Após 'ruído', pré-candidatura de Natasha ao governo é mantida pela esquerda

Gazeta Digital • 7 de julho de 2026

As declarações do presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD) em Mato Grosso, o senador Carlos Fávaro, sobre uma possível candidatura do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) ao Governo do Estado provocaram especulações no campo progressista mato-grossense na última semana, principalmente dentro do cômite da médica Natasha Slhessarenko, que há cerca de um ano apresentou o nome como possível candidata da esquerda. No entanto, o cenário foi pacificado na noite de segunda-feira (06) e que a pré-candidatura de Slhessarenko permanece mantida como consenso entre os partidos da Frente Popular.

 

Na semana passada, Fávaro afirmou que tanto o ex-prefeito quanto Natasha seriam nomes qualificados para disputar o Palácio Paiaguás, ressaltando, porém, que qualquer eventual candidatura precisaria respeitar o entendimento da Federação Brasil da Esperança e dialogar internamente com os partidos.

 

Após as declarações, lideranças da federação e dos partidos da Frente Popular se reuniram por cerca de duas horas na sede do PT para alinhar os próximos passos da campanha estadual. Conforme apurado, participaram das discussões representantes do PT, PSD, PSB, PSOL e Rede.

 

Durante o encontro, não houve qualquer manifestação contrária ao nome de Natasha. Pelo contrário, o entendimento entre os dirigentes foi de manter o acordo político firmado anteriormente, consolidando a médica como pré-candidata do campo da esquerda ao Governo de Mato Grosso.

 

A reportagem também apurou que o próprio senador Carlos Fávaro esclareceu ao grupo que sua declaração teve o objetivo de destacar que qualquer filiado pode apresentar seu nome ao debate interno, mas sempre respeitando os acordos políticos já estabelecidos e a decisão da maioria dos partidos que compõem a federação e a Frente Popular.

 

A avaliação é de que o grupo avançou significativamente na construção da candidatura de Natasha ao longo do último ano e que o momento para eventuais novas articulações internas já teria sido superado.

Ainda ontem, o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) anunciou a desistência do seu projeto eleitoral visando à sucessão do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Ele aproveitou para apresentar seu apoio à pré-candidatura da médica.


“O momento é de construção de uma unidade em torno do nome da Natasha, que vai fortalecer o projeto em busca do melhor para Mato Grosso”, disse o professor no último sábado (04), durante o encontro “Mato Grosso para Elas”, realizado em Cuiabá pela pré-candidata do grupo de oposição de centro-esquerda.


Na sua fala, Caiubi destacou a importância da união entre as lideranças políticas que querem “um projeto de desenvolvimento para o estado” e disse acreditar que Natasha tem a capacidade para conduzir um governo com diálogo, inclusão e na construção coletiva de soluções para os problemas que precisam ser solucionados.


Com a desistência de Caiubi, restam oito postulantes ao cargo de chefe do Executivo estadual: Maurício Coelho (Inconfidência), Alex Pucinelli (Democrata), Natasha Slhessarenko (PSD), Sargento Laudicério Machado (Progressistas), Jayme Campos (União), Marcelo Malluf (Novo), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).

