TJ determina que Max Russi vote veto de reajuste de 6,8% a servidores do Judiciário

Gazeta Digital • 2 de setembro de 2026

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Márcio Vidal, determinou nesta terça-feira (1), que o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Pode), coloque já na próxima sessão a votação do veto do ex-governador Mauro Mendes (União), que impediu o reajuste linear de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Caso não cumpra a decisão, será multado em R$ 50 mil por dia. 

 

A decisão atende a um mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat) e reforça o cumprimento do acórdão da Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT, que acolheu, por unanimidade, o pedido dos sindicalistas. 

 

A decisão anulou a sessão de 3 de dezembro de 2025, na qual os deputados haviam mantido o veto governamental por 12 votos a 10 sob sigilo, e exigiu a realização de um novo pleito com escrutínio aberto e nominal. A Assembleia Legislativa chegou a recorrer por meio de embargos de declaração na tentativa de reverter o resultado ou suspender os seus efeitos.

 

No entanto, ao analisar a petição e a denúncia de descumprimento feita pelo sindicato, o relator destacou que o recurso do Legislativo não possui efeito suspensivo automático e que a ordem judicial tem eficácia imediata. 

 

"A regra procedimental do art. 1.026 do CPC estabelece expressamente que os Embargos de Declaração não possuem efeito suspensivo. A circunstância assume especial relevo no Mandado de Segurança, cuja disciplina legal confere eficácia imediata à tutela mandamental concedida, não se podendo transformar a mera interposição de recurso integrativo em autorização para postergação do cumprimento da ordem judicial", cravou o desembargador Márcio Vidal. 

 

Na mesma decisão, o desembargador rejeitou a tentativa da Associação dos Servidores do Poder Judiciário (Aspojud) de ingressar no processo como assistente. Vidal relembrou o entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que não se admite intervenção de terceiros em sede de mandado de segurança devido ao seu rito célere e especial. 

 

O magistrado também rebateu a alegação de que a votação do veto estaria impedida pelas vedações da Lei Eleitoral em ano de pleito. Segundo o relator, o cumprimento do acórdão não se confunde com a concessão de reajuste judicial ou abertura de nova proposta. 

 

"O que se determinou foi a renovação de etapa de processo legislativo já instaurado, cuja deliberação anterior foi invalidada porque realizada mediante procedimento incompatível com a Constituição da República", completou. 

 

Entenda o caso 

 

O embate em torno da recomposição salarial teve início em 2025, quando o próprio TJMT encaminhou ao Legislativo o Projeto de Lei nº 1.398/2025. A proposta previa recomposição de 6,8% para os servidores efetivos do Judiciário e alterações no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. 

 

Apesar de aprovado na Assembleia em novembro de 2025, o texto foi integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes no início de dezembro. O Poder Executivo justificou a medida, alegando que a concessão traria impacto financeiro permanente e geraria pressão sobre as contas públicas do estado. Na sequência, a Assembleia realizou a votação secreta, mantendo a decisão governamental. 

 

A reviravolta jurídica ocorreu após o Órgão Especial do TJMT declarar inconstitucional o trecho da Constituição Estadual de Mato Grosso que permitia a análise sigilosa de vetos pelo Parlamento. Os magistrados entenderam que a norma estadual divergia da Constituição Federal, reformada pela Emenda Constitucional nº 76/2013, que extinguiu o voto secreto em apreciações de veto no Congresso Nacional. 

 

Ao anular a sessão do Legislativo estadual, o relator destacou que a votação secreta fere frontalmente os princípios constitucionais da publicidade, da transparência e da soberania popular, privando os cidadãos do direito de fiscalizar a atuação de seus representantes. 

 

Com a anulação do pleito secreto, a matéria retorna à estaca zero na Assembleia Legislativa. Cabe agora ao Parlamento colocar o veto novamente em pauta sob votação aberta. O próprio TJMT ressaltou que a invalidação do processo anterior não acarreta a derrubada automática do veto, ficando a cargo dos deputados estaduais a decisão final sobre o reajuste dos servidores. 

