Veículos com 5 anos ou mais terão que passar por vistoria periódica

RepórterMT • 25 de janeiro de 2026

A Câmara dos Deputados deu andamento à proposta que torna obrigatória a vistoria periódica em veículos com mais de cinco anos de fabricação. O Projeto de Lei nº 3.507/2025, de autoria do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), foi aprovado em dezembro do ano passado pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) e agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), em caráter conclusivo. Se aprovado, o texto altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).



A iniciativa pode gerar aumento de custos e mudanças na rotina de manutenção dos automóveis.


Pela proposta, veículos com mais de cinco anos deverão passar por inspeções periódicas, cujos prazos ainda serão definidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Atualmente, o CTB exige vistoria apenas em situações específicas, como na transferência de propriedade.


Além disso, o projeto amplia as hipóteses em que a vistoria passa a ser obrigatória, como nos casos de mudança de domicílio do proprietário, recuperação de veículo roubado ou furtado e suspeita de clonagem. O texto também determina que a inspeção seja presencial, vedando a realização remota do procedimento.


As vistorias poderão ser feitas por órgãos de trânsito ou por empresas públicas e privadas credenciadas, desde que as informações sejam formalmente repassadas ao Detran responsável.


Segundo o projeto, a medida busca garantir a autenticidade da identificação do veículo, a legitimidade da propriedade, o funcionamento dos equipamentos obrigatórios e a legibilidade das placas.


Por RepórterMT 22 de junho de 2026
O advogado André Brizola teve o carro atingido por pelo menos dois tiros em um atentado registrado na manhã de sábado (20), em Campo Novo dos Parecis (a 402 km de Cuiabá), em Mato Grosso. Ele trafegava por uma das principais avenidas da região central da cidade quando o veículo foi alvejado. Fotografias compartilhadas em grupos de mensagens mostram marcas dos disparos na lateral do Jeep Compass conduzido pelo advogado.  A motivação do crime ainda é investigada. Informações preliminares apontam que o caso pode estar relacionado a conflitos judiciais envolvendo um cliente de André Brizola e um empresário do setor de transportes. A equipe de reportagem conversou com o advogado André Brizola. Ele contou que vem sofrendo com ameaças há algum tempo, inclusive na tramitação de processos. “Sou uma pessoa honesta e prezo pelo meu serviço. Infelizmente estou sendo perseguido há meses, sofrendo ameaças e coação no curso dos processos. Agora uma tentativa de homicídio. São pessoas que devem a alguns clientes meus”. Brizola também disse que tem imagens que podem provar suas acusações. “Estou do lado da verdade. Tenho muitos vídeos e provas de ameaças perseguição. Vamos ver as atitudes do delegado” , concluiu. Em resposta ao , a Polícia Civil confirmou que investiga a motivação do crime. “A Polícia Civil informa que está apurando um caso de disparos de arma de fogo em Campo Novo do Parecis no último sábado (20). As investigações estão em fase inicial e mais informações não serão divulgadas para não atrapalhar o andamento dos trabalhos” , diz o comunicado. A reportagem também entrou em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), que afirmou não ter sido informada sobre o caso. “A OAB-MT não tem nenhuma informação sobre esse caso” , informou a entidade. Até o momento, ninguém foi preso.
Por Gazeta Digital 22 de junho de 2026
Uma ação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de 63,1 quilos de pasta-base de cocaína e na prisão de 3 pessoas na manhã deste domingo (21), em Várzea Grande, resultando em um prejuízo de R$ 1,2 milhão ao crime organizado. Conforme o boletim de ocorrência, equipes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), do 27º Comando Independente da Polícia Militar de Goiás, do Exército Brasileiro e da Força Tática do 2º Comando Regional monitoravam uma residência quando flagraram dois homens descarregando caixas e levando o material para dentro do imóvel, localizado no bairro Jardim dos Estados. Ao perceberem a chegada das equipes, um dos suspeitos correu para o interior da casa após abandonar parte do material no chão, enquanto o outro tentou fugir em uma caminhonete Renault Oroch branca, de placas QCP-8G71. Ambos acabaram detidos em seguida. Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram um saco contendo substância análoga à pasta-base de cocaína, além de um aparelho celular danificado. Os agentes também recolheram dois tabletes da droga que haviam sido abandonados durante a tentativa de fuga e localizaram mais entorpecentes no quintal da residência. Ao todo, foram apreendidos 60 tabletes e uma sacola com porções da mesma substância, totalizando aproximadamente 63,150 quilos. Segundo estimativa das forças de segurança, o prejuízo causado ao crime organizado é de cerca de R$ 1,2 milhão. No imóvel estava uma mulher de 33 anos, identificada como esposa de um dos suspeitos. Ela também foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil. Em depoimento, um dos presos, de 34 anos, confessou que receberia R$ 1 mil para armazenar a droga na residência e afirmou que já havia realizado o mesmo serviço em outras ocasiões. Durante a checagem da Renault Oroch, os policiais constataram indícios de adulteração nos sinais identificadores do chassi e do motor. Além da droga, foram apreendidos uma balança de precisão, um celular e quatro rolos de papel filme. Os 3 suspeitos foram encaminhados à Polícia Civil, que investiga o caso.
