Construção da maior ponte de Mato Grosso alcança 60% de execução no Rio Juruena

Ascom • 8 de janeiro de 2026

A ponte sobre o Rio Juruena, que será a maior de Mato Grosso, com 1.410 metros de extensão, está com 60% de sua estrutura construída. O investimento do Governo de Mato Grosso nesta obra é de R$ 269,6 milhões.

 

Além da construção desta ponte, a obra contratada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) inclui o asfaltamento de 59 km da MT-208 e a construção de mais 3 pontes no caminho, com 25, 30 e 50 metros de extensão. Todas as frentes de serviço já foram iniciadas.

 

A ponte vai ligar os municípios de Cotriguaçu e Nova Bandeirantes, por meio do distrito de Japuranã. A nova ligação, por meio da MT-208, vai garantir a integração da região Noroeste com todo o norte mato-grossense.

 

Será possível sair de Aripuanã e Colniza e chegar até Guarantã do Norte e a BR-163 passando somente por vias asfaltadas.

Com a nova estrutura, não será mais necessário utilizar uma balsa para atravessar o Rio Juruena. Essa travessia atualmente leva cerca de uma hora, além das limitações de operação no período noturno e da espera por vagas.

 

“Essa é uma obra que promove a integração da região Noroeste e faz justiça com a população local, que há muito tempo espera por melhorias na logística e a possibilidade de se deslocar com segurança para outros municípios mato-grossenses”, afirma o secretário Marcelo de Oliveira.

 

Atualmente, a maior ponte de Mato Grosso está localizada na MT-419 entre Carlinda e Novo Mundo, com 692 metros. A ponte sobre o Rio Juruena terá mais que o dobro deste tamanho.


A ponte é tão grande que sua extensão equivale a cinco Arenas Pantanal e sua extensão supera a soma das 5 pontes que ligam os perímetros urbanos de Cuiabá e Várzea Grande.