Por FatoCapital 3 de setembro de 2026
O número de CNPJs com registro de recuperação judicial no Brasil atingiu patamar recorde no primeiro semestre de 2026. Levantamento da RGF-BIZDOC aponta que 7.980 CNPJs constavam da base ampla de monitoramento ao fim de junho, alta de 8% em relação a dezembro de 2025 e de 21,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O cenário reflete a intensificação das dificuldades financeiras enfrentadas por empresas de diferentes setores, em um ambiente marcado pelo elevado custo do crédito, pela pressão sobre as margens, pelo comprometimento do fluxo de caixa e pelo acúmulo de passivos. Comércio e agronegócio estão entre os segmentos com participação relevante nesse cenário. Na avaliação do advogado especialista em recuperação judicial Pérsio Landim, o aumento dos processos não deve ser interpretado exclusivamente como sinal de agravamento da crise empresarial. “A recuperação judicial é um instrumento jurídico destinado a permitir a superação de uma situação de crise econômico-financeira, desde que presentes os requisitos legais e existam condições para a preservação da atividade empresarial. O instituto busca preservar a fonte produtora, os empregos, os interesses dos credores e a função social da empresa.” Prevista na Lei nº 11.101/2005, a recuperação judicial estabelece um ambiente de negociação coletiva entre o devedor e seus credores. Nesse processo, a empresa pode apresentar um plano com diferentes medidas de reestruturação, incluindo alterações nas condições e nos prazos de pagamento, deságios, reorganização societária, alienação de ativos e outros meios previstos na legislação. “Não se trata de uma simples moratória. O êxito depende de um plano tecnicamente estruturado, de premissas financeiras realistas e, principalmente, da capacidade de implementação das medidas de reestruturação”, explica Landim. Casos recentes de grandes grupos empresariais também evidenciam a utilização da RJ como instrumento de reorganização financeira. Em agosto de 2026, o Grupo Casas Bahia apresentou pedido, enquanto o Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, teve o processamento deferido. Os casos demonstram que a recuperação judicial pode ser utilizada por empresas de diferentes portes diante de situações de crise econômico-financeira e elevada pressão sobre o fluxo de caixa. A legislação também prevê mecanismos específicos para microempresas e empresas de pequeno porte, incluindo um plano especial e regras procedimentais próprias. A evolução do marco legal ampliou as possibilidades de utilização do instituto por empresas de menor porte. Nesse contexto, a recuperação judicial se consolida como um mecanismo de reorganização e superação da crise, e não apenas de postergação de dívidas. Seu objetivo é criar condições para a preservação da atividade empresarial, dos empregos e da função social da empresa, sempre observados os requisitos legais e a capacidade de execução do plano de recuperação. 
Por Gazeta Digital 2 de setembro de 2026
Fabiana Pereira de Souza Lopes foi condenada por improbidade administrativa depois de desviar R$ 355.651,72 dos recursos de um hospital público da cidade de Mirassol D’Oeste. Ela era diretora administrativa financeira da Fundação Municipal de Saúde Prefeito Samuel Greve e afirmou que usou os recursos em aplicativos de jogos online. A sentença é do juiz Patrick Coelho Campos Gappo, da 1ª Vara daquela cidade, publicada em 28 de agosto. Conforme a sentença, a acusada confessou ter feito as transferências bancárias, enviando o dinheiro da unidade de saúde para contas em seu nome, além de adulterar os extratos para ocultar essas operações. Para o magistrado, a intenção de praticar o crime é inquestionável. Além disso, ressaltou, que não se trata de um caso isolado ou decorrente de um erro, já que fez as transferências de forma reiterada e sistemática por aproximadamente dez meses. Fabiana chegou a alegar ter vício em jogos. O magistrado reconheceu que isso pode explicar a motivação da conduta, mas não pode ser usado para afastar a culpa, uma vez que ela “tinha a plena ciência de que os valores transferidos pertenciam à Fundação e de que sua conduta era lícita, tanto que se valeu de mecanismos de ocultação para evitar a descoberta”. A defesa da condenada ainda tentou atribuir a responsabilidade pelos desvios à “negligência da diretora-presidente” da entidade, mas o juiz rebateu dizendo que essa omissão não poderia, por si só, afastar a responsabilidade de quem praticou o crime. “No caso, assumem especial relevância a gravidade dos fatos, caracterizados pelo desvio sistemático de recursos públicos destinados à manutenção do único hospital público