Por MidiaNews 22 de junho de 2026
A primeira etapa da ferrovia estadual, cujo nome oficial é Senador Vicente Emílio Vuolo, parceria da Rumo com o Governo de Mato Grosso, foi inaugurada no último sábado (20) e iniciará neste mês as operações em fase de testes. O objetivo é ampliar as viagens de cargas no decorrer do segundo semestre. Reportagem do jornalista Marcelo Toledo, da Folha de São Paulo , desta segunda-feira (22), destacou que a ferrovia terá, quando totalmente concluída, 743 quilômetros de trilhos. A previsão é que isso aconteça em 2030. A primeira fase das obras teve custo superior a R$ 5 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões de investimento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Inserida no Novo PAC do governo federal, a obra tem custo total estimado em até R$ 15 bilhões. A reportagem afirmou que, durante a inauguração, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) disse que a obra permitirá que o escoamento da safra seja melhor. "Duas locomotivas puxam 2,5 quilômetros de trem, equivalentes a 300 bitrens nas estradas. Nós vamos evitar acidentes, melhorar a qualidade das estradas e da conservação", disse. Confira a reportagem completa abaixo: Nova ferrovia com 162 km inicia fase de testes em Mato Grosso A Ferrovia Estadual de Mato Grosso, que teve a primeira etapa das obras inaugurada no último sábado (20), iniciará neste mês as operações em fase de testes, e deverá ampliar as viagens de cargas no decorrer do segundo semestre. Principal obra ferroviária em execução no país, a ferrovia terá, quando totalmente concluída, 743 quilômetros de trilhos. A previsão é que isso aconteça em 2030. A primeira fase representou a abertura ao tráfego de 162 quilômetros, trecho que exigiu a construção de 11 viadutos e pontes. A ferrovia estadual, cujo nome oficial é Senador Vicente Emílio Vuolo, é fruto de uma parceria da Rumo com o Governo de Mato Grosso, cujo contrato de autorização para a construção foi assinado em 2021. Iniciada em novembro de 2022, a obra teve os últimos dormentes dos trilhos da primeira fase colocados no dia 8 e, conforme a Rumo, o terminal de cargas em Dom Aquino, também inaugurado no fim de semana, passará a ter mais relevância a partir do ano que vem, com capacidade de receber até 10 milhões de toneladas de cargas. A ferrovia passará por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com um ramal para a capital, Cuiabá, e será incorporada à malha da empresa de logística, composta por cerca de 14 mil quilômetros de trilhos em nove estados —Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A fase inaugurada consistiu na conexão do terminal da empresa em Rondonópolis ao terminal da BR-070, em Dom Aquino, e envolveu cerca de 5.000 trabalhadores. O objetivo é criar um corredor ferroviário para escoar a produção de grãos em Mato Grosso para a malha paulista da empresa e, dela, para o porto de Santos. O terminal ocupa uma área total de 200 hectares (o equivalente a 280 campos de futebol), dos quais 56,1 hectares de área construída, e tem capacidade de descarregar até 35 caminhões por hora e carregar 16 vagões ferroviários a cada 60 minutos. Entre as construções necessárias para a implantação da primeira fase estão a ponte sobre o rio Vermelho, em Rondonópolis, com 460 m de extensão, e a ponte sobre o córrego São Paulo, entre São Pedro da Cipa e Poxoréu, com 120 m de comprimento. A primeira fase das obras teve custo superior a R$ 5 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões de investimento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Inserida no Novo PAC do governo federal, a obra tem custo total estimado em até R$ 15 bilhões. Embora seja o principal estado exportador de grãos do país —responde por cerca de 40% do total—, antes do início da construção da ferrovia Mato Grosso possuía somente 300 quilômetros de trilhos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, durante a inauguração, que a ferrovia permitirá que o escoamento da safra seja melhor, além de ampliar a segurança rodoviária no estado. "Duas locomotivas puxam 2,5 quilômetros de trem, equivalentes a 300 bitrens nas estradas. Nós vamos evitar acidentes, melhorar a qualidade das estradas, da conservação, vai ter mais segurança para andar nas estradas e o custo do frete baixa muito, além de as emissões diminuírem proporcionalmente também", disse.
