e executar o assassinato da produtora rural Raquel Cattani, de 26 anos, podem pegar penas de até 30 e 38 anos de prisão em regime fechado, respectivamente. A vítima era filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e foi morta com 34 golpes de faca dentro da própria casa, no dia 18 de julho de 2024, em Nova Mutum (a 242 km de Cuiabá). Os criminosos serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri no próximo dia 22, na 3ª Vara do município.  Romero Xavier foi casado com Raquel por cerca de dez anos e não aceitava o fim do relacionamento. Ele planejou o assassinato da ex-mulher e ofereceu R$ 4 mil ao irmão Rodrigo para matá-la. Com isso, Rodrigo entrou na casa da vítima, no Assentamento Pontal do Marape, na noite do dia 18, e aguardou a chegada dela. Raquel foi atacada com diversos golpes de faca e, em seguida, o assassino furtou diversos pertences e fugiu usando a motocicleta dela. O corpo foi encontrado no dia seguinte pelo pai da vítima. Pelos crimes, Romero foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, emboscada, promessa de recompensa e feminicídio. Já Rodrigo foi denunciado pelos mesmos crimes, além de furto qualificado. Com base no artigo 121 do Código Penal, para que o crime de homicídio se torne qualificado, basta apenas uma das qualificadoras. As demais podem ser utilizadas para agravar a pena na dosimetria, podendo chegar ao teto legal de 30 anos de prisão. Em relação ao furto qualificado, o artigo 155 do Código Penal prevê pena máxima de até oito anos de prisão e multa. Ainda conforme a legislação, o furto é qualificado quando há destruição ou rompimento de obstáculo; abuso de confiança, mediante fraude, escalada ou destreza; emprego de chave falsa ou concurso de duas ou mais pessoas. Sendo assim, enquanto Romero Xavier pode ser condenado a até 30 anos de prisão, Rodrigo pode receber pena de até 38 anos. A sessão de julgamento será presidida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, que já definiu algumas regras para a participação do público e da imprensa, como proibição de transmissão, filmagens e equipamentos eletrônicos dentro do plenário. Feminicídio como qualificadora Como o crime foi cometido em julho de 2024, Romero e Rodrigo só poderão ser condenados por homicídio qualificado com a qualificadora de feminicídio, incluída pela Lei nº 13.104, de 2015, que prevê pena máxima de 30 anos de prisão. Em outubro do mesmo ano, o feminicídio deixou de ser uma qualificadora e passou a ser um crime autônomo, com pena de até 40 anos, conforme a Lei nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio, de autoria da então senadora Margareth Buzetti (PP). No entanto, a nova legislação entrou em vigor no dia 9 de outubro. Dessa forma, apenas crimes cometidos a partir dessa data podem ser enquadrados na nova lei.
Por Gazeta Digital 18 de janeiro de 2026
Casos envolvendo novos processos na área da saúde cresceram 215% nos últimos cinco anos em Mato Grosso. Segundo portal do Conselho Nacional de Justiça, em 2020 foram 5.417 novos casos na saúde pública, em 2021 o número saltou para 6.782, passando para 8.798 no ano seguin-te. Em 2023 foram 10.817 novos casos e em 2024 15.497. No ano passado, conforme o levantamento, o número de novos casos na área da saúde saltaram para 17.075. Pedidos de cirurgias estão entre os maiores casos, chegando a 3.557, em seguida tratamento médico-hospitalar com 2.771 ações, urgência é o terceiro assunto com 2.711 pedidos, Unidade de Terapia Intensiva alcança a quarta colocação em ações, 2.646 e o fornecimento e medicamentos está em quinto lugar com 2.456 requisições. Para tentar reduzir a judicialização na saúde, A 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá aposta na entrada em funcionamento da Central de Con ciliação de Saúde Pública, prevista para o primeiro semestre. Fruto de um termo de cooperação entre o Ministério Público, Tribunal de Justiça, Estado e Defensoria Pública, a unidade funcionará na avenida Getúlio Vargas e contribuirá significativamente para a desjudicia-lização da saúde. A ideia da conciliação é evitar que chegue essa ação no Poder Judiciário.