Por Agência Brasil 19 de julho de 2026
Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para os partidos políticos fazerem suas convenções. Essa é uma das etapas mais importantes do período eleitoral, pois é nas convenções que os partidos definem seus candidatos aos cargos em disputa. Os partidos terão até o dia 5 de agosto para realizarem suas convenções e enviarem as informações dos candidatos e seus respectivos números para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esse envio é feito através do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet. Além da escolha dos representantes dos partidos nas eleições, são sorteados os números com os quais cada candidato concorrerá. O partido tem direito a manter o número de legenda usado na eleição anterior. Os candidatos também têm o direito de manter o número que usaram na eleição anterior para o mesmo cargo. Também é na convenção que o partido formaliza coligação com um ou mais partidos. Em 2026, os eleitores vão votar para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal). Este ano, os partidos deverão fazer convenções estaduais, para escolha de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, deputados federais, estaduais e distritais. A convenção nacional decide os candidatos a presidente e vice-presidente da República, ou a participação em uma coligação nacional. Partidos que já marcaram convenções nacionais Partido Democrático Trabalhista (PDT) – 20 de julho Partido Liberal (PL) – 25 de julho Partido Social Democrático (PSD) – 26 de julho Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – 27 de julho Partido Novo (Novo) – 27 de julho Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – 30 de julho Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) – 31 de julho Partido Verde (PV) – 31 de julho Missão – 1º de agosto Partido da Causa Operária (PCO) – 1º de agosto Partido Socialista Brasileiro (PSB) – 2 de agosto Partido dos Trabalhadores (PT) – 2 de agosto
Por Gazeta Digital 19 de julho de 2026
As convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo de Mato Grosso, Senado e chapas proporcionais, começam no próximo 20 de julho e prometem consolidar ou embaralhar o tabuleiro da sucessão estadual. Até 5 de agosto, partidos e federações deverão homologar candidaturas, fechar coligações e resolver disputas internas que ainda ameaçam os principais projetos eleitorais. O registro das candidaturas na Justiça Eleitoral deverá ser feito até 15 de agosto. O primeiro partido a realizar convenção será o Missão, legenda criada a partir do antigo MBL. O encontro está marcado para 20 de julho. A expectativa é que a sigla oficialize a candidatura do empresário Rafael Millas ao governo, abrindo formalmente a temporada eleitoral em Mato Grosso. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) chega ao período das convenções como candidato à reeleição. A legenda marcou seu encontro para 4 de agosto, quando deverá homologar seu nome e consolidar a aliança construída em torno da continuidade da atual gestão estadual. A principal disputa interna, porém, ocorre no União Brasil, cuja convenção está prevista para 30 de julho. O senador Jayme Campos (União) tentará convencer o partido a lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás. Do outro lado, está o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), pré-candidato ao Senado, que defende o apoio do União Brasil à reeleição de Pivetta. O embate colocará frente a frente dois dos principais líderes da legenda e definirá se o partido terá candidatura própria ou permanecerá na base governista. Na centro-esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) deverá utilizar sua convenção, marcada para 25 de julho, para formalizar o apoio à candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo e à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD). O principal impasse está na segunda vaga ao Senado. Enquanto o PT trabalha para incluir o ex-governador Pedro Taques (PSB) na chapa, o PCdoB tenta viabilizar a candidatura da professora Patrícia Nogueira, disputa que ainda divide a federação. Outro foco de atenção é o Podemos, presidido em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Pode). Com convenção marcada para 4 de agosto, a legenda ainda não definiu qual candidatura ao governo apoiará, tornando-se uma das peças mais cobiçadas nas negociações entre os grupos políticos. No PL, a convenção, no dia 22, deverá confirmar o senador Wellington Fagundes como candidato ao governo e