Por RepórterMT 18 de junho de 2026
Cuiabá alcançou o segundo lugar na região Centro-Oeste no Ranking Cidades Sustentáveis 2026, elaborado pela plataforma Bright Cities, que avalia indicadores de desenvolvimento urbano e qualidade de vida com base na norma internacional ABNT NBR ISO 37120. O resultado posiciona a capital mato-grossense entre os municípios mais bem avaliados da região em práticas voltadas à sustentabilidade e à gestão urbana.  O ranking foi divulgado durante o Smart City Expo Curitiba 2026, considerado um dos principais eventos sobre cidades inteligentes do país. Nesta edição, foram avaliados 338 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, com base nas estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2025. No recorte regional, Cuiabá ficou atrás apenas de Brasília (DF) e à frente de Goiânia (GO), Catalão (GO) e Rio Verde (GO), consolidando sua posição entre os municípios com os melhores indicadores de desenvolvimento sustentável do Centro-Oeste. A metodologia utilizada pela Bright Cities é baseada na norma internacional que estabelece parâmetros para a mensuração de serviços urbanos e da qualidade de vida. Para a elaboração do ranking, foram considerados 43 indicadores distribuídos em cinco pilares: Prosperidade, Gestão, Bem-estar, Segurança e Infraestrutura e Serviços Básicos. Entre os aspectos avaliados estão geração de emprego, inovação, saúde financeira dos municípios, educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, abastecimento de água, gestão de resíduos sólidos e fornecimento de energia elétrica. O reconhecimento foi oficializado por meio de certificado encaminhado pela Bright Cities à Prefeitura de Cuiabá. Segundo a organização, o resultado reflete os esforços dos setores público e privado na implementação de ações voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou que a colocação demonstra o potencial da capital para avançar ainda mais em áreas estratégicas. “Recebemos essa conquista com satisfação, mas também com responsabilidade. É um resultado que mostra que Cuiabá está no caminho certo e nos incentiva a continuar investindo em soluções que tornem a cidade mais eficiente, moderna e preparada para o futuro”, afirmou. De acordo com a Bright Cities, o objetivo do ranking não é promover competição entre municípios, mas incentivar a mensuração de indicadores, a troca de boas práticas e a adoção de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento sustentável das cidades. O resultado reforça a importância do planejamento urbano baseado em dados e indicadores, contribuindo para a construção de políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades da população.
Por Gazeta Digital 18 de junho de 2026
Anexo 1 da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande foi tomado pelo fogo, na noite de quarta-feira (17), próximo da avenida Filinto Müller, no Marajoara. Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal da cidade atenderam a ocorrência, que não deixou feridos. A Prefeitura informou que a causa está sendo investigada. De acordo com informações repassadas pela Guarda Municipal, uma equipe foi acionada para verificar a ocorrência e, ao chegar ao local, constatou o incêndio. Diante da situação, os agentes solicitaram apoio do Corpo de Bombeiros, que iniciou o combate às chamas para evitar que o fogo se espalhe para áreas vizinhas. Enquanto os bombeiros atuam no controle do incêndio, a Guarda Municipal realiza o bloqueio da via e o isolamento da área, garantindo a segurança de motoristas, pedestres e moradores da região. Até a manhã desta quinta-feira (18), não havia informações oficiais sobre feridos. As causas do incêndio também ainda são desconhecidas e deverão ser investigadas pelos órgãos competentes. Em nota, a prefeitura de VG informou que “As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas pelos órgãos competentes. Paralelamente, equipes técnicas realizam o levantamento dos danos e prejuízos materiais para avaliação da extensão dos impactos”, disse.
Por RepórterMT 17 de junho de 2026
O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes, defendeu que o Brasil aplique a Lei da Reciprocidade contra a União Europeia após o bloco anunciar o veto à importação de carne brasileira a partir de setembro deste ano. A decisão europeia tem como justificativa o não atendimento a padrões sanitários e ambientais. Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta quarta-feira (17.06), Mauro reforçou que o argumento ambiental é inconsistente, já que os países europeus não têm dado exemplo positivo sobre preservação do meio ambiente. "Eu pergunto aos líderes da União Europeia: a Noruega ter matado em um final de semana mais de 1000 baleias em um evento de caça, deixando o mar até vermelho de sangue é bom para o meio ambiente? A Europa vender para o mundo inteiro, inclusive para o Brasil, os agrotóxicos que eles mesmos proíbem, é bom para o meio ambiente?", questionou. O ex-governador lembrou que o Brasil é referência mundial em produção agropecuária e que Mato Grosso possui certificação de território livre de febre aftosa sem vacinação. "O que eles estão fazendo, na verdade, é protegendo os produtores deles, que não conseguem competir com a qualidade e a eficiência dos nossos produtores. Todo o resto é uma hipocrisia ambiental de um continente que já destruiu todas as suas florestas e acha que tem moral para impor regras para um país que é exemplo de produção e de preservação ambiental", afirmou. Mauro desafiou os líderes europeus a apresentarem um país do bloco que é capaz de produzir alimentos em larga escala preservando 60% do próprio território, a exemplo do que Mato Grosso faz. "Se conseguirem provar, eu retiro a minha crítica. Mas eles, na verdade estão nos boicotando porque são ineficientes, são incompetentes", registrou De acordo com Mauro, o Brasil deveria aplicar a Lei da Reciprocidade com a União Europeia, restringindo compras de produtos de países que imponham barreiras injustificadas às exportações brasileiras. "Nós também podemos parar de comprar produtos que vêm da Europa. Temos que ter coragem e fazer com que o Brasil seja respeitado no cenário internacional. Precisam respeitar os nossos produtores brasileiros e de Mato Grosso", concluiu.