Por Gazeta Digital 18 de janeiro de 2026
Várzea Grande está entre as 5 cidades do país com mais registros de sucuris resgatadas em centros urbanos entre 2008 e 2022, aponta pesquisa apresentada em revista científica internacional, desenvolvida pelo mato-grossense Bruno Câmera. Dentre os 189 animais resgatados no período em todo o Brasil, 12 deles estavam no município. O mapeamento traz atenção para a necessidade de centros de resgate especializados em locais estratégicos. O estudo foi realizado pelo biólogo e Doutor em Biodiversidade e Evolução, Bruno Câmera, que passou cerca de 3 meses apenas na etapa de coleta de dados sobre o encontro desses animais em centros urbanos. Várzea Grande ocupou o 4° lugar no ranking com o maior número de registros no Brasil, atrás apenas de Salvador (BA), Porto Velho (RO) e Manaus (AM). “Eu recuperei, 189 registros de resgates de sucuris que estavam distribuídos em 84 cidades de 18 estados do Brasil”, afirmou. Leia também - Jacaré Celso tem parque como 'lar' e prefeitura alerta população para cuidados Ao , Câmera explicou que umas das hipóteses levantadas para existir uma quantidade maior nessas cidades é que todas elas são centros urbanos antigos, com início sem planejamento, e próximas a rios, com cursos de água espalhados. A presença de córregos facilita a movimentação das serpentes, o que torna propício o aparecimento. “A gente discute que são cidades muito antigas, com mais de 200 anos. Salvador tem mais de 400 anos de existência. Algumas coisas que a gente elenca aqui é que essas cidades são marcadas por um processo de urbanização não controlado, que cresceram basicamente conforme a população foi chegando sem um controle. Essas cidades foram crescendo ao longo de áreas ripárias, ribeirinhas, na beira de rios, com presença de grandes corpos d'água”, afirma ele. Um fato interessante é que a pesquisa não apresentou registros expressivos em Cuiabá, mesmo sendo próxima à Várzea Grande. Entender se essas sucuris encontradas têm os ambientes urbanos como morada ou se estão apenas transitando é algo que as pesquisas ainda não desenvolveram. Existem hipóteses de que este aparecimento seja fruto da movimentação dos animais até cabeceiras de rios, mas as pesquisas sobre isso têm uma dificuldade maior em ser realizada. Câmera explica que os registros de resgate ocorrem em espaços variados, como dentro de canos, em postes de luz ou enroladas em pneus de caminhões. Apesar de aparecem nesses espaços, as sucuris não oferecem riscos à população No período estudado, foi encontrado um único registro de ataque desses animais a humanos nos meios urbanos, sem vítima fatal. As sucuris nas cidades também podem ser algo benéfico, pois elas se alimentam de pragas urbanas, como ratos, o que pode auxiliar no controle de zoonoses. Além dos roedores, elas podem se alimentar de pombos, se conseguirem capturar, patos e até de gatos e cachorros. Por outro lado, esses animais, ao serem encontrados nas cidades, correm risco de serem assassinados. O pesquisador afirma que a presença dos registros de resgate é algo positivo, pois significa que eles tiveram uma chance de sobrevivência. O estudo sobre a presença de sucuris foi publicado na revista científica internacional “Studies on Neotropical Fauna and Environment” (Estudos da Fauna e Flora Neotropical), no Reino Unido, em 2025. Bruno Câmera destaca que a pesquisa mostrou que os resgates dos animais geralmente são realizados pelo Corpo de Bombeiros ou equipes de polícia e são soltos em regiões de mata. No Brasil são esses profissionais que realizam esses procedimentos por ainda não existirem equipes especializadas apenas no resgate de animais e posterior soltura, formadas por biólogos e outros profissionais da área. Essa lacuna formada pelas faltas de equipes pode gerar um problema a longo prazo, uma vez que animais resgatados, antes de serem devolvidos ao meio ambiente, devem passar por exames de zoonoses e mapeamento genético, assim como o local que os recebe. “Quando essas sucuris são resgatadas e levadas para outros lugares, existe um risco de morte muito grande. Elas geralmente são muito sensíveis a essa situação de translocamento. Além disso, sem um estudo prévio, a gente pode estar levando patógenos, ou doenças de um lugar para outro. A gente tem que entender também que existem populações genéticas. Será que aquela população é compatível com essa população genética desse animal que foi resgatado?”, explicou o biólogo. Ele explica que, além disso, seria importante que os animais fossem acompanhados a longo prazo após a soltura e que isto também poderia auxiliar na pesquisa e no entendimentos dos hábitos. Essa política já existe em outros países e, além do cuidado com os animais, também poderia empregar profissionais da área ambiental. “A gente deveria pensar nisso como uma política de longo prazo, com um aumento do número de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), por exemplo, ou Centro de Reabilitação e Tratamento de Fauna Silvestre”, finaliza ele. 