o deputado federal José Medeiros ao Senado. A homologação, entretanto, ocorre em meio a um ambiente de tensão. Lideranças do partido têm demonstrado resistência à candidatura de Wellington, abrindo uma crise interna às vésperas da convenção. O MDB também poderá produzir um dos movimentos mais relevantes do período. A legenda lançará a deputada estadual Janaina Riva (MDB) em uma candidatura avulsa ao Senado, sem necessariamente integrar uma chapa ao governo. Situação semelhante vive o Avante, que avalia homologar o nome do ex-presidente da Aprosoja Brasil Antônio Galvan para disputar o Senado de forma independente. Além das principais siglas, o calendário prevê convenções do PSD, PSB e PDT em 24 de julho; da Federação Brasil da Esperança em 25 de julho; do União Brasil, PP e da Federação PRD-Solidariedade em 30 de julho; do Avante em 1º de agosto; do Republicanos, MDB e Podemos em 4 de agosto; e do PL e Novo em 5 de agosto. A Federação PSDB-Cidadania ainda não definiu a data de sua convenção. Porém, já adiantou que irá apoiar a reeleição de Pivetta. Embora as candidaturas mais competitivas ao governo já estejam praticamente desenhadas, as convenções ainda podem alterar o cenário político. A definição dos palanques, das candidaturas ao Senado e dos apoios partidários tende a influenciar diretamente a configuração da campanha eleitoral que começará oficialmente após o registro das candidaturas, em agosto.
Por Gazeta Digital 19 de julho de 2026
Diante das críticas e do desgaste político na véspera das eleições com pescadores, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avança para alterar a Lei da Pesca, liberando pelo menos uma das 12 espécies de peixes que estão proibidas de pesca e venda nos rios mato-grossenses. A regra está em vigor desde 2024 e é alvo de contestação na Justiça. A proposta, que ainda está em sua fase final em meio às negociações com representantes dos pescadores e membros da Assembleia Legislativa (ALMT), busca aplacar a insatisfação do eleitorado tradicional e das comunidades ribeirinhas, visando o projeto de reeleição do Palácio Paiaguás. O apurou que a alternativa apresentada pelos pescadores prevê a liberação de ao menos uma espécie por bacia hidrográfica. No caso da Baixada Cuiabana, a sugestão da categoria é que a liberação contemple a piraputanga. Atualmente, a proibição, em vigor desde 1.º de janeiro de 2024 e com validade prevista até dezembro de 2028, atinge justamente as principais espécies de maior valor econômico e demanda comercializada no estado: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinxã, pintado/surubim, piraíba, pirara, pirarucu, trairão, tucunaré e a própria piraputanga. A articulação política do governo estadual ocorre em um momento em que a pressão do terceiro setor e de comunidades tradicionais sobre o Judiciário se intensificou. Organizações civis exigem que as três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) movidas pelas cúpulas nacionais do MDB, PSD e pela Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), que contestam a lei, sejam finalmente colocadas em pauta no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). O mérito das ações segue travado na corte sob a relatoria do ministro André Mendonça, que, em julho de 2024, negou um pedido de liminar para suspender a eficácia da regra. No início deste ano, Mendonça cobrou dados sobre a efetividade da política ambiental e do amparo financeiro à categoria, provocando uma resposta que jogou luz sobre o fracasso social da medida. Dados da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) entregues ao STF revelaram um cenário de profunda exclusão. De um universo estimado de 15 mil pescadores artesanais em Mato Grosso, o auxílio pecuniário (Repesca), no valor de um salário mínimo, alcançou apenas 19 pessoas em 2024. Embora tenha sido expandido para 2.172 beneficiários em 2025, o programa cobriu somente 40 municípios, deixando desamparados trabalhadores de 72% do território mato-grossense. O relatório da secretaria apontou ainda que as exigências burocráticas, como a comprovação de escolaridade mínima para cursos de capacitação voltados ao turismo de pesca, funcionaram como barreira de exclusão para cerca de 83% da categoria, ignorando a realidade sociocultural dos ribeirinhos. Diante do diagnóstico de desamparo social, o Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), junto a organizações como WWF-Brasil, Instituto Gaia e Instituto Centro de Vida (ICV), peticionou pela imediata votação do caso pelo STF. Paralelamente, o relógio corre contra a ala governista na ALMT. Prestes a completar três anos de vigência, a lei alcança o prazo regimental que permite sua reavaliação e potencial revogação por iniciativa do próprio Parlamento estadual.