Por RepórterMT 17 de junho de 2026
A juíza da 3ª Vara Cível de Cuiabá, Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, determinou o despejo do restaurante Bistrô Cuiabá, que tem como nome fantasia Maison Paris e foi recém-inaugurado no Shopping Estação, por falta de pagamento de aluguel. A dívida do empreendimento ultrapassa R$ 119 mil. De acordo com o Shopping Estação, o local está abandonado. Em decisão publicada nesta terça-feira (16), a magistrada autorizou o uso de força policial, arrombamento e retirada de bens, caso seja necessário. “Autorizo, se necessário, o arrombamento e o auxílio de força policial, bem como a remoção de bens que guarnecem o imóvel para depósito sob a responsabilidade da parte autora, caso a ré não seja localizada para retirá-los” , determinou. No dia 28 de maio deste ano, o Shopping Estação Cuiabá entrou na Justiça com uma ação de despejo por falta de pagamento contra o Bistrô Cuiabá. Na ação, o shopping alegou que firmou contrato de locação com o restaurante em 4 de setembro de 2025, pelo prazo de 60 meses. No entanto, o bistrô está devendo os aluguéis mínimos, encargos comuns e o fundo de promoção desde março de 2026, acumulando débito atualizado de R$ 119.427,62.  De acordo com o Shopping Estação, após a ação, o restaurante abandonou o local. O estabelecimento permanece fechado, sem funcionamento e sem movimentação de funcionários. Na decisão, a magistrada concluiu que a loja fechada e a falta de pagamento dos aluguéis configuram abandono e autorizam a retomada do imóvel. “Com efeito, a manutenção de loja comercial fechada em shopping center, somada ao inadimplemento confesso e à ausência de movimentação laboral, caracteriza o abandono que autoriza a retomada do bem para evitar o agravamento dos prejuízos à locadora e ao empreendimento”, disse. Diante disso, a magistrada determinou que um oficial de Justiça vá até o local para constatar o abandono e autorizar a posse imediata do espaço ao shopping. O restaurante tem um prazo de 15 dias para se manifestar no processo. Até o fechamento desta matéria, o empreendimento ainda não havia apresentado uma defesa.
Por Gazeta Digital 17 de junho de 2026
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a Operação Throw e cumpre 18 mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Além das prisões, são executados 16 mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e o sequestro de veículos de luxo utilizados pelo grupo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc). Os alvos respondem por tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração de organização criminosa. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias de 8 pessoas físicas e 3 empresas, além do sequestro de 5 veículos de alto padrão. Os mandados são cumpridos simultaneamente em Cuiabá e Várzea Grande, com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais e da Diretoria Metropolitana. As investigações tiveram início em julho de 2023, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma chácara no bairro Sol Nascente, em Cuiabá. Na ocasião, dois suspeitos foram presos e cerca de 100 quilos de maconha foram encontrados enterrados em barris plásticos nos fundos do imóvel. A partir da ação, a Denarc identificou outros integrantes do esquema e descobriu um sistema estruturado de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de fachada e pessoas interpostas para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava no tráfico interestadual de entorpecentes, recebendo e distribuindo drogas para diferentes regiões do país. As remessas semanais variavam entre 5 e 10 quilos por entrega. As investigações apontaram que a organização possuía uma estrutura hierárquica definida, com liderança, responsáveis pelo controle disciplinar e armamentos, além de integrantes encarregados da logística, armazenamento, transporte, distribuição e movimentação financeira. Entre os fatos apurados, os investigadores identificaram negociações para entrega de drogas no estacionamento do Fórum de Cuiabá. Ainda conforme a apuração, três empresas eram utilizadas para movimentar recursos do grupo e mascarar os lucros obtidos com a atividade criminosa. “O resultado representa um trabalho investigativo aprofundado, que permitiu individualizar a participação de cada investigado no tráfico interestadual de entorpecentes e na organização criminosa. A ação busca interromper a cadeia criminosa e desarticular definitivamente o grupo”, afirmou o delegado da Denarc, Marcelo Miranda Muniz. As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização, rastrear o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos para subsidiar futuras ações penais. Nome da operação O nome "Throw" faz referência ao termo utilizado no esporte para definir o ato de desperdiçar uma oportunidade decisiva ou abrir mão de uma vantagem conquistada. Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza a escolha dos investigados de abandonar caminhos lícitos e ingressar na criminalidade, assumindo as consequências de suas decisões.