municipal; o expressivo montante envolvido; a continuidade da prática por aproximadamente dez meses; a adulteração de documentos públicos destinada a ocultar as irregularidades; bem como a confissão da requerida e sua colaboração no curso do processo”, destacou o magistrado. Fabiana foi condenada a ressarcir a integralidade do valor desviado, somado com multa e juros, e à perda dos direitos políticos por sete anos. Além disso, fica proibida de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios por sete anos, mesmo que por meio de pessoa jurídica. Não foi determinada a perda de bens, porque a condenada não juntou patrimônio com os recursos desviados. Ela também deverá arcar com as despesas processuais.
Por Veja 2 de setembro de 2026
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2/9), por 404 votos a 61, a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Com o aval dos deputados, Pacheco concluiu a etapa de análise no Congresso e agora deve ser nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador ocupará a cadeira deixada por Bruno Dantas, que antecipou sua saída do tribunal para seguir para a iniciativa privada. A indicação já havia sido aprovada pelo Senado na terça (1º/9). Pacheco foi escolhido para a vaga pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), seu aliado de primeira hora e contou com apoio de lideranças da oposição e do governo. Ex-presidente do Congresso, Pacheco está no último ano de seu mandato como senador e decidiu não disputar a reeleição. Ele havia sido consultado por Lula para disputar o governo de Minas, mas também escolheu ficar de fora. A ida ao tribunal ocorre após Pacheco ter sido defendido por Alcolumbre e outros senadores para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula optou, na ocasião, pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitada pelo Senado. O TCU é formado por nove ministros. A composição do TCU é dividida entre indicações do Congresso e do Executivo. Das nove cadeiras, seis cabem ao Legislativo — metade à Câmara e metade ao Senado — e as outras três são de escolha presidencial.
Por Ascom 2 de setembro de 2026
Os vereadores de Cuiabá aprovaram por unanimidade, na sessão desta terça-feira (1º), o projeto de lei do Executivo que autoriza o parcelamento especial de uma dívida do Município com a União. A medida permitirá reduzir o valor das parcelas e dará maior fôlego ao caixa da atual administração, sem criar custo ou nova despesa para os cofres municipais. O saldo da dívida considerado para a renegociação é de R$ 30,46 milhões. Atualmente, o Município possui previsão de pagamento em 42 parcelas de aproximadamente R$ 846,4 mil. Com a adesão ao programa federal, a dívida poderá ser quitada em até 360 parcelas, com atualização pelo IPCA e juros reais de 0% ao ano. Na modalidade escolhida pela Prefeitura, a administração municipal também deverá aplicar anualmente 4% do saldo atualizado da dívida em investimentos que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação. Ainda assim, a estimativa é de uma redução bruta de aproximadamente R$ 9,14 milhões por ano nas despesas com o serviço da dívida. Descontado o valor que deverá ser destinado aos investimentos, o Município terá um espaço fiscal líquido estimado em R$ 7,92 milhões por ano, equivalente a cerca de R$ 660 mil por mês. Na prática, o mecanismo reduz a pressão sobre o caixa e permite que recursos antes comprometidos com o pagamento das parcelas sejam utilizados em outras áreas e obrigações da administração. A justificativa apresentada pelo Executivo destaca que a medida representa um “expressivo alívio no fluxo de caixa mensal” e possibilita a “eliminação da onerosidade da taxa de juros” da dívida. O texto também aponta que a renegociação contribui para ampliar a capacidade financeira do Município e reduzir riscos relacionados à retenção de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Outro ponto destacado na proposta é que a operação não representa a criação de uma nova obrigação financeira. Conforme a declaração de compatibilidade fiscal assinada pelo secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo controlador-geral do Município, Eder Galiciani, a dívida já existe, está prevista no orçamento e a reestruturação apenas modifica suas condições de pagamento. Os responsáveis pela área fiscal afirmam que a medida “não acarreta impacto orçamentário-financeiro negativo nos exercícios”. Dessa forma, o parcelamento busca melhorar o fluxo financeiro sem gerar custo extra para o Município. A proposta também estabelece que fica “vedada a contratação de novas operações de crédito para o pagamento das parcelas”, impedindo que a renegociação seja utilizada para criar novo endividamento com essa finalidade. A adesão está baseada na Emenda Constitucional nº 136/2025 e em regulamentações federais que permitem o refinanciamento de débitos municipais com condições mais favoráveis. A Prefeitura precisa formalizar a adesão junto à Secretaria do Tesouro Nacional até 9 de setembro de 2026.