Por Gazeta Digital 18 de julho de 2026
As ações e execuções por atraso de pensão alimentícia figuram historicamente entre os principais motivos de judicialização nas Varas de Família de Mato Grosso. De acordo com dados do promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza, somente na Primeira Vara Cível de Família e Sucessões de Cuiabá, dos 584 cumprimentos de sentença em andamento, 318 são ações de alimentos, o que representa cerca de 55% das demandas executórias da unidade. Dados da Defensoria Pública apontam que, dos mais de 41 mil atendimentos gerais na área de família no estado em 2024, as demandas relativas à pensão alimentícia lideraram as estatísticas de procura. Assim, para tentar cortar esse ciclo exaustivo de cobranças tanto estaduais quanto nacionais, o Plenário do Senado aprovou, no dia 7 de julho, o Projeto de Lei nº 4.978/2023. O texto passa a vigorar após a assinatura do presidente Lula, que deve ocorrer até o dia 30 deste mês. De autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e relatado pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), o texto, apelidado de “Pix Pensão”, prevê a transferência automática dos valores e segue para a sanção ou veto do Presidente da República, que tem até o fim do mês para deliberar. A proposta automatiza o pagamento mensal para a conta do beneficiário em qualquer fase do processo, focando especialmente em devedores autônomos, informais ou Microempreendedores Individuais (MEIs). Avaliando o cenário sob a ótica do direito, a advogada Clarissa Bottega, presidente da Comissão de Direito das Famílias e Sucessões da OAB/MT, e a jurista Mariana Oliveira, membro do núcleo, explicam que “esse gargalo representa a reincidência histórica no descumprimento de decisões judiciais que determinam o pagamento de pensão alimentícia, desencadeando situações graves de abandono e vulnerabilidade”. Pelo texto aprovado, o juiz informará os dados bancários, valores e critérios de atualização na decisão, e os bancos realizarão os repasses automáticos. Caso não haja saldo, o sistema faz a indisponibilização automática de ativos financeiros do devedor, alcançando inclusive contas de empresários individuais. Sobre o impacto na família, as representantes da OAB afirmam que “essa medida representa um avanço considerável para a agilidade e maior êxito no recebimento dos valores decorrentes da pensão alimentícia, com potencial de contribuir para a concretização do direito aos alimentos”. “O Pix Pensão busca atacar a raiz do problema: a burocracia do adimplemento. Dessa forma, ao retirar do credor o peso de ter que cobrar, e do Judiciário o peso de ter que ‘procurar’ o dinheiro, a tecnologia busca devolver a dignidade alimentar com velocidade”, defendem Clarissa e Mariana. Para elas, a automação permite ver “a advocacia de família deixando de ser uma 'gestora de cobranças' para voltar a ser, essencialmente, humana e estratégica”, avaliam as representantes da OAB. O promotor Allan Sidney concorda com a avaliação e enfatiza que a reincidência é comumente agravada por relações beligerantes após a separação. “Não é incomum o mal pagador se tornar inadimplente. Há uma relação belicosa, beligerante, entre mãe e pai. Às vezes não tem nem contato, então obriga essa mãe a ter que procurar a Justiça, procurar um advogado ou um defensor para bater às portas do Judiciário. Assim, tudo que visa o descongestionamento, à desburocratização, sempre vem em boa hora. [O Pix Pensão] vai evitar essa judicialização, porque o sistema vai buscar mecanismos de, havendo inadimplemento, automaticamente buscar eventuais ativos financeiros na conta do devedor para fazê-lo saudar”, pontua o promotor. Apesar do avanço, a OAB adverte que os profissionais precisarão combater tentativas de fraudes e ocultação patrimonial. “Caso haja tentativa de burlar o sistema, essa conduta deverá ser comprovada pela parte prejudicada, o que gera desgastes e disputas judiciais intensas que, infelizmente, muitas vezes não resultam na satisfação do crédito. A coibição das fraudes depende mais da conduta ética e moral das partes do que de ferramentas específicas a serem adotadas. Em todo caso, a advocacia deverá estar preparada para o uso estratégico da tecnologia e da inteligência