Mato Grosso registra maior abate bovino da história para um primeiro semestre

Ascom • 11 de julho de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume de abates de bovinos para um primeiro semestre. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, entre janeiro e junho deste ano, o estado abateu 3,5 milhões de cabeças. O recorde foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional por carne bovina, com destaque para a China.

 

Segundo o instituto, o recorde do primeiro semestre de 2026 representa uma alta de 3,58% em relação aos abates do mesmo período de 2025. O resultado reflete o aquecimento das exportações e o aumento da procura por animais terminados ao longo dos primeiros seis meses do ano.

 

A analista de bovinocultura de corte do Imea, Ana Eufrázio, destaca que o recorde foi sustentado pelo crescimento do abate de machos. "Neste primeiro semestre de 2026, Mato Grosso atingiu um volume de abates nunca visto antes para um primeiro semestre em toda a série histórica. Foram 3,65 milhões de cabeças abatidas, com destaque para o aumento no abate de machos e uma queda no abate de fêmeas", explica.

 

Do total abatido, 1,81 milhão de cabeças foram machos, avanço de 13,05% frente ao primeiro semestre de 2025. Já o abate de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais.

Ana Eufrázio explica que essa redução no envio de fêmeas aos frigoríficos evidencia a transição do ciclo pecuário em Mato Grosso.

 

"Essa queda ocorre devido ao intenso abate de fêmeas registrado nos últimos anos e ao cenário atual, em que a reposição voltou a ser mais atrativa. Com isso, muitos produtores estão retendo matrizes para recompor o plantel, o que reforça essa mudança no ciclo da pecuária”, diz.

 

O desempenho da pecuária mato-grossense também foi acompanhado pelo resultado histórico nas exportações de carne bovina. No primeiro semestre de deste ano, Mato Grosso embarcou 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), crescimento de 38,76% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações somaram US$ 2,41 bilhões, avanço de 63,82%.

 

Segundo o Imea, a forte demanda internacional, especialmente da China, foi determinante para esse desempenho nas exportações do estado.

 

"O recorde de abates foi impulsionado pelo aumento da demanda dos frigoríficos, especialmente da China, que representa mais de 50% das exportações de carne bovina de Mato Grosso", ressalta a analista.

 

Outro fator que contribuiu para o aumento dos embarques foi a antecipação das exportações para o mercado chinês. Segundo o Imea, a imposição da cota de salvaguarda fez com que frigoríficos acelerassem os embarques antes do esgotamento do limite tarifário.

 

"Dentro da cota, as exportações ocorrem normalmente. Fora dela, passa a incidir uma sobretaxa de 55%. Isso provocou uma corrida entre os frigoríficos no primeiro semestre para vender o maior volume possível antes do esgotamento da cota", explica a analista Ana Eufrázio.

 

Com o preenchimento da cota chinesa, o mercado começa a dar sinais de desaceleração. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, refletindo a menor atuação de parte das plantas exportadoras e um movimento de acomodação após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre.

 

Projeções para o 2° semestre

 

Para os próximos meses, de acordo com projeções do Imea, a expectativa é de redução do ritmo das exportações para a China. Esse cenário pode pressionar as cotações no terceiro trimestre.

"Atualmente, o preço do boi tem diminuído porque a cota já foi atingida e os novos embarques estarão sujeitos à sobretaxa. A expectativa é de maior pressão sobre os preços durante o terceiro trimestre em razão da redução da demanda chinesa”, afirma Ana.

 

Apesar desse quadro, a oferta restrita de animais terminados deve limitar quedas mais acentuadas da arroba ao longo do segundo semestre. Segundo o Imea, a tendência é que o mercado volte a ganhar força a partir da segunda quinzena de outubro, quando frigoríficos retomam o planejamento logístico para atender a nova cota de exportação destinada ao mercado chinês em 2027.

 

"Esse cenário de demanda externa e da corrida para atender a cota explica os recordes de abate e de exportação registrados por Mato Grosso no primeiro semestre de 2026. A expectativa é que o mercado volte a se movimentar na segunda quinzena de outubro, já de olho na cota chinesa do próximo ano", indica a analista.