Por Gazeta Digial 22 de junho de 2026
Três pessoas morreram em um grave acidente envolvendo um Jeep e um Voyage na tarde desse domingo (21), na MT-010, em Rosário Oeste (128 km ao norte de Cuiabá). Com o impacto, um dos veículos caiu em uma ribanceira. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 16h20 para atender a um acidente de trânsito com vítimas fatais. No local, não foi possível identificar a dinâmica precisa da colisão. Com o impacto, o Voyage capotou e os ocupantes ficaram presos às ferragens. Os mortos são Adilce, 55, Antônio, 57, e Maria Salete. O casal que estava no carro capotado, Adilce e Antônio, morreu na hora. Já as outras vítimas do outro veículo foram socorridas em estado grave, porém Maria Salete não resistiu aos ferimentos e morreu no caminho do hospital. Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para análise da ocorrência. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). As circunstâncias e causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil.
Por Gazeta Digital 22 de junho de 2026
Um homem identificado como Julio Cesar Venâncio Lira, 51, morreu na manhã de domingo (22), após um confronto com a Polícia Militar em uma residência no município de Arenápolis (258 km ao médio-norte de Cuiabá). Na ação, ele ainda atacou um policial com um facão. O militar está internado. De acordo com a Polícia Militar, por volta das 21h30, uma mulher de 39 anos procurou ajuda na sede da 9ª Companhia Independente e relatou ter sido agredida pelo namorado, além de ter o celular destruído. Ela informou ainda que conseguiu fugir da residência. As equipes foram até o endereço informado e tentaram contato verbal com o suspeito, que não teria atendido às ordens de rendição. Diante da situação, os policiais realizaram entrada tática no imóvel. Segundo a PM, durante a ação, o homem teria atacado um policial militar com um facão, atingindo a mão esquerda do agente e causando ferimentos graves. Após o ataque, os policiais recuaram para prestar socorro ao militar, que foi encaminhado ao atendimento médico. Com apoio de equipes de Nortelândia, os policiais retornaram ao local e localizaram o suspeito escondido nos fundos da residência, ainda armado com o facão. Conforme a corporação, ele novamente não obedeceu às ordens de parada e avançou contra a equipe. Para conter a agressão, foi efetuado um disparo de arma de fogo, que atingiu o homem no tórax. Ele chegou a ser socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao Pronto Atendimento de Arenápolis, mas não resistiu e morreu posteriormente. O caso foi registrado e será investigado pelas autoridades competentes.