de dados nesses casos”, explicam as advogadas. Cenário mato-grossense O debate nacional encontra reforço em ações que vêm sendo construídas na Assembleia Legislativa (ALMT). O deputado estadual Valdir Barranco (PT), autor de iniciativas de apoio a mães solo e divorciadas, ressalta a urgência de desburocratizar o acesso aos direitos básicos. “O debate nacional sobre o Pix Pensão mostra que o Brasil está avançando na defesa dos direitos das mães e das crianças, e tenho a expectativa de que o presidente Lula sancione essa medida. Em Mato Grosso, queremos caminhar na mesma direção. A Campanha ‘Mães em Ação’ transforma essa luta em política pública permanente, garantindo orientação jurídica, apoio psicossocial. A Justiça não pode ser privilégio de quem tem dinheiro ou conhece a lei. Ela precisa chegar a todas as famílias, especialmente às que mais necessitam da presença do Estado”, defende Barranco. O projeto nacional determina ainda que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recolha estatísticas anonimizadas para aprimorar políticas públicas. Encerrando a análise, as representantes da OAB/MT destacam que o mecanismo humaniza o rito processual. “Ele se posiciona como um dos mais inovadores instrumentos de pacificação social e garantia da dignidade humana criados nas últimas décadas. O Pix Pensão humaniza o processo porque entende que quem tem fome não pode esperar o trânsito em julgado. É a tecnologia, finalmente, se curvando à urgência da vida”, finalizam as advogadas.
Por Gazeta Digital 18 de julho de 2026
O senador Carlos Fávaro, presidente do PSD em Mato Grosso, assegurou que a médica Natasha Slhessarenko será a candidata ao partido ao Governo do Estado nas eleições deste ano. A fala foi feita em evento da legenda na madrugada deste sábado, em Sorriso (400 km de Cuiabá). “Cuidado, porque ela (Natasha) está chegando. Tenho certeza de que fará um belíssimo trabalho e, se Deus quiser, será a primeira governadora do Estado de Mato Grosso”, afirmou Fávaro em encontros com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas. A convenção do partido que oficializará o nome de Natasha está prevista para 24 de julho. A manifestação pode ser vista como uma resposta à movimentação do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), que vinha movimentando aliados para buscar viabilizar o seu nome para a disputa. De imediato, as lideranças da Federação Brasil da Esperança (formada por PT, PV e PCdoB) se manifestaram contra essa possibilidade. A Federação vai apoiar o nome que o PSD indicar para a disputa ao Palácio Paiaguás. Fávaro destacou que desde o início a pré-candidata aceitou se juntar a uma proposta de centro-esquerda, em oposição ao atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos) e em apoio à reeleição do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A gente não faz nada sozinho e ela falou ‘vou caminhar junto com a Federação, com o ministro, com o presidente Lula’. Ela foi se aproximando da Federação e está aí hoje, cuidado que ela esta chegando e vai fazer um belíssimo trabalho”, acrescentou o senador. Em 2022, Natasha seria a candidata de oposição ao Senado, mas acabou tendo que abrir mão da vaga para que o grupo lançasse o nome de Neri Geller. Até o vice-presidente Geraldo Alckmin, presidente do PSB nacional, precisou intervir para “convencê-la”. Neri ficou em terceiro lugar e ainda teve os votos anulados pela Justiça Eleitoral. Natasha é a única mulher que conseguiu construir um projeto competitivo na disputa pelo Governo do Estado na eleição deste ano. Na disputa por cargos majoritários, só aparecem mais duas: Margareth Buzatti (PP) e Janaina Riva (MDB) para a disputa ao Senado.
Por RepórterMT 18 de julho de 2026
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), minimizou os impactos econômicos da decisão dos Estados Unidos de impor o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Em entrevista coletiva hoje (17), Pivetta utilizou uma metáfora popular para classificar a repercussão do chamado "tarifaço" promovido pelo governo de Donald Trump como puro alarmismo político e garantiu que a medida não altera a rota de crescimento do estado. "Esse negócio aí é que nem tosa de porco: é bastante gritaria e pouca lã. Eu já vi porco ser tosado. O porco você segura ele, ele berra. Não aconteceu nada, só que ele grita muito. É mais ou menos isso que está acontecendo no Brasil. Todo mundo se apegando nisso com fins eleitorais. Para nós, não muda nada, absolutamente nada. Nós não temos os Estados Unidos como mercado importante", disparou o governador em exercício.  