Por Ascom 17 de julho de 2026
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na tarde desta quinta-feira (16), aproximadamente 70 kg de substância análoga à pasta base de cocaína no km 208 da BR-364, no município de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá). A ação ocorreu durante procedimento de abordagem a uma combinação de veículos de carga e resultou na prisão de dois homens pelos crimes de tráfico de drogas e associação ao tráfico.  Durante a fiscalização, o veículo foi encaminhado à Unidade Operacional da PRF para inspeção avançada. Com o apoio do cão de faro K9 Zion, os policiais localizaram 65 tabletes do entorpecente acondicionados em caixas de papelão no interior da caixa de ferramentas do caminhão. Ao serem questionados, foi informado que a carga ilícita havia sido retirada em Campos de Júlio (MT) e teria como destino o município de Rondonópolis (MT). Os envolvidos receberam voz de prisão em flagrante com base nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006. Além da droga, a equipe realizou a apreensão de aparelhos celulares, valores em espécie e a combinação de veículos utilizada no transporte. A ocorrência, o veículo, os detidos e os materiais apreendidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Rondonópolis (MT) para a continuidade dos procedimentos legais cabíveis.
Por Agência Brasil 17 de julho de 2026
A decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil, trouxe uma reação imediata do governo brasileiro. Em resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada "imediatamente". A lei, sancionada em 11 de abril de 2025, foi motivada também por decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já naquela ocasião, Trump escalou em uma guerra comercial contra diversos países, inclusive o Brasil, e anunciou sobretaxas de importação. A Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil. Ou seja, se um país com o qual o Brasil tem relação comercial adota uma medida que o prejudique nessa relação, o governo pode adotar uma série de contramedidas. Dentre elas, impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou restringir importações de bens ou serviços. Essas contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil. Soberania A Lei da Reciprocidade destaca que cabe a suspensão de concessões comerciais, entre outras medidas, a países ou blocos de países que “interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil”.  Assim, a lei se aplica a um país que ameace aplicar ou aplique medidas comerciais na tentativa de interferir em atos específicos ou práticas no Brasil. A legislação também abre espaço ao diálogo e entendimento para que medidas retaliatórias não sejam tomadas obrigatoriamente. Em seu Artigo 4º, determina que a diplomacia entre em ação para reduzir ou anular a necessidade das contramedidas previstas. Meio ambiente A Lei de Reciprocidade também inclui países que tomem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais mais onerosos do que os padrões de proteção ambiental adotados no país. Nesse caso, o Brasil deve considerar, além das normas ambientais adotadas internamente, como o Código Florestal, de 2012, as metas estabelecidas na Política Nacional do Clima, de 2009, e os compromissos assumidos no Acordo de Paris, de 2015. Se um país aplicar medidas comerciais unilaterais alegando descumprimento de normas ambientais não contempladas por esses institutos, e que sejam mais dispendiosas ao Brasil, está prevista a aplicação de contramedidas.
Por Gazeta Digital 17 de julho de 2026
A prorrogação do contrato das obras do BRT (Bus Rapid Transit), publicada pelo governo de Mato Grosso no Diário Oficial desta quinta-feira (16), vai impactar diretamente o cronograma do trecho 1, entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o Terminal André Maggi no CPA, em Cuiabá. O novo aditivo amplia o prazo de vigência do contrato em mais 150 dias, totalizando 635 dias, com término previsto para 16 de fevereiro de 2027. Já o prazo de execução das obras foi prorrogado em 150 dias, chegando a 510 dias, com previsão de encerramento em 18 de novembro de 2026. Alterado o cronograma outras vezes, as obras foram iniciadas em Várzea Grande em 2023, com previsão de conclusão para julho de 2024. Em janeiro de 2024, foram iniciadas as obras em Cuiabá, com previsão de entrega para fevereiro de 2025. Nesta semana, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) confirmou a entrega do trecho 1 em dezembro, mas agora foi feito o novo aditivo. A parte mais avançada das obras do trecho 1 é o corredor viário. Praticamente toda a pavimentação do corredor exclusivo foi concluída e o tráfego já foi liberado. Nessa etapa, falta a execução das obras complementares, como calçadas, paisagismo, iluminação