Por Extra 2 de setembro de 2026
O prazo para solicitar o cancelamento de uma devolução feita pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix aumentou de 30 para 80 dias a partir desta terça-feira (dia 1º). A mudança amplia o período para contestar devoluções consideradas indevidas, inclusive em casos de golpes que se aproveitam da finalidade da ferramenta. O MED é um mecanismo criado para facilitar a recuperação de valores de transações via Pix em casos de fraude, golpe ou crime. O prazo para solicitar a devolução do dinheiro pela ferramenta continua sendo de 80 dias, contados a partir da data da transação. Segundo o Banco Central (BC), a alteração feita agora se refere apenas ao prazo para contestar ou cancelar uma devolução já realizada. “O que vai mudar é o prazo para pedido de cancelamento de devolução, que é uma fração ínfima dos pedidos de devolução. Uniformizamos o prazo para esses mesmos 80 dias (antes eram 30)”, informou o BC. Vale lembrar que os prazos têm pontos de partida diferentes. Para a vítima de fraude, os 80 dias contam a partir da transação via Pix original. Para contestar uma devolução considerada indevida, a contagem começa na data em que o dinheiro foi devolvido. Dessa forma, há um prazo igual para contestar tanto uma transação feita em um contexto de golpe quanto uma devolução obtida de forma fraudulenta. MED 2.0 O MED passou por uma atualização que permite acompanhar o caminho do dinheiro depois que ele deixa a primeira conta que recebeu os recursos — com adoção obrigatória a partir de fevereiro deste ano. Com isso, é possível identificar outras contas pelas quais o dinheiro tenha passado. No formato original, a devolução dos valores ocorria apenas a partir da conta inicialmente utilizada na fraude. O Mecanismo é destinado a casos de fraude, golpe ou crime, não se aplicando, por exemplo, a arrependimento de compra, desacordo comercial ou envio de Pix para a pessoa errada. Como funciona o MED Quando uma pessoa é vítima de um golpe, deve procurar a instituição financeira e solicitar a devolução pelo MED. O banco registra a ocorrência e, se a situação se enquadrar nas regras do mecanismo, os valores disponíveis na conta que recebeu o dinheiro são bloqueados.  O caso é analisado em até sete dias. Se for concluído que não foi fraude, o recebedor terá os recursos desbloqueados. Se for fraude, o dinheiro será recebido de volta em até 96 horas (integral ou parcialmente), se houver recurso na conta do fraudador. Caso a devolução tenha sido feita parcialmente, o banco do fraudador deverá realizar múltiplos bloqueios ou devoluções parciais sempre que forem creditados recursos nessa conta, até que se alcance o valor total da devolução ou 90 dias contados a partir da transação original. O MED também pode ser utilizado também quando existir falha operacional no ambiente Pix da instituição, por exemplo, se ela efetuar uma transação em duplicidade. Nesse caso, ela avalia se houve a falha e, em caso positivo, em até 24 horas o dinheiro é devolvido.
Por Ascom 2 de setembro de 2026
Desde o início do funcionamento do Pardal, ferramenta de denúncias de propaganda eleitoral irregular, em 16 de agosto deste ano, já foram feitos 132 registros com abrangência em Mato Grosso. O tipo mais frequente de denúncia, até o momento, é relacionado à propaganda na internet, e o cargo mais denunciado é de deputado(a) estadual. As denúncias são relativas às Eleições Gerais de 2026, e foram feitas em 27 municípios mato-grossenses, sendo que o maior número de registros é proveniente de Cuiabá (48); seguida da cidade de Sinop (25); de Rondonópolis (11); Tapurah (5); Poto dos Gaúchos, Tangará da Serra, Sapezal e Primavera do Leste (4 em cada um); Campo Novo do Parecis (3); Várzea Grande, Juína, Barra do Bugres, Poxoréu, Sorriso (2 em cada um); Chapada dos Guimarães, General Carneiro, Barra do Garças, Alto Garças, Alto Araguaia, Cáceres, Diamantino, Nova Mutum, Nobres e Cláudia (1 em cada um). Já com relação ao tipo de irregularidade, o maior número de denúncias é de propaganda na internet (31); seguida de bens públicos (19); vias públicas (18); carro de som, minitrio e trio elétrico (11); outdoors e outdoors eletrônicos, distribuição de material gráfico e adesivos em automóveis (7 de cada); envio de mensagens, confecção, utilização ou distribuição de brindes, bens particulares (6 de cada); comícios e showmícios (5); alto-falantes e amplificadores de som (3); propaganda eleitoral em jornais e revistas, não informado e emissoras de rádio e televisão (2 de cada). Entre os cargos em disputa, o de deputado(a) estadual lidera o ranking de denúncias, com 86 registros. Logo em seguida, há 26 denúncias envolvendo candidatos ao cargo de deputado(a) estadual, 9 relacionadas a partido/coligação/federação, 5 envolvendo o cargo de governador(a), enquanto os cargos de senador(a) e presidente possuem 3 registros, cada. A ferramenta O Pardal é uma importante ferramenta de denúncias relacionadas à propaganda eleitoral irregular, por meio da qual o cidadão ou cidadã consegue comunicar possíveis irregularidades durante as campanhas eleitorais. Basta baixar o app no dispositivo móvel (celular ou tablet), nas extensões iOS ou Android. A iniciativa contribui para fortalecer a participação popular, a transparência e a lisura do processo eleitoral. Segundo o secretário de Tecnologia da Informação, Leon Manoel Santos, a versão 2026 do Pardal ganhou uma inovação: a incorporação de uma aplicação de Inteligência Artificial (IA), que faz a classificação das denúncias recebidas. "A tecnologia será aplicada na categorização das denúncias de acordo com o tipo de ocorrência registrada. Ao registrar a denúncia, conforme a descrição apontada pelo cidadão ou cidadã, a ferramenta sugere a categoria da ocorrência, para que a pessoa denunciante confirme. Com isso, a Justiça Eleitoral espera otimizar o trabalho de analistas e tornar mais ágil o direcionamento dos relatos aos órgãos responsáveis pela apuração", explica. Como registrar uma denúncia Para registrar uma denúncia no Pardal, a pessoa deverá se identificar por meio do e-Título ou pelo Gov.br. O registro deverá conter informações que permitam a identificação e a apuração da possível irregularidade e poderá ser acompanhada de fotos, vídeos ou áudios que contribuam para demonstrar a ocorrência relatada. Os dados fornecidos são resguardados, seguindo diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e o(a) denunciante consegue acompanhar, pelo próprio aplicativo, o andamento da denúncia. As estatísticas relacionadas ao Pardal podem ser consultadas pelo site Pardal Web.
Por Agência Brasil 1 de setembro de 2026
O crescimento de 0,5% da economia brasileira na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026 coloca o país como dono da quinta maior alta do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) nessa comparação entre trimestres imediatamente seguidos, à frente de países como Estados Unidos e China. O ranqueamento foi divulgado pela agência classificadora de risco de crédito Austin Rating, com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), órgão ligado às Nações Unidas. O ranking leva em consideração 50 países que já divulgaram o resultado do PIB do segundo trimestre. O topo é ocupado pela Irlanda, com expansão de 1%. Além de figurar na quinta posição, o Brasil apresenta desempenho superior à média dos países (0,2%), dos países da Zona do Euro (0,1%) e do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido). De acordo com boletim da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, a variação positiva do PIB no segundo trimestre veio acima das expectativas de mercado, que acreditava em alta de 0,4%. Confira os 20 países mais bem colocados no ranking de crescimento de PIB no segundo trimestre: Irlanda: 1% Indonésia: 0,9% Angola: 0,7% Malásia: 0,6% Brasil: 0,5% Eslovênia: 0,4% Lituânia: 0,4% Suécia: 0,4% Estados Unidos: 0,4% Sérvia: 0,4% Suíça: 0,4% Singapura: 0,3% México: 0,3% Tunísia: 0,3% Taiwan: 0,3% Colômbia: 0,3% Turquia: 0,3% Polônia: 0,2% China: 0,2% Canadá: 0,2% Maiores economias O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida. A Austin Rating compara também os países por tamanho do PIB. O Brasil era a 11ª maior economia em 2025. Em 2026, subiu para a décima posição. A projeção é que ultrapasse a Rússia e alcance o nono lugar em 2027. Veja o tamanho das 15 maiores economias do mundo 1º Estados Unidos: US$ 32,38 tri 2º China: US$ 20,85 tri 3º Alemanha: US$ 5,45 tri 4º Japão: US$ 4,38 tri 5º Reino Unido: US$ 4,26 tri 6º Índia: US$ 4,15 tri 7º França: US$ 3,60 tri 8º Itália: US$ 2,74 tri 9º Rússia: US$ 2,66 tri 10º Brasil: US$ 2,64 tri 11º Canadá: US$ 2,51 tri 12º Austrália: US$ 2,12 tri 13º México: US$ 2,12 tri 14º Espanha: US$ 2,09 tri 15º Coreia: US$ 1,93 tri A melhor posição já alcançada pelo Brasil foi sétima maior economia, de 2011 a 2014.
Por RepórterMT 1 de setembro de 2026