O posicionamento de Pivetta ocorre pelo próprio desenho da barreira comercial norte-americana, que estabeleceu uma extensa lista de exceções que poupa as principais commodities nacionais, como café, carne bovina, peixe e laranja. O chefe do Executivo lembrou que, no fluxo de trocas internacionais, são as indústrias americanas que dependem de vender bens de capital ao mercado brasileiro, o que esvazia o potencial de prejuízo ao setor produtivo de Mato Grosso. " A carne está fora dessa tributação. Máquinas agrícolas... o Brasil importa muito dos Estados Unidos, nós compramos muito de lá. Então, para o Brasil, o setor está sendo prejudicado porque foi feita a taxação, mas foram excluídos outros do portfólio. Então me parece que não sobrou nada para ser taxado. Essa conversa, essa gritaria que está sendo feita, para mim, é inócua. Ninguém ganha, ninguém perde ", avaliou. Afastando o pessimismo do mercado, Otaviano Pivetta demonstrou a solidez financeira do estado. Ele afirmou que Mato Grosso caminha de forma independente ao cenário externo devido ao processo de industrialização do campo, impulsionado pelo esmagamento de grãos, produção de farelo proteico, óleo vegetal, biodiesel e etanol de milho. " O Estado de Mato Grosso é o único estado que está recebendo investimento na agroindústria. Nós industrializamos hoje cerca de 25% da nossa produção total, olha o espaço que tem para a agroindústria. A nossa política será cada vez mais de estímulo para verticalizar a produção, agregar valor e melhorar os salários ". Projeções demográficas e econômicas que colocam o estado em um patamar isolado de desenvolvimento no país. Pivetta concluiu reforçando que a geração de empregos técnicos nas lavouras e nas usinas de biocombustíveis compensará eventuais perdas fiscais de reformas nacionais, mantendo a atratividade do estado para novos investimentos e fluxos migratórios. A tarifa de 25% passa a vigorar em 22 de julho e tem como principais focos de acusação o comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, com críticas diretas ao Pix, barreiras ao etanol norte-americano, concessão de tarifas preferenciais a outros países e falhas na proteção à propriedade intelectual e no combate ao desmatamento ilegal. Embora o governo federal brasileiro conteste os argumentos técnicos, aponte viés político na decisão e prometa aplicar medidas de reciprocidade comercial por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC), setores do agronegócio de Mato Grosso ficaram de fora do impacto imediato, uma vez que itens essenciais como a carne bovina foram listados formalmente entre as exceções da nova taxa.
Por RepórterMT 18 de julho de 2026
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para risco de vendavais na região sudoeste de Mato Grosso, que abrange cerca de 30 municípios do Estado. O aviso segue válido até a noite de domingo (19). Conforme o Inmet, a previsão é de ventos entre 60 km/h e 100 km/h. Além disso, há risco de queda de árvores, destelhamento de imóveis e danos em edificações e plantações. A orientação do instituto é para que a população não se abrigue debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Em caso de dúvidas ou emergências, a população pode acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.  Confira a lista de municípios atingidos: - Araputanga; - Barão de Melgaço; - Barra do Bugres; - Cáceres; - Campo Novo do Parecis; - Campos de Júlio; - Comodoro; - Conquista D'Oeste; - Curvelândia; - Figueirópolis D'Oeste; - Glória D'Oeste; - Indiavaí; - Jauru; - Lambari D'Oeste; - Mirassol d'Oeste; - Nossa Senhora do Livramento; - Nova Lacerda; - Nova Olímpia; - Poconé; - Pontes e Lacerda; - Porto Esperidião; - Porto Estrela; - Reserva do Cabaçal; - Rio Branco; - Salto do Céu; - São José dos Quatro Marcos; - Sapezal; - Tangará da Serra; - Vale de São Domingos; - Vila Bela da Santíssima Trindade.
Por RepórterMT 18 de julho de 2026