pública, arborização e a implantação da nova via de acesso ao futuro terminal de Várzea Grande. Já a construção das 77 estações ainda registra apenas 3,2% de execução física. A parte que compreende os terminais de integração e o Centro de Controle Operacional (CCO) é a mais atrasada das etapas previstas. Segundo a Sinfra, as obras seguem em fase preparatória e também têm prazo contratual até dezembro. Já o trecho 2, que corresponde ao corredor da avenida Fernando Corrêa da Costa, ligando a região do Coxipó ao Centro de Cuiabá, também teve o cronograma afetado. A promessa era iniciar e concluir essa etapa ainda neste ano, mas, diante do novo cronograma, a execução deverá ficar para a próxima gestão estadual. OPERACIONALIZAÇÃO Dividido em dois corredores, o BRT foi anunciado em 2021 como alternativa mais viável ao antigo projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). No entanto, a demora das obras e o descumprimento dos prazos de entrega das etapas aumentaram as incertezas em torno da operacionalização do sistema. Até o momento, a Sinfra ainda não definiu quando o BRT começará a operar. Em audiência pública realizada essa semana, o secretário-adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano, Isaac Nascimento Filho, atribui o atraso das obras à estratégia adotada para reduzir os impactos sobre o trânsito e o comércio.
Por RepórterMT 16 de julho de 2026
O Governo de Mato Grosso oficializou mais um adiamento nas obras do BRT (Bus Rapid Transit) na Região Metropolitana. Conforme extrato publicado no Diário Oficial do Estado que circula hoje (16), a Sinfra-MT (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística) assinou o Segundo Termo Aditivo ao contrato com o Consórcio Integra BRT, esticando o cronograma de entrega das obras por mais 150 dias. Com o novo aditivo, o prazo para a execução dos serviços salta para 510 dias, empurrando a previsão de conclusão dos trabalhos de infraestrutura para 18 de novembro de 2026. Já o prazo geral de vigência do contrato foi estendido para 635 dias, com vencimento final em 16 de fevereiro de 2027, o que indica que a operação comercial plena do modal dificilmente ocorrerá ainda este ano. O aditivo de número 041/2025/01/02 foi assinado na última quarta-feira (15). Este é o segundo grande revés no cronograma em menos de sete meses: no final do ano passado, a pasta estadual já havia acrescentado outros 180 dias ao planejamento original de obras para tentar salvar o andamento da primeira etapa do modal. A nova prorrogação contratual joga um balde de água fria nas declarações recentes do governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos). No final do mês passado, Pivetta havia garantido publicamente que o primeiro trecho do sistema, ligando o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, à região do CPA, em Cuiabá, entraria em operação assistida ainda em 2026. Na oportunidade, o Executivo justificou que os atrasos eram reflexo de entraves técnicos e operacionais de engenharia e problemas com frentes de trabalho da primeira etapa do lote urbano. Com a oficialização da prorrogação dos serviços até o final de novembro, as chances de os ônibus articulados circularem comercialmente em Cuiabá até o Natal tornam-se nulas. Novela de R$ 1 bilhão se arrasta desde a Copa de 2014 A substituição do finado Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo BRT foi anunciada como uma solução mais rápida e econômica para destravar a mobilidade urbana da capital, que herdou o esqueleto inacabado de trilhos projetados para a Copa do Mundo de 2014. Após mais de R$ 1 bilhão consumidos em obras fantasmas e o rompimento do antigo consórcio por denúncias de corrupção, o governo estadual vendeu os vagões e trilhos do trem urbano para a Bahia e iniciou a pavimentação de concreto para os ônibus rápidos. No entanto, o avanço das obras nos corredores centrais das avenidas Historiador Rubens de Mendonça (CPA) e FEB continua sendo alvo de reclamações diárias de comerciantes e motoristas pelo ritmo lento das intervenções.
Por Gazeta Digital 16 de julho de 2026