O barão do agro, Eraí Maggi, conhecido como "rei da soja" participou de jantar com o presidente Lula (PT), na noite de segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada, em Brasília, junto a ministros, empresários e banqueiros. No jantar também estavam os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, e Rubens Ometto, da Cosan, principal acionista da Rumo, que opera a Ferrovia Estadual de Mato Grosso. Com o encontro, a pouco mais de um mês das eleições, o petista que busca a reeleição conquistando o quarto mandato no poder, tenta sinalizar a promessa de ajuste fiscal. Eraí é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o "conselhão" de Lula, com quem troca afagos públicos. Veja a lista dos convidados: Geraldo Alckmin – vice-presidente da República Dario Durigan – ministro da Fazenda Márcio Elias Rosa – ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e serviços Bruno Moretti – ministro do Planejamento e Orçamento Aloizio Mercadante – presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Tarciana Medeiros – presidente do Banco do Brasil Carlos Vieira – presidente da Caixa Econômica Federal Edinho Silva – presidente do Partido dos Trabalhadores Josué Gomes – Coteminas; André Esteves – BTG Luiz Carlos Trabuco Cappi – Bradesco Rubens Ometto Silveira Mello- Cosan. Joesley Batista – JBS José Seripieri Filho – Amil; Henrique Constantino – Gol Linhas Aéreas André Gerdau Johannpeter – Gerdau Rubens Menin – MRV Engenharia Eraí Maggi – Grupo Bom Futuro Fábio Ermírio de Moraes – Votorantim Cimentos José Luís Cutrale Júnior – Cutrale Chain Zaher – Grupo SEB Roberto Setúbal – Itaú Unibanco João Alves de Queiroz Filho – Hypera Pharma Ricardo Lacerda – BR Partners
Por RepórterMT 1 de setembro de 2026
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, hoje (1º), sete ordens judiciais no âmbito da Operação Fake Eagle, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, contra um grupo criminoso investigado pela prática de golpes pela internet mediante falsa identidade e utilização de contas bancárias de terceiros. Na operação, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão contra os alvos, todos localizados em Cuiabá. As medidas de prisão foram representadas em desfavor de três investigados apontados como integrantes do núcleo operacional do grupo criminoso, enquanto as buscas foram direcionadas a quatro endereços relacionados aos alvos. Os alvos são investigados por fraudes eletrônicas mediante simulação de identidade de terceiros e utilização de estrutura bancária e digital destinada ao recebimento e à circulação de valores ilícitos. As ordens judiciais foram expedidas no curso de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE/DERCC), da Polícia Civil gaúcha. O cumprimento dos mandados conta com o apoio das equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso. Fraude A investigação teve início após uma empresa, com sede no município de Esteio (RS), ser alvo de uma tentativa de golpe. Na ocasião, uma funcionária do setor financeiro recebeu, por meio do aplicativo WhatsApp, uma mensagem de um número que utilizava a fotografia do diretor da empresa, solicitando uma transferência no valor de aproximadamente R$ 29 mil. A fraude somente não foi consumada porque a funcionária desconfiou da abordagem, que destoava do padrão habitual utilizado pelo diretor, e deixou de realizar a transferência. Os criminosos haviam indicado para recebimento do valor uma conta bancária em nome de um terceiro. Identificação do grupo em MT A partir dos dados bancários fornecidos para o recebimento do dinheiro, os policiais iniciaram uma investigação envolvendo a análise de informações bancárias, telefônicas, telemáticas e de conexão à internet, que permitiu identificar uma estrutura criminosa concentrada no município de Cuiabá. As diligências demonstraram que os investigados utilizavam contas bancárias cadastradas em nome de terceiros, incluindo chaves Pix, diversos endereços eletrônicos, aparelhos celulares e linhas telefônicas com códigos de área de outros Estados do país, criando diferentes camadas para dificultar a identificação dos reais operadores e o rastreamento dos valores. Linhas telefônicas Um dos elementos identificados pela investigação foi a utilização de uma linha telefônica com DDD 51, empregada diretamente na abordagem da vítima no Rio Grande do Sul, embora os dados de localização das antenas de telefonia tenham demonstrado que a ligação partiu de um terminal em Cuiabá. Com o avanço das investigações, foi possível identificar outros 14 números telefônicos com DDD 51, indicando possível utilização reiterada de números aparentemente locais como estratégia para conferir maior credibilidade às abordagens realizadas contra vítimas residentes no Rio Grande do Sul. Contas digitais A investigação também