Por Gazeta Digital 17 de janeiro de 2026
Um carro de funerária capotou na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, na tarde deste sábado (17). Um corpo era transportado do veículo e ficou parcialmente exposto. Ainda não há informações sobre o que motivou o acidente. Segundo apurado, o acidente foi registrado por volta de 15h30 deste sábado, no sentido Centro ao bairro. Com o capotamento, o veículo ficou com as rodas para cima, no canteiro central da avenida. Com o acidente, o trânsito no trecho ficou congestionado até o trabalho de perícia e remoção do veículo. Informações extraoficiais dão conta de que o veículo seguia com o caixão para o Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá. O motorista não sofreu ferimentos graves e o caso segue apurado pela Polícia Civil.
Por RepórterMT 17 de janeiro de 2026
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, na sexta-feira (16), um pedido de habeas corpus que solicitava a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a prisão domiciliar. Conforme o portal Metrópoles, o ministro considerou a via judicial inadequada, uma vez que o pedido não foi apresentado pela defesa técnica oficial de Bolsonaro, mas por um terceiro.  Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista. Na quinta-feira (15), ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para a chamada “Papudinha”, uma Sala de Estado-Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar, anexa ao Complexo da Papuda, em Brasília. A mudança foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que fixou condições rigorosas para a custódia. Entre as regras para a permanência de Bolsonaro na unidade estão assistência médica 24 horas por médicos particulares, alimentação especial entregue por pessoas indicadas e visitas semanais da esposa e dos filhos. O ex-presidente também recebeu autorização para instalar barras de apoio e aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta, na cela. No entanto, o pedido da defesa para a instalação de uma smart TV foi negado pela Corte.
Por RepórterMT 17 de janeiro de 2026
Uma ação integrada das forças de segurança prendeu um homem de 48 anos e apreendeu uma aeronave e cerca de meia tonelada de cocaína transportada de Mato Grosso para o Pará. A prisão e a apreensão ocorreram nessa sexta-feira (16). Segundo informações repassadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), o homem, apontado como responsável pelo transporte da droga até o município de Itaituba, no Pará, foi preso em Sinop (a 481 km de Cuiabá). Com ele, as equipes apreenderam a aeronave utilizada no tráfico. Os entorpecentes foram localizados em uma área de mata, na zona rural de Itaituba. A droga estava escondida às margens de uma pista clandestina de pouso. Ao todo, a operação durou mais de 12 horas e mobilizou equipes da Polícia Federal, Gefron, Ciopaer e unidades da Polícia Militar de Mato Grosso, gerando um prejuízo estimado em R$ 12,5 milhões às facções criminosas.  As investigações prosseguem na Polícia Federal de Mato Grosso para identificar a origem da droga e outros possíveis envolvidos.
Por RepórterMT 16 de janeiro de 2026
Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso confirmaram o início da greve na próxima quarta-feira (21). A categoria reivindica aumento de 6,8% nos salários, abrangendo todas as classes e níveis, além de ajustes no plano de carreiras. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, para marcar o primeiro dia da paralisação haverá uma marcha às 8h pelas ruas do Centro Político Administrativo, em Cuiabá. A concentração deve ocorrer em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A manifestação deve contar com a participação de outros sindicatos e associações, como do Tribunal de Contas, do Ministério Público e dos Analistas Judiciários. A decisão pela realização da marcha foi tomada após reunião realizada nessa quinta-feira (15), na Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT). Os servidores reivindicam o reajuste desde o início de setembro do ano passado, quando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei nº 1.398/2025, que previa acréscimo de 6,8% nos salários dos servidores efetivos do Judiciário, abrangendo todas as classes e níveis. A proposta também contemplava ajustes no plano de carreiras. Após adiamentos decorrentes de três pedidos de vista apresentados pelos deputados Beto Dois a Um (PSB), Dr. Eugênio (PSB) e Chico Guarnieri (PRD), o projeto foi votado e aprovado no dia 19 de novembro. Contudo, no dia 1º de dezembro, o governador Mauro Mendes vetou integralmente o projeto, sob a alegação de que o TJMT não apresentou estudos de impacto financeiro consolidados nem indicação de fonte de custeio permanente para sustentar o reajuste. Além disso, o governador afirmou que o aumento provocaria acréscimo estimado de R$ 1,6 bilhão por ano na folha de pagamento do Estado, abrindo precedentes para que outras categorias pleiteassem reajustes, o que geraria efeito cascata e impacto nas contas públicas. No dia 3 de dezembro, a ALMT apreciou o veto do Governo do Estado e votou, de forma secreta, pela manutenção da suspensão do aumento. A votação terminou com 12 votos favoráveis à manutenção do veto e 10 contrários. O Sinjusmat chegou a tentar, por meio de um mandado de segurança com pedido de liminar no TJ, anular a sessão da AL que manteve o veto. Contudo, a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos negou o pedido, alegando que não há urgência para suspender a votação secreta, uma vez que a sessão já ocorreu e não causa danos imediatos ao direito do sindicato capazes de justificar a concessão da liminar sem uma análise mais aprofundada do caso. A magistrada ressaltou que o assunto é complexo e que deve ser examinado com mais cuidado. 