Mato Grosso reúne 90 vagas em concursos públicos e processos seletivos com inscrições abertas ou previstas para diferentes níveis de escolaridade. As oportunidades estão distribuídas entre prefeituras, câmaras municipais, órgãos estaduais e entidades como o Sesc-MT, com salários que podem chegar a R$ 16.346,38. Há cargos nas áreas de saúde, educação, administração, direito, assistência social, esporte e manutenção, além de vagas para profissionais com formação técnica e superior. Concurso Prefeitura de Primavera do Leste Vagas: 33 Cargos: Agente de Monitoramento, Assistente Social, Auxiliar de Consultório Dentário, Cirurgião Dentista 20H - Paciente PNE, Cirurgião Dentista 20H – Periodontia, Controlador Interno (Ciências Contábeis), Enfermeiro Padrão, Fonoaudiólogo, Fonoaudiólogo Educacional, Médico 20H - Cirurgia Oncológica, Médico 20H – Endocrinologia, Médico 20H – Ginecologia, Médico 20H – Mastologia, Médico 20H – Neurologia, Médico 20H - Oncologia Clínica, Médico 20H – Ortopedia, Médico 20H – Psiquiatria, Médico 20H – Urologia, Médico 40H - Clínico Geral, Monitor Serviços Educacionais, Monitor Social, Procurador Municipal, Professor de Educação Física, Professor Pedagogo, Psicólogo, Técnico de Manutenção, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Laboratório , Técnico Esportivo – Atletismo, Técnico Esportivo – Canoagem, Técnico Esportivo - Jiu-Jitsu, Terapeuta Ocupacional. Salário: até R$ 16.346,38 Inscrições: de 08/07/2026 até 09/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-primavera-do-leste-mt-2026 Leia mais - Itaú é condenado a indenizar bancário humilhado e ameaçado no trabalho Câmara Conquista D’Oeste Vagas: 2 Cargos: Advogado, Assistente Administrativo, Auxiliar de Serviços Gerais Salário: até R$ 6.595,08 Inscrições: de 07/07/2026 até 05/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-concurso-camara-de-conquista-d-oeste-mt-001-2026 Câmara de General Carneiro Vagas: 4 Cargos: Procurador Jurídico, Auditor de Controle Interno, Agente Administrativo, Assistente de Plenário. Salário: até R$ 4.717,35 Inscrições: de 30/06/2026 até 28/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-camara--general-carneiro-mt-2026 Prefeitura de Poconé Vagas: 1 Cargos: Advogado. Salário: até R$ 5.037,51 Inscrições: de 09/06/2026 até 08/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-n-01-2026-concurso-prefeitura-de-pocone-mt-advogado Processo Seletivo Prefeitura de Alto Garças Vagas: 4 Cargos: Técnico em Enfermagem, Enfermeiro (30h), Enfermeiro (40h), Fonoaudiólogo, Nutricionista e Odontólogo. Salário: até R$ 8.348,84 Inscrições: de 20/07/2026 até 02/08/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-alto-garcas-mt-2026 INTERMAT Vagas: A divulgar Cargos: Analista Fundiário Agrário Salário: R$ 10.493,79 Inscrições: de 15/07/2026 até 21/07/2026. Edital: https://www.acheconcursos.com.br/edital-concurso/edital-processo-seletivo-intermat-01-2026 SESC-MT Vagas: 4 Cargos: Dentista – Clínico Geral e Periodontia, Instrutor – Desenvolvimento Físico e Esportivo, Artífice de Manutenção Generalista e Auxiliar Administrativo. Salário: até $ 5.212,27 Inscrições: de 14/07/2026 até 17/07/2026. Edital: www.sescmt.com.br Secretaria de Saúde Vagas: 43 Cargos: 18 técnicos de enfermagem, cinco enfermeiros, oito oficiais administrativos recepcionistas, quatro técnicos administrativos comerciais, quatro técnicos em farmácia, dois oficiais administrativos porteiros, um técnico em segurança do trabalho e um farmacêutico. Salários: A divulgar Inscrições: Até 15 de julho Edital: https://www.cuiaba.mt.gov.br/noticias/saude-convoca-43-profissionais-para-reforcar-atendimento-na-rede-municipal-em-cuiaba
Por Gazeta Digital 16 de julho de 2026
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e no Departamento de Água e Esgoto (DAE) pelo período de 180 dias. Publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16), os decretos estabelecem medidas rígidas de contenção de despesas para evitar o colapso das contas públicas. A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas da prefeitura, afetando repasses do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), decorrente do não pagamento de três parcelas de precatórios de cerca de R$ 6,5 milhões cada, herdadas dos anos de 2023 e 2024. Embora o município tenha uma arrecadação anual estimada em R$ 2 bilhões, ele carrega uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios. Atualmente, a gestão precisa desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir essas decisões judiciais, um valor drasticamente superior aos R$ 500 mil mensais pagos pela administração anterior. Para detalhar a gravidade da situação antes da publicação dos decretos, a prefeita reuniu secretários e vereadores, explicando que o cenário foi agravado por impasses políticos na Câmara Municipal. "Desde 2025, busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por 'brio' do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas", afirmou a prefeita. Além disso, a prefeitura enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Sem a autorização dos vereadores para parcelar esses débitos, a cidade continua impossibilitada de receber novos recursos federais. Diante desse cenário, a prefeita exigiu o empenho máximo de seus secretários na redução de custos, determinando que todas as pastas apresentem um plano de contenção de gastos administrativos em até cinco dias úteis. Os decretos suspendem imediatamente a criação de novas despesas, a realização de eventos e festividades, a compra de bens permanentes não urgentes e a assinatura de novos contratos. A partir de agora, os recursos públicos disponíveis serão direcionados com prioridade absoluta para a manutenção dos serviços essenciais, como Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento dos servidores, limpeza urbana e abastecimento de água.