Mato Grosso está com pelo menos 90 vagas abertas em concursos públicos e processos seletivos para candidatos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. As oportunidades estão distribuídas entre prefeituras, câmaras municipais, órgãos estaduais e entidades privadas, com salários que podem chegar a R$ 16.346,38. Os interessados devem ficar atentos aos prazos e requisitos de cada seleção. Para participar, é fundamental consultar o edital e acessar o link oficial de inscrição disponibilizado por cada órgão. Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Salário: até R$ 16.346,38 Há oportunidades para diversas áreas, incluindo saúde, educação, assistência social, esportes, administração e setor jurídico. Inscrições: até 9 de agosto de 2026. Consulte o edital aqui. Câmara Municipal de Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo e Auxiliar de Serviços Gerais. Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: até 5 de agosto de 2026. Consulte o edital aqui. Câmara Municipal de General Carneiro Vagas: 4 Cargos: Procurador Jurídico, Auditor de Controle Interno, Agente Administrativo e Assistente de Plenário. Salário: até R$ 4.717,35 Inscrições: até 28 de julho de 2026. Consulte o edital aqui. Prefeitura de Poconé Vagas: 1 Cargo: Advogado. Salário: até R$ 5.037,51 As inscrições foram encerradas em 8 de julho, mas candidatos ainda podem consultar o processo para acompanhar eventuais convocações. Consulte o edital aqui. Prefeitura de Alto Garças Vagas: 4 Cargos: Técnico em Enfermagem, Enfermeiro (30h e 40h), Fonoaudiólogo, Nutricionista e Odontólogo. Salário: até R$ 8.348,84 Inscrições: de 20 de julho a 2 de agosto de 2026. Consulte o edital aqui. INTERMAT Cargo: Analista Fundiário Agrário Salário: R$ 10.493,79 O número de vagas ainda não foi divulgado. Inscrições: de 15 a 21 de julho de 2026. Consulte o edital aqui. Sesc-MT Vagas: 4 Cargos: Dentista, Instrutor de Desenvolvimento Físico e Esportivo, Artífice de Manutenção Generalista e Auxiliar Administrativo. Salário: até R$ 5.212,27 Inscrições: até 17 de julho de 2026. Consulte o edital aqui.  Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá Vagas: 43 As oportunidades contemplam cargos como técnicos de enfermagem, enfermeiros, recepcionistas, técnicos administrativos, técnicos em farmácia, porteiros, técnico em segurança do trabalho e farmacêutico. Salários: ainda não divulgados. Inscrições: até 15 de julho. Consulte o edital aqui.
Por Gazeta Digital 17 de julho de 2026
Duas pessoas, ainda não identificadas, morreram em um grave acidente registrado na manhã desta sexta-feira (17), no km 400 da BR-174, no município de Nova Lacerda (546 km a Oeste). As causas da batida ainda serão apuradas. Conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma equipe foi acionada no fim da manhã para atender a ocorrência. No local, os socorristas constataram que o impacto envolveu quatro veículos, incluindo uma viatura oficial da Polícia Militar. Os policiais militares não sofreram ferimentos. O acidente resultou na morte de duas pessoas. Outras duas vítimas ficaram feridas e foram socorridas e encaminhadas ao hospital de Nova Lacerda. O impacto da batida gerou um incêndio. Equipes do Corpo de Bombeiros e caminhões-pipa foram mobilizados para conter as chamas. Uma equipe do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da PRF e outras duas equipes do serviço ordinário de Pontes e Lacerda atuaram imediatamente no isolamento da área e no controle do tráfego. A pista precisou ser totalmente interditada para a realização dos trabalhos de perícia e remoção dos veículos. A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para dar andamento aos procedimentos legais.
Por Agência Brasil 17 de julho de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou nesta quinta-feira (16) um acordo com as big techs para combater a desinformação durante a campanha eleitoral de 2026. A formalização do memorando de intenções ocorreu após uma reunião entre o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e representantes das empresas. As redes sociais aceitaram aderir novamente ao programa permanente de combate à desinformação nas eleições. O programa está em vigor desde as eleições presidenciais de 2022 e prevê a prevenção contra disseminação de narrativas falsas para atacar a integridade das urnas eletrônicas e a legitimidade dos pleitos. Com o novo acordo, serão intensificadas as medidas para combater o uso ilegal de inteligência artificial (IA) para manipular vozes e imagens de candidatos. O acordo foi assinado pelas plataformas Google, X, Meta, Kwai, Telegram, TikTok e LinkedIn, além das empresas de inteligência artificial OpenAI, ElevenLabs e Anthropic. Restrições Em março deste ano, o TSE aprovou regras sobre utilização de IA durante as eleições gerais de outubro deste ano. As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores. Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários. Eleições O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.