Por Gazeta Digital 16 de janeiro de 2026
A carne bovina de Mato Grosso chegou a mais de 90 países em 2025. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram exportadas 978,4 mil toneladas da proteína, com uma receita de US$ 4,1 bilhões, consolidando o estado como um dos principais players globais do setor. Em um ano histórico, no qual Mato Grosso bateu seu próprio recorde de exportação de carne bovina, foram abatidas 7,4 milhões de cabeças de gado. Com um produto cada vez mais competitivo no mercado internacional, o estado tem se beneficiado tanto da abertura de novos mercados — como o Marrocos, em 2024 — quanto do crescimento da demanda de mercados já consolidados, especialmente na Ásia. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem um trabalho consistente de toda a cadeia produtiva. “Mato Grosso vem colhendo os resultados de anos de investimentos em sanidade, qualidade e profissionalização da pecuária. Estamos preparados para atender mercados cada vez mais exigentes, com volume, eficiência e responsabilidade”. A China segue como o maior comprador da carne bovina mato-grossense e importou, em 2025, 536,9 mil toneladas da proteína, o que corresponde a 54,8% do total exportado. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 58,8 mil toneladas, representando 6% das vendas externas do estado. A lista dos dez países que mais importaram carne bovina de Mato Grosso em 2025 inclui ainda Chile, Estados Unidos, Filipinas, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Holanda, demonstrando a diversificação dos destinos e a presença da proteína mato-grossense em mercados estratégicos da Europa, Oriente Médio, América e Ásia. De acordo com o diretor do Imac, a tendência é de manutenção desse ritmo de crescimento. “A diversificação de mercados é fundamental para dar segurança ao setor. Quanto mais destinos abertos, menor a dependência e maior a estabilidade para o produtor, para a indústria e para a economia do estado”. Para 2026, as perspectivas seguem positivas, impulsionadas especialmente pela abertura de novos mercados, como o da Guatemala, em dezembro. Com cerca de 18 milhões de habitantes, o país da América Central vem ampliando sua demanda por proteína bovina, o que reforça o potencial de expansão das exportações mato-grossenses nos próximos anos e consolida Mato Grosso como referência mundial na produção de carne bovina.
Por Gazeta Digital 16 de janeiro de 2026
Foi publicado o Decreto nº 1.794 que regulamenta e detalha as condições para a concessão de incentivo fiscal às operações com soja beneficiada no Estado, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic). A nova regra permite a extensão do benefício fiscal às operações com soja a granel, desde que sejam atendidos critérios específicos voltados à industrialização, à ampliação da capacidade de armazenagem e ao controle fiscal das operações. O objetivo é estimular a agregação de valor à produção agrícola e assegurar que o incentivo não gere desequilíbrios no mercado interno nem prejuízos à arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS). Para ter acesso ao benefício, a soja deverá ser produzida em Mato Grosso e submetida a processo de beneficiamento em estabelecimento próprio do contribuinte. Além disso, a empresa deverá comprovar que o beneficiamento ocorre em unidade armazenadora localizada no Estado, sendo admitida a utilização de armazéns em regime de condomínio, desde que devidamente regularizados. O decreto ainda estabelece que a concessão do incentivo estará condicionada a credenciamento específico e à realização de vistoria técnica in loco pela Secretaria de Estado de Fazenda. Caberá à Sefaz definir o limite global de fruição do benefício por período, enquanto o Conselho de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Condeprodemat) fixará o limite individual para cada empresa beneficiária. A norma também veda a concessão do incentivo caso a extensão do benefício provoque desabastecimento de soja destinada à indústria instalada no Estado, preservando o equilíbrio da cadeia produtiva e a competitividade do setor industrial mato-grossense. Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, o decreto reforça o papel do incentivo fiscal como instrumento de desenvolvimento, com regras claras e acompanhamento permanente. “Esse ajuste no Prodeic tem um foco muito claro: estimular a industrialização e a armazenagem dentro do Estado, mas com controle rigoroso do ICMS. O benefício só será concedido mediante vistoria, limites bem definidos e acompanhamento técnico, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e retorno econômico para Mato Grosso”, afirmou. Já o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destaca que a regulamentação fortalece a política industrial do Estado ao alinhar incentivo fiscal, produção e investimento em infraestrutura. “Essa regulamentação dá previsibilidade ao setor produtivo e reforça a estratégia do Governo de Mato Grosso de incentivar a industrialização no próprio Estado. Estamos criando um ambiente seguro para que as empresas invistam em beneficiamento, armazenagem e geração de valor, garantindo competitividade à indústria local e desenvolvimento econômico sustentável”, ressaltou.