Por Redação 16 de julho de 2026
O agronegócio brasileiro registrou, em 2025, o maior número de pedidos de recuperação judicial da série histórica. De acordo com dados da Serasa Experian, foram contabilizados 1.990 requerimentos no período, um crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior e quase quatro vezes superior aos 534 casos registrados em 2023. Apesar da alta nas recuperações judiciais, os índices de inadimplência apresentam comportamentos distintos entre produtores rurais pessoas físicas e aqueles organizados como pessoas jurídicas. Informações do Banco Central mostram que a inadimplência nas operações de crédito rural com recursos direcionados a produtores pessoas físicas passou de 1,40% em 2021 para 4,37% em 2025, atingindo o maior patamar da série histórica, com aceleração mais intensa a partir de 2024. Já entre os produtores estruturados como pessoa jurídica, o cenário permaneceu mais estável. No período, a inadimplência variou entre 0,33% e 0,67%, encerrando 2025 em 0,52%. Para o advogado Pérsio Landim, especialista em agroadvocacia, os números demonstram que a recuperação judicial passou a integrar o planejamento estratégico das empresas do setor. "A recuperação judicial é um instrumento legal que permite ao produtor rural reorganizar suas dívidas, preservar a atividade econômica e manter a produção em funcionamento. Mais do que uma medida para enfrentar uma crise financeira, ela oferece condições para que o negócio seja reestruturado de forma sustentável, preservando empregos, contratos e a capacidade de geração de renda", afirma. Segundo Landim, o aumento dos pedidos também reflete um ambiente econômico mais desafiador para o agronegócio, marcado pela elevação dos custos de produção, oscilações climáticas e maior dificuldade de acesso ao crédito. "Quando utilizada no momento adequado e com planejamento, a recuperação judicial cria um ambiente de negociação entre devedor e credores, permitindo a construção de soluções que beneficiam todas as partes envolvidas. O objetivo não é deixar de pagar as obrigações, mas estabelecer condições viáveis para que elas sejam cumpridas", explica. Outro movimento observado no setor é o crescimento das recuperações envolvendo grupos econômicos e famílias produtoras. Dados do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (OBRE) mostram que, embora o número de processos tenha permanecido em 13 em 2025, o total de requerentes passou de 26 para 55, indicando que estruturas familiares e conglomerados passaram a buscar soluções conjuntas para reorganizar seus passivos. Na avaliação do especialista, esse comportamento evidencia uma mudança de postura dos produtores diante da gestão financeira. "Cada vez mais, produtores rurais e grupos empresariais compreendem que mecanismos jurídicos de reestruturação podem preservar o patrimônio, garantir a continuidade da atividade e fortalecer a empresa para retomar o crescimento após períodos de instabilidade", conclui.
Por Gazeta Digital 16 de julho de 2026
As obras de revitalização realizadas nos últimos anos não foram suficientes para garantir a conservação de 3 das principais praças do Centro Histórico de Cuiabá. Mesmo após receberem investimentos que, somados aos destinados a outros espaços públicos da região, se aproximam de R$ 1 milhão, as praças da República e Ipiranga voltaram a apresentar sinais de degradação. Na Praça Alencastro, os problemas ainda são menos evidentes, mas a falta de manutenção também já é perceptível e pode avançar, caso nada seja feito. A situação mais preocupante é a da Praça da República, localizada em frente à Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Inaugurada em 1922, a praça passou por uma ampla revitalização entre 2019 e 2021, quando recebeu novo paisagismo, iluminação em LED, reconstrução das calçadas e intervenções para ampliar a acessibilidade. Pouco mais de cinco anos após a conclusão das obras, parte dessas melhorias já apresenta sinais de desgaste. Pedras do pavimento estão soltas, há rachaduras, desplacamento do piso e desníveis que aumentam o risco de quedas e dificultam a circulação de pedestres. Bancos quebrados, lixeiras danificadas e a vegetação sem manutenção completam o cenário de abandono em um dos principais cartões-postais da capital. A degradação preocupa por atingir um espaço de intensa circulação de moradores, trabalhadores e turistas. Além