Por RepórterMT 21 de junho de 2026
Mato Grosso está com diversos concursos públicos e processos seletivos abertos em 2026, com oportunidades para candidatos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. As seleções abrangem áreas como saúde, educação, administração pública e assistência social, com salários que chegam a R$ 28,1 mil. Confira algumas das seleções disponíveis no estado: Prefeitura de Primavera do Leste O município publicou Processo Seletivo Simplificado para formação de cadastro de reserva em diversos cargos. Salários : de R$ 2.357,84 a R$ 16.346,38 Inscrições : até 25 de junho Prova objetiva : 02 de agosto O edital contempla cargos como auxiliar de cozinha, motorista categoria D, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, enfermeiro, farmacêutico, dentista e médicos especialistas, entre outros. Confira aqui. Prefeitura de Campos de Júlio O processo seletivo oferece vagas imediatas e cadastro de reserva em diferentes áreas da administração pública. Salários : de R$ 2.083,91 a R$ 22.883,35 Prova objetiva: 05 de julho Inscrições : até 21 de junho Entre os cargos disponíveis estão médico clínico geral, enfermeiro, farmacêutico, psicólogo, professores de diversas áreas, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, motorista, cozinheiro e assistente educacional. O regime é temporário, com contratos de até 12 meses, prorrogáveis por igual período. Confira o edital . Consórcio Intermunicipal de Saúde do Araguaia (CISA) O processo seletivo simplificado oferece 72 vagas imediatas e cadastro de reserva em regime CLT. Salários : de R$ 1.644,98 a R$ 6.070,47 Inscrições : até 23 de junho Prova objetiva : 05 de julho Taxa : gratuita O edital contempla cargos como assistente social, enfermeiro, farmacêutico/bioquímico, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, recepcionista, auxiliar administrativo, cozinheiro, vigia e auxiliar de serviços gerais. A seleção terá prova objetiva para todos os cargos e avaliação de títulos para nível superior. Edital aqui. Prefeitura de Poconé O concurso público oferece vaga para advogado. Salário : R$ 5.037,51 Inscrições : até 08 de julho Prova : 19 de julho A seleção inclui prova objetiva, redação, estudo de caso e prova de títulos. O candidato deve ter ensino superior em Direito e registro na OAB. Confira o edital aqui. Prefeitura de Conquista D’Oeste O concurso público abre 19 vagas e cadastro de reserva para diferentes áreas. Salários : de R$ 2.385,66 a R$ 8.828,96 Inscrições : até 25 de junho Prova : 26 de julho Entre os cargos estão auditor fiscal, farmacêutico/bioquímico, médico veterinário, professores, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, assistente administrativo, motorista e operador de máquinas. Veja o edital. Prefeitura de Nova Xavantina O concurso prevê formação de cadastro de reserva em diversas áreas. Salários : de R$ 1.753,10 a R$ 28.191,68 Inscrições : até 23 de junho Prova objetiva : 12 de julho Há oportunidades para médicos especialistas, engenheiro civil, enfermeiro, assistente social, farmacêutico, nutricionista, odontólogo, professores, técnicos e motoristas. Confira o edital aqui.  Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) – Cartórios O concurso para serviços extrajudiciais oferta 116 vagas para provimento e remoção. Inscrições : até 08 de julho Prova objetiva : 05 e 06 de setembro de 2026 Taxa : R$ 450 A seleção exige bacharelado em Direito ou experiência mínima de 10 anos em atividade notarial ou registral. O certame inclui provas objetiva, escrita e prática, prova oral, análise de títulos e outras etapas eliminatórias. Veja o edital.
Por Agência Brasil 21 de junho de 2026
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu nesta sexta-feira (19) que a reestruturação do Poder Judiciário deve focar na construção da confiança dos cidadãos na conduta dos magistrados, e não na busca por popularidade. A declaração foi no encerramento do evento "A Justiça do Amanhã", no Rio de Janeiro, que debateu ética, transparência, eficiência e o futuro da Justiça brasileira. Para a magistrada, que atua há duas décadas no STF, a credibilidade das decisões judiciais depende da garantia de que o juiz agiu com isenção e cumprimento rigoroso das leis. "Precisamos estruturar um poder no qual a sociedade confie. Não quero que ela goste, porque é claro que quem perde uma causa não gosta da decisão, menos ainda de quem a proclamou", disse a ministra. "O importante é que a pessoa saiba que eu agi de maneira correta de acordo com a lei e que o único compromisso foi cumprir o que eu jurei cumprir quando tomei posse há 20 anos no STF: a Constituição, as leis da República", completou. Código de Ética A busca pela confiança e pela transparência na atuação dos magistrados dialoga com o projeto de Código de Ética do qual Cármen Lúcia é relatora. A criação da norma foi estabelecida como prioridade pelo ministro Edson Fachin, que designou a ministra para a função no início deste ano. A proposta, ainda em fase de elaboração, deve estabelecer limites e deveres para evitar conflitos de interesse. São esperadas normas sobre a participação de ministros em eventos e palestras promovidos por empresas com processos no STF, além de disciplinar a atuação de parentes de magistrados em escritórios de advocacia que litigam no tribunal. Origem da proposta O debate sobre a necessidade de um código normativo para o tribunal ganhou força em meio às investigações envolvendo o Banco Master e citações a integrantes do STF. O ministro Alexandre de Moraes rechaçou publicamente ter mantido contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero. Paralelamente, o ministro Dias Toffoli retirou-se da relatoria do inquérito sobre fraudes na mesma instituição financeira. O afastamento ocorreu após relatórios policiais apontarem irregularidades em um fundo de investimento ligado ao banco, que adquiriu cotas de um empreendimento turístico do qual o magistrado é sócio. Resistências na Corte A aprovação do projeto ainda divide os ministros nos bastidores, segundo o ministro Edson Fachin. Discussões internas avaliam a conveniência política do momento para a votação das regras e a viabilidade prática de sua fiscalização. Entre as divergências técnicas está a obrigatoriedade de divulgação prévia de compromissos acadêmicos e agendas de palestras dos ministros, o que gera preocupações sobre a segurança institucional dos magistrados, além das regras específicas de impedimento em julgamentos.