Por Gazeta Digital 15 de janeiro de 2026
Em vigor desde o último dia 9, a renovação automática de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já rendeu saldo positivo aos bons condutores de Mato Grosso. Até o dia 14 de janeiro, 4.513 mato-grossenses garantiram a atualização do documento sem custos ou necessidade de ir ao Detran, gerando uma economia de R$ 2,74 milhões para a população local. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (15) pelo governo Federal. O novo sistema beneficia motoristas que não cometeram infrações nos últimos 12 meses e estão inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Em todo o país, 323.459 pessoas já foram beneficiadas pela medida, gerando uma economia total de R$ 226,3 milhões para a população brasileira. “Por muito tempo, o Sistema de Trânsito Brasileiro (SNT) tratou todos os motoristas como potenciais infratores, submetendo bons e maus condutores às mesmas exigências e burocracias. A renovação automática da CNH muda esse paradigma ao diferenciar quem se comporta bem de quem se comporta mal, premiando o acerto e não apenas punindo o erro”, destacou o ministro dos Transportes, Renan Filho, durante o anúncio da medida. Como funciona A renovação automática ocorre diretamente na base nacional de dados e dispensa a etapa tradicional de comparecimento ao Detran. O documento atualizado fica disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, onde também passa a constar o selo de Bom Condutor como reconhecimento pelo comportamento responsável no trânsito. Mais de 10 milhões Com cerca de 80 milhões de CNHs vigentes no país, a expectativa do Governo do Brasil é que mais de 10 milhões de motoristas possam ser beneficiados pela renovação automática ao longo do tempo, ampliando o alcance da política do Bom Condutor e incentivando práticas mais responsáveis no trânsito. Quem não é elegível A renovação automática, no entanto, não se aplica a todos os condutores. Motoristas com 70 anos ou mais não têm direito ao benefício. Já os condutores a partir dos 50 anos podem aproveitar uma única renovação automática da CNH quando o documento vencer, sem taxas ou exames. O benefício é pessoal e só pode ser usado uma vez. Também ficam fora da medida os condutores com prazo de validade da CNH reduzido por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde, assim como os motoristas com a CNH vencida há mais de 30 dias, conforme prevê a legislação de trânsito. Modernização A modernização dos serviços de trânsito acompanha a crescente adesão da população às ferramentas digitais. Mais de 2,3 milhões de brasileiros já abriram requerimento para a primeira carteira de motorista pelo aplicativo CNH do Brasil. A abertura do processo acontece diretamente pelo aplicativo da CNH do Brasil. A partir daí, o interessado tem a liberdade de escolher como prefere se preparar: pode estudar o conteúdo teórico gratuitamente pela plataforma digital, frequentar uma autoescola tradicional ou combinar as duas opções. CNH do Brasil Com o novo modelo, o processo de obtenção e gestão da Carteira Nacional de Habilitação passa a ser centralizado em uma plataforma digital única, que acompanha o motorista desde a formação até a renovação do documento. A proposta reduz burocracias, amplia o acesso à informação e contribui para diminuir gastos dos cidadãos com taxas e deslocamentos. Durante o anúncio da nova CNH do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a modernização representa economia direta para as famílias. "É dinheiro que vai sobrar para levar mais comida para casa", afirmou o presidente, em dezembro. CNH Digital A CNH digital, disponível por meio do aplicativo oficial do Governo do Brasil, tem a mesma validade jurídica do documento físico e permite que o motorista acesse sua habilitação de forma prática e segura pelo celular. Pelo aplicativo, também é possível acompanhar serviços, receber notificações e verificar informações atualizadas do documento. A ampliação do uso da CNH digital reforça o compromisso do Governo do Brasil com a digitalização dos serviços públicos, oferecendo mais comodidade ao cidadão e fortalecendo uma política de trânsito baseada em tecnologia, eficiência e reconhecimento de boas práticas.