Por Ascom 17 de junho de 2026
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, assumiu nesta terça-feira (16), em Brasília, a presidência interina da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), entidade na qual exerce a vice-presidência desde 2024. Lucas Costa Beber substitui Mauricio Buffon, que se licenciou no dia 3 de junho para concorrer ao cargo de deputado federal pelo estado de Tocantins nas eleições deste ano. O mandato interino será exercido por um período de quatro meses. De acordo com o presidente da Aprosoja MT, o seu compromisso será dar continuidade à atuação do presidente Maurício Buffon, que sempre foi marcada pela defesa dos interesses da maioria dos produtores do país. “Assumo com muita responsabilidade a missão de substituir o Maurício nos próximos meses. Ele tem feito um excelente trabalho à frente da Aprosoja Brasil. Seguiremos firmes em pautas fundamentais para o setor, como o endividamento rural agrícola, a reforma tributária, a segurança jurídica, o enfrentamento a abusos contra os produtores, a exemplo da Moratória da Soja, das cobranças indevidas de royalties e de outros temas que impactam diretamente quem produz”, declarou. Segundo Lucas Costa Beber, a Aprosoja Brasil continuará trabalhando pela valorização da imagem do setor, pelo reconhecimento da importância da agricultura perante a sociedade brasileira e pela defesa da nossa imagem no mercado internacional, mostrando a responsabilidade social, econômica e ambiental do produtor brasileiro. “Todas as Aprosojas estaduais podem contar comigo, assim como todos os produtores. Estaremos sempre focados na defesa do interesse da maioria, com responsabilidade, diálogo e firmeza”, acrescentou. Maurício Buffon avalia como positivo seu período como presidente da Aprosoja Brasil, iniciado em março de 2024 e que se encerra em março de 2027. Ele cita avanços importantes, como a aprovação da Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070) e a Lei de Reciprocidade (Lei 15.122), mas aponta dificuldades na relação com o Poder Executivo. “A Aprosoja é uma entidade que aponta soluções, mas há uma certa dificuldade quando o governo vê o agro como adversário. Tivemos avanços, como as leis de Bioinsumos e da Reciprocidade, que nasceram praticamente dentro da Aprosoja, mas podíamos ter alcançado mais se o governo olhasse com mais cuidado para o setor agrícola”, enfatizou. É a segunda vez que um presidente da Aprosoja MT assume conjuntamente a presidência da Aprosoja Brasil. O primeiro a acumular as funções foi o produtor rural Rui Prado, entre 2007 e 2010.
Por RepórterMt 17 de junho de 2026
Mato Grosso registrou o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do Brasil durante o primeiro trimestre de 2026. O Estado apresentou um incremento de 135,11 mil cabeças de gado em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que representa uma alta de 8,1% no volume local. Os dados oficiais constam na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje (16). Com o desempenho, o território mato-grossense consolidou sua posição de principal produtor do país, sendo o responsável sozinho por 17,5% de todo o abate bovino em âmbito nacional. O avanço local puxou o índice do país, que cresceu cerca de 326,28 mil cabeças no período, impulsionado por 21 das 27 unidades da federação. Atrás de Mato Grosso, os maiores aumentos foram identificados em São Paulo (mais 128,20 mil cabeças) e no Pará (mais 36,34 mil). Em contrapartida, as principais retrações ocorreram em Goiás e em Mato Grosso do Sul, com quedas de 68,61 mil e 32,64 mil cabeças, respectivamente. O balanço do órgão federal aponta que a região Centro-Oeste manteve a hegemonia do setor, concentrando 36% do abate nacional, seguida pelo Norte (23,9%) e Sudeste (21,5%).  A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), Linacis Lisboa Vogel, avaliou que os indicadores atestam a eficiência e a competitividade do setor produtivo do Estado tanto para o mercado interno quanto para as exportações.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Força Tática da Polícia Militar resultou na apreensão de 248 quilos de cloridrato de cocaína, na segunda-feira (15), em Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). A ação gerou um impacto financeiro estimado em R$ 4 milhões para as facções criminosas. Três suspeitos, sendo dois homens e uma mulher, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Na ação, as equipes também apreenderam dois veículos utilizados na logística do crime. De acordo com a Polícia Militar, a abordagem ocorreu após as forças de segurança receberem informações de que os automóveis vinham da Bolívia carregados com entorpecentes. Diante da denúncia, policiais montaram um bloqueio estratégico na rodovia MT-473. Ao interceptarem os alvos, as equipes encontraram um aparelho de comunicação via satélite no interior de um Fiat Palio Adventure. Já a droga, distribuída em vários fardos, estava escondida em um VW Gol. Os suspeitos, os veículos e o carregamento foram encaminhados à Polícia Federal.
Por Gazeta Digital 16 de junho de 2026