Por FolhaPress 21 de junho de 2026
O presidente Lula (PT) assinou na sexta-feira (19) uma medida provisória que torna obrigatória a comprovação de proficiência por meio do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) para que médicos exerçam a profissão no Brasil. Na prática, a iniciativa do governo busca esvaziar a tentativa do CFM (Conselho Federal de Medicina) de criar um exame para recém-formados, em uma espécie de "OAB da medicina". A proposta está atualmente em debate no Congresso Nacional. O Enamed também substituirá a etapa teórica do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos). Com isso, médicos formados por instituições brasileiras e estrangeiras passarão a ser submetidos à mesma avaliação. A MP foi assinada por Lula durante a inauguração do Hospital Universitário da UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei), em Divinópolis (MG). Os ministros da Educação, Leonardo Barchini, e da Saúde, Alexandre Padilha (que é médico), estiveram presentes. Com as mudanças, além de fazer o Enamed no quarto ano do curso, os alunos de medicina deverão comprovar proficiência na segunda aplicação da prova, que acontecerá ao fim do último ano da faculdade, para que eles possam se inscrever no CFM. Hoje, é necessário estar vinculado ao conselho para atuar como médico no país. A exigência passará a ser cobrada só para quem entrar na graduação a partir da data da publicação da MP --ou seja, não tem efeito retroativo nem vale para os estudantes de medicina que já estão na graduação. Aqueles que não atingirem a proficiência poderão refazer o Enamed em edições seguintes. Na primeira edição da prova, 67% dos 39.258 concluintes de medicina apresentaram desempenho proficiente. No caso do Revalida, não houve mudança para a avaliação prática. A substituição da prova teórica pelo Enamed também não será cobrada para aqueles que já tiveram seu diploma revalidado antes da MP. Por se tratar de uma medida provisória, o Congresso deve aprovar o texto em até até 120 dias para que ele continue válido. No Enamed, a nota de corte que reflete o grau de proficiência dos alunos é definida pelo Inep (órgão do MEC responsável por avaliações) com base em cálculo estatístico a partir das respostas dos estudantes. As notas do segundo exame serão usadas para avaliar os cursos, podendo resultar em sanções caso os resultados fiquem abaixo do que é considerado satisfatório pelo MEC (Ministério da Educação). Já as provas no meio do curso não valerão para fins regulatórios. A escala do Enamed vai de 1 a 5. Cada faixa é definida pelo percentual de estudantes que alcançaram nível de proficiência considerado adequado. São classificados com 1 e 2 cursos em que menos de 60% dos estudantes alcançaram o mínimo. Nesses casos, os cursos podem ser proibidos de abrir novas vagas, formalizar contratos de financiamento via Fies ou de bolsas do Prouni ou até serem desativados -apenas em casos mais extremos. A nota do Enamed feito no fim do curso também continuará sendo uma opção para ser usada em todos os processos seletivos para programas de residência médica de acesso direto. A prova já é a etapa teórica do do Enare (Exame Nacional de Residências). Os resultados do Enamed serão acompanhados por uma comissão com representantes do governo, do CFM, da Associação Médica Brasileira e de entidades da sociedade civil. Segundo o governo, as mudanças anunciadas nesta sexta buscam melhorar a qualidade da formação dos médicos brasileiros. Os resultados do primeiro Enamed, divulgados em janeiro, pressionaram pela criação de um exame para aferir o conhecimento de médicos recém-formados. A prova indicou má qualidade na formação médica no país, sobretudo em escolas privadas. O Enamed foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para avaliar a qualidade do ensino dos cursos de medicina do país e ajudar na seleção de alunos para residências. Na primeira edição, 99 cursos, cerca de 1/3, não atingiram nota satisfatória e viraram alvo de supervisão pelo MEC. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a discussão criou uma disputa entre a gestão petista e o CFM sobre quem comandaria a nova prova. Em fevereiro, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou a criação de uma prova nacional de proficiência médica sob controle do conselho. O texto ainda precisa ter o aval da Câmara dos Deputados. Inscrições vão até 29 de junho O Enamed é baseado na matriz de referência do Exame Nacional de Residência e será realizado todo semestre pelo Inep. A prova de 2026 está com inscrições abertas até 29 de junho. Será aplicada em 13 de setembro. Para se inscrever, o candidato deve realizar o cadastro no site do exame. Os resultados dessa edição servirão apenas para avaliar os cursos. A prova terá 100 questões de múltipla escolha, com conteúdos, habilidades e competências nas áreas previstas nos cursos de medicina, como: clínica geral, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunidade, saúde mental e saúde coletiva. Além das questões, os estudantes também devem responder a alguns questionários: o "Questionário Contextual", obrigatório para todos os participantes; o "Questionário do Estudante", obrigatório para os alunos concluintes do curso de medicina inscritos no Enade; e o "Questionário de Percepção de Prova", sem obrigatoriedade.