identificou o uso de múltiplas contas eletrônicas e bancárias, algumas delas registradas em nome de laranjas, para a movimentação dos valores obtidos com os golpes. O dinheiro entrava nas contas e já era repassado para outras, com o objetivo de dificultar o rastreamento. A análise dos dados, fornecidos por provedores de serviços digitais, demonstrou que diversas contas estavam associadas aos mesmos dispositivos e às mesmas infraestruturas de conexão utilizadas pelos investigados, evidenciando atuação integrada entre os investigados. Os elementos reunidos permitiram individualizar três investigados como integrantes do núcleo operacional do grupo criminoso, responsáveis por diferentes funções relacionadas ao controle de contas digitais, fornecimento de infraestrutura de conexão e acesso às contas bancárias utilizadas nas atividades investigadas. O grupo fazia revezamento no monitoramento da conta bancária, enquanto o restante dos integrantes aguardava a concretização da transferência fraudulenta.  Desarticulação do crime Além da prisão dos principais investigados, a operação tem como objetivo a apreensão de aparelhos celulares, computadores, chips telefônicos, cartões bancários, documentos, mídias de armazenamento, dispositivos de autenticação e outros elementos digitais capazes de permitir o aprofundamento das investigações, a identificação de eventuais novas vítimas e a completa delimitação da atuação do grupo. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada, e associação criminosa, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais a partir da análise do material eventualmente apreendido.
Por Gazeta Digital 1 de setembro de 2026
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou, nesta terça-feira (1), a operação de combate ao incêndio florestal que atinge o Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger (34 km ao sul de Cuiabá). Três aeronaves passaram a atuar na ocorrência, que também conta com 5 equipes em solo. As chamas foram identificadas na tarde de segunda-feira (31), após o monitoramento por satélite apontar focos de calor na região. Equipes dos bombeiros foram deslocadas para o local e iniciaram o reconhecimento da área e o combate direto ao fogo. Ainda na segunda-feira, o CBMMT tentou ampliar a operação com apoio aéreo. No entanto, a utilização de aeronave não foi autorizada pelo Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon naquele momento, em razão de restrições operacionais relacionadas ao fluxo de voos comerciais na região. Nesta terça-feira, após a liberação das ações aéreas e a definição das condições de segurança para os voos em baixa altitude, o combate foi intensificado. Três aeronaves do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil Estadual passaram a atuar diretamente sobre as áreas atingidas. O trabalho é realizado em conjunto com as equipes terrestres, que atuam em diferentes pontos para conter as frentes de fogo e evitar o avanço das chamas. A gerência da unidade de conservação onde está localizado o Morro de Santo Antônio também acompanha os trabalhos e atua de forma integrada com as equipes de emergência. O Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) mantém o monitoramento contínuo do comportamento do incêndio e orienta as estratégias de combate conforme a evolução das chamas. As equipes permanecem na região para controlar o incêndio e evitar que o fogo avance para áreas ainda preservadas. Emergência Prefeitura de Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul de Cuiabá) decretou situação de emergência diante do avanço do fogo na zona rural da cidade. Nesta segunda-feira (31), um incêndio atingiu o Morro de Santo Antônio, um dos pontos turísticos de Mato Grosso. O fogo foi visto de longe em vários pontos da cidade. No documento assinado pela prefeita Francieli Magalhães, o decreto leva em consideração o parecer técnico da Defesa Civil da cidade, que aponta “condições favoráveis à propagação de incêndios florestais”. Entre os locais em risco estão as comunidades de Varginha, Altos do Leverger e a Fazenda Experimental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A situação de emergência por queimadas e incêndios na região tem o prazo de 90 dias. A prefeitura autorizou ainda a convocação de voluntários para reforçar as ações. O Corpo de Bombeiros está atuando no município. Nesta segunda, o fogo chegou no Morro de Santo Antônio. Um morador informou que, por terra, não era mais possível atuar no combate e eles estavam aguardando o auxílio das aeronaves. As chamas foram vistas por moradores de Cuiabá. Há vários registros circulando online. Os bombeiros não informaram como está o trabalho direcionado no local.