de comprometer um patrimônio histórico, as condições da praça afetam diretamente a segurança e a acessibilidade. Idosos, pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida enfrentam obstáculos diários para atravessar o local, principalmente por causa das irregularidades no piso e da falta de conservação da infraestrutura. Moradora da Capital, a aposentada Rosa Ares, de 64 anos, conta que evita atravessar a praça sozinha por causa das condições do piso. Segundo ela, o local, que deveria oferecer conforto e segurança, hoje exige atenção redobrada. Já tropecei aqui algumas vezes e tenho medo de cair. Uma praça dessas deveria estar bem cuidada, porque muita gente passa por aqui e não tem como andar direito, afirma. Já Zilma Godoy, de 52 anos, diz que o estado de conservação causa uma má impressão justamente em um dos principais cartões-postais da cidade. É um dos primeiros lugares por onde muita gente passa quando vem ao Centro Histórico. Quem visita Cuiabá encontra buracos e falta de conservação. Além da aparência ruim, quem usa cadeira de rodas, bengala ou empurra carrinho de bebê enfrenta dificuldades para circular, relata.
Por Agência Brasil 16 de julho de 2026
O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos (EUA), anunciada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil. “O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”. A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada "imediatamente", além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). "O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”. Alegações  A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”. Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas. “Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, informa a nota. Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”. De acordo com a nota do governo brasileiro, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense. “Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, diz a nota da Presidência. A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros. “Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.
Por RepórterMT 15 de julho de 2026
Além da Capital Consig , outras seis empresas e seis empresários do setor financeiro foram alvo da Operação Fugazi, deflagrada pela Polícia Federal hoje (15). São citadas na investigação a Clickdigital Participações , Clickbank Instituição de Pagamentos , Bemcardes Benefícios , ABCCARD Cartões , Quiz Holding e Cartos Sociedade de Crédito Direto . Entre os empresários investigados estão Marcolino Medeiros Junior , Roberto Arduini Gomes Teixeira , Sven Stefan Padre Kuhn , Caspar Heinrich Menke , Yim Kyu Lee e Henrique Souza e Silva Peretto . A ação investiga supostas irregularidades na oferta de crédito consignado a servidores públicos, aposentados e pensionistas. Ao todo, a Justiça Federal em Mato Grosso expediu 13 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A decisão também determinou o bloqueio de valores e ativos financeiros, além do sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados. Capital Consig critica operação A Capital Consig afirmou que recebeu a operação com surpresa e classificou as medidas como "desnecessárias e desproporcionais". Segundo a empresa, os documentos requisitados serão entregues e todas as informações solicitadas pelas autoridades serão prestadas.  A instituição declarou ainda que segue as normas do setor, passa por auditorias e mantém as atividades normalmente. As suspeitas permanecem sob investigação e, até o momento, não há informação sobre condenação dos envolvidos. Nota completa "Todos os documentos solicitados à empresa são entregues à Justiça no menor espaço de tempo. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento de todas as normas aplicáveis às suas atividades. Além de estar sujeita à fiscalização e às diretrizes do Banco Central, instituição de reconhecida credibilidade, a Capital Consig passa regularmente por auditorias e processos de controle, sempre pautando sua atuação pela conformidade regulatória e pela governança. A empresa informa que está à inteira disposição das autoridades competentes e prestará todas as informações e documentos que forem solicitados, colaborando plenamente para o esclarecimento dos fatos. A Capital Consig confia no trabalho das instituições e segue desempenhando suas atividades normalmente, mantendo seu compromisso com clientes, parceiros e colaboradores. A empresa reforça seu compromisso com seus mais de 2 mil colaboradores diretos e indiretos, parceiros e clientes, reiterando seu empenho para que todos os fatos sejam esclarecidos com a maior celeridade e responsabilidade, preservando a continuidade de suas operações, sem prejuízo às pessoas que confiam em seu trabalho."