Por FolhaMax 21 de junho de 2026
Mato Grosso consolida, na safra 2025/26, uma posição que já dura décadas no agronegócio brasileiro. O estado é o maior produtor nacional de algodão em pluma desde a safra 1997/98, de soja desde 1999/00 e de milho desde 2012/13, sequências de liderança que chegam a quase três décadas em uma das culturas e que seguem inabaladas mesmo diante de ajustes climáticos registrados na temporada atual. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta para o estado uma colheita total de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, sobre uma área cultivada de 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior. Atualmente, Mato Grosso responde por cerca de 31% de toda a produção nacional de grãos, mantendo-se como o principal polo agrícola do país. Na soja, Mato Grosso não apenas manteve a liderança pela 26ª safra consecutiva como registrou o melhor resultado de sua história. A produção final atingiu 51,6 milhões de toneladas, superando as 51,3 milhões de toneladas da temporada anterior e representando crescimento de 0,6%. As colheitas de algodão e milho ainda estão em andamento. No algodão em pluma, Mato Grosso lidera o ranking nacional desde a safra 1997/98, sequência que soma 29 safras consecutivas de liderança nacional.  Já na produção de milho o Estado ocupa a primeira posição desde a safra 2012/13, mantendo a liderança há 14 safras consecutivas. Além da força produtiva no campo, a permanência de Mato Grosso na liderança nacional também está associada a políticas públicas voltadas ao fortalecimento do agronegócio. O Proalmat, programa de incentivo fiscal voltado ao desenvolvimento da cadeia do algodão e à melhoria da qualidade da pluma, ajudou a criar um ambiente mais competitivo e seguro para investimentos no setor. Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a sequência de lideranças é resultado de uma construção contínua entre poder público e setor produtivo. “Liderar a produção de algodão por quase 30 anos, de soja por 26 safras consecutivas e de milho há 14 safras não é coincidência. É o resultado de um ambiente produtivo que Mato Grosso foi consolidando ao longo do tempo, com investimento em infraestrutura, acesso a crédito, programas de incentivo fiscal, um bom ambiente de negócios e condições para que o produtor possa planejar e crescer safra após safra. Esses números refletem a confiança de quem produz e o compromisso do estado em sustentar esse protagonismo.”