A empresa Águas Cuiabá vai aumentar em 11,93% o preço cobrado do consumidor pelo serviço de distribuição na Capital. A medida passa a valer em 27 de junho e já vai impactar nas próximas faturas. É o segundo reajuste nesse ano, já que em março o valor subiu 4,16%. Dessa forma, apenas em 2026, o valor do reajuste deverá chegar a 16,09%, mais do que o triplo da inflação registrada no último ano, fixada em 4,72%. Antes do reajuste de março deste ano, o valor cobrado da faixa residencial variava entre R$ 4,92 e R$ 16,29 o metro cúbico, a depender da faixa de consumo. Com a atualização de março, os valores foram fixados entre R$ 5,12 e R$ 16,97, conforme o consumo. O novo reajuste, prevê que o valor cobrado pelo metro cúbico de água fique entre R$ 5,73 e R$ 18,99, conforme a demanda do consumidor. Também haverá aumento na tarifa social, que é aquela concedida às famílias de baixa renda. Até fevereiro, o valor cobrado era de R$ 2,46. Com o primeiro reajuste, em março, o valor saltou para R$ 2,56. Agora, vai para R$ 2,87. Leia também - Maysa detona colegas e acusa 'falta de interesse' para abertura de CPIs O vereador Dilemário Alencar (União), que afirmou ter recebido denúncias de moradores por meio das suas redes sociais, apresentou pedido de convocação do diretor da concessionária de saneamento básico e também do presidente da agência reguladora, a Regula Cuiabá, para pedir esclarecimentos. Ele disse que também acionou o Procon Estadual para investigar o reajuste. “Chegou agora há pouco [alegação] de que foi uma demanda jurídica que a Águas Cuiabá recorreu junto a Câmara Arbitral que fica em São Paulo, porque não houve entendimento com a antiga Arsec numa reavaliação de reajustes deu 5%. A Águas Cuiabá não concordou e recorreu a essa Câmara Arbitral, que fica na cidade de São Paulo. Eu quero que o presidente da Águas Cuiabá venha aqui, se explique, e também o novo presidente da Regula Cuiabá”, disse à imprensa. Por meio de nota, a Águas Cuiabá informou que o reajuste tem como objetivo o “reequilíbrio da concessão” e que a decisão está embasada em decisão da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem CIESP/FIESP, que reconheceu a necessidade da mudança em razão dos serviços prestados entre 2012 e 2019. Questionada sobre a motivação da revisão ter sido encaminhada para um órgão de fora do estado, a assessoria da Águas Cuiabá alegou que a instituição atua na mediação de conflitos e é “bastante respeitada”. Argumentou, ainda, que há cinco anos seguidos lidera o ranking do saneamento básico do Instituto Trata Brasil. Além disso, pontuou que já foram feitos R$ 1,5 bilhão em investimentos no serviço prestado na Capital. Leia a íntegra da nota abaixo. Nota à imprensa Tribunal arbitral reconhece direito da Águas Cuiabá ao reequilíbrio do contrato de concessão A Águas Cuiabá informa que a Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem CIESP/FIESP considerou procedentes os pedidos apresentados em processo movido pela empresa, reconhecendo direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão referente ao período de 2012 a 2019. Entre os pontos decididos, foi determinado que o reequilíbrio relativo ao pleito de abatimentos e cancelamentos seja implementado por meio de aumento tarifário de 11,93% a partir de 27 de junho de 2026. Desde 2017, Cuiabá vem ganhando destaque nacional no saneamento, com cinco anos seguidos na liderança do Ranking Trata Brasil em investimentos por habitante, resultado de R$ 1,5 bilhão aplicados em obras, tecnologia e melhorias operacionais. A Águas Cuiabá segue investindo este ano, com foco na região central da cidade e em entregas como a ETE Sul, já em fase avançada de construção. Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato pelos canais de atendimento: Call Center: 0800 646 6115 (ligação gratuita) e WhatsApp (65) 9 9276-6008.
Por RepórterMT 16 de junho de 2026
O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, juntamente com os diretórios municipais do MDB e do PV, foi condenado a pagar R$ 950 mil à produtora Tele Vídeo Produções Ltda.-ME, responsável pela produção audiovisual da campanha eleitoral de 2020, quando o emedebista foi reeleito para comandar a Prefeitura de Cuiabá. A decisão é do juiz Jamilson Haddad Campos, da 5ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada nesta segunda-feira (16). De acordo com o processo, a Tele Vídeo foi contratada para produzir programas eleitorais, inserções para rádio e televisão e jingles da campanha de Emanuel Pinheiro. Segundo a empresa, o contrato previa pagamento de R$ 1,2 milhão, porém apenas R$ 250 mil foram quitados, restando um saldo devedor de R$ 950 mil. Durante a tramitação da ação, Emanuel sustentou que não poderia ser responsabilizado pela cobrança porque a dívida teria sido assumida posteriormente pelo Partido Verde, com a concordância da produtora. O magistrado, entretanto, entendeu que o documento que transferia a obrigação ao PV não continha cláusula expressa que liberasse o ex-prefeito da responsabilidade pelo débito. Por isso, concluiu que ele permaneceu obrigado ao pagamento. Na sentença, o juiz destacou que a legislação eleitoral prevê responsabilidade solidária entre candidatos e partidos pelas despesas de campanha. Também ressaltou que Emanuel Pinheiro foi o beneficiário direto dos serviços contratados e que a produtora apresentou contratos, notas fiscais e provas da veiculação do material produzido.  O MDB e o PV, apesar de regularmente citados, não apresentaram defesa nos autos. Com isso, a Justiça reconheceu a responsabilidade solidária dos três réus e determinou o pagamento do valor remanescente à empresa. Além da condenação principal, a sentença estabelece que a dívida seja corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde o vencimento das obrigações até a citação dos réus. A partir desse momento, deverá incidir a taxa Selic. Emanuel Pinheiro, MDB e PV também foram condenados ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor atualizado da condenação.