Três bilionários do agro representam MT na lista da Forbes 2026
A nova edição da lista de bilionários da revista Forbes, divulgada nesta terça-feira (10), manteve Mato Grosso representado por três empresários ligados ao agronegócio. O ranking de 2026 reforça a permanência do setor como principal origem das grandes fortunas do estado.
Entre os nomes confirmados estão o empresário e ex-ministro da agricultura Blairo Maggi e o empresário Itamar Locks, ambos com patrimônio estimado em 1,4 bilhão de dólares. A lista também inclui Hugo Ribeiro, com fortuna avaliada em 1,3 bilhão de dólares.
Presença de MT na Forbes segue restrita ao agro
Apesar do crescimento do número de brasileiros no ranking (que saltou de 55 para 71 bilionários em um ano) Mato Grosso continua aparecendo com participação limitada e concentrada em um único segmento econômico. Nenhum representante de áreas como tecnologia, indústria ou serviços aparece entre os super-ricos do estado.
O cenário mostra que, enquanto outras regiões diversificam as origens das grandes fortunas, a riqueza bilionária mato-grossense permanece diretamente ligada à produção agrícola e à exportação de commodities.
Relação com o Grupo Amaggi
Os três empresários possuem trajetória empresarial associada ao Grupo Amaggi, companhia com sede em Cuiabá e atuação internacional na cadeia de grãos e fibras. A expansão da empresa acompanha o avanço do agronegócio no Centro-Oeste, especialmente a partir das décadas de consolidação da produção de soja no estado.
Essa ligação ajuda a explicar por que os mesmos nomes continuam figurando no ranking global: o crescimento patrimonial acompanha ciclos positivos do mercado agrícola e da demanda internacional por commodities.
O que os dados indicam sobre a economia estadual
A permanência dos três empresários na lista evidencia um padrão já observado nos últimos anos: Mato Grosso produz riqueza em escala global, mas ainda de forma pouco diversificada. O desempenho do agronegócio segue determinante para a presença do estado em rankings internacionais de fortuna.
Na prática, a lista da Forbes funciona como um retrato econômico indireto, mostrando que o avanço das maiores fortunas locais continua acompanhando o ritmo do campo, e não de novos setores produtivos.






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