Por Gazeta Digital 21 de junho de 2026
Cortar as asas dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Esse é o motivo dos ataques que o órgão fiscalizador vem sofrendo nos últimos dias, segundo a leitura do analista político João Edson. Em entrevista ao , ele explicou que a participação mais ativa da Corte de Contas na relação entre os Poderes é um fator novo, que traz preocupação aos agentes políticos do estado. “De repente chegou uma figura nova que nunca fez parte da política, quer dizer, faz parte da política, mas nunca publicamente esteve na política. É o pessoal que negociava de bastidores, conversava, explicava, ‘olha, está acontecendo tal coisa, corre lá que vai chegar denúncia’. Existia uma camaradagem e se perdeu isso. Não sei dizer se melhorou a fiscalização, mas que não existe mais uma relação de cumplicidade nas relações de poder, não existe mais”, afirmou. “Numa contenda, numa briga, numa disputa, qualquer palha é suficiente para botar fogo. Mas acho que a questão mais grossa está no seguinte: na cultura. ‘Escuta, o TCE nunca fez isso, ir para a imprensa, botar, trazer, está fazendo agora e a gente precisa cortar as asas deles’ [ é assim que pensa o político]”, explicou. O protagonismo dos Tribunais de Contas em todo o país tem, para João Edson, explicação na quantidade de casos de corrupção registrados cotidianamente no país. E causa incômodo porque, cada vez que se mexe em uma obra pública, os governos estaduais se tornam alvo, mas também os deputados estaduais que destinam recursos para esses projetos. Ele destaca também que o cenário pode ser visto em Brasília nas relações entre os Três Poderes: o Congresso recusou uma indicação política do presidente da República para o Supremo Tribunal Federal; as decisões do STF são questionadas diariamente por parlamentares e junto à opinião pública; ao mesmo tempo, ministros do STF fazem pressão na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para que projetos sejam aprovados ou arquivados conforme os seus interesses. Um episódio marcante dessas fiscalizações foi quando o prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL), foi inquirido publicamente diante de praticamente todos os veículos de imprensa da cidade durante uma vistoria no almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação após a revelação de irregularidades na aquisição de material didático. A cena viralizou em diversas páginas nas redes sociais e virou manchete em toda a mídia. O ex-governador Mauro Mendes (União), que é pré-candidato ao Senado, não mediu palavras para responder às fiscalizações do TCE na rodovia estadual MT-170, asfaltada na sua gestão. Ele disse que o presidente da corte, conselheiro Sérgio Ricardo, faz “papagaiada” e “circo”. Mendes também a postura do conselheiro de publicizar os resultados das fiscalizações no curso dos processos que tramitam no TCE, o que seria uma violação da Constituição Federal e desrespeito às atribuições da órgão. Para João Edson, não há nenhuma lei que proíba os conselheiros de falarem com a imprensa ou fazerem denúncias publicamente. Ressaltou que, como qualquer pessoa, especialmente as que ocupam cargos públicos, os excessos podem ser punidos pela Justiça, mas que o entendimento que prevalece é o de que, se não há regra que proíba, então é permitido. “Eu estranho isso num conselheiro? Eu estranho. Mas é ilegal? Eu não vejo nenhuma ilegalidade com relação a isso. Pelo menos em tudo o que eu li até hoje, pelo que estudei, não tem nada em relação a isso, mas é a cultura e muitas vezes a pessoa se apega com isso, muito mais à cultura do que ao escrito”, disse. Na quarta-feira (17), o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) apresentou requerimento para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Sergio Ricardo por supostamente estar atuando em benefício do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo do estado. Fagundes, conforme Guarnieri, teria destinado R$ 20 milhões em emendas para o TCE. Na semana anterior, Guarnieri já havia dito na tribuna da Assembleia Legislativa que o presidente do TCE faz “ativismo político” e que o órgão estava se transformando em “tribunal político”. “O que está existindo são ataques. O Sergio Ricardo em si atacou os dois administrativos (Prefeitura de Cuiabá e o governo do Estado) e um administrativo começou a responder, inclusive chegando à Assembleia Legislativa, até porque o Tribunal de Contas é uma extensão da Assembleia Legislativa, é parte colaboradora do processo de fiscalização. Mas aí é disputa de espaço político”, destacou. “Foi um conselheiro lá [fiscalizar a MT-170], mas, de 24 deputados, não foi ninguém. A Assembleia Legislativa deveria ter feito o seu papel, não fez. Foi o conselheiro lá e fez esse papel. Então existe uma falha e, nesse espaço dessa falha, nessa lacuna, esses poderes regulatórios todos cresceram. O Ministério Público cresceu assim”, comparou. Para o analista, Sergio Ricardo, que se tornou o rosto dessa nova forma de atuar no TCE, não parece ter pretensões políticas. O cargo é quase vitalício, já que os conselheiros só são obrigados a se aposentar aos 75 anos. Contudo, pontuou que um político nunca deixa de ser político. “Um político vai ser eternamente político. Quantos conselheiros passaram por lá e, de repente, ‘escaparam’ de lá e foram candidatos ? Júlio Campos é exemplo disso. Outros não foram porque, quando saíram, tinham muitos processos; alguma coisa os segurou um pouco, senão sairiam direto para ser candidatos . Não tem ex-político. Existe político que perdeu a base totalmente e perdeu os votos, mas brilha o olho cada vez que chega uma eleição”, concluiu.